Thalico - Roar
11 Tortuga!
Notas iniciais
Leiam as notas iniciais (acreditem, vocês vão querer saber muahahaha)
– Nico abaixa! – Thalia gritou se agarrando a sua última esperança.
A bala voou em direção ao leme onde, ao que me parecia câmera lenta, Nico se atirou pro lado e Thalia suspirou aliviada, a pequena bala furou um mínimo buraco no navio. Os tripulantes respiravam ofegantes e Connor assumiu o leme.
– Acho que vocês deveriam descansar até quando chegarmos em Tortuga – Connor sugeriu – qualquer coisa eu chamo vocês.
– Ele está certo – Piper confirmou.
Os tripulantes pareciam ter a pressão abaixo de qualquer outra vida, menos é claro, o capitão.
– Ora vamos – Nico sorriu.
– Nem parece que acabou de quase morrer – Thalia disse pra Piper que sorriu e indicou Nico com a cabeça.
– Vai lá – incentivou.
Thalia abraçou Nico fortemente e o pirata sorriu ainda mais apertando a princesa em seus braços.
– Pensei que ia te perder – ela murmurou.
– Never my sweet – ele sussurrou dando um leve beijo em seus cabelos.
– Onde iremos dormir? – Leo perguntou desviando os olhos da cena.
– Venham – Travis guiou o garoto e Piper para os aposentos.
Thalia continuou abraçada ao amado que sussurrava aconchegos e depois de poucos minutos Nico a guiou para os aposentos. A porta do quarto dos marujos se encontrava entreaberta e Thalia pode ver os três amigos em um sono profundo nas beliches bem presas ao chão e parede.
Nico colocou o braço na cintura de Thalia a guiando levemente para os aposentos do capitão. Um quarto bonito na verdade com um cama grande de casal, instrumentos, um armário e muito espaço, nada demais, simples e sofisticado.
A garota estava tão cansada que apenas tirou as vestes e deitou-se apenas de roupa intima enquanto o pirata sorria para a cena logo depois ficando apenas de cueca se deitou em baixo dos cobertores acariciando os cabelos da amada.
– Durma bem – ele desejou dando um selinho casto nos lábios da princesa.
*
Quando o dia começou a nascer levemente os raios de sol invadiram a imensidão do mar. Travis havia assumido o leme no meio da noite mas o irmão ficara do lado olhando as estrelas da noite.
“Uma noite tão linda, mas tão conturbada” ele havia comentado em certo momento.
Os tripulantes foram acordando um a um. Nico achou roupas adequadas para as garotas que se vestiram como os demais, e logo o capitão assumiu o leme.
Thalia olhava pro mar vendo o quão bonito era, sorriu ao lembrar de Percy e Annabeth, obviamente não poderia comparecer ao casamento, esperava que eles entendessem.
Leo observava tudo aquilo com o olhar repreensor, nem mesmo ele sabia o que estava acontecendo, não confiava naqueles piratas diferente das garotas que pareciam relaxadas com aquilo.
– O que foi Leo? – Piper perguntou pro amigo.
– Não sei – Leo admitiu – só não...
– Relaxe – a amiga pediu – eu vou estar aqui com você.
– Tortuga! – o capitão gritou do leme.
Como se fosse ensaiado os tripulantes viraram os rostos para a frente no mesmo momento. Tortuga se parecia com uma cidade perdida dentro de uma ilha. Mas até mesmo aos olhos dos piratas parecia maior e mais bonita. As rochas e a vegetação em volta de Tortuga estava mais arrumada que nunca.
– Uau – o som saiu dos lábios da princesa.
Minutos depois o navio atracou no porto da cidade de Tortuga. Os irmãos Stoll pularam do navio e correram para o bar mais próximo. Piper e Thalia engancharam os braços e saíram à procura de roupas mais leves.
– Então...? – Nico perguntou pra Leo com um sorriso.
– Então o que? – o ferreiro revidou.
– Ora vamos! – o pirata revirou os olhos e apontou para as garotas que sumiam nas barracas – elas vão demorar, venha! – Nico puxou Leo por entre as pessoas e o ferreiro ia sendo arrastado contra a sua vontade. O pirata colocou o companheiro a frente.
Leo não poderia imaginar algo tão mal organizado. Homens derramando em si mesmos o rum de tão bêbados, mulheres vestidas como prostitutas que se apertassem mais o espartilho os seios voariam para fora e as crianças mal vestidas correndo em volta a tudo aquilo.
