Tentando Aturar Você!
12 Namorados de mentirinha: Uma noite na casinha da árvore...
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Acordei ouvindo os gritos do meu irmão e fortes batidas na porta, olhei para o lado e dei de cara com o irritante dormindo profundamente. Me levantei atordoada puxando o lençol para cobrir meu corpo, o idiota do meu irmão estava quase arrombando a porta. Mas eu não podia abrir e deixar ele entrar no quarto, se Alex soubesse que eu havia dormido com seu amigo, com certeza iria passar o resto da vida zuando comigo.
— SAM! — Alex gritou me chamando. — ACORDA, CRIATURA, PRECISO ENTRAR! — Berrou.
— O QUE VOCÊ QUER? POR QUÊ QUER ENTRAR? — Gritei e chutei a bunda do Benson para que ele pudesse acordar.
— Ai, que violência. — O moreno resmungou se virando no colchão, ainda pelado, deitando de barriga para baixo.
— O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO TRANCADOS? VOCÊS POR ACASO ESTÃO PELADOS? — Gritou o babaca, parando de bater na porta.
— CLARO QUE NÃO! — Berrei sentindo minhas bochechas queimarem.
— Droga! — O moreno dorminhoco finalmente despertou e correu para o banheiro, se trancando ali.
Chutei os produtos eróticos pra debaixo da cama, escondendo tudo. Ajeitei o colchão, tirei o lençol do corpo, peguei um roupão e o vesti na velocidade da luz. Respirei fundo e fui abrir a porta...
— Demorou, hein? — A minha cópia masculina entrou no quarto todo desconfiado. — Só vim pegar a minha carteira, meus fones e me perfumar pra minha morena, sabe? Cadê o viado? — Perguntou procurando o amigo.
— O gay tá no banheiro. — Falei prendendo o riso.
— Hum. Tu conseguiu dormir direito ontem a noite? — Perguntou pegando a carteira e os fones que estavam dentro do seu guarda-roupa.
— Uhum. Por quê? — Perguntei temerosa, abraçando o meu corpo.
— A gata da Vicky entrou no cio novamente, eu acho... Sério que você não ouviu? Foi em cima do telhado daqui de casa. A bichinha gritava e gemia sem parar, ainda bem que eu tava lá na sala, tentando dormir... Os miados eram tão fininhos, agudos, esganiçados e teve uma hora que pensei que ela estivesse parindo e não cruzando. Foi sinistro, maninha. Ainda bem que mamãe e o papai não acordaram com aquele escândalo que a bichana fez. Nossos velhos tem um sono pesado! — Riu quase acabando o perfume dando umas vinte borrifadas, o conteúdo estava pela metade.
— Nossa! — Exclamei, chocada.
— Verdade, maninha. — Assentiu.
Minutos depois...
— Que vergonha! O Alex pensou que era a gata da Vicky que estava no cio. — Comentei andando de um lado para o outro, me sentindo constrangida.
— Claro que não. Ele nos ouviu e tava apenas te zuando. — Disse tranquilamente enquanto secava o cabelo com o meu secador.
— Você acha? — Tirei meu roupão, pendurei no gancho e tranquei a porta do banheiro.
— Até parece que você não conhece seu irmão. — Terminou de secar o cabelo e se virou para mim. — Uau! Melhor você esconder esses chupões aí. — Sorriu sacana, apontando para o meu pescoço.
— Meus gemidos são finos e esganiçados? — Fiz biquinho, ainda inconformada com os comentários que meu irmão havia feito.
— Gosto dos seus gemidos. Me deixam excitado e o Alex estava brincando. Não precisa ficar bolada por besteiras. — Sorriu se aproximando e me prensou contra a parede.
— Sério? — Encarei seus olhos e passei os braços ao redor de seus quadris.
— Uhum. Agora tome seu banho com calma, vou me arrumar e nos vemos na cozinha, certo? — Falou me soltando.
— Melhor a gente parar com isso, cara. Isto que está rolando entre a gente não vai dar certo. E eu não quero...
— Já entendi. — Me cortou. — Você tem razão. Não vai mais rolar... — Disse antes de sair do banheiro, e eu entrei no box.
[...]
— Sejam sinceros, o que tá rolando entre vocês? — Vicky nos indagou, ela estava revirando uma caixa de papelão, escolhendo alguns objetos de decoração.
