Thalico - Until The End Of The World
1 Until The End Of The World
Notas iniciais
ENJOY S2
Pov Nico di Angelo
Olá, meu nome é Nico di Angelo, moro em New York e tenho 17 anos. E estou, literalmente, no fundo do poço.
Deixe-me explicar. No parque que fica à algumas quadras da minha casa e que eu costumo frequentar tem um poço. E eu costumo pular lá dentro quando eu preciso pensar. É engraçado ver a cara de namorados que se sentam na beirada do poço para ficar e de repente me veem lá dentro. Isso geralmente arranca muitas gargalhadas minhas. Mas não hoje. A razão? Apenas um nome.
Thalia Grace.
Já fazia um tempo que eu não a via. Eu estou deprimido, escrevendo uma carta para passar o tempo. A última vez que a vi estávamos numa sala escura.
Já faz um tempo em que não te vejo
Eu estava deprimido, passando o tempo
A última vez que nos vimos foi num quarto escuro
Não, nós não fizemos o que vocês estão pensando, seus mentes poluídas, deixem-me explicar primeiro.
~Flashback on~
Festa dos Stoll, dois dias
Eu estava no bar observando as pessoas irem e virem. Niguém havia me chamado atenção. Pelo menos nao até agora.
– Ei, cara – disse Travis Stoll. – Não vai pegar ninguém hoje? – perguntou com sarcasmo.
– Hahaha – retruquei. – Muito engraçado, Travis. É só que... ninguém me chamou atenção. São as mesmas festas, mesmas pessoas... tá chato isso.
– Alto lá – disse ele. – Ninguém chama uma festa Stoll de chata! Vai ali no canto – ele apontou para um canto da sala. – Tem uma menina nova lá. Ela parece ser bem parecida com você, cara – eu o olhei arqueando uma sobrancelha e pedindo explicações. – Sabe, gótica, emo, rockeira, sei lá como você chama isso – ele gesticulou na minha direção como se estivesse me jogando um feitiço ou fazendo macumba, sei lá. Revirei os olhos.
– Vou dar uma olhada – eu disse saindo do bar. Nem bêbado eu estava e isso por si só já era novidade.
Cheguei ao canto onde Travis apontara e ofeguei ao ver a garota que estava lá. Alta, cabelos pretos com mechas azuis presos com uma bandana vermelha com preto, blusa do System Of A Down, calças de couro e coturnos.
– Ei – eu disse colocando uma mão em seu ombro. Ela se virou com susto, quase como se esperasse um fantasma atrás dela. Me deparei com lindas íris azuis elétricas delineadas com lápis e delineador pretos. Linda. – Desculpe se te assustei – eu ri quando me recuperei do choque de ter uma garota tão bonita assim na minha frente. – Tá fugindo de quem? – perguntei.
– Do meu ex – ela respondeu com raiva. – Eu sabia que não devia ter vindo nessa festa. Ex em festas é o fim do mundo – ela bufou.
Todos estavam se divertindo
Menos você
Você estava falando sobre o fim do mundo
– Qual é – eu disse. – Aqui pode ser bem legal, é só você aprender a se divertir. Esquece o seu ex.
Ela arqueou uma sobrancelha.
– Tudo bem, Sr. Diversão – ela sorriu. – Me mostre como me divertir.
Passamos o resto da noite rindo, bebendo e, principalmente, dançando. Estávamos tão próximos quanto namorados.
Estávamos tão próximos quanto uma noiva e noivo
Nos comemos a comida, bebemos o vinho
– Quer beber alguma coisa? – perguntei.
– Claro – ela respondeu. Peguei sua mão. Senti arrepios com seu toque e tentei ao máximo não demonstrar isso. E então fomos até o bar.
– Vodka – eu disse ao barman e olhei para Thalia esperando ela escolher o drink dela.
– Duas – ela respondeu.
