Text girl

4 Poisoned Alliances & Stolen Secrets


Notas iniciais
Oi gente!!!! Voltei com mais um capítulo para vocês... Muitos me cobraram por um "Chuck" na minha fic, mas ele já apareceu... não vou dizer quem é, façam suas apostas! Espero que vocês gostem desse Cap ! Boa leitura!!! ps: Não esqueçam de comentar e deixar suas opiniões e dicas para a fic, ficarei muito feliz e responderei todos com muito prazer. Beijos de luz♥

(Trailer da fic♥ )

Post — TEXT GIRL

Vocês realmente acharam que eu não perceberia?

A elite de Forks pode usar uniforme, mas adora brincar de detetive.

Um bilhetinho inocente. Uma coordenada esquecida atrás da arquibancada. Um notebook que não deveria estar ali. E, de repente, quatro queridinhos da cidade bancando os heróis.

Fofo.

Mas heróis também têm arquivos comprometedores. E eu tenho cópias. Sempre tenho cópias.

Quem pegou o que é meu tem exatamente 48 horas para devolver. Caso contrário… segredos antigos vão deixar de ser sussurros e virar gritos.

E acreditem: alguns envolvem Londres. Outros envolvem festas de verão. E um envolve um professor que definitivamente não gostaria de ver seu nome na minha próxima manchete.

Vocês podem tentar me cancelar.

Mas eu sou a única que sabe onde os esqueletos estão enterrados.

XOXO — TEXT GIRL”

O clima na Forks High School estava diferente. Não era apenas a tensão adolescente habitual; era algo mais afiado, mais elétrico, como se a cidade inteira estivesse à beira de um escândalo coletivo.

Jasper Whitlock caminhava pelo corredor com a postura serena que aprendera a vestir desde que seus pais transformaram sua vida em um contrato empresarial. O sobrenome Whitlock carregava tradição, dinheiro e acordos selados com taças de cristal. A parceria com os Denali na produção de bebidas alcoólicas fortalecia impérios, mas enfraquecia corações.

Ele parou diante do próprio armário. Um envelope branco estava preso à porta metálica com fita transparente. Sem nome. Sem assinatura. Apenas números.

Coordenadas.

Jasper sentiu o estômago apertar.

Antes que ele decidisse o que fazer, o grupo se reuniu no pátio, como sempre fizera nos tempos em que tudo parecia mais simples.

Alice estava sentada sobre a mesa de concreto, as pernas balançando no ar, enquanto Isabella e Emmett discutiam sobre qual filme era mais superestimado. Rosalie observava, fingindo desinteresse, mas sempre atenta.

— Você ainda vem aqui, Whitlock? — Emmett provocou, jogando uma bola de papel no ombro dele.

— Depende — Jasper respondeu, encostando-se na árvore atrás deles. — Vocês ainda fazem drama gratuito ou cresceram?

— Drama é nosso idioma oficial e o seu também — Rosalie disse, cruzando os braços, mas sorrindo de lado.

Alice evitava olhar diretamente para Jasper. O silêncio entre eles era carregado de memórias: beijos roubados no estacionamento, promessas murmuradas entre risos, planos que nunca sobreviveram às decisões dos adultos.

— Você poderia, sei lá… não fingir que eu não existo — Jasper falou, baixo o suficiente para que apenas ela ouvisse.

— Eu não finjo — Alice respondeu, o sorriso firme demais. — Eu me adapto, para mim você não existe.

O grupo caiu na gargalhada quando Emmett começou a imitar o diretor da escola, transformando o momento em algo leve, quase inocente. Por alguns minutos, eram apenas adolescentes rindo, empurrando-se, implicando uns com os outros.

Mas a tensão entre Jasper e Alice permanecia, vibrando sob a superfície.

Mais tarde, Jasper seguiu as coordenadas.

O galpão atrás da arquibancada do campo de futebol americano era pouco usado, exceto para guardar equipamentos antigos. A porta estava entreaberta.

Lá dentro, sobre uma mesa improvisada, um notebook prateado.

Ele hesitou antes de abrir.

Quando a tela acendeu, o fundo preto revelou o título em letras elegantes:

TEXT GIRL.

O coração de Jasper disparou.

No mesmo segundo, todos os celulares da escola vibraram.A nova postagem e ele leu.

“Roubar é feio. Invadir é pior.

Mas tentar jogar com quem escreve o roteiro? Isso é suicídio social.

Quem pegou meu brinquedinho favorito tem 48 horas. Depois disso, eu libero o que está guardado na pasta ‘Elite Podre de Forks’.

Vocês sabem que eu não blefo e me adoram por isso.

XOXO.”

Jasper fechou o notebook imediatamente.

Ele precisava dos outros.

A biblioteca estava quase vazia no fim da aula. Alice, Bella e Emmett estavam reunidos numa mesa isolada quando Jasper colocou o notebook no centro, como se fosse uma bomba prestes a explodir.

— Me diz que isso é o que eu estou pensando — Alice sussurrou ao chegar, os olhos arregalados.

