Thalico - Serial Killer
11 mOBSCENE
Notas iniciais
Então meu celular começou a tocar, interrompendo Annabeth no meio de uma frase. Olhei o visor e me surpreendi. Sério mesmo isso?
– Alô? – atendi rudemente
– Se arrume passo no seu apartamento em meia hora – a voz de Zeus, meu pai, ressona do outro lado da linha
– Mas eu não estou em casa – falei
– Eu não perguntei ele disse. – Ai essa doeu – Mas, se é tão importante pra você: Onde você está Thalia?
– Na casa de Silena – disse dando um longo suspiro
– Isso é ótimo ele disse peça a ela ajuda para se arrumar formalmente
– Onde vamos? – perguntei
– Só se arrume bem – ele disse e forçou as seguintes palavras: – por favor
– Tudo bem – respondi
– Thalia – ele chamou – apesar de tudo, não se esqueça, eu te amo
– Também te amo – falei
– Em meia hora – ele avisou
– Estarei pronta – garanti desligando
– Quem era? – Silena perguntou
– Meu pai – respondi atordoada – Silena, pode me fazer de boneca?
– Nada de rosa? – ela perguntou preocupada
– Nada de rosa –
Silena pegou um dos seus vestidos longos de festa e um par de saltos, mas os deixou em cima da cama. Annabeth, continuou a contar sobre sua viagem de lua de mel, mas sinceramente, eu não prestei atenção. Piper se agachou a minha frente e retocou minhas unhas de preto, assim como Clarisse retocou as mechas de verde e Silena fez minha maquiagem. Assim que terminaram, Annabeth me ajudou a colocar o vestido e eu coloquei os saltos, indo para frente do grande espelho que tinha no quarto de Silena. Eu estava linda, realmente. Mas aquela não era eu. Era uma garota diferente, que estava usando meu corpo, apenas por esta noite
– Está linda, Thalia – Silena elogiou, mas logo sua voz foi abafada pelo barulho da buzina no andar de baixo
– E minha moto? – perguntei
– Eu levo – Piper disse, eu a olhei de sobrancelha arqueada – vou tomar cuidado – ainda a observei atentamente assentindo e ela revirou os olhos – Prometo, vou deixa-la intáquita. Deixo a chave na portaria do seu prédio
– Obrigada – falei enfim convencida de que nada aconteceria a minha moto
– De nada, agora vai – Silena disse me empurrando para a porta da frente
– Tchau – falei para os garotos na sala
– Tchau – eles disseram me olhando como se eu fosse um E.T.
Estacionado na frente da casa de Silena, estava o jaguar preto de meu pai, seu motorista fazia uma referencia a mim como se estivesse me convidando a entrar no carro, e assim o fiz
– Está linda, Thalia – meu pai elogiou quando eu entrei no carro
– Ele não mudara nada, ainda usava seu habitual terno, esta noite azul-marinho, combinando com seus aterrorizantes olhos azuis-elétricos, iguais aos meus, pensei, seu cabelo estava grisalho e longo assim como a barba, ele era um homem de negócios, não tinha tempo nem pra si mesmo...
