Notas iniciais
Olaá gente esta é minha primeira fic e eu espero que vocês gostem, o começo é meio "sem sal" como sempre mas depois vai melhorando se vocês gostarem eu posto o restante. bem, é isso, boa leitura :)

“O que já sei sobre mim é quase nada, por perto do ser que em mim se oculta.”

“Descubra quem você é e seja de propósito.”

“Como expressar nas palavras, os gestos que queria fazer as coisas que gostaria de ver os belos amanhecer e entardecer, e o sombrio morrer... faltam-se falas.”

Ellie POV

Um nada, era assim que eu me sentia já fazia um bom tempo... Ou talvez eu realmente fosse um nada. Eu estava no meu quarto pensando, como sempre... Mas hoje pensava no dia de amanhã coisa que eu não costumava fazer. Amanhã se iniciava o ano letivo, três palavras: M-A-I-S Q-U-E D-R-O-G-A. Eu odiava a escola, mas do que qualquer coisa na minha vida, sinceramente eu viveria muito bem sem ela.

Ia ser terrível como nos anos anteriores... Na verdade eu não odiava a escola e sim o fato de não ter amigos, isso fazia a escola horrível pra mim, as pessoas me olhavam de um jeito meio estranho, como se eu fosse diferente delas, mas eu não era! Eu talvez fosse... Bem eu só sabia que amanha seria mais um dia torturante pra mim, eu ate já estava acostumada com aquilo, porque quando você passa muito por uma coisa geralmente você se acostuma com ela, mas só porque você se acostuma não quer dizer que você goste.

Já era por volta das onze da noite então resolvi dormir, eu não estava com sono, mas na minha mente quanto mais tarde eu dormisse, mais tarde eu acordaria e talvez minha mãe não me obrigasse a ir à escola. Mas eu sabia que ia ter que ir uma hora, então que fosse logo.

No dia seguinte acordei cedo. (minha tática não havia funcionado muito bem...) fiquei deitada mais alguns minutos ate que resolvi me levantar, e poupar minha mãe de ter que vir me convencer. Fiz a cama e fui para o banheiro, tomei um banho um tanto demorado após sair procurei uma roupa para começar meu “empolgante” ano letivo. A maioria das pessoas gostam de fazer uma super produção com efeitos especiais e fogos de artifício para ir a escola no primeiro dia, eu não.

Quanto menos notada eu fosse melhor, mas eu nem precisava me esforçar tanto, era bem fácil, na verdade, muito fácil. Peguei uma calça jeans e uma blusa preta que tinha algumas estrelas douradas, calcei uma sapatilha um tanto simples, mas confortável, peguei minhas coisas e desci. Minha mãe tinha feito questão de comprar tudo novo, de inicio eu não queria, mas ela acabou me convencendo. Quando cheguei à cozinha ela estava lavando a louça da noite anterior.

–Bom dia! -Ela disse.

–Oi mãe. -Eu respondi.

Sentei-me na mesa e comi apenas uma fatia de pão com geléia e um copo de suco, estava sem fome (o que não era normal). Subi para escovar os dentes e desci novamente estava prestes a ir quando minha mãe me abraçou e me beijou a face.

–Boa sorte filha. Ela falou

Retribui seu abraço lhe dei um sorriso breve e sai. Minha mãe já conhecia meu histórico de popularidade, mas mesmo assim pedia para que eu fosse, ela dizia que eu precisava de amigos, A culpa não é minha se as pessoas não vão com a minha cara... Mas eu a entendia minha mãe era do tipo “protetora”. Pelo menos dessa vez ela não tinha me pedido para me levar ate a escola.

Eu andava calmamente pela calçada e observava cada detalhe que conseguia enxergar, embora já conhecesse bem aquelas ruas eu gostava de observá-las era um tipo de terapia... Não demorei muito ate chegar à tortura opa quer dizer escola, como sempre estava cheia de gente sorrindo e conversando.

Andei ate a minha sala e como eu disse, não tinha dificuldades em passar despercebida. Como os lugares estavam vazios analisei bem e escolhi a segunda carteira da terceira fileira. Depois que eu me sentei não demorou muito para sinal tocar e a sala logo se encheu de rostos conhecidos e desconhecidos.

Todos escolheram seus lugares e como eu já esperava ninguém sentou perto de mim. Duas cadeiras sobraram a que estava em minha frente e a que estava atrás, mas eu já estava acostumada então nem liguei muito. As duas primeiras aulas eram de português, depois redação e o intervalo.

