Tentando Aturar Você!

10 Irmão chorão, amiga atrapalhada e o Tormento pervertido.


Notas iniciais
Hey, pessoal. Como estão??? Espero que gostem, boa leitura. Ps: Atenção, cuidado para quêm rir por besteiras, idiotices e etc... Não tá tão engraçado, mas se você estiver comendo ou bebendo algo na hora da leitura pode se engasgar rindo de bobagens. Haha Ps²: Tá aí, eu coloquei o aviso, Bea... Hahaha

Dias depois...

P.O.V Da Sam

Maldito. Maldito seja esse meu tormento moreno, por quê ele ama implicar comigo? Qual é o problema dele? Por quê ele é assim tão irritante e insuportável? Sério, o que eu fiz para merecer isso? Ainda vou matá-lo, ah, se vou. Por quê esse traste tinha que se tornar o melhor amigo do meu irmão?

— NOJENTO, PORCO! — Esbravejei irada, olhando para a nojeira no meu banheiro. Só pode ter uma péssima mira para molhar as bordas do vaso sanitário, a tampa e até mesmo o azujelo.

"Isso não vai ficar assim, vou fazer ele limpar tudo usando a própria língua. Isso! Boa ideia, farei isto."

— BENSON! — Gritei o chamando, saindo do quarto.

A criatura estava usando apenas cueca, sentado todo relaxado em frente ao computador. Usando o MEU computador e ainda por cima sem a minha permissão. Ele não me ouviu porque estava de fones, ouvindo alguma porcaria de música no volume máximo. Tomara que fique surdo...

— EI, IDIOTA, TÔ FALANDO COM VOCÊ. — Gritei ainda mais irada, o puxei pelos ombros, ele girou com a cadeira e com o susto acabou cuspindo refrigerante em mim.

Olhei para a minha blusa branca novinha, molhada e suja de refrigerante. O Benson arregalou os olhos, quase entrou em pânico e começou a se engasgar feio. Se engasgou de tal forma que eu pensei que ele fosse morrer ali mesmo. Caiu no chão, tossindo e ficando cada vez mais sem fôlego, a latinha de Coca e o pacote de Doritos caiu perto dele, se espalhando pelo chão.

Juro que aquele garoto começou a ficar roxo, se contorcendo todo enquanto lutava para recuperar o fôlego. E o que fiz? Nada. A culpa não foi minha, se ele morresse eu jogaria o cadáver no lixo... Brincadeira, os meus pais iriam pagar pelo menos o caixão, bem justo.

— ALEXANDER! — Saí gritando pelo meu irmão. — ALEX! — Disparei pelo corredor. — ONDE VOCÊ ESTÁ, PANACA? — Desci a escada correndo feito o Papaléguas. — ALEXAN... — Parei de gritar quando flagrei meu irmão e a minha amiga quase se engulindo no sofá.

— O que foi, maninha? — O cara de pau perguntou quase sem ar, a Vicky se levantou tentando abaixar o vestido que estava na altura do umbigo, sério.

— Me empresta o teu celular, o meu descarregou. É urgente, eu preciso filmar a praga do Benson morrendo. — Falei afobada, quase quicando na sala.

— O QUÊ? — Gritou assustado, se levantou apenas de bermuda e disparou para o andar de cima, indo socorrer a peste que ele insiste em chamar de amigo.

Droga! Olhei para a minha amiga, a morena estava muito corada, a boca vermelha e inchada, o cabelo todo desgrenhado.

— O que foi? — A tapada perguntou me olhando sem graça.

— Vou ter pesadelos por culpa de vocês. Eu vi aonde a mão do Alex estava... — Respondi acusadora, apontando para ela que se encolheu e desviou o olhar.

— JÁ TÔ INDO, MÃE! — A danada saiu correndo para a porta, comecei a rir quando ela finalmente conseguiu abrir a porta, e correu em disparada.

Corri para conferir se ela iria pular a cerca para chegar na casa dela. Gargalhei quando vi a Vicky engatada na cerca, o vestido dela prendeu num pedacinho de madeira pontiaguda ou num prego, sei lá. Rasgou uma boa parte, ela ficou pendurada com a bunda à mostra. A metade do corpo dela ficou para o lado do meu jardim, a outra metade para o jardim dela.

Cena impagável. São nessas horas que você tem que ter sempre seu celular no bolso, com a bateria carregada e pronto para tirar uma foto, esse é o meu conselho quando se têm um amigo atrapalhado.

— PARE DE RIR E VEM ME AJUDAR, SUA EMPATA FODA! — Vicky berrou comigo furiosa.

Ainda rindo fui ajudar a minha "doce" e melhor amiga a sair daquela bela enrascada. Passou até alguns gatinhos de bicicleta, três pararam para tirar sarro da calcinha dela que era "estilo infantil" com estampa de florzinhas.

Foi assim que ela conseguiu ganhar o apelido de Florzinha, que lindo, não?

[...]

