Tentando Amar

1 Relva de Primavera


O vento batia levemente nas arvores e janelas da grande casa dos Dashmouth, era primavera, o pomar estava carregado e a grama do jardim tão verde, que seria capaz até de deixar alguem cega com a luz que refletia. A familia morava em Cotswolds, uma cidadezinha no interior da Inglaterra. Na verdade eles nao moravam na cidade, moravam em uma casa mais isolada da cidade, aproximadamente uns quinze quilometros.

A residencia dos Dashmouth era adoravel, bem proxima ao lago cheia de plantas ao seu redor de todas as origens. Tinham tulipas, orquideas, margaridas, rosas de umas tres ou quatro cores, flores do campo, copos de leite, era um jardim bem diversificado e lindo.

O Sr. Dashmouth, cujo nome é Sebastian, era um pai de familia, membro da alta nobreza e cheio de terras valiosas por todos os lados. A Sra. Dashmouth, conhecida como Diana era a mãe de duas filhas lindas e meigas. Marriah era a filha mais velha, com dezoito anos e Jenney era a caçula, com 16 anos.

Os Dashmouth eram adoraveis, um simbolo de familia perfeita, como posses, dinheiro, filhas lindas e solteiras, prontas para aceitarem casamento com homens com nomes e títulos importantes. Os empregrados da família eram muitos fieis e muito prestativos. Tinhamos a cozinheira, Betty, o mordomo Paul, a ama de companhia da Sra. Dashmouth e de suas filhas, Lucy e o cocheiro, Rodolph. Haviam muitos outros empregados na casa, mas esses são os que vale a pena citar.

_Lucy, peça a Betty que mande uma bandeja de chá com biscoitos aqui para o jardim. Preciso tomar um sol fresco _ Disse a Sra. Dashmouth a sua companheira.

Enquanto Lucy se adentrava na casa, Diane se acomodou na cadeira de baçando que ficava na relva do jardim, ainda umido por causa da ultima chuva. Jenney estava no pomar, procurando uma maça bem fresquinha para uma torta.

_Onde está sua irmã, querida? _ Perguntou a mae, olhando para os lados procurando por Marriah.

_Não sei, provavelmente está na biblioteca, lendo algum romance meloso. _ disse a caçula, pulando do pomar como uma macaquinha, e procurou uma cadeira ao lado da mae, para se sentar.

Lucy voltou com uma bandeja, cheia de aperitivos, e uma chá de camomila que cheiarava muito bem. Vale ressaltar que o Sr. Dashmouth tinha varias plantações de camomila e fazia negocio muitas vezes com os burgueses da cidade. Depois que a ama de companhia colocou a bandeja de prata na mesa redonda de madeira do jardim, pegou um leque delicado e começou a abanar a Sra.

_Minha filha, vá chamar sua irmã. Está um tempo lindo e gracioso aqui fora e ela esta lá dentro de casa, enfiada em uma biblioteca, com livros mofados. Chame-a.

Jenney se levantou após pegar um biscoitinho de leite, com cristais de açucar em cima. Andou pelos corredores enormes e claros da casa ate chegar a biblioteca da familia, uma sala enorme com todos os livros que se possa imaginar, ela abriu as portas duplas da grande sala, e la estava Marriah sentada em uma enorme poltrona de couro vermelho com um livro inconfundivel em suas mãos: Razão e Sensibilidade, a história preferida de Marriah.

_Mamãe lhe chama, pediu para que eu lhe chamasse, para ir aproveitar o belo dia que está la fora, conosco. Venha-te, Lucy trouxe um delicioso chá, com aqueles biscoitinhos que amamos.

Marriah olhou para a irmã, que era baixinha e tinha cabelos ruivos ondulados que iam ate o seu ombro, e encarou os olhos cor de mel de Janney. Se levantou, colocou o livro sobre uma mesinha de mogno ao lado da grande poltrona e foi ao encontro de sua irmã, sairam juntas pela sala e se encaminharam para o jardim.

Marriah era uma moça encantadora, tinha cabelos de uma cor indecifravel, havia puxado o ruivo da mãe, mas tinha um toque leve de mel, dos cabelos do pai. Seus olhos eram grandes, da cor de caramelo, e acima deles estavam duas lindas sobrancelhas arqueadas e sedutoras. Ao contrario de sua irmã, Marriah era alta e tinha belas curvas, que ficavam de certo modo ocultas, com tanto tecido e anaguas por cima destas.

_Venha queridas, sentem-se. Aproveitem, nunca havia visto um céu com tanta beleza igual está nessa primavera. _ Disse a Sra. Dashmouth sentada em uma das cadeiras com uma chicara de porcelana finissima, com o delicioso chá de camomila.

_Mamae, venha, deite-se na grama, sinta a relva umida em seu corpo. _ Disse Jenney sorrindo, ela adorava fazer estripulias.

A sra. Dashmouth fez uma leve cara de espanto.

_Oh, minha querida, atos como esses são inapropriados para a minha idade. Mas divirtam-se, e tenham cuidado para nao expor suas vergonhas.

As duas sorriram e deitaram na grama. O contato era otimo, exuberante. Podia-se sentir a agua da chuva passada tocando suas peles e as inebriando de frescor. Era a primavera, era tempo de amar, imaginou Marriah.

Notas finais
O primeiro capitulo foi bem pequeno, eu costumo escrever capitulos menores mesmo.. e esse foi mais uma apresentação da historia.. tem muiito ainda por vir =)