Notas iniciais
Hey pessoas lindas! ~le foge de arpões e tochas~ EU SEI QUE EU DEMOREI, ME DESCULPEM, MAS O MEU PC DEU PROBLEMA. Agora que me expliquei, posso falar normalmente. De boas aqui, escrevendo esse chapter ouvindo Sirens, do Pearl Jam *OMFGs*. É simplesmente perfeita a música

– Deixa que eu vou dessa vez – disse ela se levantando e vestindo um conjunto de calcinha e sutiã rapidamente. Me levantei também e vesti a cueca enquanto ela ia atender a porta, pegando minha camiseta e a vestindo no caminho. Pode não ser o melhor momento, mas ela ficou muito gata só com a minha camiseta. Fui até a sala para ver quem era. E eu não consegui acreditar.

Que cara de pau do carinha. Voltar aqui depois do "vai embora que você está atrapalhando, vaza!" que eu disse para ele.

Pelo que eu percebi enquanto chegava na sala, ele e Thalia já estavam discutindo. E não parecia ser nada bom.

– Que lindo, eu chego aqui e um cara atende a porta só de cueca. É bom saber o quanto você sente a minha falta, Grace – disse o tal Luke com a voz banhada em sarcasmo.

– Luke, eu...

– Não diga mais nada – Luke a interrompeu. – Eu vim aqui me desculpar, deixar você saber que a Calipso me agarrou, mas pelo visto você não merece mais minhas desculpas. Você é só mais uma vadia...

Ao ouvir aquilo, senti minha visão ficar vermelha. Ninguém, eu repito, NINGUÉM chama uma mulher de vadia na minha frente.

– ... então eu vou te tratar como tal – e ele deu um tapa na cara dela.

Ao ver aquilo, andei até Luke com os punhos cerrados. Thalia ainda o encarava em choque, com uma das mãos sobre a bochecha que estava ficando vermelha. Olhei para Luke com fúria e acertei um soco com toda a minha força em sua cara. Ele caiu no chão do corredor. Continuei socando aonde eu conseguia com toda a força que podia, enquanto ele tentava se proteger com os braços.

– Parem agora! – ouvi uma voz masculina dizer, mas eu não liguei. Senti braços me puxarem para trás. Luke também percebeu que eu estava preso e saiu correndo.

– QUE MERDA VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – gritei me soltando.

O cara que me segurara era loiro e tinha olhos azul gélidos. Suas feições eram muito parecidas com as de Thalia, embora ele não parecesse ter o mesmo gosto que ela, já que usava uma camiseta polo azul escura e jeans claros.

– Cara, qual é a tua? – disse ele. – Você ia acabar matando o Luke. Não que eu esteja reclamando da surra que ele ganhou – ele sorriu e se virou para Thalia. – Thals, o que aconteceu?

– Jason – disse Thalia correndo e abraçando ele.

Hipocritamente, me perguntei quantos namorados aquela maluca tinha.

– Acho melhor entrarmos para eu lhes contar a história. Você também, Nico. Você nem deve saber porque o Luke estava aqui.

Dei de ombros e murmurei alguma coisa sobre ela estar certa enquanto entrávamos.

Pov Thalia

Enquanto entrávamos novamente no meu apartamento pensei: Céus, o que teria acontecido se Jason não tivesse chegado?

Não que eu achasse ruim o Luke ter apanhado do Nico. Muito pelo contrário. Mas eu tenho quase certeza de que Nico teria matado Luke sem esforço e não ficaria com nem um pingo de remorso.

Me sentei no sofá. Nico se sentou ao meu lado e passou o braço pelos meus ombros. Jason se sentou na poltrona ao meu lado.

– Antes que você comece – disse Jason. – Eu queria saber: o que ele é seu? – perguntou apontando para Nico.

– Vizinho – eu respondi. Nico me olhou com um olhar tipo "Sério mesmo isso?", mas continuou calado.

Jason apenas assentiu.

– E o que ele é seu? – perguntou Nico.

– Irmão – respondi rindo pela possibilidade de Nico estar com ciúmes, mas sua expressão era de indiferença.

– Agora nos conte o que aconteceu – disse Jason.

– Bem, eu e o Luke terminamos ontem porque eu o peguei me traindo. De novo. – eu disse com os olhos já criando lágrimas ameaçando transbordar.

– EU VOU MATAR AQUELE DESGRAÇADO! – gritou Jason. – POR QUE EU TIVE QUE SEPARAR VOCÊS DOIS? EU TINHA É QUE TER TE AJUDADO! – gritou ele olhando para Nico que também tinha uma expressão assassina no rosto.

