Adam estava terminando a quarta feira como sempre, andando de skate, era o único dia que ele tinha fazer nada, porém ele não conseguia ficar parado, então andava de skate por ai. O sol estava se pondo em sua frente, e resolveu parar para observar, uma coisa que nunca fez na vida. Adam olhou atentamente aquelas cores alaranjadas, avermelhadas, elas eram muito bonitas em sua opinião. Quando o sol já tinha sumido, Adam se perguntou para onde ele teria indo? Resolveu segui-lo, mas o garoto não era tão burro em seguir o sol ate o outro lado do planeta.

Adam pensou bem e resolveu voltar para casa. Passou pelo o campo de concentração onde ficava as armas para os jovens como ele, passou pela a academia que estava toda cercada por um muro gigante com arames farpados no topo. Adam nunca entrou lá, mas também não estava nem a fim de entrar naquele lugar, porém dentro de dias voltaria para lá e teria que aprender como se tornar um homem de família. Ao pesar nisso o garoto estremeceu, quando lhe vem no pensamento "ser um homem de família", vem a imagem horrorosa de sua futura esposa. Adam odiava Cassandra, nunca gostou dela, sempre foi mimada, chata e feia, muito feia. Por que eu tenho q casa com ela? Pensava.

E enfim chegou a sua casa que não era muito grande, mas era aconchegante na visão de Adam. Foi direito ao quarto, quando ouviu a mãe gritar

–Adam vem jantar.

Adam se levantou da cama, totalmente indisposto para descer as escadas, porém estava com fome, e sua mãe Beatrizsempre cozinhava bem. Desceu a escada quase morrendo, mas quando sentiu o cheiro do macarrão que a mãe preparou, partiu em disparada para a cozinha.

Ao chegar todos estavam esperando-o. Adam tinha 3 irmãs e 1 irmão, com ele eram em 5. Adam era o mais velho com 16 anos. Depois vem sua irmã Glenda de 12 anos. Depois sua irmã Katy, Kathirna de 8 anos. Depois sua irmã Margo de 6 anos. E por fim seu irmão Jason de 4 anos.

–Como foi seu dia, querido?- perguntou Beatriz.

–Normal como uma quarta feira- respondeu Adam.

–Você não fez nada hoje, seu nojento-perguntou Glenda.

–Fiz mais q você, sua chatinha- disse Adam rindo. Era uma brincadeira deles falar mau um do outro.

–E você, mãe o que fez?- perguntou Katy.

–Esta uma bagunça lá na sede. Estamos declarando guerra contra os apreensores.

–Guerras? Eba!- disse Jason com animação.

–Não, guerras são ruins- afirma Beatriz- Agora volta a comer seu macarrão.

Ela se vira para Adam e sussurra.

–Conversamos depois.

Adam ficou curioso pela conversa, sua mãe não costumava esconder nada de ninguém, e nem conversar em particular com algum de seus filhos. Depois do jantar, Adam ajudou Beatriz a tirar a mesa, enquanto os outros foram jogar jogo de tabuleiro.

–O que esta acontecendo? Por que estamos atacando eles?- pergunta Adam lavando os pratos.

–Nós não, o exercito. O presidente acha que estamos ficando na miséria enquanto os apreensores vivem no luxo com sua inteligência. Ele quer o que eles têm, quer viver na luxúria, mas ele não vai conseguir isso atacando a Apreensão.

–Como não, mãe? Os apreensores são muito medrosos, não vão lutar.

–Nunca mais diga isso, Adam! Você não sabe o que os apreensores são capazes de fazer.

Adam se arrependeu de ter dito isso um segundo depois de ter dito. Ele esqueceu q um apreensor matou seu pai. Ele sabia muito bem que eram medrosos, mas sabia que não eram fracos. Seu pai só encostou em um apreensor sem querer, mesmo sabendo da maldição. Adam odiava os apreensores por isso, e por serem muito inteligentes.

–Me... Me desculpe mãe- disse Adam a abraçando.

–Esta tudo bem. Só te peso uma coisa- respondeu ela secando as lagrimas, ela sentia muita falta de seu marido.

–Qualquer coisa- respondeu Adam confiante.

–Nossa academia é ao lado da academia deles. Quando você for para lá, daqui alguns dias, quero que me prometa que não vai agredir ninguém da Apreensão, não quero que se machuque, sei que você sabe que não podemos toca-los, mas sei também que você arranjaria um jeito de agredir, ou ainda pior, alguém da Apreensão, me prometa isso.

Adam ficou em silencio, não podia prometer, ele queria vingança, seu pai morreu quando Jason ainda tinha um ano, o garoto não ira crescer com um pai, e os apreensores vão pagar caro por isso.

–Você sabe que não posso prometer isso, mãe.

–Mas terá que prometer, terá que fazer um sacrifício, eu sei que você consegue, era um menino tão adorável antes... antes do aconteceu. Sei que esse menino ainda vive dentro de você- disse Beatriz colocando uma de suas mãos no rosto de Adam.

–Não posso fazer isso mãe- disse Adam tirando a mão da mãe de seu rosto- Eles roubaram uma coisa muito importante de mim, e vou roubar algo muito importante deles.

–Meu filho, não assim que as coisas funcionam. Você não pode maltratar ninguém, isso não é permitido na Prontidão.

