Tesouro de Amor
7 Revelação
Notas iniciais
Thomas, Clarice e Thaís situavam-se na sala de jantar, conversando e apreciando a refeição noturna. Ryan desceu as escadas e caminhou ao local, se juntando aos quatro.
– Eaí, como tá, irmãozinho? Como que tá depois da namoradinha te abandonar? – ironizava o irmão caçula.
– Vai pro inferno, infeliz. Não queria me fazer perder a paciência com você.
– Ryan, cale a boca, menino! Parece que eu não lhe dei educação. – criticava Clarice, fuzilando o filho mais novo com os olhos. Thaís observava a situação, sem pronunciar nem um pio.
– Thomas, não fica assim. Não liga pro que esse pé no saco diz. – Thaís, que até agora não havia dito absolutamente nada, tentava consolar o amado, em vão.
– Deixa, Thaís. Eu perdi o apetite. – disse Thomas, levantando-se abruptamente da mesa, retirando-se do cômodo.
– ISSO É TUDO CULPA SUA, DESGRAÇADO! – berrava Thaís, se levantando logo em seguida, seguindo o amado.
– Esses dois não tem jeito mesmo. Haha. – comentava Ryan, soltando uma alta gargalhada. Clarice o fitou, fuzilando-o novamente com os olhos, balançando a cabeça negativamente.
– Você não tem jeito mesmo, meu filho. Que desgosto. Você é igualzinho ao seu pai.
...
Thomas caminhava correndo na direção de seu quarto, e Thaís logo atrás. O jovem adentrou o cômodo, trancando a porta, retirando a chave e pondo-a sobre uma mesa. Se dirigiu à uma cômoda, retirando uma grande garrafa, abrindo-a rapidamente, agarrando o objeto, levando-o a boca, tremendo.
– Não... consigo... mais... viver... sem... você... Aninha!
E ingeriu toda a bebida contida na grande garrafa. Caminhava cambaleante pelo cômodo, até não se aguentar mais de pé. Caiu inconsciente mais uma vez. O jovem estava se tornando um legítimo alcóolatra, para a desgraça da família.
...
Thaís, que seguia Thomas, correu até sua porta, mas o mesmo a fechou rapidamente, evitando que a jovem adentrasse seu quarto.
– Trancou... Merda. MARTHA! – berrou a jovem, descendo novamente as escadas, à procura da governanta, que chegou rapidamente.
– Sim, senhorita?
– Você ainda tem as cópias da chave do quarto do Thomas? – perguntava, curiosa. Precisava arrumar uma maneira de adentrar aquele quarto.
– Acho que sim. Deve tar em algum lugar do meu quarto, Dona Thaís. Já volto, vou pegar. – se apressou a governanta, correndo em direção a seu quarto.
– Essa mulher é lerda demais. Chega me dá náusea! – reclamava Thaís, sentando-se no sofá, pois imaginaria que a mulher iria demorar muitíssimo tempo para encontrar o objeto.
Depois de certo tempo, o suficiente para que o jovem enchesse a cara, Martha retornou com o molho de chaves em uma das mãos.
– Aqui está, querida. É essa aqui. – dizia a mulher, apontando para uma chave de coloração vinho. A jovem tomou o objeto das mãos da governanta e subiu rapidamente as escadas.
– Nossa, nem agradeceu... – comentava a governanta, tristonha. Retornou para seu quarto.
...
Após subir as escadas, Thaís caminhou rapidamente pelo corredor na ponta dos pés, apressando-se a chegar ao quarto de Thomas. Abriu a porta, adentrando sorrateiramente o cômodo. Arregalou os olhos ao se deparar com Thomas caído no chão, novamente.
– Já imaginava isso... Que horror. – pensava a jovem, se aproximando do rapaz. – Ei... Vem comigo. – sussurrava, levantando delicadamente o corpo deste, conduzindo-o até a cama. – O que acontecerá hoje será algo que mudará as nossas vidas.
