Thalico - Serial Killer
17 Ohhh!
Notas iniciais
*Algumas horas depois*
– Ohhhhhhhhhh – gemi pela... sei lá centésima vez aquela noite – Mais forte cacete! Isso! Porra! Caralho! Nico eu...
– Dá pra para de gemer? Eu quero dormir! – a voz masculina disse do outro lado da parede.
Olhei pra Nico e ele olhou pra mim. Não aguentei e disparei a rir sendo seguida pelo moreno. Ele rolou pro lado caindo na cama e eu me aconcheguei em seu peito.
– Que pena – ele comentou distraidamente. Olhei pra ele franzindo a testa.
– Por que? – perguntei.
– Adoro seus gemidos – ele sussurrou me dando uma mordidinha de leve na orelha.
Joguei meu corpo pra cima sentando em seu colo com uma perna de cada lado do seu corpo passando as unhas pelo abdômen do di Angelo.
– Adora é? – perguntei fazendo minha melhor voz sexy, que por um acaso não deu muito certo – sabe o que eu adoro?
– O que? – ele perguntou ronronando.
Não respondi apenas pulei em seu colo fazendo-o me penetrar. Nico gemeu e agarrou minha cintura instantaneamente.
– Porra Thalia só você com essa ideias malucas – ele disse entredentes.
– É exatamente por isso que você me ama – falei me jogando pra baixo e feliz com o resultado de ele ter se jogado pra cima.
– Na verdade eu te amo por isso e muito mais – ele disse e me beijou.
Não sei qual movimento exatamente arrastou a cama que bateu na parede com tal força e o homem que havia chamado nossa atenção rosnou.
– Eu quero dormir seu pirralhos, nojentos, com energia de sobra! – ele gritou fazendo eu e Nico nos afastarmos por um leve momento e rirmos para depois voltarmos a nos beijar.
Arranhei as costas dele e senti um filete de sangue sair porem nem eu nem ele ligamos afinal: Fazíamos coisas mais importantes! Meu corpo tremeu, meu ventre se contraiu, gemi alto...
– Nico eu vou...
– Não se preocupe amor. Eu também.
... E atingi o orgasmo sendo invadida pelo líquido quente. Os lábios do moreno voltaram a encontrar os meus e a pressão macia e deliciosa me fez ter forças suficientes para retribuir o beijo.
Voltei a me requebrar por leves momento mas eu não aguentava mais uma e pelo visto Nico também não. Ele caiu do meu lado e me abraçou.
– Você parece o Jack Sparrow falando: amor – falei antes de adormecer.
– Amor – ainda consegui ouvi-lo dizer.
Acordei na manhã seguinte com tal disposição nunca vista. Realmente crianças: Mal humor é falta de sexo. Ou de um Nico di Angelo na sua vida, mas se não tem nenhum deles... Sei lá. Eu queria dar um conselho mas não faço ideia do que dizer.
– Sabe que você fica muito gata acordando – a voz rouca do di Angelo invadiu o ambiente.
– Bom dia pra você também senhor romântico – falei me espreguiçando.
– Você tá melhor? – ele perguntou fofamente.
– Não sei – respondi sinceramente – estar com você me faz sentir melhor agora mais e depois?
– Não pense nisso Lia – ele disse passando a mão pelo meu rosto.
Dei um beijo casto em Nico que fez questão de aprofundar. Senti meu pé encostando em alguma coisa mas nem liguei pro que era e subi por cima de Nico assim mesmo. Mas como o que é bom dura pouco a fraca luz que entrava no quarto foi substituída pela da forte manhã.
Cai de volta na cama com tudo trazendo o lençol pra cima de nós dois. A minha frente estavam umas vinte pessoas, sem incluir as pobres crianças que nos olhavam estaticamente.
– Eu não fico aqui nem mais um segundo! – gritou o homem que estava mais à frente e eu reconheci ser a voz do homem que nos repreendeu.
– Mamãe eles estavam se fudendo? – um garotinho perguntou.
– Puta que pariu que gata – falou um garoto levando um tapa da garota ao lado que supus ser a namorada, que olhou cinicamente pra nós dois.
– Puta que pariu que gostoso – ela revidou olhando pra Nico.
– Essa é uma pousada de respeito! – uma velhinha reclamou.
Dois carinhas vestidos de Tico e Teco bateram as mãos e riram. Eu reconhecia aqueles dois. Travis e Connor Stoll. Atrás deles outro loiro vestido de francês gravava mas sua reação estava em choque. Eu também conhecia ele infelizmente...
Os murmúrios começam. Os mais velhos em repreensão, os das crianças em dúvida e os de aprovação dos adolescentes. Vi até mesmo o casal que acenou para nós na mata ontem.
– Thalia fecha essa janela – Nico murmurou alarmado.
– Cadê a porra do controle? – perguntei pra mim mesma tateando a mesinha.
Depois olhei pro chão e lá estava! Aquele vadio! Apertei os botões freneticamente até que finalmente a cortina se fechou.
Suspirei e me joguei em Nico e vi ele também suspirando. Nos encaramos, voltamos os olhares para a janela, nos encaramos de novo e disparamos a rir.
– Você viu aquele cara? – perguntei me referindo ao “vizinho”.
– E o menininho? – ele perguntou ainda rindo.
– Pior foi a vovó: Essa é uma pousada de respeito – imitei uma falsa voz de gagá.
– Sinto que aquele casal vai brigar por cerca de uma hora – Nico afirmou.
– Depois ela vai tentar sair, ele vai puxar ela pelo braço e eles vão trepar até na hora de pagar a estadia – confirmei.
– Tão clichê – Nico falou em tom pessimista.
– Que foi? – perguntei.
– Vamos ficar assim? – ele perguntou.
– Assim como? – perguntei confusa.
– Assim. Clichês. Previsíveis – ele disse.
– Nop – respondi subindo em cima dele – somos diferentes.
– E isso é bom? – ele perguntou fazendo um coração em meus seios.
– É ótimo – sussurrei o beijando, o beijo foi se aprofundando cada vez mais – Nico... Nós... Precisamos... De um... banho.
Ele não respondeu apenas começou a se levantar ainda me beijando e senti quase cair diversas vezes. Desci do seu colo quando chegamos ao boxe do banheiro liguei chuveiro e a agua que começou a cair e voltei a beija-lo. Minhas costas bateram com força na parede e Nico segurou meu rosto fiz o mesmo com o dele ainda o beijando.
– Thalia eu queria te pedir uma coisa – ele falou.
– Peça – respondi e suspirou.
– Thalia eu quero um... – A campainha tocou e eu suspirei – não atende – Nico pediu com o rostinho fofo.
– Vai ser rápido – prometi pegando o roupão.
Ele resmungou e eu ri lhe dando um selinho. Tirei o excesso de água do meu cabelo ao mesmo tempo em que o som irritante a campainha tocava de novo.
– Já vai! – gritei e fui abrir a porta. Abri e me deparei com uma desagradável surpresa – o que você faz aqui?
– Que educada Grace. Oi pra você também – o loiro francês cumprimentou.
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