Thalico - Roar
7 Quem diria que a princesa tinha esse lado malicioso?
Notas iniciais
O pirata sorria abertamente correndo pela cidade, os guardas corriam atrás do alvo, em uma das esquinas Nicolas entrou em uma parte escondida na parede ainda sorrindo, ele os havia despistado, soltou um riso rouco, os guardas eram tão tolos.
Entrou nas portas de madeira sem nem olhar a placa em cima do estabelecimento, era uma ferrolharia, ele percebeu, palhas espalhadas no chão, instrumentos para armas.
– São de boa qualidade ao menos – ele comentou colocando o chapéu em cima de uma das armas.
Dando uma volta pelo estabelecimento ele encontrou um velho com uma garrafa de rum jogado na cadeira.
– Bêbados – ele disse com descaso passando pelo velho – onde estão? Onde estão? – ele sussurrou em busca de algo para cortar as correntes.
Ele sorriu ao ver um machado, andou até ele e passou as correntes cortando-as seu sorriso aumentou com isso. Nicolas ouviu um barulho da porta sendo aberta e se escondeu atrás de uma pilastra, ele tinha que evitar os guardas em todo o caso.
Leo entrou na ferrolharia de seu pai deixando o casaco na mesa de canto, observou ela toda, seu olhar parou em seu velho pai jogado na cadeira.
– Ah, Hefesto – ele disse tristemente – o que eu faço com você pai?
– Continue lhe dando rum – Nicolas disse.
– O q....? – Leo mudou seu olhar até encontrar a figura.
Longos cabelos negros, sorriso maroto, chapéu tampando os olhos devido ao rosto abaixado.
– Meu caro garoto – Nicolas disse levantando os olhos negros – seu velho pai não tem nada mais. Deixe-o beber, não sabe o quanto rum é bom.
– Rum? Mais rum é bebida de piratas – Leo disse e Nicolas sorriu debochado.
– E acha que eu sou o que? – ele perguntou levantando o rosto todo.
Então Leo notou, aquele estranho, tinha botas de combate e sobretudo preto, e.... e em seu dente um pingente brilhante, como ele não havia percebido antes?
– Eu não acredito... – ele disse estreitando os olhos.
Leo pegou a espada próxima e Nicolas desembainhou a sua, ambos começaram o combate. Cada um defendendo seus direito (N/A: E eu como autora e mulher permito dizer que me deu calor quando escrevi essa parte)
– Renda-se pirata – Leo ordenou, ou ao menos tentou pois Nicolas não lhe deu ouvidos e continuou a lutar.
Leo era bom na esgrima, mas Nicolas não poderia ficar o dia todo ali, os guardas poderiam entrar ali a qualquer momento, foi então, que ele pulou até uma das madeiras que prendiam o teto, mas Leo o seguiu e o combate continuou ali em cima.
– Não entende que querem me matar? – Nicolas perguntou sem parar a espada.
– Claro você é um... pirata – Leo cuspiu a última palavra.
– Ora vamos – Nicolas pediu então conseguindo outra espada prendida na parede.
– Não, eu não posso – Leo falou – é meu dever lhe entregar.
Nicolas remexeu a cabeça e voltou a lutar com mais força com sua espada, enquanto mantilha a outra na mão esquerda.
– Leo já chegou? – uma voz feminina perguntou e Leo se virou.
A garota passou pelas portas de madeira, tinha os cabelos castanhos, olhos multicoloridos e uma cesta de laranjas em mãos, foi então Nicolas viu a chance de sair dali, uma pequena abertura no teto, bem acima dele. Atirou a espada rumo a porta, na cabeça da garota na verdade.
– Piper! – Leo gritou e a garota se jogou no chão junto com a cesta, acertando a porta de madeira bem no local onde a cabeça de Piper estava.
Nicolas saltou a madeira mais alta e passou pela abertura. Piper não havia se machucado mais Leo pulou até seu lado e ambos viram Nicolas sair correndo pra longe da ferrolharia. Foi correndo pelos telhados durante um tempo até ter a vista da floresta, pulou de uma das casas mais baixas assustando os moradores, mas ele não ligou pra isso, correu até a floresta se escondendo em cima de uma das árvores, ao estar escondido sorriu, ele havia conseguido sair dali, e novamente não havia sido pego.
*
– Descanse querida – Zeus recomendou e Thalia assentiu subindo para o seu quarto – cuide dela Annabeth – a loira sorriu e subiu atrás da amiga.
– Está tudo bem Thalia? Eu vi o que aconteceu da janela, não podia fazer muito – Annabeth disse.
– Ah Annabeth – Thalia disse sorrindo se atirando no divã de seu quarto.
– O que foi Thalia? – Annabeth perguntou se sentando ao lado da amiga.
– Eu o vi novamente – ela disse.
– Ele quem? – Annabeth perguntou vacilante.
– O homem de quem eu lhe disse ontem – ela falou – Annabeth, ele virá aqui hoje à noite, obviamente apenas passará por minha janela, meu pai não poderá saber de nada...
– De quem está falando Thalia? – Annabeth perguntou assustada.
– De Nicolas di Angelo, Annabeth – Thalia respondeu sonhadoramente.
