Notas iniciais
Espero que gostem desse.

Capítulo 2

Adaptação

Oi, novo mundo. Foi o que pensei quando Alessandra falou aquela frase. Eu via idosos e crianças no mesmo estado: sendo mortos, correndo, ou matando. Afinal, o que é morrer perto desta atmosfera? O que é morrer para esses monstros? E agora, o que é viver? Pensamentos viam a mil na minha cabeça, ainda doendo dos meus últimos esforços. Checo se ao menos minha roupa ainda está em boas condições, e vejo algo que me deixa de consciência pesada: é o uniforme do Banco do Brasil. Será que algum dia vou voltar a trabalhar lá? Acho difícil.

Enquanto eu ainda pensava sobre o que acontecia, Alessandra fazia altas manobras para desviar dessas criaturas. Entramos numa avenida, a qual não identifiquei. Invadimos a calçada, e quando passamos ao lado do metrô, acontece. Saem de lá, pelo menos, uns trinta monstros, todos pegando fogo. Certamente aquele lugar explodiu. Eles se espatifaram no carro, e, como pegavam fogo, atrapalhavam muito a visão do motorista. O carro derrapou na rua e foi parar lá no meio-fio. A batida fez o carro dar um pulo, e quase capotar. Quando Alessandra resolveu acelerar de novo, e então aconteceu nossa segunda sorte do dia: quando batemos no meio-fio, o pneu furou. Alessandra tentava fazer de tudo, mais o carro só derrapava. Resolvi entrar na história:

- Para o carro! Paro o carro Alessandra!

-NÃO VOU! QUER VIRAR COMIDA DESSES BICHOS? — E derrapava mais e mais, chamando a atenção dessas coisas

- SE VOCÊ CONTINUAR DERRAPANDO ASSIM, ELES VÃO NOS NOTAR MAIS!

-Certo, então. — Parou o carro.

Numa fração de segundo, peguei a pistola no porta luvas, abri a porta e sai. Abri fogo contra os que estavam vindo na minha direção, mas, para variar, as balas se esgotaram:

- Acabou a bala!

- Tem mais no porta-luvas- Pulo para dentro do carro, quebrando a janela, e vejo que só tem um cartucho. Não da nem para um oitavo dessas coisas. Eu olhei aos arredores e vi nossa esperança: um restaurante todo trancado. Eu e Alessandra corremos o máximo que podemos para chegar lá, com aquelas criaturas atrás da gente. Eu dei um tiro na porta de vidro, que quebrou e nós entramos. O restaurante estava num completo breu. Eu peguei a lanterna do meu telefone e comecei a iluminar o local. Minha primeira descoberta não foi nada agradável. Mesas reviradas, copos caídos, líquidos no chão... Aqui houve um ataque. Pensei. Eles já estavam na calçada, correndo feito loucos rumo ao restaurante. Fui rápido: joguei os obstáculos ao lado para Alessandra passar, e fui por cima das mesas e cadeiras. Arrombei a porta dos banheiros, e fomos para o mais distante: o masculino. Chegando, nós trancamos a porta, e depois o Box. Sentamos na privada, com tampa. Esperamos. Logo, todas as portas do restaurante foram quebradas, fazendo um estardalhaço altíssimo. Isso chamou atenção de uma terceira pessoa naquele banheiro, só não sei quem. Ela correu em direção à porta e começou a bater nela. Isso vai chamar atenção. Pensei. Mas eu não podia atirar, pois o barulho do tiro ia chamar atenção. Então cheguei atrás dele sem o mesmo perceber, e bati o cabo da pistola bem na nuca, o que fez ele desmontar no chão. Nós tivemos que dormir naquele Box. Toda hora eu ou ela acordávamos do barulho de alguma coisa que eles quebravam. Era um saco. Quando foi de manhã cedo, nós conversamos:

- Temos que pegar minhas coisas no bagageiro! — Lembrou Alessandra.

- O que tem lá?

- Roupas, alimentos instantâneos, notebook, carregador, tudo para sobreviver.

- Acho que agora não dá.

- Mas agente não pode ficar aqui, bestando. A gente tem que pegar aquilo. — Assim que ela acabou a frase, eu olhei para a janela do banheiro: estava trincada.

-Fique aqui, que eu volto com suas coisas.

Com o cabo da arma, quebro o vidro. Jogo de volta para Alessandra se defender. Pulo e caio no chão abafando o máximo de barulho possível. Avistei o carro longe. Peço, pela janela, a chave. Ela me entregou. Então fui correndo, abri o bagageiro, e peguei. Quando olho para os lados, me deparo com maior azar da minha vida. Nunca havia visto, imaginado ou sonhado o que estava para me acontecer agora. Quanto azar... Pensei.

Notas finais
Não se sabe o que pode acontcer...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.