Thalico: Inseparable
4 Good Time
Notas iniciais
Pesquisei o nome dela nos meu contatos e não achei. Então liguei para Annabeth, ela também não tinha. Ela ligou para Percy, que também não sabia o número dela. Bom, ela não estava online no Facebook e nem no Twitter então foi dificil achar essa menina. Já estava desistindo de chamar ela para sair mas Annabeth disse que iria achar o número para mim de qualquer jeito. O problema é que ela ligou para metade da escola, então quase todo mundo ja sabia que eu iria sair com a Thalia, isso daria treta.
Eram 19:00 hrs, eu ja tinha deixado isso de lado. Então o Percy me ligou.
– Nico, Nico, Nico! — ele disse — Eu achei o telefone da Grace. Bom, não é dela, é da casa dela mas serve, né?
–Serve. Mas como você conseguiu?
– Ah, o meu pai conhece o pai dela. O seu também deve conhecer, eles estão fazendo negócios — ele disse — Mas então, ta pensando em dar uns pegas na Grace?
Não. Eu definitivamente não iria ficar com ela. O motivo vocês já sabem, né?
–Não sei. Você e a Annie são muito sem vergonha. A garota nem chegou na escola direito e vocês já querem que eu pegue ela.
– Olha, ela não é de se jogar fora. Se fosse eu já estaria planejando coisas, mas então liga para ela logo. Tchau.
Eu liguei para a Thalia assim que desliguei o telefone.
– Oi – alguém do outro lado disse.
–Oi. É a Thalia? — perguntei
– Sim. Quem é?
– É o Nico.
– Ah, oi, Nico!
– QUEM É NICO? — alguém falou
– NÃO TE INTERESSA! — ela gritou.
Eu ouvi uns ruídos, muitos gritos, e então esse garoto atendeu o telefone. Eu tinha quase certeza de que ele era namorado dela, então já pensei em uma desculpa, caso não rolasse.
– Alô — o garoto disse.
–Oi.
– Então, você é o Nico? — ele perguntou.
– O dia todo – respondi — E você?
– Eu sou o Jason. Então Nico, o que você quer com a minha irmã? – Ah, então ele era irmão dela.
–Eu quero falar com ela – respondi.
Ouvi mais ruídos e mais gritos, e então, Thalia atendeu o telefone de novo.
– Oi, Nico. Pode falar agora, e me desculpe por isso, o Jason é meio idiota.
–Ah, ta. Eu queria saber se você está livre hoje, ou amanhã, tanto faz.
– Hum, hoje eu estou. — ela disse – Como conseguiu meu telefone?
–Ah, bem — eu não poderia dizer que procurei em todo lugar porque ela iria achar que eu estou desesperado — eu conheço uns caras — disse.
– E... com ''caras'' você quer dizer Percy e Annabeth? — ela disse.
–Talvez — ela riu.
– Okay. Que horas você passa aqui?
– 20:30hrs eu estou passando ai, tá?
Ela me passou o endereço dela.
– Ta bom! Tchau
–Tchau.
Eu me troquei, quando eram 20:00 eu já estava pronto e fui assistir TV enquanto esperava dar mais ou menos 20:20hrs.
Fui buscá-la. A casa dela não era muito longe da minha. Apenas alguns quarteirões de distância. Parei em frente a casa dela e buzinei. Ela saiu acompanhada pelo irmão.
– Se você voltar bêbada eu não vou te ajudar. Se você voltar grávida eu também não vou te ajudar. E eu vou trancar tudo 1:00hrs, então se você não estiver com a chave, você terá um problema.- eu ouvi Jason falar.
–Vai dormir, Jason- ela disse entrando no carro. Ela me deu um beijo na bochecha, e foi tão automaticamente que eu nem tive tempo de raciocinar.- Tudo bom?
–Tudo, e você?
–Estou ótima.- Jason murmurou alguma coisa e ela lhe mostrou o dedo do meio e subiu o vidro do carro — Meu Deus, que garoto chato. Você tem irmãos?
