Eu tenho aquele medo ridículo que um dia acorde e você não goste mais de mim. Sempre tem aqueles que falam que isso não existe e que, se existir e o que o outro sente for de verdade, não vai acontecer. Isso acontece comigo, muito, mas nem sempre é quando eu acordo. As vezes é quando eu estou tomando o meu terceiro copo de café no dia, ou comendo o sorvete de chocolate, que eu sempre achei melhor que flocos, ou aquelas vezes que eu leio. Eu deixo que ele escape. Pergunto-me se a culpa não é minha por esconder as chaves para a cela tão mal. Eu tenho medo até de mim, porque eu não mando o amor fugir. Eu tenho medo de muito.