— Nada! — Freddie e eu respondemos juntos.
— Olha só, estão até falando em sincronia. — Meu irmão riu, a criatura estava toda suja de tinta preta.
Estávamos na casinha da árvore do Alex, ajudando ele a limpar/arrumar tudo e redecorar aquele cantinho tão especial para ele.
— Você está vermelha. — A morena me encarando risonha.
— E ele também. O mané aqui tá corando. — Alex deu um tapa na cabeça do amigo.
— Quero ser a madrinha do casamento e dos filhos de vocês. — A louca falou arrancando risadas do namorado.
— Quantos filhos você quer, Freddie? — Meu irmão perguntou para o moreno que acabou martelando o dedão sem querer, ele estava reforçando as tábuas/paredes da casinha.
— Isso é com sua irmã, não é amor? Quantos filhos você pretende ter? — Sorriu pra mim, disfaçando a careta de dor.
— Eu? Ter filhos com você? Nunca! — Exclamei ofendida.
— Vamos nos casar. Somos almas gêmeas, acredite. — Me lançou um sorriso debochado.
— Eu vou te bater, Benson. — Apontei a vassoura pra ele.
— Pode me bater, baby. Não me importo, mas bate com carinho, ok? — Me provocou.
— Pare de me provocar. Vou quebrar essa vassoura na sua cabeça. — Ameacei me irritando.
— E depois nós vamos quebrar a sua cama, não é? — Sorriu malicioso, piscando.
— O amor é lindo. — Vicky suspirou.
— Aaagh! Que garoto irritante! — Joguei a vassoura na direção dele, não acertou porque ele conseguiu desviar.
— Ui, adoro isso. Gosto das bravinhas! — Sorriu fazendo biquinho.
— Ele é seu melhor amigo ou seu pior amigo? — Perguntei para o meu irmão gêmeo.
O Benson era um garoto insuportável, me provocar e me ver irritada devia ser seu passatempo preferido...
— Melhor amigo! — Alex respondeu rindo.
— Admita que tem uma queda por mim, Toquinho. — Benson sorriu todo convencido.
— Nem morta, prefiro mastigar cacos de vidro! — Afirmei.
— É, isso vai acabar em namoro. — O idiota do meu irmão cochichou para a minha cunhada.
Horas depois, às 16:05 da tarde...
— Vai sair? — O moreno perguntou me observando, ele estava deitado na cama, me perturbando desde a hora que comecei a me arrumar.
— Não é da sua conta se vou ou não sair. Pare de me importunar com suas perguntas e comentários idiotas. — Falei ríspida prendendo o meu cabelo.
— Prefiro o seu cabelo solto.
Revirei os olhos e decidi ignorá-lo, continuei de frente para a minha penteadeira, dando os últimos retoques no meu make.
— O que você quer, hein? — Perguntei irritada o fitando através do espelho, ele estava parado atrás de mim.
— Prontinho. — Disse desfazendo o meu rabo-de-cavalo. — Gosto dele solto. — Deu uma chacoalhada, bagunçando minhas madeixas, fazendo meu cabelo cair por minhas costas e ombros. — Para aonde vamos, baby? — Sussurrou no meu ouvido, sua voz rouca me causando arrepios.
— Eu vou. Você não. — Respondi pausadamente, corrigindo-o.
32 minutos depois...
— Não acredito que você me seguiu até aqui. Vai embora, Benson. Pare de ser tão inconveniente! Aaagh! — Gruni de raiva, tentando arrancá-lo da cadeira.
— Olha, o espetinho de queijo, galera. Espetinho de queijo. Vão querer, colegas? — O Costela ofereceu, fazia tempo que ele circulava por ali tentando vender aqueles espetinhos.
— Não, obrigado. — O meu Tormento recusou.
— Eu quero. — Me virei para o Costela. — Quanto custa? — Perguntei abrindo a carteira que eu havia pegado do Benson sem ele perceber.
— 5,00 mangos, loirinha. — Sorriu abertamente.
Paguei e escolhi o meu espetinho. Devorei os pedaços de queijo com rapidez e apontei o espeto para o meu Tormento...
— VAZA DAQUI, AGORA! — Brandei encostando a ponta do espeto no pescoço dele, o bobão me olhou assustado.
— Tá legal. Calminha aí, loira... — Estremeceu, engulindo um seco.
