Terrorista

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá peixinhos dourados! (´

Era tarde de inverno, as luzes naturais adentravam a pista do local fazendo o gelo reluzir. Os patins riscavam o solo, e os olhos claros de Viktor miravam-me concentrados.

— Não desse jeito — Ele se aproximou posicionando as mãos em minha cintura a pressionando na posição que estaria correta. Senti o calor de suas mãos e as estranhas sensações que preenchiam meu corpo. — Assim — Engoli seco, estava nervoso, mais do que eu estive em todos os treinamentos.

— Certo — Me afastei rapidamente, deixando Viktor com seu rosto curioso sobre minha reação.

Por algum motivo depois da ultima competição que acontecera eu me sentia nervoso de estar perto de meu treinador, mesmo quando ele tocava-me de brincadeira, ou se aproximava, meu coração batia rápido.

— Ok, pode descansar por enquanto — Sorriu, e eu estava acabado. Arrastei-me em meus patins até o parapeito do ringue e respirei de cabeça baixa.

Fora então que senti a presença em minhas costas, o mais alto colocara seu queixo em meu ombro e com a voz baixa sussurrava.

— O que está acontecendo? Sinto que está diferente hoje Yuri — Virei meu rosto avermelhado, não queria sentir sua respiração em meu pescoço. Estremeci.

— Não é nada, eu só lembrei de um compromisso urgente — Tentei dar uma desculpa.

— Eeh?! Vai me deixar sozinho aqui? — Olhei de soslaio e ele emburrou-se fazendo manha. — Yuri... — Seus braços entrelaçaram-se sobre meu corpo, ele fazia isso sempre, mas agora era diferente para mim de algum jeito. Retirei as mãos de Viktor de forma um pouco rude, mas depois que percebi me virei curvando meu corpo.

— Me desculpe... — Me retirei da pista, não olhei para seu rosto, mas sabia que estava sério, pois sentia seu olhar sobre mim.

Saí daquele lugar as pressas, como se eu estivesse perdendo algo muito importante. Acabei deixando ele lá... Pensei

Estava tão frio aquele fim de tarde que apenas ao olhar para o mar de Kyushu já me dava calafrios de pensar em entrar na água. A fumaça que saia de minha boca, os pés que se aproximavam de minha casa, mesmo assim, não conseguia tirar Viktor de meus pensamentos.

Preparei-me para tomar um banho e assim que cheguei ao Onsen, meu corpo relaxava, e pelo silêncio por não ter muita gente naquele dia, me senti melhor ainda quando entrei na água quente. Fechei os olhos lentamente.

“Yuri...”

Merda, será que esse idiota não pode ao menos me deixar tomar um banho em paz? Foi então que me lembrei do seu toque mais cedo e senti algo endurecer. Não era possível. Senti-me tão envergonhado.

Amanhã eu tinha treino e precisava ir dormir, precisa muito ir dormir. Subi as escadas para meu quarto enquanto enxugava o cabelo, suspirando pesadamente com minhas bochechas que queimavam sobre o que havia acontecido.

Abri a porta já exausto e me deparei com Viktor que acariciava Makkachin, meu cão. Ele estava tão entretido que pensei que não havia me visto entrar, então eu talvez poderia me afastar sem fazer barulhos.

— Yuri, fique ai — Ou não. A voz do meu treinador estava séria. Suas mãos paravam de acariciar o cachorro que ao mesmo tempo saiu do quarto, talvez também pressentindo o perigo.

Os olhos azuis focaram em mim, sua expressão severa gelou minha espinha.

— Você estava distraído hoje — Cruzou as pernas em minha direção. — Como espera conseguir algo em uma competição desse jeito?

— Eu... — Abaixei meu olhar. — Me desculpe...

— Qual é o problema, Yuri? — Seu tom se tornara mais suave, mas eu não conseguia responder, pois nem eu sabia. — Muito bem... Mostre-me seu Eros — Ordenou.

— Mas não estamos no ringue de patinação, como...

— Mostre — Acentuou.

Sem escolha, movimentei-me sobre a coreografia, os passos no silencio do quarto eram os únicos sons que ouvia. Então Viktor se levantou da cama e se aproximou de mim.

— Levante mais os braços — Era perigoso eu ficar por ali, como se eu simplesmente não resistisse se ele chegasse mais perto. — Sua expressão, me domine com ela, se fizer isso, conseguira dominar a todos, me seduza.

“Se ele chegasse mais perto...”

Era preciso, olhei para a cama, onde ele simplesmente assentou-se novamente. Mas agora estava perdido, ele se concentrava em mim e eu me sentia nu diante de seus olhos. Confiança, pensei.

