Tennensi Reformatory

13 O presente [Part 2]


Notas iniciais
Ahoy pessoal, então leitores (as) lindos do meu coração... To pensando em abrir um "ídolos" virtual. Descobri grandes perolas da musica no capitulo passado... de gosto bem peculiar alguns '-'.
Enfim, vim postar o capitulo antes que alguém por ai resolva me matar pela demora. Certo?
Capitulo betado pela minha querida jujuba verde GabsBooBear.

- Você já pode parar de tentar nos matar Calliel! — Natascha berrou se apertando um pouco mais no meu corpo.

Eu estava acima do limite de velocidade, acima do limite aceito por pessoas com juízo perfeito, eu estava acima da velocidade até mesmo para garantir que eu estacionaria a moto em segurança, mais quem liga?

- Não podemos perder tempo. — Foi a única coisa que respondi antes de um carro quase nos acertar na contra mão e eu desviar pelo acostamento.

[...]

- Word of Story? — Ela perguntou ao descer da moto enquanto variava o olhar de mim para a grande loja a nossa frente. — VOCÊ QUASE ME PÔS DE BAIXO DE UM CARRO, POR CAUSA DA MERDA DE UMA LOJA? — Ela gritou e eu saio da moto tirando o capacete e pegando a chave da ignição.

- Era pra parecer ameaçador? Porque não foi. — Digo rindo e caminhando para a entrada da loja. — Cresça mais vinte centímetros e deixará de ser cômico e passará a ser patético. — Falei sem emoção alguma enquanto caminhava, ou tentava. A ruiva do capeta que vinha logo atrás de mim, obviamente fez uma de suas bruxarias e o seu pé estranhamente foi parar na frente do meu, resultando em...

Um magnífico tombo. Com direito a criancinha mijona rindo e tudo, mais óbvio que as coisas eram piores do que pareciam. Devido ao maldito pé na minha frente, não só eu fui ao chão, como a ruiva também. Mas é obvio que com a maldita sorte dela, eu tive que servir de colchão caindo de barriga para baixo e sentindo minhas vertebras se partirem com o peso da sinaleira.

- Desgraçada. — Murmurei tentando me virar para que o peso dela saísse de cima de mim. — Achei que você já tinha parado com essa coisa ridícula de cair em cima de mim sempre que estamos sozinhos. Sério, acho que isso é proposital. — Ela sai de cima de mim e me encara levantar, de braços cruzados. Não me ofereceu uma ajuda se quer.

- Calliel isso é tão proposital quanto o propósito da sua mãe de ter um filho tão ridículo quanto você. – Encaro-a perplexo. — Pode ter certeza que se tivéssemos outra opção escolheríamos sem pensar duas vezes.

Cerrei os punhos, parei onde estava, fechei os olhos e contei até dez, quando voltei a abri-los percebi a ruiva me olhando, respirei fundo e sem uma definição exata para a minha expressão apenas respondi sem olhá-la diretamente.

- Não tenho dúvidas disso. — Disse seco e entramos na loja.

Notei o silencio que se instalou após minhas últimas palavras, e cogitei a possibilidade da ruiva estar pensando no porque de elas terem saído da minha boca. Logo vi que estava enganado. A sinaleira olhava para mim e para as lojas tentando fazer uma ligação entre tudo aquilo. Como eu disse, ia me arrepender de tudo isso, e meu abraço ao chão já foi o suficiente para eu descobrir que eu estou arrependido o suficiente.

Subi para o segundo andar naquele "quase shopping" e enquanto estávamos na escada rolante ela me encarava quase com um ponto de interrogação desenhado na testa. Respirei fundo, levei a mão no bolso de traz tirando de lá a carteira de couro marrom, ela me olhou curiosa e eu revirei os olhos tirando um dos cartões de crédito que minha mãe havia me dado, para provar o quanto ela (não) se importa comigo. Grande demonstração essa. O que ela pensa que vai me comprar com um cartão, onde as dívidas vão todas pra ela? É, talvez seja isso mesmo.

- Toma. — Estiquei o braço pra que ela pegasse o cartão, mas ela apenas olhou para a minha mão com uma das sobrancelhas estendidas. -Não temos a vida toda Sinaleira. — Reclamei.

- O que você espera que eu faça com isso? — Ela perguntou pegando o cartão e me olhando.

- Se eu vou chegar como intruso em uma festa que nem ao menos fui convidado, é justo que eu banque um presente. Não? — Ela levanta as sobrancelhas.

- Que ótimo que você sabe que está indo de penetra, e não como um convidado. — Ela diz seca. — E eu não preciso do seu dinheiro, muito obrigado. — Reviro os olhos.

- Anda Natascha. Sem drama, tá certo? Aliás quem vai dar o presente sou eu e não você, só quero que escolha uma coisa que seu irmão vá curtir, eu nem conheço o cara.

- "O cara" vai fazer 13 anos Calliel. — Treze anos? Eu vim até o maldito shopping comprar alguma coisa, pra um pirralho sendo que eu poderia ter comprado qualquer brinquedo em um bazar? A ruiva deu de ombros depois de falar. — E como eu disse não preciso do seu dinheiro. — Bufei irritado.

- Ah é? Não precisa mesmo? Porque até hoje à tarde você me disse que não tinha. O que você fez? Colheu notas de cem da sua árvore de dinheiro? — Perguntei cínico e ela apenas me encarou com desprezo.

- Claro, e ainda escondi algumas no mesmo lugar que sua mãe escondeu a cara ao te ver nascer. — Cerrei os punhos. Ela notou. — O que foi Calliel vai me bater agora? Na frente de todo mundo? — Me perguntei como uma pessoa podia ser tão sem limites quanto a sinaleira.

