Terra Amaldiçoada
6 Capítulo 6 - A Prevenção
Três anos depois...
Os xamãs tratam de estudar os conhecimentos antigos relacionados à elevação de seu espírito e meditação do reino através do silêncio e harmonia. Após, eles se localizam nos pontos mais altos da terra, e com palavras em sua mente plantam os conceitos da paz, expandindo e acreditando poder precaver o mau agouro revelado pela oráculo. Após um breve dia eles fazem uma reunião com o povo...— Há poucos anos a oráculo nos revelou que o destino nos traria um mau, que nós sofreriamos desse mau emocionalmente, e poderia afetar nosso modo de devotar, caso se alastrasse... E ontem nós precavemos que isso se torne presente e consequentemente se alastre e tomem conta de suas ações tão importantes, não que isso seja certo! — Litus— Pedimos que, caso comece, evitam sair de suas moradias. — Kalivas— E caso sintam-se influenciados, acredite em si mesmo, tentem evitar o que a sensação diz. — EfrainUma pessoa se manifesta...— O que seria esse mau agouro? — O mau agouro é como uma representação de diferentes tamanhos que afeta o desequilíbrio, podendo se espalhar e piorar ao decorrer do tempo, e isso afeta apenas nós. — Rarzas— O mau agouro é como um aviso de transtorno que pode afetar a devotação. — ElídioOutro se manifesta...— Isso nos trará dor?— Não! Mas pior que a dor é deturpar nossa fé e interromper a luz dos ídolos, podendo regredí-la. — Sakris— Os ídolos são meios por fazermos o milagre existir, o milagre tem o destino de nos tirar de qualquer dor, fazendo com que morramos em paz. — Astas— Vocês só complicam mais. Não nos trará dor, mas irá nos desequilibrar e nós não podemos ter total controle das ações, mesmo que temporariamente, precisamos nos precaver. — LufryOutro se manifesta...— Quantos aqui sabem o que é o mau agouro?Boa parte diz saber...— Por quê perguntou isso? -— Perdoe-me, minha devida exatidão! — cumprimentando-os — Acho que nós, por devotar às divindades, deveríamos estar cientes desta acontecência. — Você está certo, mas nosso objetivo, como xamças, é explanar o que nos espera e tentar ajudá-los da forma que for. Mesmo que tenhamos quase tudo que explique por partes. Afinal, precisamos levar isso conosco por toda a vida. E, acredito eu, completamente ninguém aqui já presenciou o mau agouro. — Belarius— Devemos passar nosso conhecimento com o tempo, o tempo nos trará o milagre. — Luzen— Entendo, sábios pensadores!— Você fala de uma maneira... antiga. — Luzen— Sim! Minha família sempre guiou-se a esse aspecto, sentir honra de explanar nossas palavras não decadentes mas não tão influenciadas no tempo atual. Intuito de conjugar nosso discernimento com desejo de que fossemos observados por como formamos o decorrer de nossas palavras.— Entendemos... Obrigado! — —Não há de que. Minhas clemências sinceras, excelências.— Muito bem... Isso apenas atrasará as construções, não há o que temer. Apenas se controlem, caso seja necessário. Mas há uma grande possibilidade de sair com nossas mentes ilesas.— É.., afinal a oráculo nos revelou que a luz dos ídolos revogaria isso! Então não há com o que se preocupar.— Às vezes.., não sei se somos realmente precavidos tentando evitar um "mal" ou se somos egoístas por sempre desejar e esperar o bem. — Eténis.— Droga, Eténis! De novo, chegará uma vez que irei libertar meu ódio de suas descrenças obscuras. — Rarzas— Oras! Não se pode mais ter uma visão da umbra do mundo? — Miria— Do mundo? Ele só está citando uma natureza nossa.— Cesse sua vontade, Rarzas. — Luzen— Tentarei! — RarzasUm súdito se manifesta...— Senhores, acho que Eténis está certo. Vocês desejam e esperam o bem de tudo e de todos, isso faz de suas vontades única, mesmo que nós vivemos pouco, com muito sofrimento, a dor é parte de nós.— Como você — interrompido por Miria, retirando sua espada e apontando-a — Cale-se! — Miria, abaixe sua espada, por favor. — diz Marinis— "Na frente do povo"- pensa Luzen— A Luz nos separa das intrigas e atrocidades, e nos une, mas parece que estamos procurando cometê-las. E isso significa estarmos isolados pela Luz, e devemos viver pela Luz. — Lufry— Sempre que fazemos algo bom, algo ruim pode ser criado. Quando questionamos algo, possibilidades são criadas. Quando fazemos o mal, sabemos o que é o bem. Mesmo que não devamos, ter pensamentos diversos é necessário. — Luzen— Nós já fizemos parte do mal no passado, o que você acha que foi a batalha?! — Belarius— Sorte nossa de não termos morrido naquela batalha. — LimphUm súdito se manifesta...— Tem alguma possibilidade de saberem que nós viemos parar aqui?— Possibilidades acho que não, pelo fato da visão de que fomos "destruídos", agora estamos num lugar mais fora do comum, estamos numa longa distância. E até chegarem aqui, exige força de vontade e motivação. Porque ninguém viria até aqui sem um motivo. — Belarius— Não é errado se isolar do resto do mundo como estamos fazendo? Isso não pode nos prejudicar de algum jeito? — outra pessoa pergunta.
