Terapia
7 Terapia Final
Notas iniciais
Terapia Final
Procurava pelas pastas amontoadas em cima da escrivaninha o relatório do psicólogo. Mas a única coisa que achou, foram as coisas chatas de hospital. Abriu as gavetas, mexeu também no lixo, e nada.
Deveria estar em algum lugar, era o que pensava, ao menos o que desejava.
Sabia que Lisa não deixaria assim tão livre algo que pudesse mudar o destino de sua equipe.
A sua equipe.
Era bom frisar isso. Iria usar contra ela em seu tribunal particular. Mas fora pego no momento mais inadequado de todos.
– House, o que está fazendo na minha sala? – Cuddy batia os pés no carpete, cruzando os braços. – Não adianta, o relatório não está comigo. Eu ainda nem recebi.
– Mentira, eu posso ver sua veia saltar. Você sempre faz isso quando mente. – Apontou com o dedo acusador.
– Que seja. A sala é minha, o psicólogo quem contratou fui eu. Então eu tenho o resultado. – Massageou as têmporas, a enxaqueca estava te matando.
– Eu sei. – Ele pegou a bengala de cima da mesa e partiu mancando. – Mas também sei que nesse relatório, existem coisas falando de você... Aliás, espero que sofra com sua enxaqueca. E nem adianta fechar as cortinas, quem sabe quando entrar na menopausa ela melhora.
House saiu da sala, deixando Cuddy nervosa. Ele sempre a pegava no final. Fechou a porta rapidamente, e tirou debaixo da blusa o relatório dobrado, foi até a mesa e o colocou na maquina trituradora de papéis. A dor na cabeça ficaria pra depois.
Olhou as folhas serem reduzidas à meros picadinhos, soltando um suspiro.
Havia ido longe demais com aquela ideia de terapia. Ninguém precisava saber o que se passou naquela tarde horrível, trancados com House e suas perguntas.
O horror...
…
Aquele dia, House deixou o hospital mais cedo. Disse que estaria no celular se precisassem, ou se o paciente dos olhos esbugalhados tivesse algum colapso que indicasse mais do que um simples problema de colírio vencido.
Assim que saiu do hospital, desligou o aparelho e guardou no bolso.
Em sua moto, seguiu para a cafeteria do lado leste da cidade, onde havia marcado um encontro.
A cafeteria era um lugar especial, costumava ir ali com James tomar algo quente nas quartas feiras, antes das lutas que assistiam.
Pediu um chocolate quente, e sentou-se próximo a janela de vidro que dava para uma rua calma, e do outro lado da calçada, uma loja de instrumentos musicais.
– Gregory? – O homem alto, de cabelos castanhos parou ao lado da mesa em que House estava. – Posso?
– Claro. – House apontou para a cadeira da frente, convidando-o a sentar. Pediram mais uma rodada de chocolate quente, e então falaram. – Trouxe o presente?
– Sim. Mas antes, preciso saber...
– Saber o que?
– Pra que essa encenação toda? Como você sabia que a Lisa me chamaria para ser o psicólogo? Como adivinhou que ela não entregaria o relatório e o destruiria?
– Eu a conheço mais do que qualquer outra pessoa. Por isso nos damos tão bem. – House abriu o envelope, lendo as anotações finais de cada um.
– E ela nem sabe que eu não cheguei a concluir meu curso de psicologia.
– Ah! Mas essa é a melhor parte. Não será processado quando eu usar o que tem dentro desse envelope, contra eles. Já que não tem um diploma e não fez nenhum juramento estúpido.
Eles passaram o resto da tarde lendo e analisando cada anotação. House tinha munição para uns dez anos. No mínimo.
Quando o sol se escondeu, e ele decidiu ir embora, parou de frente a loja de instrumentos musicais. Entrou, e escolheu a gaita que mais gostava, sentou num amplificador, e tocou-a.
“Eu tenho uma equipe... param ram ram ram
Cheia de segredo... param ram ram ram
Eu tenho respostas... param ram ram ram
E vou usar sem medo... param ram ram ram”
.
Notas finais
Se ainda tivesse minha gaita eu tocaria, mas como so tenho um violão, até fiz um arranjo XD
Foi um final simples povo. Espero que gostem.
A próxima fic, estou pra fazer um Drama de verdade, isso me dá medo pq sou hipocundriaca. xD
Beijos,
Kori Hime
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