-Faça um favor a si mesma, e cale essa maldita boca. — Disse baixo suficiente para apenas ela ouvir. — Ou então... — Parei.

- Ou então? — Ela provocou e eu a encarei sério. Precisei de dois segundos para recuperar o autocontrole, mais três para justificar a mim mesmo o motivo de eu não estrangulá-la agora mesmo. Relaxei os punhos e sai esbarrando nos ombros da ruiva que me olhou satisfeita por não ter obtido a continuação da frase. RUIVA INSUPORTÁVEL.

Sinaleira que me seguia passou a caminhar ao meu lado então pude perceber o momento que ela entrou em uma loja de esportes e eu apenas fiquei olhando-a pela vitrine. Não sabia o que ela estava falando com o vendedor, mais notei um brilho nos olhos dele e um sorriso que parecia um pouco falso. Não diria que a ruiva estava tentando seduzi-lo, mais sabia perfeitamente que não era sobre um produto que eles estavam discutindo. Poucos instantes depois percebi outro cara descendo com uma caixa grande embrulhada em um papel de presente azul, colocou o produto na sacola e com o mesmo sorriso de marketing entregou a sacola a ruiva que saiu acenado. Repito ela saiu acenado. Não usou dinheiro, cheque, cartão, nem se quer anotaram o nome dela para que ela pagasse depois.

- Como eu disse, não preciso do seu dinheiro. — Ela disse convencida e eu revirei os olhos.

- Se eu tivesse parentes por aqui, também não precisaria de dinheiro. — Concluí que o cara no balcão com quem ela falava, deveria ser algum tio ou primo. Mesmo com semelhanças inexistentes.

- Não são parentes meus, e mesmo que fossem minha família é mesquinha de mais para fazer uma coisa dessas.

- Então qual foi a mágica? Prometeu para o cara um desconto na próxima vez que for pra cama com ele? — Ao contrário do soco que eu esperava ganhar, ela apenas gargalhou. Da forma mais irônica o possível.

- Pra ser sincera, prometi sim, só que de outro jeito. Falei que você pagaria o dobro, quando você fosse pra cama com ele. — Parei com os olhos arregalados pra ela, e ela riu ainda mais. — Você é tão idiota. — Ela falou entregando a mentira e eu revirei os olhos. — Eu só precisei dizer a coisa certa na hora certa. — Ela disse sem muitos rodeios e eu preferi dar de ombros a tentar ter uma conversa civilizada com a ruiva.

- Você ainda não disse o que eu posso comprar. — Falei e ela me olhou dando um suspiro cansado.

- Você nunca desiste? — Perguntou e eu ri.

- Não quando vale a pena arriscar. — Disse dando de ombros e entramos em uma loja que se parecia muito com um parque de diversões. — Sinaleira o menino tá fazendo treze anos, não acha mais divertido dar um Nintendo Wii?

- Calliel entenda, o mais divertido pode não ser o melhor. Por exemplo, seria super divertido matar você agora, mais mesmo assim não seria o melhor. Porque comprar vendedores é fácil, agora taxistas nem tanto. — Reviro os olhos.

- E o que você pretende que eu compre? — Ela olhou ao redor. — Um urso de pelúcia? — Ironizei e ela me lançou o dedo do meio, quem acha que essa ruiva dos infernos tá extrapolando todos os limites?

Trinta e oito minutos depois eu cheguei a conclusão que ao contrário do que eu imaginava a McSider não era de uma família tão pobre quanto eu esperava, quer dizer era isso que me parecia. A cada 10 coisas que eu achava ser um bom presente, 11 o moleque já tinha.

- Chega. — Disse cansado. — Eu vou dar uma bicicleta, todo o garoto gosta de andar de bicicleta.

- Você e mais cinco parentes meus vão dar uma bicicleta, e eu tive uma ideia, ok? — Ela correu pra uma prateleira.

- Você não tá falando sério, tá? — Perguntei ao ver que ela apontava para um boneco que era a cópia exata do Dobby, aquele monstrinho estranho do filme Harry Potter.

- Ele é fã e, além disso, ele tem uma estante só com bonecos de personagens e pessoas famosas que ele gosta. Tenho certeza que ele vai gostar. — Respiro fundo e pego o brinquedo na prateleira alta, onde obviamente a ruiva não alcançaria. Pago e saio da loja, indo para o estacionamento.

- Se você estiver mentido transformo você na réplica desse boneco maldito. — Ela olhou pra mim e levantou uma das sobrancelhas.

- Era pra soar de forma ameaçadora? — Me senti levando um tapa na cara das minhas próprias palavras. — Vire um pouco mais homem e passara de ridículo para tentativa falha de ir ao circo.

- Não seria falha se uma palhaça idiota como você não estivesse trabalhando lá. — Alfinetei-a e me senti uma criança de primário.

- Desculpa querido, mais os palhaços não interferem na jaula dos macacos. — Desisto de argumentar e subo na moto. Dessa vez devido a caixa que a ruiva havia "comprado de um jeito estranho" na loja e que estava posicionada entre a gente eu não sentia mais seu toque em minhas costas, porém ainda via os braços dela me laçando e... Céus! Eu sou ridículo.

Dei partida na moto, mais uma vez eu ia voltar para aquele lugar. Acabou as horas de liberdade, sinaleira. Foi o que pensei, mais não ousei falar.

Notas finais
Certo, novamente sejam bem vindos para cantar, pular, dançar, rir, chorar, brigar, aconselhar e recomendar... alias quantos anos mesmo faz que eu não ganho uma recomendação? Aé, vários... ;C (Chantagem emocional? Nunca).
Quem ai tá esperando por romance? Quem quer que role pegação? Então um passarinho verde me conto que vão curtir os próximos capítulos ;D

XxXx