O barman colocou os copos na nossa frente. Antes que eu tomasse um gole, Ethan Nakamura apareceu com uma garota ao seu lado. Os dois estavam com cigarros Marlboro na boca.
– Quer uma coca, cara? – perguntou me oferecendo sugestivamente a pequena embalagem.
– Só se a Thalia topar virar comigo um copo com vodka misturada com coca – eu olhei para Thalia, olhando-a sugestivamente. – À não ser que você não aguente, Lia – eu sorri.
– Está me desafiando? – ela olhou para Ethan. – Pode mandar, cara.
Ethan sorriu e eu lhe paguei a coca. Dividi o pacote no meio e joguei dentro dos copos.
– Manda a ver, gatinha – eu disse.
Ela me olhou com aqueles olhos inocentes.
– Você perde muito hoje em dia se parar pra pensar – ela murmurou e virou o copo de uma vez só. Balançou a cabeça uma vez e se virou para mim sorrindo. – Sua vez.
Sorri e virei o meu copo.
Eu droguei sua bebida
Você perde muito hoje em dia se parar para pensar
Você me guiou com esses olhos inocentes
Tudo parecia estar mais colorido e divertido agora. Olhei para Thalia ao mesmo tempo que ela olhava para mim.
– Thals, quer ficar comigo? – as palavras saíram da minha boca sem eu nem pensar.
Em resposta, ela se inclinou e me beijou. Um beijo doce, como o de uma pessoa inocente. Pensei se ela era virgem. Se fosse, no estado que nós dois nos encontrávamos, não iria continuar desse jeito por muito tempo.
– EI! – ouvi alguém gritar e logo em seguida esse mesmo alguém empurrou o meu ombro, fazendo-me bater as costas no balcão do bar.
– Qual é, cara – protestei com raiva. – Quem você pensa que é?
– Quem VOCÊ pensa que é? – gritou um cara loiro. Pelo visto, era o carinha que me empurrara. Loiro com cabelo cor de areia, alguns centímetros mais alto que eu e com uma cicatriz que descia desde seu olho direito até cortar sua boca.
– Sou Nico di Angelo – respondi. – Eu diria "muito prazer", mas isso seria uma mentira – eu disse com raiva.
– Você se acha muito esperto, né, di Angelo – disse o loiro. – Mas quem você pensa que é pra pegar a garota dos outros?
– Dos outros? – olhei confuso para Thalia. Ela olhava com raiva para o garoto.
– Dos outros vírgula – disse Thalia. – Nós terminamos, Luke. Acabou. Eu fico com quem eu quiser.
– Vadia, ninguém te colocou na conversa – disse ele. Nesse mesmo instante, a névoa que cobria meu cérebro por causa das drogas pareceu se dissipar e eu meti um soco muito bem dado na cara do tal Luke.
– BRIGA! BRIGA! BRIGA! – ouvi o pessoal começar a entoar, mas eu não liguei. Dei socos e murros na cara e onde meus punhos alcançassem o tal Luke.
Logo alguns rapazes se juntaram e separaram nós dois. Eu não estava com nenhum arranhão, mas não posso dizer o mesmo de Luke. Seu nariz parecia quebrado e escorria sangue. Estava com vários vermelhos pelo rosto e corpo que com certeza ficariam roxos ou mesmo pretos.
Uns garotos levaram Luke para longe e eu senti braços delicados puxarem meus braços na direção contrária. Olhei e vi Thalia. Parei de lutar e deixei ela me levar até o jardim dos fundos.
– Onde vamos? – perguntei.
– Surpresa – ela respondeu, me fazendo sorrir.
– Eu amo o elemento surpresa – ri.
Você sabe que eu amo o elemento surpresa
Ela riu também. Nos deitamos em uma árvore e ela se aninhou no meu peito. Ficamos em silêncio por um tempo. Ela começou a tremer.
– Está com frio? – perguntei.
Ela assentiu minimamente. Tirei minha jaqueta de couro e a entreguei a ela. Ela me deu um sorriso agradecido e a vestiu, voltando aos meus braços logo em seguida.
