Tenshi no Tamashi

99 Capítulo 99 - Prisão do Desespero


Notas iniciais
YOO MINNA! Hj é dia de Angels Heart! Sim, e pra comemorar sem mais delongas, postarei primeiro o cap. 99 e depois postarei o 100º Capítulo! Sim, para todos que compartilharam essa história, quero ver uma fanart hein kkkkkkkkkk comentem aqui os seus personagens favoritos e, quem tiver facebook, me add que eu passarei uma arte minha do personagem que gosta ;)

O Inferno é um nome que os humanos mesmo criaram, mas na verdade essa dimensão dos demônios é chamada de Sheol. Ela foi criada pelo próprio Yahweh para guardar os restos de Tehom, a Deusa das Trevas, nos tempos que sucederam a luz e os anjos não existiram ainda, somente os Arcanjos.

Fred estava em sua cela, escura e sozinha. Na Prisão do Desespero os demônios eram castigados por falharem em suas missões pelos seus amos. E logo após a chegada dos Anjos Caídos, aquilo virou um lugar de tortura para eles também. As mãos do anjo de cabelos negros estavam sujas de sangue, sujeira e fios de cabelo.

– Se continuar assim, poderá ficar careca. – Disse um alguém na mesma cela do anjo, mas estava muito escuro para vê-lo. – Pare de arrancar seus cabelos Fred, isso não adiantará de nada.

De tanto arrancar os cabelos, Fred ficara com um corte curto. Mas a dor em sua cabeça era mínima para a dor que sentia.

– Você é um anjo ou um coitado? Onde estão as suas asas que mostram liberdade? – O alguém era o único que falava ali, e tentava reanimar o anjo, que apenas o ouvia.

– Eu deixei de mostrar as minhas asas há muito tempo. E elas já não me representam mais liberdade, apenas um monte de penas juntas que espalham escuridão. – Disse o anjo, com desdém. – Eu estou vivendo um pesadelo.

– Aqui é um pesadelo, Fred. – Corrigiu o alguém, com voz firme. – Horas se passam em anos, e o sofrimento é eterno. Talvez até adiem sua execução por isso. Por quanto tempo pretende ainda continuar sendo assim?

– Primeiro que eu não tive escolha. – Entoou o anjo. – E segundo que já era. Achei que poderia morrer, mas em vez disso fui trazido para cá. Dessa vez para morrer de uma vez.

– Está com medo?

– O único medo que sinto é o que poderia ter sido. Só pude encontra-lo uma vez, somente por uma vez... – O anjo parecia estar distante. – Só... Queria vê-lo em outras circunstâncias...

O alguém não disse nada.

– Não quero que chore por mim. Quero que chore por algo que eu faça de correto.

– Sábias palavras, sábias palavras. Essa é a essência de um anjo. Você não está todo perdido ainda, e você sabe.

– ... – Várias coisas apareceram na mente de Fred. – Mas o que está me corrompendo ainda está aqui, e eu não posso confrontá-lo, preciso de ajuda..., porém agora é tarde demais.

– Nunca é tarde, Fred. – O alguém o surpreendeu. – Nem para você, e nem para ele.

Fred escutou passos vindo pelo corredor.

Um pequeno grupo de raptores ficou parado frente a porta da cela do anjo. Além deles, havia um anjo caído.

– Muito bem, chega de conversar. – O anjo caído abriu a porta da cela. – Raptores, peguem aquele ali. – Disse, apontando para o alguém.

Enquanto os raptores faziam o comando, o anjo caído fitava Fred.

– Um desperdício afinal. Eu sabia que não poderia ser como nós.

– Cale-se. – O anjo o encarou com olhos frios. – Eu não sou um anjo caído, não me junte a sua laia.

O anjo caído chutou a cara dele.

– Sabe, eu digo o mesmo, seu anjo nojento. Não prestaria nem para ser ajudante dos Generais.

– Um dia vocês cairão. – Ameaçou o anjo, mesmo preso. – E morrerão por nós.

– É mesmo? – O Anjo caído soava irônico. Saindo da cela junto com os raptores levando o prisioneiro para outro lugar, Fred pôde ver como era a sua aparência. O anjo caído parecia ser um idoso com longos cabelos verdes, além de vestir um casaco da mesma cor, segurando uma bengala. – Mas a boa notícia é que nós não morreremos por uma cobaia como você, escória!

Eles saíram dali, deixando Fred sozinho em sua cela.

– Como eu queria te queimar, sua praga dos demônios. – Murmurara o anjo para si mesmo. Ele voltou-se aos seus pensamentos, confortado pela escuridão da cela, que o deixava abrangido, e não o incomodava.

– Sinto muito, Ralph. Como eu queria poder tê-lo visto ao menos mais uma vez... Dentro de algumas horas, eu não serei mais eu... O que você estaria pensando agora?

Restava cerca de horas ao ver de Fred até a sua execução.