Notas iniciais
Olá meus exatos 222 leitores... como anda a vida?
Esse capitulo vai ser dedicado exclusivamente a Prin por ter sido uma KitKat divastica e ter me mandado uma recomendação tão linda quanto ela. - Sim eu sei que você é linda.

Eu nem demorei tanto assim né? Só dez dias, quem liga? Mais então, só pra justificar minha ausência, deixo claro que o capitulo ficou pronto quase na mesma semana do capitulo passado, mas claro, como a minha linda massa cinzenta não funciona muito bem, eu esqueci de manda-lo para a betagem e fiquei meio que esperando que um capitulo milagrosamente aparecesse betado em minha frente. Então me liguei nesse pequeno detalhe só segunda a tardinha, quando eu finalmente mandei o capitulo pra linda da Gabs... a proposito, melhoras Gata ;D

Ok sem delongas... Team Mason matem as saudades.

Confusão.

Essa com certeza era uma palavra feita sob medida para mim. Eu me perguntava se em algum lugar do mundo outra pessoa poderia ser tão adepta dessa palavra quanto eu, e por mais que eu gostasse de pensar que sim, diversas coisas aconteciam em minha vida de forma aparentemente tão proposital, que eu começava a desconfiar que isso pudesse ser uma vingança divina por não acreditar Nele, ou talvez por comer carne na última sexta-feira santa.

O diretor do reformatório, tio de Adam, tentou me por a par do que estava acontecendo em um tempo de dez minutos. Não posso dizer que entendi direito porque num momento o que mais me preocupava era encontrar o maldito Brandon.

Fui liberada logo que religaram minha tornozeleira, e o diretor me fez a gentileza de me acompanhar até a cabine.

- Senhorita McSider eu realmente lamento pelo meu sobrinho... eu sei que, hm... vocês estavam bastante próximos nessas últimas semanas, mas... — Eu o cortei com um sorriso fraco.

- Adam é o tipo de cara que qualquer um deve manter distância. — comecei. — Que devemos evitar contato visual, verbal, e todos os tipos de contatos possíveis. Eu diria que se pudéssemos evitar respirar o mesmo ar, seria recomendável fazer isso. E tudo porque ele é tipo de garoto que adquirimos um ódio incondicional em cinco minutos de conversa, ele é arrogante, orgulhos, explosivo, temperamental e principalmente bipolar. Mas o pior de tudo, é que ele não vai deixar você odiando-o a menos que ele queira ser odiado. E eu falo isso por experiência própria, sabe? — Olhei para o rosto do velho ao meu lado e ele me olhava de forma curiosa, como se gostasse do que estava ouvindo, como se realmente quisesse saber o ponto de vista de um estranho sobre o seu sobrinho. – Porém, por mais que ele seja a má influência em pessoa, eu acredito nele. Acredito que ele não se envolveria com esse tipo de coisa. E como o senhor mesmo disse, eu e ele... nos aproximamos as últimas semanas, e eu nunca vi nada que pudesse ligar Adam e drogas no mesmo assunto. A não ser é claro o fato dele ser uma droga. — O diretor riu parando em frente à porta da cabine e largando as malas. — Talvez o senhor também devesse acreditar nele.

O velho de cabelos aparentemente acinzentados me fitou por segundos e deixou um sorriso fraco transparecer por seu rosto.

- Eu acredito. — Ele disse baixo. — Mas preciso convencer onze pessoas a dizerem a verdade. Tenho teorias confusas sobre tudo isso, mas não posso simplesmente colocar Adam de volta nesse lugar, levando em conta todas essas denúncias uma coisa ficou bem clara. — Ele abaixou ainda mais o volume. — Alguém não quer meu sobrinho nesse lugar. — Pisquei atordoada, então expulsar Adam era uma media de segurança? — Não conte nada a ele, não sei se vocês ainda manterão contato, mas não conte. Tenho medo do que ele possa fazer. — Balancei a cabeça positivamente. — Passar bem, senhorita McSider. — Ele parou pouco depois de uns dois metros. — A propósito as aulas já foram retomadas, e há um prédio novo de dormitórios. Você pode continuar ai se desejar, Adam gostaria que continuasse. Porém, mesmo assim todos os alunos ganharam um quarto, para dividir com um colega. Se eu me lembro bem Rebecca Layons é sua parceira.

Por fim acenei e ele saiu. Ri só de imaginar Rebecca e eu no mesmo quarto, claro ela era uma ótima amiga, mas talvez seria arriscar demais dormir no mesmo quarto que ela e acordar no meio da noite para um convite de menàge a trois.

Para a minha surpresa entrei na cabine no mesmo momento que risos irromperam no lugar.