– Onde você mora? – perguntou ela.
– Aqui perto, duas ruas depois da avenida – respondi automaticamente. – E você?
– Em São Francisco. Estou de visita aqui em New York – ela respondeu.
Por alguma razão desconhecida pela humanidade, me senti triste com aquilo.
– Quer continuar a me ver depois dessa noite? – perguntei no ímpeto.
– Claro – ela respondeu e trocamos endereços e telefones.
Me virei para olhá-la. Ela estava com o rosto tão perto... me inclinei aqueles poucos centímetros e nossos lábios se encontraram novamente.
– Ei, Nico! – gritou Travis. Mentalmente o amaldiçoei. – Caçada. Topa?
Eu sabia de que caçada ele estava falando. Ninguém mexe com algum dos membros da banda que nós tínhamos (que eram eu, Percy, Travis, Connor e Carter) e saia impune.
– Claro – respondi.
– Não vai – disse Thalia.
– Eu tenho que ir – respondi, lhe beijando novamente. – Quando você volta para São Francisco?
– Assim que eu chegar em casa hoje – respondeu.
– Vai me esperar em sua casa de São Francisco? – perguntei esperançoso.
– Ai, deuses – ela disse. – É o fim do mundo de novo – ela suspirou.
No jardim eu era o alvo
Beijei seus lábios e parti seu coração
Você... Você agia como se fosse
O fim do mundo
– Vai? – insisti.
(Amor... Amor...)
– Eu vou te esperar até o fim do mundo – ela me beijou ardentemente de novo.
Você... Você disse que esperaria
Até o fim do mundo
~Flashback off~
Enquanto sonhava acordado, eu tentava afogar esses arrependimentos. Eu não queria ter procurado o Luke. Na verdade nenhum de nós o achou naquela festa. E eu queria ter ido atrás de Thalia ao invéz.
Mas pelo visto meus arrependimentos aprenderam a nadar, cercando-me, caindo sobre mim.
Ela disse que me esperaria até o fim do mundo.
Ondas de pesar e ondas de alegria me envolveram. Verdade? Mentira? Só havia um jeito de descobrir.
Em meu sonho eu afogava meus arrependimentos
Mas meus arrependimentos, eles aprenderam a nadar
Cercando-me, caindo sobre mim
Transbordando
Ondas de pesar e ondas de alegria
Eu procuro por aquele que tentei destruir
Você... Você disse que esperaria
Até o fim do mundo
Saí daquele poço praticamente pulando. Peguei minha moto e corri até o aeroporto, sem planos, sem bagagem, só querendo chegar o mais rápido possível até São Francisco.
Em poucas horas meu avião chegou até o meu destino.
Peguei um taxi correndo e lhe dei o endereço que Thalia me entregara. Em poucos minutos parei à sua porta.
Respirei fundo e bati.
Toc, toc, toc.
Ela atendeu a porta e eu fiquei sem palavras por um instante.
– Nico? – perguntou ela com descrença.
– Até o fim do mundo, lembra? – perguntei e ela pulou em meus braços me beijando com fervor. E naquele momento eu percebi que por Thalia eu iria até o fim do mundo. ♥
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Until the End of The World
Haven't seen you in quite a while
I was down the hold just passing time
Last time we met was a low-lit room
We were as close together as a bride and groom
We ate the food, we drank the wine
Everybody having a good time
Except you
You were talking about the end of the world
I took the money
I spiked your drink
You miss too much these days if you stop to think
You lead me on with those innocent eyes
You know I love the element of surprise
In the garden I was playing the tart
I kissed your lips and broke your heart
You... you were acting like it was
The end of the world
(Love...love...)
In my dream I was drowning my sorrows
But my sorrows, they learned to swim
Surrounding me, going down on me
Spilling over the brim
Waves of regret and waves of joy
I reached out for the one I tried to destroy
You...you said you'd wait
'til the end of the world
La la la la la la
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