Tenshikiuu

6 Capítulo 6 - Amigos


Notas iniciais
Sou péssima para títulos e ninguém mais está lendo.

- Vincent. – retornava o olhar terno, mas sem sorrir, enquanto abria mais a porta, permitindo ele passar, fintando o garoto de vinte e quatro anos.

- Espero não ter chegado numa hora imprópria – olhava para os lados, enquanto botava as mãos nos bolsos e encolhia os ombros.

- Vou sair daqui a pouco... – caminhava de volta ao quarto.

- Ah, quer que eu vá?

- Não. Fique... – virava-se para ele e colocava rapidamente a mão no machucado.

- O que é isso? – se aproximava um pouco, e encostava na mão dela, percebendo o quão fria estava, depois a tirava com cuidado do pescoço, olhando as marcas; passa os dedos lentamente.

- Não é nada. – virava a cabeça e depois o corpo, indo ao roupeiro e tirando peças de roupas.

- Hn... O nada dói?

- Vincent, por favor... – lança um olhar sério para ele, que ergue as mãos como quem se rende e ele senta na cama, olhando-a, depois as roupas. O silencio se faz por um longo momento enquanto não se olham.

– Escolhe esse. – aponta o rapaz.

- Ok. – guarda as outras peças e segura o vestido preto – vou me trocar. – dá as costas, mas sente a mão dele segurá-la pelo braço, fazendo-a dar meia volta e parar logo a frente dele, que a observava carinhoso – O que foi. – olhando para os lados, procurando algo.

- Você. – leva os dedos mais uma vez ao pescoço de Hyanna, fazendo um carinho leve, enquanto ela entorta a boca, baixando o olhar. – O que fez?

- Não posso me opor? – perguntava o fintando agora, apertando um pouco os olhos, severa.

- Não, sabe que ‘ele’ não valoriza você... – levava a mão aos cabelos dela, alisando-os.

- Não se preocupe, sabe que não deve se envolver nisso. Me deixe sozinha. – fria.

- Hyanna Natsu... Você nunca está sozinha, pode sempre contar comigo; não me envolvo, por você, mas sabe que eu arrancaria as tripas dele e o enforcaria com elas mesmas! – dizia brincando, mas com um ar sério.

- Vin... – faz um cafuné rápido nele, sai andando, e sussurra – obrigado... – o garoto sorri e senta na cama, abaixando a cabeça e ficando um pouco amargurado. Responde baixo “não precisa agradecer”.

Minutos depois ela sai do banheiro, usando o vestido, que era justo na cintura e com preguinhas abaixo da mesma, o comprimento ia até seus joelhos; havia duas alças no mesmo, as que caiam pelos seus braços e as que sustentavam o macio tecido; nas costas era um avantajado corte em “V”, deixando-as nuas até a cintura. No pescoço amarrou um lenço de seda preto com detalhes vermelhos (como manchas) escondendo o machucado; aos pés colocou uma bota de cano um pouco longo, com um pequeno salto, esta, preta. Para em frente ao rapaz, os cabelos estavam com a metade preso na parte de trás da cabeça, por uma presilha de borboleta, a franja permanecia.

- Ficou bom? – colocava as mãos na cintura, o jovem observava também a maquiagem escura no rosto dela, com a sombra preta, os cílios mais curvados, a boca brilhante.

- Sim, está ótima! – fechava os olhos carinhosamente, e sorria afirmando com a cabeça.

- Bom... – sorria de canto e pegava uma bolsa (pequena) num cabide, e punha dentro da mesma algumas coisas. Vincent sempre a olhando.

- Onde vai?

- Numa “festinha” na casa do amigo do meu... Amigo.

- Entendi.

- Quer ir?

- Não fui convidado.

- Eu levo quem eu quero, sempre, você sabe.

- Não posso ir, aliás, por isso que vim aqui...

- Hum... Diga – continua a arrumar a bolsa.

- Eu ia convidar você se queria dormir na praia e ver o nascer do sol amanhã, ia convidar a Shay também, e sei lá mais quem. Mas acho que não vai dar. – abaixa a cabeça.

- Fica para outro dia, amanhã já tenho compromisso também, ele...

- Acho que ele quer presentes de Natal.

- Adiantado – observa ela continuando com a brincadeira que não tinha graça.

- Tudo bem... – se levanta.

- Espero que sim. – segura a bolsa numa das mãos e fica parada em frente a ele (de novo).

Ficam a se olhar em silencio, num diálogo onde somente eles compreendiam, onde, palavras ternas era substituídas por olhares calmos, os abraços, por pequenos sorrisos, e os “te amo meu amigo-irmão” por uma respiração cálida.

A campainha toca, os minutos passaram e eles nem perceberam.

Hyanna atende, era Kensuke.

Em pouco tempo estava no carro dele, chegando ao local e logo estacionando na garagem.

- Está muito linda!

- Eu sei – abre a porta.

- Mas eu não sei – a puxa pelo braço – se resisto!

- Hum... – o olha, o rapaz se aproximava e beijava o ombro dela. – Eu faço você resistir. – puxa o ombro com força e sai do carro, batendo a porta, a mão se apóia perto do teto do carro, e sente na testa, passar um frio intenso, o machucado arde em frieza, suava um pouco na nuca; aperta os olhos, e quando nota o homem está a sua frente, encarando-a de modo estranho.

Notas finais
Obrigado se alguém leu.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.