Imaginei aquele lugar como se fosse o ringue vazio, sem ninguém para me observar, julgar-me ou até aplaudir-me, não via mais Viktor, ou a cama onde ele sentava, e em uma surpresa momentânea, a coreografia havia acabado.

— Faça isso no dia — Se levantou colocando a dobra do dedo indicador em meu queixo o levantando um pouco. — Parabéns por conseguir me seduzir com tanto êxito, senti que poderia comê-lo aqui mesmo — Seus passos que saíam do quarto deixavam os olhos atônitos e o coração palpitante de minha pessoa ali, parada, como se eu estivesse petrificado. O que foi isso? Coloquei a mão em meu peito. E agora eu sabia que Viktor Nikiforov, era um terrorista.

Era o dia antes da competição, eu acordei pela luz que adentrava a janela irritando meus olhos, e percebi que estava atrasado após olhar o relógio eletrônico na cabeceira da cama.

— Viktor vai me matar — Me arrumei em uma velocidade extraordinária, descendo as escadas e me despedindo do pessoal que ainda estava tomando café da manhã.

— Não vai tomar café, Yuri? — Proferiu Minako, claro, junto com uma bebida na mão, mas não podíamos julgá-la, não era como se isso adiantasse.

— Não vai dar, desculpe — Corri na velocidade que eu podia. Cheguei ofegante no portão do ringue de patinação, e para minha surpresa Yuuko não estava lá hoje. Suspirei pegando os patins e caminhando em direção a pista.

— Está atrasado — Ouvi a voz masculina ao meu lado, rude, e quando olhei, para minha surpresa era Yurio.

— Por que está aqui? — Perguntei confuso.

— Idiota, eu estava aqui faz uma semana! — Por um minuto senti que ele fosse me chutar. — E amanhã é o grande dia, espero que saiba que vou derrotar você!

— Não é novidade que você diga isso — Olhei para o lado.

— Ah! Então os dois Yuris finalmente estão se dando bem! — Com certeza era Viktor, com a animação que mostrava logo de manhã. — Mas não significa que não irei punir você por ter se atrasado Yuri — Seu sorriso continuava estampado, mas mesmo assim parecia mais uma ameaça.

— Nunca vou me dar bem com esse porco — O loiro rebateu. Sorri amarelo.

— Yurio, que tal começar praticando mais sua Ágape? Você ainda tem uma expressão rude no rosto — O mais baixo se emburrou e fora para o ringue. — E você Yuri...

— Praticar os saltos... — Me direcionei para o gelo, sentindo os patins riscarem o chão, mas a sensação de que os olhos de Viktor estavam sobre mim me deixava nervoso.

Passamos o dia praticando, e claro, caí algumas vezes por minha mente estar cheia. O que poderia fazer?

Respirei fundo, como se nada pudesse me fazer cair novamente, senti a leveza dos saltos e a aterrissagem sem muito impacto. Parecia que não era o gelo que meus patins já um pouco antigos pisassem.

Quando me dei por mim, estava parado, e me surpreendi por não ter caído após vários saltos. Virei-me e vi o treinador a me olhar com seus olhos azuis penetrantes, com o sorriso escondido entre as mãos de um jeito um tanto gracioso, e Yurio com os braços cruzados, do qual a expressão não conseguia entender.

— Eu acho que vou tomar alguma coisa... — Novamente o treino fora até tarde, me direcionei até a entrada do ringue, estava com tanta cede. Quando me aproximei do bebedouro, bebi a água gelada, mas quase me afoguei quando ouvi alguém falando atrás de mim.

— Por que está me ignorando? — Senti o tom sério e virei meus calcanhares. Nikiforov estava tão perto.

— Eu... eu... — As palavras não queriam sair.

— Não pode me dizer o motivo? — Eu não conseguia fitar o homem a minha frente. — Se está com raiva de mim é só---

— Não é isso! — Fechei os punhos, eu tinha que dizer, não podia deixar a situação desse jeito. — Eu não sei o que está acontecendo, meu coração bate tão rápido quando você está por perto que eu não consigo me aproximar, eu me pego pensando em você todo o tempo e isso me irrita tanto, eu... — Mordi o lábio inferior.

Por um momento ficamos ali, não conseguia ver o rosto de Viktor porque eu estava tão envergonhado, tão frustrado, foi então que senti sua mão puxar meu braço para um vestiário e trancar a porta do mesmo.

— Diga de novo — Ele me pressionou contra a parede, fora um movimento tão rápido.

— O... o que? — Seu rosto se aproximara, tanto que sentia sua respiração quente próxima a meu rosto.

— Que você pensa em mim o tempo todo, que seu coração acelera quando está perto de mim — Sentia a ternura no timbre de sua fala. — Quero saber mais o que sente.