Me afastei para ele poder sair da cadeira, e sorri satisfeita abaixando o espeto.
— Tchauzinho. — Sorri vendo ele se afastar vagarosamente.
E corri feito louca atrás daquele ser irritante quando vi o Tyler, meu ex-namorado, adentrando o Vitamina da Hora.
— O banheiro fica por ali, amor! — Falei bem alto pendurada nas costas do Freddie e o Tyler fechou a cara quando passou por nós.
— Hãn? Você é louca, baixinha? — Perguntou baixo tentando de me tirar de cima dele.
— Apenas finja que é meu namorado. — Apertei seu pescoço.
— Por quê quer que eu faça isso? — Indagou, confuso.
— Meu ex tá aqui e ele quer voltar comigo. E aquele imbecil não vai me deixar em paz, e quero provar pra ele que eu já o esqueci, que não tem mais volta, então...
— E você quer me usar pra fazer ciúmes no cara? — Me interrompeu rudemente.
— Não. Por acaso não ouviu o que eu acabei de falar? Só quero que ele desencane, me deixe em paz de uma vez por todas e veja que sou a garota mais feliz do mundo ao seu lado. — Sussurrei e desci de suas costas.
— Saquei. — Se virou para mim sorrindo do jeitinho que ele sempre fazia, me agarrando pela cintura.
[...]
— Ele ainda está olhando para nós? — Perguntei entre dentes, forçando um sorriso, encarando o Freddie enquanto pegava mais uma batata frita.
— Sim. — Sorriu abertamente, acariciando meu rosto.
Me levantei e coloquei minha cadeira bem ao lado da cadeira do Benson, e o puxei para um beijo mostrando ao Tyler que eu só tinha olhos para o meu novo "namorado".
Ele estava sentado perto da gente, na mesa posta ao lado esquerdo da nossa.
O Bad boy não estava mais nos olhando quando encerramos o beijo. E para a minha surpresa, uma garota alta, cabelos tingidos de rosa e roupa estilo Lolita entrou no estabelecimento e foi para a mesa de Tyler. O moreno a recebeu com um longo selinho todo empolgado, a coisa rosa jogou a bolsinha laranja em cima da mesa e sentou-se de frente para o moreno, eles logo iniciaram uma conversa animada.
— O que você está olhando? — Bati no ombro do Benson que continuava olhando para a garota de cabelos róseos. — Achou ela bonita? Gostou dela? — Cruzei os braços.
— O quê? Não! — Negou balançando a cabeça. — Você não viu o pomo de Adão, baby? "Ela" devia usar um lencinho no pescoço para esconder. — Disse fazendo aspas quando disse a palavra "ela".
— Ah. — Olhei para projeto de Lolita e para o Tyler, chocada. — Isso parece uma piada... — Cobri a boca usando as mãos, abafando o riso.
— Pelo menos ele tem cara de ser o parceiro ativo. — O Benson comentou voltando a olhar para mim.
— Você acha? Talvez ele goste de ser usado como "bonequinha", a "Lolita" aí tem cara de ser dominadora... — Apontei discretamente para a criatura rosa.
— Quantos anos ele tem? — Perguntou.
— 21. — Respondi usando o canudo para remexer minha vitamina.
— E você 17... — Sorriu debochado.
— É, e daí? — Retruquei.
— Você tem certeza que não sente mais nada por ele? — Freddie indagou me olhando desconfiado.
— Tenho. — Respondi sustentando o seu olhar. — Nunca o amei, minha paixão mesmo era pela moto dele... — Confessei olhando para sua mão esquerda sobre a minha.
— Hum. — Desviou o olhar e voltou a tomar seu Sundae.
— Algum problema? — Notei seu desconforto.
— Não. — Negou sem me olhar.
— Oi, Sam! — Ouvi aquele voz tão conhecida e aquele toque em meu ombro.
Olhei para o lado esquerdo e o vi ao meu lado, o Bad boy com sua nova "garota".
— Atrapalho? — Tyler perguntou sorrindo, apertando meu ombro com sutileza.
— Claro que não, podem ficar à vontade, querem se juntar à nós? — Benson convidou, falando por mim.
— Se não for nenhum incômodo... — O moreno da jaqueta de couro sorriu para o Benson enquanto puxava uma cadeira para sua "namorada", aceitando se juntar à nós, na mesa.
