Todos estavam na grande mansão do sítio, enquanto Ryan e Bianca, o mais lindo casal e que estava dando certo, namoravam na grande praça e chegaram ao anoitecer. Camila, Thomas, Clarice e Pedro estavam na sala de estar assistindo um filme em 3d. Cada um com um cesto de pipoca nas mãos. Pedro havia adormecido no colo da avó enquanto via o filme. Ambos se assustaram com a batida da porta após o casal adentrar a grande sala.

– Gente, eu tenho uma notícia que vai cair como bomba pra todos vocês, como também caiu pra mim e pra Bianca. Até agora não caiu a ficha para mim.

– Anda, desembucha, Ryan. Assim você tá deixando a gente curioso! – protestava Thomas, curioso e impaciente para saber o que estava acontecendo.

– Pois bem, a Ana e o Gabriel se separaram! Logo depois que vocês dois voltaram pra vida deles e mostraram que ainda os amam e que não fizeram nada de mal para acabar com esse amor, eles começaram a pensar em vocês um sem saber que o outro também estava na mesma situação. Hoje descobriram isso e tomaram essa grande decisão, portanto, Thomas e Camila, o trunfo é de vocês! É a chance de vocês serem felizes. É agora ou nunca. Vou dar para o Thomas o endereço de onde a Ana está. Isso que dá morar em uma cidade em que as fofocas correm rápido demais.

– Camila, é a nossa chance! Vamos para lá é agora! Ainda dá para fazer isso hoje. Ryan, por favor, me dê o endereço da Ana imediatamente. Você é o melhor irmão do mundo, cara!

...

Lúcia iria dormir cedo naquele dia, pois iria madrugar no dia seguinte por causa de uma excursão que ocorreria em sua escola neste dia. Ana e Olívia preparavam-se para colocar a menina para dormir. Logo em seguida, as duas foram para a pequena porém elegante sala de estar do hotel.

- Que situação, hein filha. Casamento depois de quase oito anos terminado... – reclamava Olívia, revirando o olhar, pensando seriamente na hipótese de Ana se acertar com Thomas depois de tudo que havia acontecido naquele baile que mexeu com a vida de todos.

- Pois é, né mãe. Mas o melhor de tudo é que ninguém tá de mal com ninguém, ninguém tem raiva de ninguém...

As duas foram surpreendidas quando, naquele momento, a campainha tocou.

- Quem será a esta hora? – Ana, curiosa, consultava o relógio, levantando-se delicadamente, se dirigindo em pequenos passos à porta, espionando pelo olho mágico. – Dai-me forças, senhor. – e abriu a porta. – Você?

- Ana, deixa eu falar com você, por favor! Me dá pelo menos uma chance.

- Tá, entra... Já veio até aqui mesmo.

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Gabriel e Patrícia também estavam na grande sala da mansão, conversando sobre as atitudes que os dois tomaram, que foram corretas. Gabriel também contou a Patrícia tudo sobre Camila, pois Patrícia não chegou a conhecer a jovem naquela época.

- Essa Camila deve ser gente boa mesmo, porque em todos esses anos até hoje ela gosta de você.

- Mas eu vou dar um tempo, é claro. Tudo foi muito recente. – respondia o filho, passando levemente a mão sobre a testa suada.

- É verdade... Seria muito precipitado. De qualquer jeito, você tem certeza de que realmente gosta dessa Camila?

- Gosto sim, mamãe. Naquele baile eu tive certeza disso.

- Então aconselho você a ir correndo atrás dessa garota, porque ela também te ama, pelo que você diz.

O papo dos dois foi interrompido também por uma campainha que tocava ansiosamente.

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Alessandra, a detenta mais famosa do presídio, que tinha dado uma bela surra em Thaís, também considerada como a chefona de todas as presidiárias, reuniu um grupo de mulheres, que não incluía a própria Thaís, e todas estavam perante uma importante conversa que decidiria o destino de cada uma daquelas no pátio ao anoitecer, em uma hora próxima ao horário de retornar à cela. O local escuro como breu era iluminado por grandes lâmpadas que eram penduradas nos enormes muros de pedras. Era um local completamente sujo e destruído

- Vamos combinar uma fuga em massa, minha gente. Todas nós, somente nós, aqui do grupo, iremos fugir nesse dia que eu falei. Não digam isso a mais ninguém. Vai ser exatamente daqui a um mês, não se esqueçam. Essa é a coisa mais importante de todas as nossas vidas.

Thaís, que se escondia atrás de uma parede, escutava tudo o que a detenta dizia, pensando: “Descarada, por essa ela me paga. Ela vai ver que não se brinca com Thaís. Meu cursinho de enfermagem aqui na prisão vai ajudar nisso”.

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- Ana, agora você sabe que eu não fiz nada de mal com você e eu também sei que você não fez nada de mal contra mim. A gente não tem motivo para ficar com raiva um do outro, Ana, pelo contrário, nosso amor ainda existe e podemos ficar juntos de novo. Até nossa mãe, que era contra a nossa relação, agora gosta de você e mesmo que você volte a ser pobre ela vai te aceitar. Ela só queria o meu bem.

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- Gabriel, você sempre soube que eu te amei e eu acho que você também me amou, nem que tenha sido por pouco tempo, quando a... Susana apareceu. Mas, naquele bar, quando eu te vi, eu resolvi parar de me esconder todas as vezes que eu te via, porque te amo mais do que ninguém nesse mundo. Depois de todos esses anos eu não me envolvi amorosamente com ninguém justamente por esse fato. Você é o grande (e único) amor de toda a minha vida!

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- Não vejo a hora de contar tudo para as carcereiras e à diretora. Vão adorar saber de tudo isso, não é, queridinha Alessandra? Se acha que vai conseguir fugir sem me ajudar você tá enganada, desgraçada. Você vai ver o que é bom. Vai pagar por ter cruzado o caminho daquela que se chama Thaís.