— É — Jasper respondeu. — E ela sabe que alguém pegou.

Isabella passou os dedos pela tampa do aparelho, hesitante.

— Isso é perigoso.- ela sussurou

— Tudo aqui é perigoso, mas se ela está agindo assim é por desespero — Emmett rebateu.

Eles abriram.

Pastas organizadas por nomes, fotos comprometedoras de todos, Prints, Áudios. Escândalos arquivados com precisão obsessiva, realmente a text girl tinha munição para destruir pessoas até o fim do ano.

Uma pasta chamou atenção imediatamente: ISABELLA.

Alice foi a primeira a clicar e fotos surgiram na tela.

Londres. Um pub. Isabella encostada na parede de azulejos escuros. Um homem jovem, de olhos verdes, inclinando-se para beijá-la.

Silêncio.

— Você pegou o professor bonitão e não me contou? — Alice disparou, chocada, mas com um brilho incrédulo nos olhos.

Isabella empalideceu.

Antes que pudesse responder, Emmett abriu outra imagem.

Uma festa de verão na casa de Mike Newton. Uma foto extremamente comprometedora de Isabella e Emmett se beijando perto da piscina, sob luzes coloridas.

Bella ficou imóvel.

— Isso… foi antes da Rosalie? — a voz de Jasper saiu baixa, assustado.

— Não foi o que parece — Emmett disse rápido demais.

A porta da biblioteca se abriu abruptamente.

Professor Edward Cullen.

Ele observou a cena: quatro alunos reunidos em torno de um notebook, expressões tensas, a tela exibindo uma imagem dele beijando Isabella em Londres.

O rosto dele endureceu.

— O que exatamente vocês acham que estão fazendo?

Ninguém respondeu e ele avançou, puxando o notebook.

— Isso é algum tipo de piada? Vocês estão por trás desse blog ridículo?

— Não! — Isabella retrucou, levantando-se. — Nós encontramos isso o computador dela!

— Encontraram? — a voz dele subiu, carregada de mágoa e raiva. — Depois de tudo, você acha que eu acreditaria que isso é coincidência?

O olhar que trocaram era intenso demais para ser apenas confronto.

— Você acha que eu faria isso com você? — ela sussurrou, ferida.

— Eu não sei mais o que pensar quando se trata de você — ele respondeu, a respiração pesada.

Jasper interveio.

— Professor, a Text Girl deixou o notebook para mim. Foi uma armadilha.

Edward hesitou.

Eles explicaram tudo.

Exploraram os arquivos juntos.

Havia uma pasta criptografada chamada “FÉLIX”.

Outra chamada “JULIET”.

Edward fechou a tela antes que abrissem a segunda.

— Isso precisa acabar — ele disse, decidido. — Eu quero destruir esse blog.

— Então estamos do mesmo lado — Isabella respondeu.

Ali, entre livros e segredos, os cinco fizeram uma aliança silenciosa.

No mesmo dia, Mike Newton subiu na mesa do refeitório como se fosse um rei se comunicando com seus suditos.

— Atenção, Forks! — ele gritou. — Primeira festa do ano. Sexta-feira. Minha casa. Quem não for, oficialmente está morto socialmente.

O refeitório vibrou.

Mais tarde, ele encontrou Rosalie no corredor e caminhou em sua direção com aquele risinho irritantemente confiante.

— Ora, ora… se não é a rosa mais linda e cheirosa dessa cidade.

Ele tocou o rosto dela. Rosalie bateu na mão dele sem hesitar.

— Late, Newton.

— Isso é jeito de tratar o amor da sua vida? — ele provocou, rindo.

Ela gargalhou.

— Se um dia eu me apaixonar por você, podem me internar. Estarei louca.

Ela o empurrou e caminhou em direção ao salão principal.

— Você vai à minha festa, não vai, gatinha?

— Morra, Newton.

Ele segurou o braço dela, aproximando-a.

— Você ainda será minha.

Rosalie se soltou com força.

— Prefiro queimar no inferno.

Bella, Alice, Jasper e Emmett apareceram no corredor com o professor Edward logo atrás, Rosalie sorriu desconfiada.

— Onde vocês estavam? — perguntou perguntou a loira analisando os 5.

— Na biblioteca — Bella respondeu, tentando soar leve e dando os ombros.

Quando ficaram sozinhos no corredor lateral, Edward segurou o braço de Isabella.

— Você acha que isso é um jogo? — ele perguntou, a voz baixa e carregada.

— Eu nunca achei que fosse — Isabella respondeu, os olhos brilhando.

— Você me deixou sem explicação.

— Você era noivo.

— Eu estava quebrado!

— E eu tinha dezesseis anos!

O silêncio entre eles era quase insuportável.

Ele se aproximou, a respiração misturando-se à dela.

— Eu nunca deixei de pensar em você.

— Isso não torna certo ou facilita as coisas — ela murmurou, mas não se afastou.

A tensão era palpável, densa, prestes a explodir.

E, em algum lugar da cidade, alguém digitava o próximo capítulo.