– Hera não vai conosco? – perguntei na esperança daquela vaca não comparecer. Eu a odiava, e esse sentimento era recíproco
– Hera teve que fazer uma viajem as pressas pelo que parece, Deméter está com problemas na saúde – ele disse e eu assenti
– Onde vamos? – perguntei
– Na casa de um de meus sócios, Hades di Angelo – ele disse. Maldito! Obviamente di Angelo não é um sobrenome muito comum – Sabe Thalia, ele tem um filho, Nico, é um rapaz bonito e tem boa família. Tenho certeza que se darão bem
– É claro que sim – forcei um sorriso. Meu pai não sabia que eu já conhecia Nico, nem tão pouco que eu já tivera relações sexuais com ele
O caminho se passou com meu pai me contando sobre como estava a vida, mas eu não estava prestando atenção, chegamos logo a mansão di Angelo e o motorista abriu o vidro do meu pai, o porteiro levantou a cabeça
– Zeus Grace – meu pai disse
– O senhor di Angelo o aguarda – ele falou abrindo os portões
– Por que Jason não veio? – perguntei
– É aniversário de um amigo dele – meu pai disse. Sim, era aniversário de Leo Valdez. Leo era um cara brincalhão, mas eu decididamente não gostava dele
– Valdez – murmurei
– Esse mesmo, Leo Valdez, eu não confio nele, digo, Jason deixa ele e a namorada juntos sem se preocupar, eu tenho medo de que Piper e Leo o machuque – aquele era o pouco que eu lembrava do meu pai, aquele homem antes da morte de minha mãe, o cara que se preocupava com seus filhos
– Entendo – falei descendo do carro
– Obrigado – ele disse – Comporte-se
– Farei o possível – avisei e ele deu um beijo no topo de minha cabeça
– Está dispensado – ele disse para o motorista, que ligou o carro e saiu
– Como vamos embora? – perguntei
– Hades nos convidou para dormir aqui hoje – ele disse
– Mas eu não trouxe roupa – falei
– Tenho certeza de que Perséfone não se incomodará em lhe emprestar um pijama – ele garantiu e eu pude apenas assentir
– Zeus! – uma voz gritou me fazendo virar
Na porta da mansão se encontrava uma cópia mais velha de Nico, um pouco mais carrancuda também. Já o próprio Nico, se encontrava atrás do pai sorria ironicamente. Com certeza era Nico.
(N/A: Recomendo que coloquem a música, fica mais divertido, Link: http://www.vagalume.com.br/marilyn-manson/mobscene.html)
– Seus olhos me encontraram, ele piscou o olho direito e em mordi o lábio inferior em resposta
– Vamos entrar v Hades convidou – alias este é meu filho Nico – Nico estendeu a mão para o meu pai que a apertou
– Esta é Thalia – meu pai disse, eu tive vontade de rir
– É um grande prazer poder conhece-lo – falei estendendo a mão que Nico beijou sem desgrudar os olhos de mim
– O prazer é todo meu – ele disse
Nossos pais entraram na frente conversando animadamente sobre a empresa. Nico passou o braço por mim cintura e apertou a coxa desnuda pelo vestido sorrindo pervertidamente.
– Ainda me paga di Angelo – sussurrei
– Quanto eu te devo? – ele perguntou sussurrando
– Uma noite de sexo, drogas e rock n' roll – ronronei
– Thalia está é minha esposa Perséfone – Hades apresentou-me. Eu reconheci Perséfone. Ela trabalhou comigo em... não. Sorri.
– Séf – falei sorrindo diabolicamente
– Lia – respondeu no mesmo tom
– Parece que já se conhecem – Hades disse
– Não mais que três anos – falei
O jantar em si, foi bom e... A quem eu estou querendo enganar? Foi chato pra cacete! Nico estava a todo momento passando a mão em minhas coxas enquanto conversava com os homens e eu e Perséfone estávamos quase envenenando uma a outra somente pelo olhar
– Eu me lembro de quando Thalia fugiu de casa – meu pai disse já bêbado – pra trabalhar em... onde mesmo Thalia? Cabaré.
– Era uma casa de shows eróticos o corrigi – notei o sorriso presunçoso de Perséfone a minha frente – foi lá que conheci Perséfone
– Ora, então por que não dançam pra gente? – Hades sugeriu
Não sei o que aconteceu ao certo, talvez fosse o efeito da bebida, só que de repente eu e Perséfone já dançávamos mOBSCENE sobre a sala de estar dos di Angelo. Eu não me sentia livre como hoje, a muito, muito tempo
Os dois mais velhos depois de um tempo se já caíram em sono profundo nasala de estar mesmo, Perséfone, apenas de lingerie subiu para o seu quarto deixando apenas Nico e eu.
– Agora é minha vez – ele disse me pegando no colo.
Entrelacei minhas pernas em sua cintura, devo constar que eu estava apenas de calcinha devido ao meu vestido ser de bojo? Era um beijo mais voraz que o outro, havia muito desejo entre nós, ele esbarrava pelas paredes enquanto tentava nos levar ao seu quarto, quando finalmente conseguiu chegar eu agradeci mentalmente.
