Tenshikiuu
5 Capítulo 5 - Vozes
Notas iniciais
Boa leitura
Após a sorveteria, ambas foram para suas casas, Natsu entrava em seu apartamento e já era final de tarde, a gata como de costume roçava-lhe as pernas, faz um curto carinho no felino e logo está a servir a ração que pegara do armário da cozinha, serve para o felino numa pequena tigela vermelha. Já no quarto, tira a baby look e também a saia, deixando ambas as peças de roupa sobre uma poltrona vinho que havia num canto do quarto (oposto a onde está o roupeiro). Volta à cozinha, preparando uma batida de maçã com banana, logo, o telefone toca.
- Natsu – atende séria.
“ Oiiiii” retorna a voz feliz ao outro lado da linha.
- Ah...Kensuke. – parada em frente a pia, olhando o copo quase vazio.
“ Só liguei para confirmar que você irá ”
- Sim, eu vou.
“ Certo, então eu passo ai! ”
- Yes...
“ Até logo. ”
- Até. – desliga.
Lava o liquidificador e o que mais sujara, depois ia para um demorado banho, sentindo a água fervente a cair na pele, o vapor enchendo o cômodo... Desliga o mesmo, observando parada por um curto instante a parede branca e suada. Põe o roupão branco, enquanto ajeitava os cabelos, escovando-os, e sempre mantendo a franja sobre seu olho, mesmo estando sozinha no apartamento. Vai ao quarto, e abre o roupeiro de marfim negro, observando a roupa que poderia colocar; foi quando sentiu um frio entrar pela janela que se encontrava (agora) aberta, lembrava-se de tê-la fechado; vai até a mesma, e sente o desgosto na boca, enquanto sacode a cabeça negativamente.
O quarto ficara mais escuro do que já estava, fazia um bom tempo que o sol se punha; a única coisa que mantinha o lugar visível era a pequena luminária ao lado esquerda da cama, mas esta enfraquecera-se também, o vento já estava cessado; mas o frio permanecia, e a temperatura caia a medida que aquela sombra na parede — atrás da cabeceira da cama – aparecia mais intensamente, tomando forma, e logo o ambiente era gélido como dias de inverno, a mulher olhava tudo inexpressiva, enquanto sua respiração na boca tornava-se visível em ondas de vapor calmos. A gata estava parada na janela, os olhos faiscantes, e logo a cabeça que tombava para trás, acompanhando um miado atormentado.
Ecoava uma gargalhada debochada, de início baixo e agudo, mas aos poucos tornava-se mais alta e gutural; um som maléfico, melancólico e perturbador. Nos lábios avermelhados dela via-se um sorriso de canto.
- A vítima... – começa com tonalidade marcante, forte – tem vinte e cinco anos...
- Não. – cruza os braços – Hoje não.
- Precisa beber um pouco, isso? – a entonação grave era sarcástica.
- Sabes que odeio que saiba o que penso. E sabes que eu mereço descanso.
- Oh, sim, my lady, mas amanhã é Lua Cheia – avisava um pouco irritado, mas ainda irônico.
- Sei, – arqueando a sobrancelha – mas não vou. – determinada.
- Oh! Acho que lady quer saber o que é dor novamente... – calmamente diz, enquanto um braço de vulto negro saia da parede, logo, um corpo de capa negra, se via a esquerda, uma mão óssea e velha, segurando uma foice enferrujada, a direita, também óssea erguia-se em direção a ela, logo segurando-a no pescoço sem firmeza; ‘aquilo’ flutuava a frente dela, um vulto tão frio quando neve, semi-transparente e muito escuro, onde seria o rosto não podia-se ver nada além de um véu mais negro que o próprio corpo (se assim podia-se ser chamado).
- Não preciso – erguia a cabeça como quem está com a razão, no exato momento sente que aqueles dedos gélidos apertam seu pescoço alvo, impedindo de respirar, de engolir e mover-se. O rosto não ganha cor, mas sentia que o sangue parava na cabeça, estava mais imóvel do que podia, com a boca aberta procurando o ar que não podia encontrar.
- Eu vou...
- O que? – o vulto perguntava como quem não escuta.
- Eu... vou... amanhã... — tentava falar mais alto, encarando o nada que era o semblante do outro, mas sua orbe parecia ver algo, e por isso mantinha-se fria.
- Muito bem! – sussurra para ela, e depois solta uma gargalhada aguda, enquanto a solta no chão, atirando-a, assim, Natsu caia, sustentando-se sobre as mãos e os joelhos, os dedos esquerdos passavam pelo pescoço, sentindo-o frio e doloroso.
- Mas eu ainda sei o que quero. – ergue a cabeça, os cabelos caindo ao lado do rosto, nos lábios um sorriso vencido.
- Que garotinha idiota... – erguia a foice em direção a ela.
- E sei o que você quer. – levantava-se tirando a mão do pescoço e agora aparecia as marcas finas dos dedos, avermelhadas.
- Menininha inteligente – debochava “ele” – Hum, cuide bem de você... – afastava-se e sumia, ao mesmo tempo em que a campainha tocava.
Ia até a porta, e a abre, pondo apenas metade do corpo para o lado aberto, e fintando o rapaz de cabelos castanhos e curtos, cuidadosamente bagunçados (sem gel), os olhos pretos a fintam com ternura, e os lábios finos sorriam, enquanto desajeitado coçava a nuca, o estilo dele era “diferente”, em calças coladas (jeans) pretas, e uma camisa branca de longas mangas (tampando as mãos dele), o comprimento também longo;nos pés, all stars de cano longo que iam por cima das calças. No pescoço uma fina corrente que ia por baixo da camisa, e outra mais curta e grossa.
- Olá Hyanna-sama! – dizia tão desajeitado como sempre foi, com aquele sorriso cativante.
Notas finais
Caso contrário, acharei que a história está uma bosta @_@
até mais ^^
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