– Posso continuar? – eu disse irritada. – Então eu fui para o Rawke's Bar. E quando eu saí, encontrei o Nico.

– Tem uma falha na sua história. Aliás, duas – disse Nico. – Primeiramente você se esqueceu de mencionar o fato de que a gente não se conhecia ainda. E segundamente...

– Essa palavra existe? – perguntei.

– Isso não vem ao caso. Segundamente, você também não mencionou que estava caindo de bêbada.

– Sério isso, Thalia? – perguntou Jason. – Ficar bêbada por causa do Luke?

– Era isso ou descontar a minha raiva em algum pobre coitado que eu encontrasse na rua – eu disse com raiva. – Mas voltando à história, Nico, hã... falou que eu não deveria dirigir minha moto naquele estado e foi muito, hã... convincente – eu fiquei vermelha. – Enfim, ele me trouxe aqui e eu descobri que somos vizinhos.

– Isso ainda não explica o fato do Luke estar aqui hoje – disse Jason confuso.

– Bem, hoje de manhã, entregaram o meu correio na casa do Nico e ele veio trazer aqui. E notou uma barata ENORME na minha sala de estar.

Jason começou a rir.

– Você e seu medinho rídiculo de baratas – ele riu.

– Ei, elas são nojentas, ok? – eu disse indignada enquanto Jason e Nico morriam de rir. – Além disso, aquilo não era uma barata. Aquilo era a mãe das baratas!

Mais risadas. Nico parecia que ia ter uma convulsão ao meu lado.

– Vocês querem ouvir o final ou não? – perguntei com raiva.

– Parei – disse Nico contendo o riso. Jason também parou de rir e me olhou.

Uma pergunta correu pela minha cabeça: Deuses, como eu vou explicar para o meu irmão superprotetor o que acontecera?

– Hum, Nico fez o favor de matar a tal barata gigante e... eu acho que esqueci de mencionar, mas... – ai que merda. Seja o que Zeus quiser. – eu estava só de toalha e meio que rolou um clima.

Jason me olhou por um segundo e depois para Nico. Sua expressão se transformou em um sorriso.

– O que apenas mostra que você consegue seguir em frente – disse Jason. PARTA O MUNDO EM DOIS! PARA ELE QUE EU QUERO DESCER! O MEU IRMÃO DISSE ISSO MESMO? JASON? ELE DISSE ISSO?

– Quem é você e o que você fez com o meu irmão? – perguntei rindo.

– Ninguém – respondeu ele rindo. – Mas quando o Luke chegou aqui?

– Bem – disse Nico antes que eu dissesse qualquer coisa. – A gente tava aqui na sala à alguns segundos de transar e a campainha toca. Eu peço para a Thalia ir para o quarto, já que eu ainda estava de cueca e ela já estava sem roupa – ele deu um sorriso malicioso na minha direção. – E atendi a porta. O Luke havia chegado com um buquê de rosas. Só imagine a cara de choque dele ao me ver só de cueca na porta do apê da Thalia – Jason e Nico riram. – Enfim, eu disse a ele que ambos estávamos ocupados e que era para ele cair fora – eles riram mais. – E ele foi embora. Eu fui para o quarto e eu e a Thalia transamos. Minutos depois ele aparece na porta de novo e dessa vez a Thalia veste a minha camiseta e vai atender a porta. Ouço os dois discutindo e vou ver o que está acontecendo. E então ele chama a Thalia de vadia.

– AQUELE ENERGÚMENO FEZ O QUE? – gritou Jason se levantando de novo.

– Eu não suporto homens chamando mulheres de vadias na minha frente, cara. Eu perdi a minha irmã por causa disso – os olhos dele, embora ainda estivessem borbulhando de raiva, adquiriram uma tristeza súbita.

– O que aconteceu? – perguntei com a voz mais doce que pude colocando a mão em seu peito.

Ele sorriu.

– Você deve estar pensando: Ui, um badboy que defende mulheres? Na verdade não. Mas eu tive um sério problema com esse negócio de vadia que resultou na morte da minha irmã, Bianca. Ela terminou com o namorado e ele saiu espalhando boatos sobre ela ser uma vadia. Então ela não aguentou e se matou. E eu fiquei sem a minha irmã. Desde então decidi que ninguém iria chamar uma mulher de vadia na minha frente.

Fiquei em choque. Nico tivera uma irmã?

– Mas, bem, ele a chamou de vadia – continuou ele. – E deu um tapa na cara dela – disse ele com uma voz que tinha tanta raiva contida, que até eu fiquei com medo.

– O QUE? – disse Jason. – EU VOU MATAR ESSE DESGRAÇADO!