— Eu não sei explicar — Minha respiração começara a acelerar e meu corpo se esquentava.

— E se eu fizer isso? — O impulso de seus lábios contra os meus, a lentidão que se tornara a ferocidade que nunca senti em um beijo. Ele se afastara, mas era como se um imã insistisse em deixar-nos ligados.

Com a intensidade do momento, senti suas mãos quentes adentrarem minha camisa, meu corpo febril por seu toque tremia diante do seu ato. Viktor retirou minha camisa e por um momento senti-me tímido, seus olhos pousaram em meu corpo como se estivesse estudando cada parte.

Seu sorriso de lado, os beijos que desferia em meu corpo que descia por meu abdômen. Minha pele queimava por onde seus lábios passavam. As mãos grandes abaixavam consideravelmente minha calça junto com minha boxe que mostrou um membro ereto.

— Isso foi rápido — Proferiu, meu rosto avermelhou-se e senti sua boca começar a chupar minha genital, não consegui agüentar, eu deslizava pela parede, coloquei minhas mãos entre seus cabelos e pressionei sua cabeça em movimentos de ida e volta.

— Viktor... — Eu não conseguia manter o gemido dentro de minha boca por tanto tempo. — Eu vou... — Mordi o lábio inferior enquanto olhava seus cabelos claros logo abaixo.

Ele afastou-se retirando minha mão de forma gentil, passou sua língua em seus lábios e a pouca claridade apenas deixavam seus olhos mais brilhantes ainda.

— Ainda não — Viktor retirou sua camisa mostrando os músculos que possuía e logo após abria o zíper amostrando o pênis enrijecido. Suas mãos afastavam minhas pernas as abrindo e de um jeito sutil penetrava aos poucos. Sentia um pouco de dor com o ato. — Está tudo bem? — Perguntou preocupado.

— Está tudo bem — Segurei em seus ombros e o sentia entrar. Os movimentos lentos e contínuos lentamente me faziam sentir um prazer incomum e assim a velocidade aumentava.

O suor de Viktor se mostrava em sua pele clara junto à respiração ofegante que saía de sua boca. A testa do mais alto se encontrava com a minha e um gemido alto de minha parte o fizera sorrir.

— Achei — No mesmo lugar ele continuara a locomoção enérgica.

— Ah... Viktor, eu... — Meu corpo não poderia agüentar tanto tempo assim sem se aliviar.

— Diga meu nome de novo — A voz grave e em um todo sensual me fazia estremecer.

— Katsudon! Onde você está? — Escutei a voz de Yurio e rapidamente entrei em pânico. Viktor estocava mais rápido e forte, parecia de propósito, coloquei as mãos na boca enquanto o mais alto continuava seu movimento e eu esforçava-me para não gemer alto. — Por que não me avisaram que já foram? Idiotas! — Ouvi seus passos se distanciarem.

— Ah! Ah! — Tampei minha boca rapidamente, mas senti o mais alto as retirar botando-as por cima de minha cabeça. O chão molhado de suor, a velocidade que apenas havia diminuído quando senti o liquido quente sair de meu pênis e principalmente o outro esquentar dentro de mim.

O corpo de Viktor se deitava sobre mim, ofegante, eu ouvia sua respiração em meu ouvido. Relutante, eu acariciei seus cabelos, eram macios.

— Eu acho que entendi agora... — Sussurrei mais para mim mesmo.

— Que você me ama incondicionalmente? — Falou baixo. — Porque eu também amo.

— Que você é convencido — Ri. — Mas pode dizer que sim.

Tornou-se manhã quando limpamos o lugar e eu meio que o amaldiçoei por estar com as costas doendo. Enquanto andávamos Viktor sorria alegremente, dizendo que aonde íamos teria comidas ótimas.

Quando chegamos a minha casa, Yurio está assentado na mesa com uma cara nada boa.

— Onde vocês estavam seus idiotas? — Cruzou os braços e eu simplesmente não sabia que reação fazer após meu rosto ficar avermelhado. Minako sorriu travessa, como se já soubesse de tudo.

— Acabamos bebendo até amanhecer, e você ainda é muito novo — O homem ao meu lado explicou e a tensão desapareceu.

— Yuri, sua pele está tão boa e parece tão disposto — Corei quando Minako havia proferido, e Viktor segurava o riso.

— Eu vou arrumar as coisas! — Tentei mudar de assunto. — Não queremos perder o avião não é mesmo!? — Ri sem graça e subi as escadas com o coração palpitante e uma lembrança que me deixara sorrindo de um jeito bobo.

“Realmente, esse cara é um terrorista”

Notas finais
Hello again honeys! ♡
Espero que tenha gostado da fanfic! Obrigada por lerem! ✿
Beijos rosados com glitter dourados! ( ´
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!