O intervalo era ainda mais torturante. Peguei meu lanche e me sentei em uma mesa sozinha que eu selecionei enquanto esperava na fila, odiava sentar sozinha... Para todos os lugares que eu olhava via gente normal com seus amigos e eu estava lá sem ninguém não porque eu era nova e não tinha me enturmado ainda, (ate porque eu estudava lá desde a minha entrada no ensino médio) e sim porque as pessoas não gostavam de mim eu não conseguia entender... Isso me dava um profundo sentimento de solidão... Terminei de comer e fui para a sala, novamente não demorou muito para que o sinal tocasse e a sala se enchesse. As aulas agora eram de historia e as outras duas que se seguiram de espanhol. O sinal tocou essa era a melhor hora pra mim, a hora da saída!

Novamente eu andava calmamente pelas ruas e quando cheguei em casa vi um grande carro de mudanças, isso significava que nosso antigos vizinhos tinham ido embora, acho que não agüentaram o aluguel que por sinal era muito caro.

Também com uma casa dessas... A casa era uma mansão! Da varanda do meu quarto eu havia visto um dos quartos por dentro uma vez, uma palavra L-U-X-O só isso, (já que a casa também tinha uma varanda bem de frente pra minha). entrei em casa e minha mãe lia a bíblia. Eu estava sem fome então nem passei na cozinha, (definitivamente isso não é normal) apenas subi as escadas, ou pelo menos tentei, mas fui interrompida por ela, com a pergunta que eu mais odiava que ela fizesse, porque ela já sabia a resposta.

–Como foi na escola? -Ela perguntou

–Como sempre.

Eu respondi e subi, sem esperar pela próxima. Entrei no meu quarto e fechei a porta, coloquei as coisas na poltrona ao lado da penteadeira e fui tomar um banho, após trocar de roupa me deitei e pus os fones de ouvido, agora eu ouvia uma musica de Thales, (Jesus me achou).

Eu gostava muito de ouvir as musicas dele, elas me traziam paz me confortavam de alguma forma. Nesse momento o sol estava se pondo e eu me pus a observar ainda com os fones nos ouvidos. Eu acreditava em Deus.

Mesmo que não existissem provas cientificas que ele existe. Eu amava ver o sol nascer, o por do sol, o cair da noite, as estrelas, a lua... Não entrava em minha cabeça que algo tão belo pudesse ser criado por uma “explosão”. Para mim só o amor explicava tamanha beleza... Mas eu nunca fui preconceituosa, as pessoas têm direito de escolha, eu tinha feito a minha. Não sabia se era a certa, mas foi a que escolhi, e não precisava de provas ou ate mesmo de mais pessoas com a mesma idéia que eu, pra estar convicta dela.

Nesse momento vi minha mãe entrar em meu quarto, ela trazia consigo uma bandeja com um pedaço de lasanha (que por sinal parecia ótima) e um copo de suco.

–Achei que pudesse estar com fome ela disse

Eu há fitei alguns segundos, enquanto ela deixa a bandeja em cima da cama

–Obrigada mãe, eu disse com um sorriso sincero.

–De nada querida. Ela disse e saiu

Às vezes eu me espantava como ela me entendia bem... Uma hora ela era a super coruja protetora, na outra era apenas uma amiga que respeitava meu espaço. Embora não demonstrasse sempre, eu a amava, só de pensar um perde-la meus olhos lacrimejavam... Ela era tudo pra mim.

Comi minha lasanha antes que as moscas o fizessem por mim. Desci e lavei meu prato, minha mãe estava ao telefone, ela não havia me dito nada ainda, mas “leves” suspeitas me faziam pensar que ela estava namorando. ela parecia um adolescente apaixonada, nunca mais havia visto ela tão feliz. A quase dois meses eu a via com um sorriso diferente principalmente quando estava ao telefone. Não queria estragar a felicidade dela ela havia sacrificado muito por mim... Merecia mais do que ninguém ser feliz, então me fiz de surda e esperava ela vir me contar espontaneamente.

Já era noite e eu novamente estava em meu quarto com os fones no ouvido, quando ouvi a campainha tocar tirei os fones e desci as escadas. Geralmente não tínhamos visitas então pra alguém vir aqui era algo serio. Quando abri a porta me deparei com um homem de mais ou menos um 1,87 ele tinha cabelos com pouco grisalhos e olhos verdes e aparentava ter mais ou menos 38 anos.

–Oi, meu nome é Marcus e você deve ser a Ellie, sua mãe me falou de você.

–É, sou eu. Pode entrar eu vou chamar ela, fique a vontade.

Ele agradeceu, eu sorri como resposta e subi, ao chegar ao quarto da minha mãe ela estava lá, indecisa com qual brinco usar.

