Terror das Estações
1 Terror das Estações
Terror das Estações
Percorrem-se bosques coloridos e,
Como é de ti, um solene campo
De asfódelos a desabrochar
Ou caducifólias a cair.
Sem preocupação, eu desejo,
Para amaciar teu ego nos fluxos
De água cristalina, jades e rubis;
Não opacos, mas sutis.
Embora dificilmente importe
Imagino, caso banhe-se em sangue,
O que sentes quando vês miríades;
Um fulgor que apenas lá está.
Se deixas gélido o interior
Ou esquentas vias fluviais
Espero que esqueças a dor
E lembrar-se de mim, não mais.
Grandes — imensas quantidades;
Sôfrega inocência, ambição.
Ou o caminho que não posso,
Nem irei compreender: paixão.
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