– Eu lhe digo amigo – Nico disse bebendo uma das garrafas de rum – se todas as cidades fossem como Tortuga... Nenhum homem jamais se sentiria indesejado.
Leo continuou a olhar para aquilo de sobrancelha arqueada. Quando viu uma mulher ruiva marchando para perto deles.
– Scarlet! – Nico saudou e acabou levando um tapa e a mulher foi embora – não sei se eu merecia isso – quando ele virou o rosto novamente uma loira os observava cética – Gisele? – ela balançou a cabeça como se fosse óbvio.
– Quem era ela? – a loira perguntou com sua voz fina.
– Como? – Nico perguntou e levou outro tapa – é talvez eu merecesse.
– Elas não parecem te desejar – Leo comentou divertido.
– Não me importo mais com elas – o pirata disse com um olhar sonhador – aposto que vai adorar o rum Valdez!
O pirata entregou uma garrafa de rum para o ferreiro e uma pra si mesmo. O ferreiro sem opção continuou a seguir o pirata que parou em frente a uma bica e encheu um balde d’água.
Quando Nico levantou o balde e tacou no pobre homem que dormia em seu sono profundo Leo não pode fazer muito mais do que arregalar os olhos.
– Eu te amaldiçoo por respirar seu maluco idiota! – bradou o homem erguendo sua adaga – Eu não acredito – ele cravou seu olhar no pirata – Nico? Você deveria saber que não se acorda um homem que dorme. É má sorte!
– Ah! Felizmente eu sei como anular isso – o pirata afirmou adquirindo um tom sério – o homem que o acordou convida o que dormia para um drink, o homem que dormia bebe enquanto ouve uma proposta do homem que o fez acordar.
– Isso já resolve – o homem abriu um sorriso e Nico o ajudou a se levantar.
Leo jogou outro balde de água na cara do homem já não aguentando seu cheiro.
– Droga! Eu já estou acordado! – ele reclamou.
– Mas ainda cheira mal – ele respondeu inocentemente.
Ele trocou olhares com Nico que assentiu e logo o próprio homem fez o mesmo. Os três homens se direcionaram ao bar perto da cabana onde havia uma confusão, como sempre. Nico comprou as bebidas e entregou uma a Leo.
– Fique de olho – ele alertou indo se sentar com o homem e lhe entregando a bebida.
– Então... Onde te leva essa aventura? – ele perguntou.
– Sabe como funcionam as coisa Hipnos... – Nico começou em um sussurro – quero chegar a Montanha da Perdição.
– Santo Zeus! – Hipnos engasgou.
– Eu sei onde está, eu tenho que entrar – ele disse decidido.
– Nico, é uma missão inútil – Hipnos tentou convence-lo – Você conhece bem as lendas da Montanha da Perdição!
– É por isso que sei o que Gollum quer fazer – o pirata disse – só preciso de um tripulação.
– Pelo que sei Gollum não é um homem de tolerar loucos nem de fazer tratos com ninguém – Hipnos argumentou.
– Então é bom que eu não seja um louco não? – Nico perguntou com um sorriso perverso nos lábios.
– Pensa mesmo que Gollum vai deixar tudo livre pra você? – o homem perguntou.
– Digamos que seja uma questão de maior poder – o pirata falou.
Leo não entendia nada porem não se incomodou em se virar ainda mais quando uma mulher “cheinha” se atirou em cima dele.
– Leo! – Piper gritou aparecendo com Thalia a seu lado.
A mulher emburrou para as garotas e saiu em passos fortes para longe do ferreiro.
Thalia acenou para Nico e ele acenou de volta. Nico indicou a Hipnos, Thalia com a cabeça.
– A garota? – o homem perguntou e o pirata assentiu.
– Filha de Zeus – o pirata afirmou – a única filha dele savvy?
– E Jason? – Hipnos perguntou.
– Jason está morto – Nico disse e o homem assentiu.
– A única – ele murmurou e sorriu para Nico – maior poder diz você. Acho que houve uma mudança nos ventos depois disso. Vou lhe arranjar uma tripulação, deve haver alguns marinheiros, tão poucos, nesta ilha.
– É o que esperamos – Nico concordou levantou o copo – pegue o que puder.
– Sem nada a devolver! – Hipnos concordou batendo seu copo no do pirata.
Travis e Connor chegaram dançando completamente bêbados e logo os seis se dirigiram novamente para o navio.
– Bem! Acho que devo dizer o que vai acontecer a partir de agora – Nico falou olhando para cada um dos tripulantes – Estamos indo para a Montanha da Perdição... Quem continua?
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