Thaluke: Como Se Apaixonar Pelo Seu Melhor Amigo
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Não houve nada de tranquilo pelo resto da viagem. O ônibus fez mais uma parada,e adivinhe: fomos atacados por um ciclope. Grover e Luke lutaram bravamente,e eu também teria lutado,mas Luke havia me dito para proteger Annabeth e mantê-la longe do ciclope,pois a mesma queria entrar em ação com sua faca. Depois de termos vencido o monstros,a viagem continuou...Somente durante os trezentos quilômetros seguintes. O ônibus quebrou em uma estrada deserta,e quando digo deserta,quero dizer que só havia o ônibus lá. O motorista ligou para a oficina mais próxima e eles disseram que levaria pelo menos um dia para chegarem até onde nós estávamos,e não podíamos esperar tanto tempo assim. Mortais estariam seguros ali,mas nós não. Não se sabia quando um monstros poderia aparecer novamente e tentar matar algum de nós. Partimos á pé.
-Animem-se, pessoal, faltam somente duzentos quilômetros!
Exclamou Annabeth,enquanto ela pulava de uma lado para o outro do outro lado da estrada. Eu,Luke e Grover estávamos muito cansados,e principalmente porque só havia mais uma garrafa de água em nossa mochila,e não se via sinal de uma loja de conveniência ou de uma lanchonete onde pudéssemos parar. Nada. Estávamos sozinhos. O ônibus e o resto dos passageiros haviam ficado para trás fazia horas. E ainda tínhamos de andar mais duas horas para poder chegar á cidadezinha que nem ao menos sabíamos o nome.
No meio do caminho, Annabeth começou á se cansar, e, como Luke tinha um coração de mateiga em relação á ela, carregou-a nas costas e cedeu toda sua cota de água para ela. Idiota.
-Porque você faz tudo isso pra ela?
Perguntei discretamente á ele quando Annabeth saiu das costas de Luke e foi conversar com Grover. Os dois haviam ficado um pouco para trás,pois Grover explicava sobre como sátiros podem ser úteis a semideuses.
-Isso o que?
Perguntou ele,se fazendo de desentendido. Revirei os olhos e bufei:
-Isso tudo. Deixa-lhe participar dos roubos. Deixa ela dormir encostada em você no ônibus. Sorri para ela o tempo todo. A protege.
Falei e ele revirou os olhos,ignorando o que eu acabara de falar. Dei um soco no braço de Luke,chamando sua atenção.
-Me explique,seu imbecil! Eu não consigo entender,simplesmente não consigo!
Fiz o máximo possível para não gritar xingamentos para ele. E chorar. Eu queria chorar. Havia meses,quase um ano, que já havíamos nos conhecido e ele nem sequer considerara as possibilidades de sermos mais do que amigos ou me dera um sorriso amoroso como dera a Annabeth. O que ela tinha que eu não tinha? Muita coisa,pelo jeito.
-Escute, Thalia, eu não sei porque você resolveu dar uma de ciumenta logo agora que estamos chegando no Acampamento. Annie é só uma criança. A família dela praticamente a abandonou!
-A minha família também me abandonou,Luke! Ou você acha que minha mãe me dava atenção depois de voltar completamente bêbada da rua tarde na noite?
-Eu não quis dizer isso,Thalia,é só que...
-É só que o que? Que Annabeth é digna de pena,e eu não? Porque? Porque sou fria? Porque sou filha do deus dos deuses e preciso ser considerada forte? Se quer saber,eu não sou tão forte como você pelo jeito acha que eu sou.
Dito isso me afastei, deixando um Luke atordoado e cheio de culpa sozinho. Eu não queria magoá-lo ou quebrar o coração dele. Mas ele havia quebrado o meu.
Já era de noite quando chegamos na menor cidade em que eu já estivera. O nome era Anderville. Havia algumas casas pequenas,algumas fazendas, uma praça e uma lanchonete chamada ``Food Station´´,e foi lá que paramos para comer. Pegamos uma mesa e Luke se sentou ao lado de Annabeth,como sempre,conversando animadamente com ela e lhe fazendo cócegas,se esquecendo completamente que eu e Grover estávamos ali. Uma garçonete provavelmente mais nova do que eu chegou e tirou seus fones de ouvido com um semblante mal-humorado,como se não quisesse estar ali,mas mesmo assim nos perguntou:
-Já decidiram o que vão pedir?
Todos ficaram quietos e eu me adiantei:
-Não temos o cardápio.
-Peçam qualquer coisa!
Exclamou ela irritada,recolocando um fone de ouvido e deixando o outro no bolso de seu vestido xadrez. Pedimos hamburgueres,batatas fritas e duas latas de refrigerante,e em alguns minutos ali estava ela novamente com nossos pedidos.
-Bom apetite.
Disse ela de mau gosto e nos fuzilou com o olhar. Olhei ao redor e percebi que o lugar estava vazio, exceto por nós quatro. Acho que ela estava pensando que se livraria de uma noite inteira de trabalho se não fosse pela gente.
Nós quatro comemos rapidamente e revezamos as duas latas de refrigerante. Luke tirou o mapa de seu bolso e estendeu-o sobre a mesa,mostrando onde estávamos e onde estava Nova York. Mais dois dias e meio até a cidade. Ótimo. E o melhor é que não tínhamos um lugar para ficar.
-Vou pensar em algum lugar,não se preocupem. Nem que eu tenha que executar o maior roubo da minha vida.
Eu já sabia o que aquilo queria dizer. Luke iria roubar um banco. O banco da cidade,provavelmente, até porque aquele era o único. Eram 1h00 da manhã. Eu e o filho de Hrmes estávamos de frente para o lugar. Luke olhou para mim e perguntou:
-Está preparada?
Hesitei e olhei para trás,vendo Grover e Annabeth sentados em um banco na praça da cidade. Tomei fôlego e murmurei:
-Vamos.
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