–Tenho duas, Hazel e Bianca, mas elas estão na faculdade.
–Ah, posso ver que músicas você tem aqui?- ela perguntou.
–Mexa a vontade- respondi.
Ela fuçou bastante até achar um CD do Green Day, ela deu um gritinho, e botou para tocar.
– Gente, eu amo essa banda! Não sabia que você gostava de Green Day.
–Ah, eu curto muitas bandas, mas Green Day é a melhor.
–Meu Deus, então nós precisamos casar — ela disse e eu sorri de canto — Para onde está me levando?
– Depende, onde você quer ir?
– Da pra conhecer Nova York em uma noite? — ela perguntou sorrindo.
–Não, mas da pra fazer bastante coisa — parei no Central Park. Nós descemos e só ai pude perceber que ela estava muito bonita. Ela não estava usando roupas muito estilosas, eram simples, mas ela estava bonita do mesmo jeito — Pra começar, você precisa conhecer as comidas escrotas daqui. Tem várias, mas as mais estranhas são as de barraquinhas.
– Entendi — ela sorriu — E onde achamos barraquinhas?
– Gata, estamos em Nova York. Você acha uma barraquinha em qualquer esquina.
Eu passei os braços pelo seu ombro, e mostrei o Central Park para ela. Estávamos agindo como amigos de longa data. E estávamos curtindo isso, até que encontramos uma barraquinha, e era das boas, quer dizer, mais ou menos.
– O que você vai querer? – eu disse vendo as opções.
– Quero um hambúrguer e refrigerante – ela disse.
– Ok, vou pegar isso também.
Compramos nosso lanche e comemos em 5 minutos, Thalia era uma garota esfomeada, e depois te virar uma latinha de refrigerante de uma vez, ela deu um belo arroto, e morremos de rir. Estava sendo divertido, ela não era metida igual a maioria das garotas dessa idade são, ela era diferente de todas.
Enfim, depois de comermos ficamos correndo pelo Central Park como duas crianças bobas, até que o efeito colateral da comida de barraquinha desconhecida surgiu. Thalia vomitou em frente a um casal de velhinhos, que xingaram ela, e foram embora, segundo eles, estragamos a noite. Não aguentei ver ela vomitar e vomitei também, nada mais romântico do que vômito em sincronia. Foi, provavelmente, o momento mais nojento das nossas vidas, porém, o mais engraçado. Achei que fossemos enfartar de tanto rir.
– Nunca mais chego perto de uma barraquinha – disse ela se recuperando.
– Acho melhor não contar pro seu irmão que te fiz vomitar no primeiro encontro. – eu disse e ela riu.
– Ainda é cedo, onde mais vamos?
– Na rua 7 tem um lugar bem legal pra se dançar, você gosta?
– Claro, vamos!
Chegamos no lugar, e estava extremamente cheio, foi bem difícil dançar, já que a maioria estava bêbado. Depois de 3 músicas desconhecidas, descansamos um pouco. Depois de um tempo, começou a tocar 21 Guns, e achei que seria legal dançar uma música lenta com ela. Nos abraçamos e ela encostou a cabeça no meu ombro, não estava tão ruim.
– Obrigada, Nico – ela disse tirando a cabeça dos meus ombros
– Está agradecendo pelo que? – perguntei, mas sabia o motivo.
– Por ter me acolhido quando eu estava precisando de um amigo. – ela disse, e eu a abracei.
Terminamos de dançar a música daquele jeito, e dançamos mais outras, até que ficou tarde e fui levar ela embora. Fomos ouvindo Green Day e cantando até chegar.
– Chegamos – eu disse
– Obrigada pelo encontro. – ela disse e me deu um beijo na bochecha, não um beijo normal, um beijo diferente, eu gostei, e por um momento, me passou pela cabeça tentar beijá-la, mas não fiz. E tive a impressão de que ela esperava que eu fizesse.
– Boa noite, Nico – ela disse saindo do carro.
– Boa noite, Thalia.
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