— Compreenda, errado não é, porque fomos guiados pela luz, e aqui iremos ficar o necessário, até o fim. — Belarius— Sabe.., quando nós seguimos algo fielmente, evitando a violaçao das leis, isso dá uma visão do quanto nós nos cansamos de nossa própria conduta, e passamos a viver algo novo. Entregando nossa vida à Luz, nos adornando de esperança. — Eténis— AARH! — Rarzas indo em direção a Lucet — ambos começam a brigar.O povo se espanta...— O que fiz? — Eténis— Parem com isso! — EurasiaAlguns xamãs tentam separá-los.— Não, não. Deixe-os brigar, deixa o povo ver o que uma visão diferente pode causar. — Luzen— Cade a paz, Rarzas? Deixe de ser egoísta, ninguém é obrigado a seguir sua vontade, muito menos ver seu alvoroço.Ambos sangrando, os xamãs o separam.— Brigam irrelevantemente e depois recorrem à magia, é.., normal. — Edel— Muitos não devem se espantar por essa atitude, a batalha foi algo mais que compreensível para nossos olhos. — Eurasia— Isso é uma demonstração do que não devem levar para o futuro com nossa adoração, mesmo que seja inevitável, tentem. — Magnus— Nossos descendentes e vocês, são quem guiará a Luz à essa tribo. Nós estamos sempre mudando com o tempo. Mas a adoração está sempre nos fortalecendo, e vocês, são os que levarão a Luz ao decorrer do tempo. — LuzenAlgumas pessoas se manifestam...— Faremos o possível!— Aqui vocês são nossa esperança.— Mesmo com suas intrigas, o que é normal, aprenderemos o valor da Luz e uma boa conduta.— Passaremos para nossos filhos, nossos filhos para seus filhos, e assim por diante. Eles carregarão a Luz.— Ficamos muito felizes em saber disso! — Enisteu— Muito bem, obrigado pela paciência com esses dois marmanjos. Podem voltar com seus deveres. — LuzenO povo volta para seus afazeres.., estranhamente, o que expôs sobre sua família, ao estar andando, tira algo de sua vestimenta... Um dos xamãs desvia sua atenção de Eténis, e Luzen nota algo como a capa de um livro.— "Não! Deve e é apenas um acaso!" — pensa LuzenOs xamãs então se recolhem. Luzen e mais alguns ajudam Eténis com o ferimento. Alguns outros ajudam Rarzas.Durante a tarde noite, o ente do livro, numa caverna, grava um símbolo no chão, e dentro dele recita algumas palavras:— Vida nossa que tanto sofremos, lado esse que tanto tememos, desejo nosso que não realizaremos, escolha que jamais escolheremos, vontade que só Ele nos pode conceder. Ele não nos protege de tudo, mas ele vê.Uma espécie de fumaça, enquanto ele dita as palavras, começa a sair do símbolo, mas logo se retraem e o ente cai, sentindo uma dor.— Assim..., não conseguirei..!Se levantando, a terra sofre um tremor.— Não! Minha.., eu preciso ser mais negligente.Com o tremor as pessoas acordam desesperadas, pensando ser alguma ameaça, mas vêem que não há nada, logo voltam a dormir.
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