Terra Das Sombras
6 Pipoca, filmes, revistas e... Fantasmas! Parte I
Notas iniciais
Obrigada Shantilly-chan! *--* Esse capítulo é especialmente pra você ♥
Tô tão feliz! E aposto que a Tatah tbm está..
Por isso espero que apreciem e comentem esse capítulo que eu estou fazendo com tanto carinho.
Sakura Pov’s ~s2~
- O que? – eu falava (gritava) desesperada ao telefone ainda não conseguindo acreditar no que meus ouvidos tinham acabado de escutar – Hora extra? – gritei novamente.
Tinha acabado de ser acordada novamente pelo irritante toque de meu telefone, mas dessa vez invés de uma loira escandalosa, era o meu chefe moreno e calmo, e como se não bastasse, ele estava me dizendo que hoje, justamente hoje, eu teria de ficar até mais tarde no necrotério.
Ele soltou um audível suspiro e depois falou em um tom cansado.
- Sim senhorita Haruno. Já que você não terminou o seu trabalho ontem, terá que terminar hoje – ele ainda sustentava o mesmo tom de voz. Irritei-me um pouco com a indireta, mas suspirei profundamente e contei até dez, afinal, não poderia arriscar a minha vaga no meu preciso estágio por ter irritado o meu chefe. Soltei mais um suspiro antes de falar.
- Não pode ser amanhã? Eu tenho um compromisso inadiável hoje – praticamente implorei a ele. Como eu não tinha aula hoje, e ele sabia disso, eu não podia usar a desculpa de ter de ir à faculdade, por isso teria de falar que tinha um compromisso importantíssimo.
- Compromisso inadiável? E o que seria? – questionou-me com a desconfiança estampada em sua voz.
- Eu e Ino vamos fazer uma pequena viajem em função de uma pesquisa para um seminário que teremos de apresentar amanhã e é crucial que eu vá, senhor. – disse tentando parecer o mais sério possível para que a mentira soasse mais convincente. Ele parou por alguns demorados segundos e quando sua voz tornou a soar em meus ouvidos ela estava com um tom de desagrado.
- Tudo bem então. Mas vou logo lhe avisando que amanhã você não terá descanso! Tenho que desligar agora. Beijos e boa viajem senhorita. – ele disse desligando o telefone em seguida, para meu alívio.
Levantei da cama e desabei ao chão, me sentando, encostando a minha cabeça na parede e me pondo a pensar nos acontecimentos do dia de ontem.
Depois que saí do necrotério o dia foi uma monotonia só. Ino e eu chegamos atrasadas na faculdade, mas graças a Kami-sama o professor faltou, então o resto das aulas foi extremamente normal a não ser pela aula de química que sempre me fascina.
Depois que o horário de aula acabou eu me pus a caminhar de volta a minha querida casa que se encontra não muito longe do colégio. Quando cheguei, já bem cansada, tomei um banho bem demorado, comi alguma besteira, assisti um filme legal que estava passando na TV e fui dormir.
E foi nessa noite que eu tive o sonho tão estranho e tão fascinante que não me sai da mente, sonho este onde ele estava presente novamente.
Por que eu continuava a sonhar com ele?
Por que Uchiha Sasuke não me deixava em paz nem em meus sonhos?
Sim, porque ele não saia de perto de mim um segundo sequer. Eu sabia que ele estava, e está, sempre me observando, desmaterializado, em sua única forma que eu não consigo ver claramente, mas que eu posso sentir.
Será que ele queria confirmar que eu realmente o ajudaria?
Eu não sei, e pelo que eu estou vendo, ainda vou demorar um bom tempo para saber.
Peguei um susto e tanto quando o barulho estridente do despertador me acordou de meus devaneios e indicou eu já era a hora de “levantar”, mas invés de fazê-lo, eu apenas estiquei meu braço o máximo possível até alcançar o pequeno criado-mudo para desligar o pequeno treco que me acorda todas as manhãs e em seguida, para pegar o telefone novamente.
Digitei o número já decorado da mala sem alça da minha melhor amiga e afastei de imediato o telefone de minhas orelhas já prevendo a gritaria que viria a seguir.
- FALA RÁPIDO PORQUE HOJE EU TÔ IRRITADA E DE TPM! – gritava exatamente como eu tinha imaginado. Sorri internamente ao imaginar a carranca que devia estar se formando naquele delicado e belo rosto.