— Ai, que enxaqueca brava, vou tomar um comprimido e vou deitar, não estou me sentindo bem, querida. — Meu pai levantou após a mamãe serví-lo, olhei para o meu prato. Cutuquei o meu Rosbife com o garfo, a carne estava vermelha, com 99,9% de chance de estar crua e quase viva, vi um filete de sangue escorrer. Cruz credo, não como isso nem a pau...

Ele pediu licença,nos desejou um bom jantar antes de fugir dali, nos deixando sozinhos com a mamãe e o Rosbife cru dela. O Alex se contorceu na cadeira, começou a fazer careta, quase vomitando enquanto olhava para o prato dele.

Comecei a comer a salada de batata, estava terrivelmente salgada. Olhei para o Benson que estava cortando o bife dele, fazendo uma pequena careta. Sério mesmo que ele vai comer aquilo?

— O que foi, Sam? Por quê está encarando o seu rosbife como se ele estivesse vivo e prestes à pular na sua cara? — Mamãe perguntou para mim, o Alex aproveitou para fugir da cozinha, parecendo o diabo fugindo da cruz.

— Sabe, mãe, o Freddie gosta da salada de batata salgadinha. Poderia passar o saleiro para ele? A salada está quase sem gosto. — Menti.

— Claro. Vou pegar o saleiro para você, querido. — Ela disse para o Benson, se levantando e indo para o armário.

O moreno me fuzilou, seus olhos quase faíscaram de raiva quando joguei toda a minha comida no prato dele.

— Já acabei, mãe. — Avisei mentindo, ela estava de costas para a gente fechando o armário.

— Não vai repetir? — Perguntou se virando para nós, sorridente.

— Não. Estou satisfeita. — Forcei um sorriso antes de sair quase correndo da cozinha.

"Bem feito Benson, vai ter que comer carne crua e salada salgada."

Minutos depois...

— Pai, por quê o senhor não arranjou uma mulher que saiba cozinhar? — Perguntei para ele.

Estava eu, ele e o Alex trancados no meu quarto devorando Chipsletten Cheddar, Doritos e Bolos Gordos, enquanto o tormento moreno jantava com a mamãe.

— Ela está de TPM por isso fez o jantar com má vontade. — Respondeu dando de ombros.

— Então, todo dia ela tem TPM! — Comentei arrancando risadas do meu irmão.

— Pai, eu tô precisando de grana. Quero levar minha namorada para passear. — Alex avisou, esse vagabundo só sabe ficar pedindo dinheiro para o nosso pai.

— Quer dinheiro? Arrume um emprego, rapaz. — Papai se levantou limpando a boca. — Espera! Você tá namorando meu filho? Quêm é? É aquela menina que usa aparelho colorido? — Indagou se referindo à uma nerd maluca que sempre foi apaixonada pelo meu irmão, a nossa vizinha magrela e esquisita que mora ao lado da casa da Vicky.

— NÃO! — Alex gritou exaltado. — A Matilde tem cheiro de queijo podre, acho que nunca usou desodorante na vida. A minha namorada tem cheirinho de morango. — Sorriu sonhador.

— Tu andou cheirando as axilas da Matilde por acaso? — Indaguei risonha afundando um Dorito no pote de Nutella.

— E você, mocinha? Ainda namora aquele vagabundo com cara de marginal? — Papai me perguntou se referindo ao Tyler, meu ex-namorado.

— Que nada, pai. Ele deu um baita chute na bunda dela, falta de aviso que não foi... — Meu querido maninho respondeu por mim.

— COMO É, QUE É? AQUELE MARGINAL CHUTOU A MINHA FILHA? SAMANTHA, POR QUÊ NÃO ME CONTOU? — Gritou alterado.

— Calma, pai. O tonto do Alex quis dizer que o Tyler terminou comigo. Ele não chutou minha bunda, ok? Fica tranquilo. Come mais batatinhas. — Empurrei mais um pacote de Chipsletten Paprika para o meu velho.

[...]

— Foi só sua mãe se distrair indo abrir a geladeira que eu aproveitei para jogar a comida no lixo. — O Benson contou para o amigo como ele havia se livrado do jantar.

— Que bonito, jogando comida fora. — Debochei.

A barriga dele roncou, comecei a rir. Seus olhos me fuzilaram, ele ficou vermelho, coitado. Devia estar morrendo de fome...

— Relaxa, mano. Depois vamos assaltar a geladeira, aguenta firme aí. — Alex deu tapinhas nas costas do moreno.

Sabe a diferença entre o meu irmão e o Naruto? Quase nenhuma, os dois são loiros de olhos azuis, esfomeados, bobinhos, hilários e irritantes. Ah, quase ia esquecendo, o Alex tem o mesmo QI do Naruro, certeza.

— Ela é adotada? — O implicante vulgo Benson, apontou para mim.

— Bem provável. Olhe para mim, eu e ela não temos nada a ver. — O loiro que ainda chamo de irmão falou tentando me zoar.