–Logico que é! Nós somos corajosos o suficiente para tirar a vida de alguém, posso fazer isso, eles deixam eu fazer isso.

–Mas eu o proíbo de machucar qualquer apreensor que você ver. Sou sua mãe, e você ainda não é adulto para cuidar de si mesmo, portanto eu cuido de você! E você não vai fazer algo que não quero que faça- respondeu Beatriz ficando irritada.

–Eu serei adulto assim que me casar com Cassandra, e vai se daqui alguns meses. Você não manda em mim!- gritou Adam perdendo a calma.

–Sim! Eu mando sim! Você mora na minha casa, tem que respeitar as minhas regras, se não você... você pode se retirar- respondeu Beatriz.

Adam a encarou irritado, ela não recusou a ordem. Ela não queria expulsar o próprio filho, dava para ver em seus olhos, mas se Adam não a obedecesse, ele teria que sair, sabia disso.

O garoto se irritou de mais e saiu de casa pegando seu skate e correndo para nenhum lugar em especial. Até que percebeu onde estava indo, para onde seu pai se encontrava. Adam chegou até o cemitério onde o enterraram, comprou rosas e foi até seu tumulo. Ele não o visitara desde que morreu, não suportava vê-lo enterrado e não poder fazer nada.

–Oi pai, quanto tempo hein?- disse Adam colocando a rosa na frente da placa onde marcava Kevin Heisenberg.

–Eu sei que trazer rosas para você parece meio gay, mas é que foi totalmente automático- disse Adam com uma risadinha.

–A mãe quer que eu seja amigável com um apreensor, vê se pode?- disse com um sorriso.

Imediatamente ele ouviu a voz de seu pai falando oque sempre falava.

“Não devemos guardar rancor, meu filho, se não nunca seguimos em frente. Isso não pode acontecer para um prontidão”

–Você quer que eu não guarda rancor, mas você morreu, por uma causa totalmente injusta. Não posso deixar em branco, não posso deixar passar a chance de me vingar.

Ele ficou encarando o caixão a sua frente. Lagrimas começavam a se formar em seus olhos.

–Me responde! Você devia estar aqui para me ajudar! Eu preciso de você e você não esta aqui! Você me deixou sozinho! Como pode?!- gritou ele para o caixão.

Adam estava com raiva, muita raiva. Se continuasse naquele cemitério com certeza ia quebrar tudo, então o garoto teve o bom censo de sair de lá, antes de qualquer coisa acontecer. Saiu correndo e esqueceu o skate no cemitério. Não tinha rumo, não sabia para onde ir, mas tinha que ficar longe de todos.

Ele parou, pois estava sem folego, quando percebeu estava no lugar mais longe da cidade, onde ninguém podia ir, onde nenhum prontidão nunca devia ir em sua vida. Na fronteira, onde acaba o território da Prontidão e onde começa o da Apreensão. Ele sabia que não devia estar ali, mas com certeza algo o trouce para aquele lugar. Poderia ser coincidência, não, Adam não acreditava em coincidência. Só poderia ser o destino levando ele para aquele lugar, pensava, mas para que? Se perguntava. Ele se aproximou do campo de força. Todos falavam que era elétrico, que se tocasse iria virar churrasco, então jogou um pedra antes, para ter certeza.

Nada aconteceu com a pedra. Então achou seguro. Chegou mais perto, e tocou no campo de força, era invisível, continuava o pasto que estava onde Adam pisava. Ficou surpreso e começou a rir. Até que avistou uma silhueta de uma pessoa vindo em sua direção. Com certeza era um apreensor. Na hora Adam pensou em mata-lo, por isso precisava que ele chegasse mais perto. Esperou até que a pessoa recuou e se virou de costa para Adam.

–Espere! Não vou machuca-lo- gritou. Era mentira com certeza, Adam queria ver sua cabeça em seu quarto.

A pessoa parou, olhou para Adam que sorria falso, ela ainda estava longe de Adam, mas percebeu que era pequeno, seria fácil de matar.

–Vamos conversar- disse Adam.

A pessoa começou a se aproximar de novo. Foi ficando mais perto. Até que Adam percebeu que não era um homem, mas sim uma garota, uma garota muito bonita por sinal. O garoto ficou paralisado, não podia matar uma garota indefesa, e bonita. Seus cabelos na altura do ombro, castanhos voavam a favor do vento. Seu vestido simples amarelo a deixava mais delicada. Seus olhos azuis escuros brilhavam como a lua. Aquela garota com certeza era a garota mais bonita que já vira, se soubesse que tinha garotas bonitas na Apreensão, teria se tornado covarde a muito tempo atrás, pensava.

–Oi- disse bobo.

A garota não respondeu. Parecia nervosa. Foi então que percebeu, ela estava com medo dele. Também para um apreensor, não se esperava de menos.

–Não, fique com medo. Não vou machuca-la- disse Adam que dessa vez era verdade.

Nunca iria machucar a pobre garota. Ela ainda não respondeu.

–Consegue me ouvir?- perguntou Adam.

A garota balançou a cabeça afirmativamente.

–Que bom- Adam esboçou um sorriso- Sou Adam.

–So... Sophie- disse em fim a garota, com a voz mais suave que Adam já ouviu.

Notas finais
Ae mais um capitulo kkk, espero que tenham gostado :D Comentem