Aproveitando-se da fraqueza de Thomas pelo fato de o jovem não possuir controle sobre si mesmo, devido à grande quantidade ingerida de bebida, Thaís retirava os sapatos deste, e pouco depois, suas roupas. Em questão de poucos segundos, ambos estavam sem roupa.
– Thomas, você vai ser meu.
...
Após o abraço de Patrícia e Ana, as duas haviam se despedido com um beijo na bochecha.
– Boa noite, querida. Amanhã vocês irão se reencontrar e você verá como está gato o meu filho. – comentou, sorrindo, retirando-se do cômodo. Após esta sair do local, Olívia adentrou o mesmo, curiosa.
– O que houve, filha?
E Ana contou toda a história à mãe, que já havia conhecido o filho de Patrícia há anos e que ele a amava naquela época.
– Ana, você não tá pensando em se casar com esse garoto por causa do dinheiro, não é mesmo, minha filha?
– Claro que não, mamãe. Como pode pensar isso de mim? – perguntava Ana, indignada com a pergunta ofensiva de Olívia. – Se eu for casar com o Gabriel, vai ser pra poder ajudar ele a superar essa tristeza horrível que ele sente por ter perdido a esposa. Tadinho. Ele gostava tanto de mim na infância. Meu melhor amigo. Desapareceu de repente e não deu mais notícia. Coitada da dona Patrícia, ficou tão pobre, pior do que a gente.
...
O dia seguinte havia chegado rapidamente, pois ambos foram dormir cedo, depois de um grande e trabalhoso dia para Ana e uma grande noite para Thaís. Thomas havia despertado, repentinamente, aterrorizando-se ao se deparar nu, com a jovem ao seu lado no mesmo estado. Soltou um berro, assustando Thaís, que pulou da cama em um instante.
– Thaís, o que tá acontecendo aqui? – perguntava desesperado, fitando as roupas da jovem, que jaziam jogadas no chão.
– Thomas, eu entrei no seu quarto pra ver como você tava e você me... você me beijou, me seduziu, e acabamos dormindo juntos. – cinicamente, Thaís falava de uma maneira que qualquer pessoa acreditaria em suas palavras. Qualquer pessoa que não a conhecesse de verdade.
...
Gabriel, como de costume, não costumava dormir até tarde. Levantou-se cedo e realizou uma caminhada pelo jardim da mansão, procurando não pensar na esposa. O jardim da mansão de Patrícia era belíssimo e enorme, perfeito para se passar o tempo, contemplando as inúmeras flores e pegar um pouco de ar.
Ana havia levantado alguns minutos depois, abrindo a cortina e a janela, pondo a cabeça para fora. Desta janela, do quarto que se situava próximo aos fundos da mansão, era possível observar o jardim. Uma bela vista.
– Deve ser ele... Está tão lindo. Tão diferente de quando a gente estudava junto. Era tão magrinho... – pensava Ana, tomando coragem e correndo para o jardim.
...
Thaís havia recolhido suas roupas rapidamente, vestindo-se. A porta havia sido aberta rispidamente por Clarice, que adentrava o cômodo, espantosa.
– Ouvi um grito aqui, o que... – ia completar a frase quando ficou boquiaberta ao compreender o que havia acontecido após ter visto o filho nu. – Thaís, preciso ter uma conversa com você! – bradava, séria.
– Não fique zangada, madrinha. Vou lhe explicar tudo que aconteceu. – comentou a jovem, retirando-se do quarto. A madrinha foi logo em seguida.
– Espero que explique mesmo. – Thomas ainda conseguia ouvir as palavras da mãe, que adentrava o quarto da afilhada.
...
Ana, chegando ao jardim, aproximou-se do jovem lenta e silenciosamente. Gabriel jazia sentado em um banco semelhante a aqueles que são encontrados em praças e em parques de diversão.
– Bom dia, o senhor é o Gabriel? – perguntava calmamente, assustando o jovem, que estava distraído, pensando na vida.
– S-sim, sou eu. E eu te reconheço de algum lugar... – reparava, fitando o rosto da jovem. – ANA, É VOCÊ?
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