Ele me atirou na cama com um certo desespero, tanto que meu corpo deu uns pulos na cama, mas eu não me mexi, apenas sorri maliciosa. Ele se livrou da jaqueta e desfez o nó da gravata na velocidade da luz, e ambos foram para lugares que eu não estava a fim de descobrir.
Eu tentava inutilmente tirar sua blusa, mas com nossos beijos estavam ficando impossíveis, o safado ainda riu roucamente quando viu que se eu continuasse tentando, só sairíamos dali em anos, se afastou um pouco e abriu alguns botões da camisa e a jogando pra qualquer lado. Deu-me outro beijo desesperado, e antes de se separar ele mordeu forte minha boca, enquanto tirava sua calça eu mordia ainda mais forte o lugar onde ele deixou rastros. Ele praticamente devorou meu seio direito quando teve a oportunidade.
– Nico – gemi, e o senti sorrir na minha pele dando uma mordiscada nela.
Minha pele queimava em brasas e em só conseguia sentir seu toque, eu o queria. Senti ainda mais desejo de ter Nico di Angelo em mim. Ele deu o mesmo tratamento no outro seio, mas não me permiti gemer mais,esse jogo era pra dois, ele começou a passar levemente a língua por minha barriga até a calcinha e a retirou com os dentes. Ele queria me ver implorar, eu sabia disso. Nico colocou a língua na minha intimidade, eu sentia que poderia ter um orgasmo a qualquer momento, ele começou a mover a língua, apenas acariciando, minha intimidade pulsava tão fortemente que faria uma santa parecer obscena.
– Geme Grace – ele sussurrou assoprando e voltando a dar uma chupada em meu clitóris.
– Não – falei.
– Por que? – ele provocou subindo até minha boca.
– Porque eu ainda não te vi gemer – falei entrelaçando minhas pernas em sua cintura, girando-o e ficando por cima
Lhe dei um beijo obsceno mordendo seu lábio em seguida. Retirei sua cueca e comecei a passar levemente a mão pelo seu membro. Ele agarrou os lençóis, sorri com isso e continuei, eram movimentos lentos, eu sentia muito prazer ao vê-lo implorando.
– Porra, Thalia! – ele falou segurando o gemido, subi minha boca pro seu ouvido.
– Geme gostoso – mandei.
– Isso é vingança pelo que eu fiz? – ele perguntou e sorri e assenti.
– Geme – sussurrei voltando ao meu trabalho com seu membro passando levemente a língua por toda a extensão, ele tremeu.
– Grace – ele gemeu – Você me paga!
– Então estamos quites – falei.
Ele me girou na cama e entrou dentro de mim tão rapidamente que eu não pude evitar gritar e jogar a cabeça para trás, quanto mais ele se movimentava mais eu me odiava por implorar por mais, ele me beijou dançando por minha boca, nossa corpos colados ambos suados. Quando nos separamos em busca de ar vi seu cabelo grudado na testa, seus olhos estavam opacos. Seria esse o tamanho do desejo dele por mim? Eu não me importava.
Mais um gemido deixei escapar da minha boca, ele dava estocadas cada vez mais fortes me levando a delírio, depois de algum tempo me deixei gozar assim como ele. Eu explodia em chamas.
Foi obsceno muito obsceno, caímos em orgasmos cinco vezes seguidas, nesse meio tempo nós nos provocávamos, cada estocada era por um tiro, eu já estava cansada, mas não parei em duas das vezes eu estava por cima. Em uma das vezes encontrei as mão de Nico e entrelacei nossos dedos. Era boa aquela sensação, não era desejo, era proteção, agora eu entendia o porquê de Nico querer me proteger ele queria a mim, só que somente pra ele.
Beijávamos ferozmente, eu o queria cada vez mais, o que os outros diriam disso não importava, mas eu achava que era obsceno, era muito obsceno. Descer e subir. Beijar os dois lados, era obsceno, muito obsceno.
– Eu acho que te amo Grace, só... Só um pouco demais – ele sussurrou deitando-se em cima de mim e se rendendo ao sono.
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