–É... Eu posso saber quem é aquele moço alto e bonito que esta lá em baixo te esperando mãe? Eu perguntei sem fazer alarme.

–É só um amigo. -Ela me respondeu como se eu tivesse 10 anos...

–Mãe eu não sou mais uma criança...

–Ela suspirou e me disse. -Eu sei... O nome dele é Marcus, nos conhecemos já faz algum tempo e andamos conversando bastante então ele me chamou pra sair e eu aceitei.

–Ah, ta bem. Eu disse e ela me olhou surpresa, como se esperasse um ataque de nervos da minha parte. Aproximei-me dela e apontei para um brinco dourado com um brilhante no meio

–Esse daqui. Eu disse ainda apontando.

–Ela me olhou com um olhar doce. -Você é incrível sabia?

–É eu sei. -Eu disse sem fazer cena, ele riu pos os brincos e descemos juntas.

Ele segurava um buquê de tulipas brancas, eram as preferias dela.

–Você esta linda. -Ele disse após observá-la

Ela ficou um pouco corada e agradeceu. Os olhos dela brilhavam e isso só me fazia lembrar o quanto eu gostava de vê-la feliz.

–Então, vamos? -Ele disse.

Minha mãe assentiu, mas antes de ir me abraçou.

–Você vai ficar bem? -Ela perguntou baixo para que só eu ouvisse.

–Vou sim, eu sei me cuidar. -Respondi no mesmo tom.

Ela beijou minha testa e saiu. Tranquei a porta e me deitei no sofá, como não tinha nada pra fazer fiquei assistindo ate tarde e depois fui dormir. Desisti de esperar minha mãe quando deu onze e meia e ela não chegou. Pelo jeito as coisas estavam boas entre eles...

No dia seguinte acordei um pouco mais tarde do que deveria, mas ainda não estava atrasada, (droga) então me arrumei e desci minha mãe devia estar no quarto, mas ela já estava acordada percebi pelo prato de panquecas que me espera na mesa da cozinha. Estavam uma delicia eu pensava enquanto terminava de lavar meu prato, nesse momento ela entrou na cozinha.

–Bom dia! -Ela disse mais alegre que o normal.

–Oi, pelo jeito a noite foi boa... Eu disse enxugando a pia

–Foi perfeita. -Ela me respondeu com um sorriso parecendo voltar lá com a mente.

–ta bem, é... Tchau -Eu disse após enxugar as mãos, sinceramente eu não queria saber os detalhes...

Quando cheguei à escola fui direto pra sala, já havia alguns alunos lá quando entrei. O sinal tocou e logo todos entraram. As duas primeiras aulas foram de geografia, depois matemática e em seguida o intervalo, depois mais duas de sociologia e uma de filosofia e minha hora favorita.

Enfim em casa! Fui direto para o quarto, embora estivesse com fome estava muito cansada e resolvi dormir um pouco. Quando acordei já passava das seis horas estava suada, então fui tomar um banho. Troquei-me e fui olhar as estrelas pensava no quanto a escola estava sendo ruim e embora o ano letivo tivesse começado a apenas dois dias pra mim já era uma eternidade...

Voava em meus pensamentos quando percebi que havia um garoto na varanda da casa vizinha estava um pouco escuro por isso não consegui vê-lo direito, devia ser o novo morador dali... Ele parecia estar olhando pra mim e já havia passado a mão no rosto quatro vezes. Ate parece Ellie que algum garoto vai olhar pra você, você é invisível lembra?! O seu destino é acabar velha e sozinha com Vinte e sete gatos. Minha consciência fez questão de me lembrar. Resolvi entrar, agora eu estava faminta.

“Você nunca sabe quanto tempo você tem com alguém, então não esqueça de dizer eu te amo enquanto você pode.”

Só nos mesmos sabemos o que se passa dentro de nos, às vezes nosso semblante esta feliz, mas o nosso coração esta em trevas.

“A saudade é bonita só não poesia. Na vida real ela arde.”

Daniel POV

Ainda era cedo, mas a única coisa que eu queria era descansar, já que amanha teria um dia cheio na escola. O problema era que não estava com sono e por isso não conseguia dormir, então fui para varanda me distrair um pouco. Eu amava varandas. Eu e meu pai costumávamos conversar na da nossa antiga casa, olhávamos as estrelas, e ele me mostrava as constelações. Ele era o melhor pai do mundo e me ensinou tudo que eu precisava saber, ele sempre esteve do meu lado; eu o amava.