Tinha uma pequena reunião de amigos acontecendo no chão do pseudo-sala, e ela parecia ter sido suspensa devido a minha repentina aparição no lugar.

-Ruiva de farmácia! — Michael disse sorridente. — Lembrou dos amigos? — Dei de ombros.

- É eu lembrei de Ethan, Rebecca e Amber. — Disse acenando para eles e Michael serrou os olhos e colocou a mão ao peito de modo dramático. Ele iria protestar alguma coisa, mas outra voz falou em seu lugar.

- Então eu passo duas semanas fora e deixo a lista dos amigos? — Algo em meu cérebro reconheceu a voz, um sorriso se abriu em meus lábios e eu me virei em direção ao corredor para olhar nos olhos do garoto.

- Mason?!

- E quem você esperava Náh? Hitler? — Ri e ele veio em minha direção me erguendo centímetros do chão em um abraço esmagador. — Temos muito o que conversar. — Ele fez uma ênfase exagerada no muito ao sussurrar para mim. — E temos que ser rápidos só tenho até amanhã de tarde. — Ri enquanto nos separávamos.

- Ok, agora eu estou definitivamente magoado Mason. A ruiva de farmácia traidora que não me considera um amigo e que nos conhece a mais ou menos três ou quatro meses ganhou mais atenção sua do que eu que te aturo há quase quatro anos.

- Ok Mitch, não vou me envolver na sua relação amorosa com Mason. — Disse me separando do moreno. — Vou jogar minhas coisas lá dentro e tenho uma coisa importante para resolver. — O sorriso saiu de mim no mesmo momento. — Não pretendo demorar. — Disse dessa vez mais para Mason do que para os outros.

Peguei as malas e joguei no quarto de Adam. Tudo parecia do jeito que estava na última vez em que estive lá, precisava ser observador para saber que o quarto passou por uma revista. Também precisava conhecer o Adam o suficiente para saber que ele nunca teria deixado uma de suas gavetas semiabertas, sua cama com ondulações no lençol e um par de tênis jogado pelo quarto.

De qualquer forma ficaria assim, tudo o que eu não tinha nesse momento era tempo.

Logo depois de jogar as malas dentro do quarto sai da cabine sem nem olhar para o pessoal na sala, que me encarava com uma expressão confusa. Eu não era o tipo de garota com problemas sérios para resolver. Mas obviamente não eram todos os dias que um lunático colocava meu irmão no meio dos meus problemas.

Tentei raciocinar com clareza, eu precisava achar Brandon, nem que eu fosse no inferno para isso acontecer.

Era segunda feira, cinco horas da tarde. As aulas obviamente se encerraram meio dia, e de qualquer forma Brandon não frequentava a escola. Então tinha o basquete, os treinos de Adam costumavam ir até as quatro e meia e todas as vezes que ele me obrigou a esperá-lo notei que os garotos levavam em média meia hora para o banho nas caldeiras. Talvez com sorte eu pegaria Brandon na saída do ginásio.

Corri o mais rápido que pude até lá, mas a única coisa que fiz foi dar de cara no ginásio fechado com um bilhete preso a porta.

Treinos suspensos. Para mais informações dirija-se a coordenação.

Fazia sentido, eu deveria ter pensado nisso antes. Ethan estava na cabine e ele não costumava matar os treinos, então seguindo a lógica, Brandon deveria estar também em seu quarto.

Corri refazendo o mesmo caminho que havia feito antes até chegar ao centro do reformatório, era fácil identificar o novo prédio de dormitórios, já que era o único a ter uma tintura nova que se destacava entre a cor mofenta que os outros tinham. Entrei no grande prédio e para a minha sorte — ou não - descobri que havia um novo monitor no lugar. Aproximei-me de sua mesa e li em seu crachá Every Lazer. Era um homem comum, sem porte físico intimidador e fora os seus óculos retangulares eu diria que não existia nada muito intimidador existente nele.

- Eu queria uma informação sobre um interno deste lugar. Hm... Na verdade um amigo. — Comecei com um sorriso falso e o homem ajeitou os óculos.

- O nome, por favor? — Perguntou com uma voz entediada.

- Brandon Stuart. — Ele digitou algo no computador e em segundos tinha a resposta que eu precisava.

- Segundo andar, quarto 201. — Sorri agradecida e corri pelos degraus da escada também agradecendo mentalmente por não serem mais que dois lances.

Caminhei olhando as portas numeradas em ordem decrescente e logo no fim encontrei o que procurava o quarto 200 e o 201. Na verdade a única coisa que me chamou atenção no primeiro foi a ironia dos nomes presos a sua porta.

Rebecca Layons & Natascha McSider.

Já no segundo predominavam o de Brandon Stuart e Scott Kinkad.

Bati na porta tentando controlar minha respiração, não queria deixar transparecer ao Brandon todo o meu desespero.