- Ta okay... Só liguei pra avisar que tá confirmada a festinha pra hoje a noite! – falei com um imenso sorriso nos lábios. Eu simplesmente adoro festas e hoje era o meu dia de dar. Já estava pensando em tudo o que compraria e da decoração que faria – Eu consegui enrolar o velho! – falei ainda na euforia do momento. Ela deu um gritinho abafado no outro lado da linha, coisa que eu presumi ser de alegria.
- Sério? E como foi que você conseguiu tal proeza, heim testuda? – ela dizia não conseguindo disfarçar a felicidade.
- Eu disse a ele que íamos fazer uma pequena viajem em prol de uma pesquisa da facul – falei toda orgulhosa.
- E ele caiu nessa? Não creio testuda! Esse velho é burro mesmo – ela disse entre pequenas risadinhas abafadas.
- Pode ser burro se tratando disso, mas em fazer outras coisas, como me fazer trabalhar em dobro amanhã, ele é bem espertinho – disse massageando as têmporas... Ainda estava com um pouco de sono.
- Iiiih testuda, meus pêsames! – falou de uma forma sincera, apesar de haver certo tom de humor em sua voz – Mas agora mudando de rato pra gato, já avisastes as meninas sobre a festa?
- Ainda não e era justamente isso que eu queria te pedir. Da pra ti fazer isso pra mim? Eu já vou ficar ocupada o dia todo arrumando as coisas e não vai dar tempo de avisá-las – falei implorando a Kami-sama que fizesse ela aceitar – Tu faz esse favor pra mim? – ela demorou um pouquinho pra responder.
- E eu tenho outra escolha heim? Tu és uma vaca-jega-aproveitadoradaboavontadedosoutros, mas me ajuda quando eu te peço – disse ela soltando um suspiro.
- Valeu porquinha! Eu te odeio! – disse com um leve sorriso nos lábios. Veja bem, como nós duas somos orgulhosas ao extremo para dizer um “eu te amo”, fizemos um acordo. Sempre que queremos dizer isso uma para a outra, nós falamos o contrário, ou seja, “eu te odeio”. Uma forma peculiar de demonstrarmos uma para a outra o quanto nos amamos, o quanto a nossa amizade é importante. Ela deu uma pequena risadinha na outra linha.
- Eu também te odeio sua testuda sem vergonha! Agora tenho que resolver uns... Assuntos. Já ne – e após dizer isso ela desligou.
Levantei logo em seguida, já prevendo que hoje seria um dia sem descanso pra mim.
Peguei minha toalha, entrei no banheiro e liguei o chuveiro esperando a água chegar à temperatura que eu queria. Ao notar que havia chegado, despi-me e me joguei debaixo daquela “cachoeira” de águas mornas e relaxantes.
Conforme a água quente caia sobre o meu corpo e ia me relaxando e aos poucos me sentia revigorada novamente. Limpei-me devidamente bem para me sentir confortável.
Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha e me pus a olhar meu reflexo no espelho.
Meus olhos verdes estavam mais brilhantes que antes e minhas pupilas estavam consideravelmente dilatadas. Meus cabelos rosados, agora molhados e grudados em meu rosto, estavam curtos novamente (influência da Yamanaka) e batiam um pouco acima de meus ombros. Meu rosto, em formato oval, estava como sempre impecavelmente limpo, sem espinhas ou marcas de expressão, coisa que Ino diz ser bruxaria já que eu, em meus corajosos 20 anos de idade, nunca usei nenhum tipo de cosmético em meu rosto, a não ser que protetor solar seja considerado um. Minha pele, branca como a de um defunto, era como o meu rosto, sem marcas, nem sinais, nem cicatrizes.
Eu era o que meus colegas de trabalho chamam de “boneca de porcelana”...
Linda, exótica e facilmente quebrável...
Principalmente quebrável.
Saí do banheiro pensando no que comprar para a decoração e para a alimentação das garotas que traria para casa, se é que posso chamá-las de garotas, já que elas comem mais que sem teto, mas me detive, pois ao direcionar meu olhar para o meu guarda-roupa fui impedida por uma figura que estava parada bem em frente ao mesmo olhando algumas de minhas fotos.
O susto foi tão grande que foi impossível não gritar.
- O que foi? Parece que viu um fantasma – ele dizia com um maldito sorriso de canto no seu perfeito rosto.
- Sasukeeeeeeeee! – gritei exasperada – Sai daqui agora!!!!!!!! – disse tentando ao máximo esconder meu corpo por debaixo do meu roupão transparente.