Mas ele sempre foi muito sonhador, e almejava uma vida melhor pra nós. Ele trabalhou muito, ate que com muito esforço abriu uma loja de peças para montagens de carros que depois de um tempo foi crescendo, e logo começou a exportar para fora do país, e assim fomos ganhando tanto dinheiro que ficamos ricos, muito ricos. Mas meu pai não se contentou com o que já tínhamos e resolveu abrir novas filiais o que só nos fez ganhar mais dinheiro, só que agora ele já não tinha mais tempo pra nada, alem dos negócios. Eu o estava perdendo.

Sorte que depois de uma longa conversa com minha mãe (a meu pedido) ele percebeu isso então resolveu sair conosco pra viajar só nós, sem motoristas, empresários, ligações... Nada só nós três. Passamos duas semanas fora, agora ele estava como antes, éramos novamente aquela família pobre de cinco anos atrás, só que agora ricos. Quando as férias terminaram papai nos prometeu que passaria mais tempo conosco porque embora ele tivesse muito dinheiro agora nada tomaria nosso lugar.

Estávamos voltando da viagem (nosso carro era grande e cabia nós três na frente), o radio estava ligado e mamãe cantava a musica sem saber a letra o que era muito engraçado, eu e papai riamos descontroladamente e mamãe embora estivesse um pouco envergonhada ria conosco. Ate que tudo acabou num piscar de olhos. Toda minha felicidade foi embora; minha vida; Tudo.

Um caminhão de grande porte virava a curva e perdeu o controle,

Meu pai tentou desviar, mas não conseguiu então abriu a nossa porta e nos empurrou para fora. A pior dor que senti foi a daquele momento que por sinal havia deixado cicatrizes incuráveis.

A dor de ver meu pai queimar naquelas chamas era muito maior do que a de ter quebrado o meu braço, junto com meu pai queimava também a minha felicidade, minha vontade de viver e tudo de mais precioso que eu tinha dentro de mim. Minha mãe teve uma forte depressão depois de acordar do coma que durou uma semana. e passou dois anos pra se recuperar por completo. Eu virei um garoto idiota, sem valores, egocêntrico, e que gostava do sofrimento dos outros, eu pisava em todos que atravessassem meu caminho, e não me importava se estava machucando ou matando. Fiquei assim por um ano ate conhecer Ana e Connor. Não sei bem ao certo como isso aconteceu, mas depois de um tempo viramos melhores amigos. Eles tinham casos parecidos. Ana tinha um pai alcoólatra e Connor havia perdido a mãe quando criança quase como eu.

Eles me conheciam melhor que ninguém e entendiam minha dor, pois já tinham passado por algo semelhante. Porque mesmo que as pessoas digam que te entendem, elas não te entendem por completo ate passarem pelo mesmo que você.

“A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento duplicando a nossa alegria e dividindo nossa dor.”

Ajudávamos uns aos outros a superar suas dores e problemas, e com um tempo eles me fizeram lembrar quem eu realmente era, quem meu pai tinha me ensinado a ser. Mas infelizmente tive que me mudar pra cá minha mãe disse que seria bom conhecer novas pessoas... Eu não concordava e de inicio não queria, eu não ia deixar meus amigos, mais acabei cedendo, minha mãe já tinha tido depressão e por mais que me doesse deixar meus amigos e minha namorada (Samantha era o nome dela, ela parecia gostar muito de mim, mas ficou com raiva quando eu terminei, meus amigos não gostavam dela diziam que ela só estava comigo por causa do meu dinheiro, às vezes eu achava também já que ela adorava presentes caros, e coisas do tipo.

E embora não a amasse eu gostava dela e não queria ter que terminar assim.) meu coração se saturava de dor ao pensar na minha mãe com depressão de novo. Ela sentia tanto quanto eu a falta dele e talvez a fizesse bem conhecer gente nova. A essa altura já havia enxugado o rosto três vezes. Ah pai... Como eu queria que você ainda estivesse aqui... ele era o meu melhor amigo. pensei deixando mais lagrimas escaparem e passando para quatro vezes. Quando olhei pra frente vi uma garota devia ser minha vizinha... Estava escuro e não consegui enxerga-la direito ela parecia olhar pra mim, a fitei por algum tempo e ela entrou no quarto. Fiquei ali mais um pouco e depois de um tempo finalmente me acalmei e consegui dormir.

Notas finais
Esse negocio ai de Deus é uma coisa que eu quis colocar na personagem porque ela é tipo "boazinha". Então quem não acredita não levem pro lado pessoal nem deixem de ler ta? cada um tem direito de acreditar no que quiser (inclusive em unicórnios :p). bjs :* Mereço reviews??
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.