– E eu ajudo – disse Nico. – Mas deu pra entender o porquê da briga, né?

– Claro que deu – disse Jason. – E agora mesmo eu estou indo procurá-lo.

– Vamos lá – disse Nico se levantando.

– Não – eu disse colocando as mãos nos ombros de Nico, segurando-o no sofá. Ele olhou para mim com uma expressão de raiva.

– Ninguém chama uma mulher de vadia na minha frente – disse ele.

– Não se rebaixem ao nível dele – insisti olhando para Jason. – Vocês vão parar na cadeia e eu vou ficar sem os dois – meus olhos já ameaçavam cair lágrimas, mas eu as segurei. Não iria chorar. Não mesmo.

– Tudo bem, maninha – disse Jason. – Por você.

– Prometam – eu disse.

– Não vou prometer. Eu estou com vontade de matar aquele carinha – disse Nico frustrado.

– Por favor, Nico – insisti.

Ele bufou com raiva.

– Tudo bem – disse ele. – Eu prometo.

– Jason? – perguntei.

– Também prometo – disse ele com desgosto.

Me senti mais aliviada e me sentei no sofá de novo. O celular de Jason começou a tocar o riffle de Sweet Child O'Mine.

– É a Piper – disse Jason. – Tenho que ir. Se cuida, maninha – ele me abraçou.

– Vou tentar – respondi.

– E você – ele se virou para Nico. – Vê se não deixa o Luke vir aqui de novo.

– Pode deixar – ele respondeu. – Aqui ele não entra mais. Ou se entrar, não sai vivo – disse com uma voz macabra.

Jason assentiu e saiu.

Me virei para Nico.

– Você não vai realmente ficar vigiando o meu apê, né? – perguntei esperançosa.

– Claro que vou – respondeu ele indiferente. – Ninguém chama uma mulher de vadia na minha frente.

– Isso não é necessário, sabe – eu disse. – Eu sei muito bem me cuidar.

– Como você fez quando ele te deu um tapa na cara? – retrucou frio.

Golpe baixo. Magoou.

– Eu não tive nem tempo de esboçar uma reação – me defendi.

– Sei. Se você tivesse esse tempo, o que faria? – me desafiou.

– Eu... – tentei pensar. O que eu teria feito? A conclusão se formou na minha cabeça e eu a falei sem nem pensar. – Eu teria chorado e batido a porta na cara dele.

– Ele bloqueia a porta com o pé. E agora? – Nico continuou me desafiando.

– Eu mando ele ir embora – respondi.

– Ele não vai. Você faz o que?

Meus olhos já formavam lágrimas de raiva. Eu não duvidava que Luke faria o que Nico estava dizendo. Mas eu não sabia qual seria a minha reação se aquilo realmente acontecesse.

– Olha, eu não sei, tá legal? – gritei já derramando lágrimas. – Talvez eu chamasse a polícia ou os seguranças ou a guarda nacional ou a marinha, foda-se, qualquer um. Eu não ligo. Isso não vai acontecer – estava mais do que óbvio que eu estava tentando convencer mais a mim mesma do que ao Nico.

– Sabe, suas lágrimas mostram que você ia deixar ele entrar. E imagine só. E se ele quisesse te estrupar? Você é muito gostosa, sabia? Eu não duvido nada.

– Sua opinião não conta! – gritei. – Você é o maníaco por aqui!

– Essa já é a sua opinião. – retrucou ele calmamente. – Não a minha.

– Vai me dizer que não ia matá-lo? – disse com sarcasmo enquanto lágrimas escorriam pela minha face.

– Não vou negar que queria matá-lo. Eu iria. Isso era óbvio – ele respondeu com um sorriso. Eu já queria arrancar aquele sorriso do lindo rosto dele com as minhas unhas. – Mas o que isso tem a ver com a discussão?

Eu estava sem palavras e chorando muito. Em um momento de fraqueza, saí correndo para o meu quarto. Fechei a porta e me joguei na cama, afundando o rosto no travesseiro.

Você está parecendo uma patricinha mimada, sabe.

Cale a boca, consciência.

Notas finais
O que acharam do capítulo? Eu achei muito fofo o Nico com ciúmes do Jason e de repente ele quer matar o Luke e então ele e a Thalia discutem O.o muitas tretas nesse chapter, né. Muito tenso. Mas minha opinião não conta porque sou eu que escrevo e... foda-se, já deu pra entender né? QUEM GOSTA DE THALICO???? YO POSTEI UM MONTE DE ONE SHOTS, DEEM UMA OLHADA NO MEU PERFIL