Thalico - Serial Killer
7 Silena Beauregard
Notas iniciais
– Eu não acredito que vocês estão fazendo isso – reclamei enquanto Silena me maquiava. – Aliás, eu não acredito que eu estou deixando vocês fazerem isso.
Silena fazia minha maquiagem enquanto Piper fazia minhas unhas e Clarisse escovava meu cabelo.
Silena havia me posto dentro de uma calça de couro preta tão colada que mostraria menos se fosse transparente. Também vestiu-me com uma blusa preta com spikes no busto que praticamente mostrava o meu sutiã preto de tachinhas e uma ankle boot preta de correntes. Só pra não perder o hábito, coloquei o cinto de correntes para combinar com a bota. Clarisse deixou meu cabelo com as pontas viradas totalmente para fora e preso com uma bandana preta de caveiras, Piper pintou minhas unhas de preto com desenhos de chamas azuis e brancas nas pontas, colocou minhas típicas pulseiras de couro nos meus braços e Silena eu ainda não sei pois nesse momento ela está trabalhando nos meus olhos e eu tenho que mantê-los fechados.
– Pare de reclamar – disse Silena. – Você vai ficar linda para o gatoso do Nico.
– Nico? – perguntei surpresa. – Como o Nico veio parar nessa conversa?
– E o que é gatoso? – perguntou Piper. Ê inocência que ela não tem mas finge que tem.
– Gato com gostoso – respondeu Silena. – E ele veio parar nessa conversa porque todo mundo acha que ele tá gostando de você.
– Quem disse tamanha idiotice para eu dar o prêmio de idiota do ano? – perguntei. – De segundo lugar, né, porque o mais idiota é o di Angelo – completei.
– Todo mundo. Dá pra ver o jeito que ele te segue pra lá e pra... – começou Silena, mas foi interrompida por batidas na porta. – Quem ousa me interromper enquanto eu faço uma maquiagem? – ela disse brava.
– Sou eu, mô – disse Charles Beckendorf, o namorado da Silena, do outro lado da porta. – Posso entrar?
– Pode, pode – disse Silena ficando mais calma.
Agora, Charles não é exatamente o tipo de rapaz que você imaginaria com uma patricinha superbonita e mimada como a Silena. Clarinha, com seus cabelos negros até a cintura com cachos bem abertos nas pontas, olhos azuis e curvas muito bem mostradas sem parecer vulgar, Silena encantava todos os rapazes com quem falava. Já Charles era musculoso, jogador de futebol americano, corpulento, moreno, com o cabelo cacheado cortado de um jeito bagunçado e não era exatamente do tipo sociável. Mas os dois se davam tão bem que dá vontade de acreditar em alma gêmea. Perfeitos juntos. Como eu imaginava eu e Luke.
Parece que foi só uma ilusão.
E o Nico?
Ele é apenas um motoqueiro gostoso de uma ficada, consciência. Ele nunca iria querer algo sério.
Como você sabe?
É só observar o jeito dele!
Pode ser uma fachada.
Ou pode ser o que ele é de verdade. Agora cale a boca que você está me confundindo.
– Pode abrir os olhos, Thalia – disse Silena terminando minha maquiagem e indo até Charles para lhe dar um beijo.
– Silena Beauregard, como você fez isso comigo? – perguntei chocada olhando para o espelho. Aquela não era mais eu. Era uma garota de olhos azuis elétricos emoldurados por cílios grossos e negros e delineados com lápis, rímel e delineador preto, com uma boca delineada perfeitamente em vermelho.
– Querida, eu sou fa-bu-lo-sa – ela disse jogando o cabelo do ombro para as costas nos fazendo rir. – E agora você sai – ela disse para Charles. – Que agora eu tenho que me trocar.
Charles saiu do quarto e Silena foi até o guarda-roupa, pegando três mudas de roupa e atirando uma em Piper e uma em Clarisse.
Enquanto elas se trocavam, uma questão se voltou para mim.
– Alguma de vocês se lembra do Clube das Garotas Más? – perguntei.
– Como esquecer? – Piper perguntou rindo.
– Foi muito engraçado a música – riu Clarisse.
– E foda também, né? – disse Piper.
– Hey sexy boy I got you wrapped around my finger (Hey garoto sexy eu tenho você na palma das minhas mãos) – cantou Silena.
– L-O-V-E really doesn't mean much (A-M-O-R realmente não significa muito) – continuei.
– Your love is like a drug, but it is not enough (Seu amor é como uma droga, mas isso não é o suficiente) – continuou Clarisse.
– Give me a B (Me dê um M) – cantou Piper.
– A (Á) – cantei.
– D (S) – cantou Silena.
– We're the bad girls club (Nós somos o clube das garotas más) – cantamos todas juntas.
Rimos enquanto as meninas terminavam de se vestir cantando. Silena havia vestido um short jeans claro, uma blusa branca com o desenho da torre Eiffel e saltos brancos. Sentou-se na frente da penteadeira e delineou seus olhos em estilo gatinha anos 80 com um gloss clarinho.
Piper estava com um vestido preto com lantejoulas azuis escuras no busto e saltos azuis escuros. Silena, que havia acabado de fazer sua maquiagem, fez a maquiagem dela com sombra azul escura e com um gloss também.
Clarisse havia vestido um short jeans escuro e uma blusa verde escura de seda. Calçou um allstar de salto e cano alto até o joelho e colocou um monte de pulseiras de couro. Silena fez uma maquiagem verde e preto nela e ela prendeu os longos cabelos castanhos com uma bandana camuflada.
– Ei, vamos gente? – perguntou Piper.
– Vamos, vamos – disse Silena.
– Eu tenho que ficar – disse Clarisse e nós olhamos para ela com cara de ponto de interrogação. – Eu vou com o Chris.
Agora, Chris Rodrigues era o namorado da Clarisse. Ele era alto, cabelos pretos e olhos azulados. Ele parecia ser o único que conseguia controlá-la.
Nesse exato instante ouviu-se uma buzina do lado de fora da casa. Clarisse foi até a janela olhar quem era.
– É o Chris – disse Clarisse. – Tchau pra vocês.
E saiu correndo escada abaixo.
– Tudo bem... – disse Silena olhando a porta com descrença. – Vamos.
Chegamos à garagem. Charles já nos esperava lá. Assim que viu Silena, soltou um assovio baixo.
– Uau.
– Fico lisonjeada que pense isso – disse Silena lhe dando um selinho.
– Quem dirige? – perguntou Piper.
– Eu não – respondi de imediato.
– É, Silena – disse Piper. – Eu vou voltar com o Jason. O Charles só tem carteira de moto. Então você dirige.
– Eu vou é deixar meu carro na casa dos Stolls – Silena riu. – Vai nessa que eu não vou beber.
Todas rimos e entramos no carro. Piper foi atrás junto comigo e Charles foi no banco do carona. E em poucos minutos estaríamos na casa dos Stolls.
Eu tinha certeza que esta noite ia ser épica.
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