- Por que? – ele perguntou fingindo confusão. Será que ele ainda não havia notado a situação que eu estava?
- Porque, caso você não tenha notado, eu estou seminua e queria me vestir, sabe? – disse não conseguindo controlar o meu sarcasmo – Mas eu queria fazer isso SOZINHA, se é que posso, já que tem um fantasma aqui dentro – dessa vez não me contive e terminei gritando.
- Ah, me perdoe! – ele disse finalmente notando o meu sarcasmo e se virando novamente em direção às minhas fotos – É que eu queria falar com você e como não lhe vi aqui dentro, pensei que você tinha saído. Só que quando eu estava para me retirar acabei notando essas suas fotos e não consegui não olhar – ele fez uma pausa e voltou seu olhar para mim, coisa que fez eu me encolher novamente em baixo do roupão – Você tinha uma testa enorme, Sakura – ele disse ostentando novamente um sorriso de canto e apontando para uma foto em que eu estava com Ino. Devíamos ter uns 7 anos na época. Eu o olhei com uma cara de demônio que deveria assustar até o exorcista e ordenei aos berros:
- VÁ EMBORA SEU ALMOFADINHA METIDO A GOSTOSÃO! – esperneei que nem uma criança birrenta, o que fez seu sorriso se canto aumentar.
- Tudo bem, tudo bem. Vou deixar você se trocar – disse saindo de frente de guarda-roupa – Daqui a meia hora eu volto – e dizendo isso ele sumiu.
Me sentei na cama, passando as mãos pelos meus fios rosados, sinal de que eu estava frustrada. Como é que em menos de dois dias de convivência ele já vinha com toda essa... Intimidade?
E essas graçinhas? Argh, isso NÃO vai dar certo!
Nós TEREMOS de ter uma conversa mais tarde.
Resolvi esquecer isso por um instante e me preocupar em uma coisa muito mais importante: Achar uma roupa.
Revirei o guarda-roupas e NADA! Nenhuma roupa apresentável.
Já estressada, peguei uma bermuda jeans que iam até os joelhos e uma blusa vermelha estilo bata, se alargando do colo para baixo. Decidi que essa seria a roupa.
Penteei meus cabelos, passei meu hidratante e logo em seguida o meu perfume. Calcei uma sapatilha e me fitei no espelho, e posso dizer com orgulho que nem me assustei ao notar a figura fantasmagórica que me observava atentamente.
- Você é bem pontual, não? – ele apenas me sorriu e continuou a me olhar. Eu me virei e encontrei seus olhos para então prosseguir – o que queria comigo? – ele se assustou um pouco com a minha pergunta sem rodeios, mas não se deteve um falar.
- Queria saber como estão as investigações e queria lhe contar de mais uma coisa que eu lembrei – ele disse me olhando de uma forma... desesperada? Não... não era desesperada, era triste, acabada, e ao vê-lo dessa forma eu me esqueci completamente de tudo o que eu ia jogar na cara dele.
- Você se lembrou de algo? – perguntei não conseguindo esconder a tristeza que se alastrava em meu corpo. Eu estava assim somente por vê-lo triste?
- Sim – ele falou somente. O olhei um pouco intrigada.
- Então me diga logo! – tentava ao máximo parecer paciente.
- Não é muito... Certo – ele disse com certo desconforto – Mas eu acho que eu sei qual foi a última pessoa que eu vi antes de... Morrer – e depois disso ele virou o rosto e não falou mais nada. E foi aí que eu percebi que por mais que ele tentasse dizer o contrário, Uchiha Sasuke ainda não tinha superado a sua morte.
- Você lembrou mesmo? – tentei ao máximo não parecer tão feliz – E quem era? – ele me olhou finalmente e a sua expressão era indecifrável.
- Uchiha Itachi, meu irmão – falou com o máximo de desprezo que conseguiu. E eu? Só pude me jogar em cima da cama, ainda não conseguindo assimilar as palavras que haviam acabado de sair da sua boca.
Como assim Uchiha Itachi?
Será que ele era a mente por trás do assassinato de Sasuke?
Será que ele matou o seu próprio irmão?
Quem era Uchiha Itachi afinal? Eu nem sabia que Sasuke tinha um irmão, quanto mais um irmão assassino.
Minha mente estava como um turbilhão, por isso o susto foi tão grande quando, do nada, o som da campainha soou em meus ouvidos fazendo eu acordar de meus devaneios.
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Continua.
Notas finais
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