— Sabe, Alexander. Eu não queria contar, mas vou ser sincera, mesmo que isso seja de partir o coração... A mamãe e o papai te acharam numa cestinha em frente à nossa casa. — Menti enquanto fingia estar chorando.

O bobão acreditou, ele saiu correndo do quarto chorando, quase fiquei com pena.

E também quase caí da cama, rolando de tanto rir.

— Não teve graça. Cara, vocês são irmãos gêmeos, não tem como negar. Tenho certeza que tu veio dentro da cestinha com ele. — Foi a vez do meu tormento moreno me zoar.

Parei de rir e joguei um travesseiro na cara dele. Em seguida, minha mãe entrou no quarto junto com o chorão, ela estava uma fera, me deu uma baita bronca, só porque eu fiz o Alex chorar pensando que era adotado.

[...]

O meu irmão saiu com a Vicky, tenho pena dela. Conheço muito bem aquele mão de vaca, tão miserável que essa semana nem colocou gasolina no carro dele. Então, os dois foram de bicicleta, seria até fofo se ele fosse carregando ela, mas foi a tonta que foi carregando ele. O folgado e morto de preguiça foi logo sentando na garupa, minha amiga não se importou. Subiu na bicicleta e saiu pedalando toda feliz, tomara que um pneu fure no caminho...

Me tranquei no banheiro para passar meu creme corporal, para ir dormir hidratada e perfumadinha. Tenho vergonha de ficar nua na frente dos outros, tem um certo tormento pervertido no meu quarto, não seria nada confortável hidratar meu corpinho na frente dele.

Saí do banheiro e paralisei. Não, não, não e NÃO! Isso não pode estar acontecendo. O que eu fiz de tão cruel nas minhas vidas passadas? Se é que essas coisas existem, não mereço isso.

— Nunca poderia imaginar que você tinha um Sex Shop na sua casa. Olha só o que eu achei debaixo da cama, um interessante baú com esses produtos eróticos. Relaxa, eu tranquei a porta, loirinha. — Sorriu sacana despejando todo o conteúdo daquele baú em cima da cama.

Socorro! Vou pedir para a Vicky me incendiar e enterrar minhas cinzas. Que mico! Nunca senti tanta vergonha em toda a minha vida, como eu estava sentindo naquele momento. E olha, que aquelas coisas nem eram minhas...

— Juro que esses bagulhos não são meus. Fui eu que escondi esse baú debaixo da cama, mas não é meu, acredite em mim. Eu posso te explicar, antes de você vir para cá, eu recebi essa encomenda. Assinei para receber o grande pacote pensando que eram os meus mangás, mas na verdade era uma grande caixa cheia de produtos eróticos. Foi um engano, o cara entregou na casa errada, eu juro. Eu ia jogar fora, daí pensei melhor. Vou vender essas porcarias para as minhas amigas pervertidas, por quê não? Então, guardei tudo dentro desse baú e escondi debaixo da cama. — Expliquei articulando, nervosa.

— A sua toalha caiu. — Apontou para o meu corpo.

Me abaixei rapidamente juntando a minha toalha, logo tratei de cobrir minha nudez. Sua estabanada, você se explicou nua. Será aquele prestou atenção nas suas palavras?

— Relaxa, senta aí. — Bateu na cama, ao lado dele. Ocupei aquele espaço, sentindo minhas bochechas queimarem.

Olhei para os produtos espalhados pela cama. Todos lacrados, cada um em sua devida embalagem. O Benson não tinha exagerado quando disse que eu tinha um "Sex Shop" em casa, haviam 125 produtos eróticos ali, eu contei cuidadosamente no dia em que abri a maldita caixa grande e vermelha.

— Essas camisinhas brilham no escuro. — Comentou pegando uma cartela com diversos pacotinhos. — Hum, e essas tem sabores. Chocolate, baunilha, hortelã e pimenta? — Pegou outra cartela com pacotinhos coloridos.

Então, ele foi conferindo cada ítem, lendo os rôtulos. Tirou alguns produtos das embalagens. Resumindo, o espertinho bisbilhotou tudo... Tinha calcinhas comestíveis, gel e óleos para massagem, estimulantes masculinos e femininos, sachês afrodisíacos para preparar bebidas especiais, dados eróticos, algemas, chicotes, vibradores e outros apetrechos, livros e manuais de posições, exemplares de Kama Sutra, tinha até objetos sinistros e medonhos, e eu nem queria saber como seria experimentar "brincar" com eles.

— Topa brincar comigo? Prometo que será muito divertido... — Sorriu malicioso, subindo a minha toalha, suas mãos agarraram minhas coxas, subindo por elas, me acariciando.

"AH, NÃO, SOCORRO! Esse tormento irritante, insuportável e pervertido vai tentar me agarrar e me torturar aqui no quarto. Vou tentar dar um mata-leão nele e fugir..."

Notas finais
E aí, o que acharam? O que será que a Sam vai fazer? Escolham um Ponto de vista bônus para o próximo capítulo. A) Freddie B) Alex C) Vicky Comentem! Bjs