Amor é feito pra isso. Pra nos matar, pra tirar nosso coração do peito, para ser eterno enquanto durar. Um dos fatos mais tristes de ser adolescente é que tudo se torna dramático, todos os sentimentos, todas as ações, todos os fins. Mas eu só digo que a gente se cruza um dia aí na rua. A gente se tropeça. Vivemos ciclos todos os dias que se completam e nem percebemos. Vivemos na Lua, vivemos no Sol. Porém ainda não se fazem pessoas que enxuguem suas próprias mágoas. O que que nos sobra? Não sobra nada. Só sobra a minha dor e de ti não sei mais. Eu queria poder te falar que tu é um sonho bom, que mudou o tom da minha vida. Porém aí a gente se engana, a gente cai na rede. Eu acho que se eu me lembrasse sempre como amar machuca, guardaria o amor pra mim e não daria pra mais ninguém. Porque eu sou assim tão... tão... Nem eu consigo mais cuidar do meu coração. Assim eu vou embora. Eu quero pegar as minhas coisas e nunca mais olhar pra trás. Pra que? Pra eu me castigar. Eu achava que se a gente fosse juntinho, ia bem. Eu não sei o que eu sou. Eu não sei o que eu fiz. Eu nunca dou em nada, afinal de contas.