– O pirata!? – Annabeth perguntou com os olhos arregalados se levantando.
– Ele não é lindo, Annie? – Thalia perguntou sorrindo.
– Thalia, ele é um pirata – Annabeth falou.
– Eu sei disso – Thalia disse suspirando – de qualquer modo, me afeiçoei a ele Annabeth, não há mais nada que eu possa fazer. Apenas, me prepare um banho.
– Pense bem Thalia. Estará desobedecendo a seu pai – Annabeth disse entrando no banheiro para preparar o banho da princesa.
– O pior é que eu sei disso – ela sussurrou – mas não me sinto culpada...
*
– Ora, vamos Comodoro, o pirata já deve ter ido a muito tempo – Ethan Nakamura falou já cansado – talvez até fora da cidade.
– Fala isso porque não foi sua mulher, que ele praticamente... agarrou Nakamura – o Comodoro respondeu com nojo em sua voz.
– Se não temos outra escolha... – o guarda disse indo continuar sua rota.
*
– Vamos logo com isso Annabeth! – Thalia disse afobada enquanto Annabeth penteava os cabelos da morena.
– Pronto – ela disse.
Thalia se olhou no espelho estava com uma camisola de seda lilás justa a seu corpo, era curta, Thalia havia pedido para Annabeth cortar e fazer a barra, assim a loira fez, seu pai não poderia nem sonhar com aquilo, mas ela não se arrependia. Seus longos cabelos negros estavam soltos sem a habitual tiara, e estava descalça, se sentia uma garota qualquer no momento, não era a princesa, nem tão pouco a filha do rei.
– Obrigada – ela disse a loira.
– Tem certeza disso Lia? – Annabeth perguntou, a morena sorriu e assentiu.
– Tenho, mas certeza impossível – ela respondeu.
– Não cometa besteiras – a loira pediu – estarei com Percy no pomar qualquer coisa
– Tudo bem – a morena disse.
A loira sorriu balançando a cabeça, não era mais a mesma Thalia que cresceu com ela na etiqueta e regras, era uma Thalia que não se importava com isso. Beijou o topo da cabeça da morena.
– Boa sorte, estarei aqui pela manhã – ela avisou e Thalia sorriu.
– Eu te amo Annie – ela disse abraçando a amiga.
Foi com um sorriso que Annabeth saiu do quarto da princesa para se encontrar com Percy Jackson, despreocupada.
Thalia se apoiou na janela e esperou a chegada do pirata, e este corria até o castelo desviando de todos os guardas que via, até chegar ao seu destino.
Então Nicolas a viu, apoiada na janela olhando para o céu, ele não deixou de reparar no belo corpo da garota, ele era homem afinal. Seios destacados no pano, e curvas bem detalhadas, ele não via mas que isso do corpo, mas os olhos dela estavam iguais ao céu, sua boca levemente avermelhada e pele pálida como a dele.
– E então Grace, como espera que eu suba aí? – ele perguntou no gramado embaixo da janela.
– Escalando – ela respondeu simplesmente descendo os olhos para ele.
– O que não fazemos por vocês? – ele perguntou, então escalado os muros de pedra do castelo. Thalia sorriu e se afastou para deixar o pirata entrar.
– Então... o que deseja Nicolas? – ela perguntou quando ele subiu.
– Me chame de Nico – ele pediu colocando o chapéu, a bandanae o sobretudo na mesa de cabeceira a seu lado.
– O que deseja Nico?– ela saboreou o apelido do pirata se aproximando.
– Thalia... – ele advertiu.
– Eu – ela sussurrou dando mais um passo.
Nico se atirou na cama, não tinha saída, se alguém entrasse ali agora... Bem... Adeus mundo, o capitão Nicolas di Angelo deixa seus comprimentos a todos – R9 — R.I.P.
– Thalia... – ele tentou advertir novamente tentando manter o controle.
– Nico – ela ronronou.
– E que se foda o controle – o pirata pensou.
Pegou a nuca da garota e a puxou para um beijo, as mãos frias do capitão passearam pelo pano de seda enquanto ela se ocupava em seus cabelos. Nico então deitado na cama virou-se ficando por cima de Thalia e voltando a beija-la
– Você é diferente das outras – ele sussurrou no pescoço dela
– Sei disso – ela respondeu aos sussurros e aos sorrisos ao sentir a leve e fria respiração do capitão
– Sabe por que? – ele perguntou voltando seu olhar para os olhos dela
– Na verdade não – ela falou
– Porque você mexe comigo, Thalia – ele disse
– E isso é bom? – ela sussurrou mordendo o lóbulo da orelha de Nico
– É sim – ele disse voltando a beija-la – é.... Muito... bom – ele disse em meio aos beijos. Mas ele era um pirata
Suas mãos se aventuraram nas coxas desnudas da garota, o corpo dela se arrepiou com o toque, a pele de Nico ainda era fria. Thalia tirou a camisa do capitão atirando-a longe, eles soltaram o beijo e ele a olhou preocupado
– Eu não controlo meus instintos, Grace – ele avisou
– Nem eu, di Angelo – ela respondeu sorrindo voltando a beija-lo
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