— Não vai nos apresentar sua acompanhante? — Indaguei fitando a "Lolita".
— Claro. Essa é a Eleonor Thompson, minha futura noiva. — Apresentou sua "namorada". — E amor, esses são Sam Puckett e o namorado dela, a Puckett é uma velha amiga minha. — Forçou um sorriso nos apresentando.
— Prazer em conhecê-la, Eleonor. — Estendi a mão para ela.
— Igualmente. — Sorriu simpática apertando minha mão.
Seus olhos eram grandes e verdes claros, a pele alva como se fosse de uma boneca de Porcelana e os lábios pequenos e delicados. Eleonor era muito bonita, mas era estranho ver seu pomo de Adão exposto, mas o Tyler não parecia se importar com aquilo. O mais surpreendente foi descubrir que ele era bissexual e que curtia travestis vestidos de bonecas/Lolitas...
Horas depois, às 20:43 da noite...
Escalei a escada, subindo para a casinha da árvore. Cheguei ao topo com minha mochila pendurada no ombro direito e o Tormento fez o mesmo processo, seguindo-me. Adentrei a casinha, larguei a mochila no chão e comecei a arrumar meu saco de dormir sobre o tapete felpudo que a Vicky havia colocado ali.
Alex havia posto uma lâmpada com a ajuda do nosso pai, e nossa mãe reprovou a ideia. Afirmando que éramos grandes demais para brincarmos de casinha na árvore, que era um grande absurdo quatro adolescentes passarem a noite ali, dormindo em cima de uma árvore, numa casinha de madeira sem segurança alguma.
Tirei meu cobertor, uma garrafinha de água, um pacote de salgadinhos, barras de chocolate e um pacote de balas coloridas de diversos sabores que estavam na minha mochila.
E o irritante colocou seu saco de dormir ao lado do meu, deixou uma sacola cheia de guloseimas e salgadinhos ali no cantinho, e sentou-se ao meu lado.
— Será que eles vão demorar? — Perguntou.
— Não sei... — Respondi olhando para a porta.
— O jeito é esperar, né?- Suspirou desviando o olhar.
45 minutos depois...
— É, parece que aqueles idiotas não vão dar as caras. — Bufei cansada de esperar meu irmão e minha cunhada.
— Você é muito impaciente. Calma, aí. Relaxa, eles vão chegar à qualquer momento! — Tentou me tranquilizar.
— Vou esperar mais 5 minutos e se eles não aparecerem, eu vou embora. — Falei pegando uma barra de chocolate.
Os cinco minutos se passaram, decidi esperar mais um pouco,o tempo foi passando e nada daqueles dois chegarem. Nos deram um bolo, o Benson e eu ficamos ali, sozinhos e decidimos passar a noite na casinha, sem eles.
— Prontinho. — Se virou para mim após trancar a porta, havia apenas três trincos.
— Acha que estamos seguros? — Perguntei olhando para as duas janelas, ambas com apenas um trinco, um chute seria capaz de arrombá-las.
— Está com medo? — Se aproximou sorrindo, aquele maldito sorrisinho de lado odioso.
— Claro que não. — Balancei a cabeça, negando rapidamente.
— Eu saberei te defender. — Se aproximou perigosamente, me encurralando contra a parede.
— Me defender? — Sorri debochada. — Você próprio já é um perigo... — As palavras escaparam por minha boca, mordi o lábio inferior e não pude deixar de encarar seus lábios, perigosamente perto.
— Sei que você gosta de se arriscar, que adora brincar com fogo. — Sussurrou prensando nossos corpos, suas mãos foram para os meus quadris, puxando-me para ele.
Agarrei sua nuca quando ele roçou nossos lábios bem devagar, o puxei fazendo nossas bocas se juntarem de vez. Enlacei meus braços ao redor de seu pescoço, ficando nas pontas dos pés após permitir a passagem de sua língua.
Meu interior se acendeu quando suas mãos foram para minhas coxas e sua boca para o meu pescoço. Me fazendo tomar um impulso, me suspendendo, enrosquei minhas pernas ao redor de sua cintura.
— Quero. Você. Aqui. Agora. — Apertou minhas coxas, olhando-me nos olhos, sua voz rouca e baixa soando com tanta firmeza.
— Então, ande logo. Sou toda sua... — Deslizei as unhas por sua nuca, sentindo-o arrepiar.
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