Terra e Mar
1 A troca de olhares
Notas iniciais
Estou publicando a história de novo porque, como não planejava continuar escrevendo, eu, burramente, marquei aquele outro documento como história concluída. Criticas construtivas são sempre bem-vindas, espero sue gostem da fic!
A maresia, o vento e o sol acertavam-lhe o rosto como uma rajada salgada. Sob seus pés a madeira gasta do navio rangia alto e o balanço das ondas, em vez de deixa-la enjoada, lembrava-a de um berço chacoalhando suavemente.
As manhãs tem sido assim para Annabeth, pacatas, quase entediantes. A garota, filha de um rico aristocrata dinamarquês, agora aguardava seu navio atracar, lendo um de seus romances favoritos.
Por mais que amasse estar em mar aberto, Annabeth mal podia esperar para pisar em terra firme mais uma vez, de volta a seu antigo quarto, no enorme e antigo casarão que dividia com seu pai, sua madrasta e os dois meio irmãos.
Da proa do navio, já conseguia avistar o porto, e algumas pequenas silhuetas de marinheiros e pescadores que começavam a surgir ao modo que se aproximavam do cáis. Por um instante, pensou ter visto uma figura humanóide espreitando por detrás de uma rocha que erguia-se a poucos metro do navio. Não pode deixar de notar que a figura possuía olhos do tom de verde mais incrível que Annabeth ja tinha visto. Sacudiu a cabeça. Não havia nada lá. "Deve ser insolação", concluiu. "Uma miragem, nada mais."
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Barbatanas azul-esverdeadas cortavam a água, movendo-se velozmente. O dono das barbatanas gargalhava, dizendo palavrões cabeludos por entre as risadas aos tubarões que perseguiam-no.
"Venham me pegar, bundões!" O jovem gritava, nadando o mais rápido que sua cauda de peixe permitia, rumo a cidade submarina, domínio de seu pai, Poseidon.
Chegou aos portões de coral da cidade em tempo recorde, ainda rindo histéricamente. Sereias e tritões o fitavam com ar de reprova, cochichando não tão discretamente sobre o que o "marginal do Percy Jackson" poderia ter aprontado dessa vez. Percy fingia não ouvir. continuou seu caminho para o castelo de seu pai sem se importar com os olhares penetrantes das criaturas aquáticas.
Na parte de trás do castelo, longe dos guardas, Percy nadava até a superfície, tomando cuidado para não alertar ninguém. Se seu pai descobrisse que ele já visitara a superfície, ficaria louco de raiva. Quando emergiu, colocou-se atrás de uma rocha a qual sempre usava para se esconder dos humanos quando vinha dar uma olhada em set mundo. Com apenas a metade humana a mostra, parecia apenas um banhista ou marinheiro (um bem bonitinho, diga-se de passagem).
Foi quando Percy a viu. Ela tinha cabelos loiros que pareciam brilhar mesmo com o sol fraco da manhã. Tinha o rosto mais bonito que Percy ja tinha visto, e os olhos dela…Ah, os olhos! Acinzentados, como nuvens de tempestade. Ela parecia olhá-lo fixamente, até que fez um gesto com a cabeça e se virou, dando-lhe as costas.
Seu coração estava disparado, e ele sentia calafrios no estômago, como se a qualquer momento fosse botar pra fora um monte de purpurina e desfazer-se sons de risadas. Tudo lembrava-lhe daquelhe tom the cinza nos olhos da loira.
Ele tinha que descobrir mais sobre aquela garota, e sabia exatamente como.
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