Thalico - Roar
9 O Início da Fuga
Notas iniciais
– Ora, venha comigo e nada acontecerá a sua namorada – o pirata disse sorrindo e seu piercing no dente brilhou
– Piper... – o ferreiro sussurrou e a garota tentava gritar inutilmente com a mordaça em sua boca sustentada pela mão do capitão – deixe-a!
– Não, não – o pirata disse sorrindo diabolicamente – ela vai conosco por precaução.
– Mas... – Leo hesitou.
– A, a – o pirata disse levantando o indicador juntamente com a arma – ou ela vai junto para a minha segurança, ou ela morre e você também.
Leo considerou as ideias, Piper era sua amiga a anos, não poderia deixar a mesma morrer pelas mãos de um pirata. Mas, o que o aguardaria nessa jornada? O que aquele estranho pirata queria? E por que justamente com ele?
– Tudo bem... – ele disse suspirando – eu vou com você.
– Ótimo. Vamos por aqui – o pirata disse seguindo para os fundos com a arma ainda apontada para o pescoço de Piper. O ferreiro não tinha escolhas, lutar seria inútil.
*
– Deuses Annabeth – Thalia disse se jogando na cama – está uma bagunça lá em baixo, eu e você precisamos de um descanso.
– Tem razão – a loira disse indo até a penteadeira da princesa e levantando um pedaço de pergaminho juntamente com um anel – isso não estava aqui ontem, estava?
– O que? – a morena perguntou olhando para o que a amiga tinha em mãos – não deixe-me ver.
Annabeth estendeu o pergaminho e o anel para Thalia logo se virando para o espelho. Thalia analisou o anel e o colocou no colo antes de ler o pergaminho entregado.
Thalia,
Não poderia ter sido melhor, pelo simples fato de que foi com você. Deuses pode ser que eu nunca tenha amado mas você foi a única que me deixou diferente.
Isso é bom, mas me assusta, eu preciso falar com você a noite princesa, porque eu precisarei seguir meu rumo, me espere na sacada, não poderei demorar.
Espero que goste do presente. Com amor de seu capitão...
– Annabeth – a princesa chamou ainda olhando fixamente para o papel.
– O que foi? – a loira perguntou se virando para a princesa e vendo a expressão dela chegou mais perto se sentando na cama junto a ela.
– Leia – ela soltou entregando o pergaminho para a loira que o leu rapidamente.
– Thalia... Não me diga que ele está pedindo para você ir com ele – Annabeth falou e ao ver a expressão da amiga a realidade lhe bateu e as lágrimas lhe tomaram os olhos – Mas é claro! Claro que ele quer que você vá junto. Você não vai, ou vai?
– Eu não sei – a princesa admitiu e se levantou da cama deixando o presente do amado cair no chão, não percebeu quando saiu em disparada do quarto deixando Annabeth sozinha.
– Thalia! – Zeus gritou e a morena voltou sua atenção para o pai.
– Sim? – ela perguntou fazendo uma reverencia ao rei.
– Eu queria aproveitar esta brecha do casamento de Annabeth... – o rei começou.
– E....? – a princesa incentivou.
– Anunciar juntamente o seu noivado com o Comodoro – o rei anunciou.
– Como é? – Thalia perguntou ao pai sem acreditar no que havia escutado.
– Seria uma ótima oportunidade querida – o rei disse.
– Eu não irei me casar com o Comodoro – ela retrucou.
– Desculpe-me querida, mas você não tem escolha – o rei disse saindo logo em seguida para o salão principal.
A princesa correu de volta para o seu quarto, Annabeth não se encontrava mais por lá, a morena abriu seu armário retirando suas roupas de lá e as jogando na mala de viagens. Convenceria a Nicolas a leva-la junto, nem que fosse pra isso seu pretexto deixa-la aqui. Mas ela sabia que estaria segura nos braços de seu amado, ela tinha que ir, já pronta ela escondeu a mala dentro do armário e viu o anel que Nico havia lhe deixado ela sorriu pegando o mesmo e o girando entre os dedos.
*
– O que você quer conosco? – Leo perguntou pela milésima vez.
– Irá saber – ele disse encostando Piper em uma árvore e apontando para Leo fazer o mesmo no lado contrário e assim ele amarrou os dois com uma corda.
Já eram duas e cinquenta da manhã e ele estavam nos fundos do palácio do Reino 1, em frente à janela de Thalia, um pouco a dentro do matagal que os levaria ao porto.
– Mas o que quer? – Piper perguntou com os olhos cansados.
– Vocês perguntam muito – o pirata comentou – logo, logo, aparecerá um navio no porto, ou embarcamos nele ou tudo estará perdido.
– O que quer dizer com isso? – Leo perguntou.
– Nada e tudo – ele disse saindo da mata e indo até a janela da princesa.
– Nico – ela suspirou jogando sua mala pra fora que cair ao lado do capitão.
Thalia se jogou de sua janela, mas foi sustentada pelos braços de Nico que a deu um rápido beijo.
– Eu preciso ir com você – ela choramingou.
– Você vai – o pirata garantiu.
Ele pegou em uma mão as malas de Thalia e com a outra agarrou a mão da princesa e ambos correram para a mata.
– Leo? – a princesa perguntou surpresa ao ver o ferreiro preso a árvore junto com uma garota que ela não conhecia.
– Você sequestrou a princesa? – Leo perguntou arregalando os olhos.
– Pelo contrário – ele disse desamarrando as cordas – ela veio por espontânea vontade. Thalia essa é Piper e este é Leo.
– Olá – a camponesa disse.
– Oi – a princesa respondeu.
– Vamos – Nicolas disse indo pela mata em direção ao porto e sem mais nada a fazer os outros três a seguiram.
No porto um navio se aproximava e quando os quatro chegaram lá ele já estava pronto. Um guarda viu o movimento e apontou o dedo para eles.
– Não tem jeito – o capitão comentou – Piper você vem conosco.
– Você disse que... – Leo tentou questionar.
– Ou ela vem com agente ou morre – Nicolas disse.
– Eu vou – a garota respondeu subido no navio.
Thalia a segui, Nico empurrou Leo e subiu com a mala de Thalia. Os guardas se aproximavam, estavam muito próximos.
– Vamos logo com isso Travis! – Connor ordenou ao irmão que já forçava o navio a entrar em movimento.
– Estou fazendo o máximo! – o outro questionou.
– Oras me dê isso! – Nico falou forçando o navio que entrou em movimento.
– Ahhhh – dois dos guardas havia conseguido entrar no navio.
– Eu não acredito que vou fazer isso – Leo comentou.
O ferreiro tirou uma das espadas jogadas no chão e a enfiando na barriga do guarda. As garotas sem opção, Thalia socou o rosto de um e Piper chutou as partes baixas do homem. Connor pegou sua espada e enfiou na barriga do guarda que estava desorientado.
– Não deixem fugirem! – a voz do Comodoro gritou.
– Vamos – Nico murmurava, não era tarde demais ainda.
– Peguem-nos! – o Comodoro gritava entrando em um dos barco.
O guardas dentro do navio dos piratas já estavam mortos neste ponto, Travis e Connor retiraram os corpos os jogando no mar.
– Fooogo! – o Comodoro gritou.
Fale com o autor