Scott Kinkad um moreno que havia visto poucas vezes abriu a porta e me olhou de cima a baixo.

- Posso ajudar? — Perguntou sem se importar em abrir mais a porta, a única coisa que eu podia ver era metade de seu corpo e sua cabeça por uma pequena fresta.

- Brandon. — Disse sem me alongar, ele deu algumas piscadas enquanto me olhava e quando eu achei que ele fecharia a porta na minha cara, abriu-a de vez.

- Sua garota chegou Brand. — Havia um misto de zoação e comédia em sua voz. — Vou dar o fora antes que as coisas...esquentem. -Olhei confusa para o garoto e ele saiu ainda com a sombra de um sorriso no rosto.

- Eu estava aqui pensando, quanto tempo demoraria pra você aparecer. — Ele tinha um sorriso quase vencedor no rosto. Se levantou e caminhou até a porta do quarto, encostando-a e para o meu desespero passando a chave logo em seguida.

- Vamos direto ao ponto Brandon. — Disse ríspida e ele deu uma leve gargalhada apoiando as costas na porta e cruzando os braços, enquanto o chaveiro da porta pendia em sua mão.

- Sabe, às vezes eu acho que eu sou louco. Que fazer tudo isso é loucura, mas quando não temos nada a perder, ser louco é uma vantagem. — Ele se desencostou e veio caminhando em minha direção. — Dizem que quando perdemos tudo, tendemos a ganhar mais. E parece que eu estou começando a ganhar. — Ele tinha um sorriso que me causava calafrios. Levou a mão em meu pescoço e passou o dedo por lá enquanto seus olhos se estreitavam em algo. Eu sabia o que era e tive vontade de estrangular Adam. — Parece que se divertiu com aquele cara não foi? — De novo uma gargalhada. — Ele deve saber como se despedir de uma garota.

Dei um passo para trás me afastando de seu toque.

- O que você quer Brandon? — Ele balançou a cabeça negativamente.

- O que você quer? — Disse em uma correção. — Na verdade não me fale, eu já sei. — Ele disse divertido. — Tem mais ou menos essa altura. — Pôs a mão direita em meio ao peito indicando o tamanho. — cabelos castanhos assim como os olhos, fisicamente diferente de você, porém é a copia da sua personalidade. — Meu sangue ferveu.

- Brandon eu acabo com você se algo tiver acontecido com meu irmão. — Ameacei com toda a minha raiva.

- E eu acabo com seu irmão se você não me escutar. — Por mais surpreendente que fosse Stuart tinha um autocontrole dos infernos. Ele mantinha um tom natural de conversa enquanto eu segurava meus hormônios gritantes que estavam loucos para acerta um chute naquele desgraçado. — Me diga, o que me denunciou? O bilhete, o dia da moto, Adam... — Fiquei em silêncio. — Na verdade eu esperava mais de você, eu queria que você me reconhecesse no dia da moto, mas parece que você não consegue ligar sons a imagem, e precisava ver meu rosto além da minha voz. Mas na verdade eu gostei de você não ter me reconhecido, foi bom olhar o misto de medo e pavor nos olhos de Adam, é até engraçado ver como você se tornou o pronto fraco dele, tão rápido.

- Eu não sou o ponto fraco de ninguém. — Disse baixo e ele gargalhou.

- Ele está apaixonado por você. Ele quer você além de todas as coisas. Ele apanhou de mim por causa de você, ele arrumou inimigos por causa de você, ele foi atingido por uma maré de problemas por causa de você. Eu até diria que isso é um pouco de crueldade da sua parte, você reconhece os problemas que causa a ele e mesmo assim não dá o fora. No fundo você sabe que pode só se afastar, você sabe que ele vai terminar essa coisa de aposta no momento em que esfregar na cara dele que não quer mais. Mas você não faz. E sabe por quê? — Ele se aproximou novamente colocando uma mexa do meu cabelo para trás. — Por que você gosta disso Natascha. Você gosta de ter os caras babando nos seus pés. Você gosta de provar que é melhor e que pode impor as regras quando e onde quiser. — Me afastei dele outra vez com cara de nojo e ele abriu ainda mais um sorriso. — Somos praticamente iguais sabia?

-Não ouse repetir isso. — Berrei.

- Acredite eu também não gosto disso, não gosto de ser comparado, porque não gosto de concorrência. Eu era comparado ao Adam o tempo todo. Adam era o dono do pedaço, o cara das regras e de todas as garotas, então você chegou e você na verdade só não se tornou a manda chuva desse lugar junto a mim e a Adam porque você não gosta de holofotes. Essa é nossa diferença anjo. -Quase vomitei com o apelido. — Você distraiu Adam muito bem para eu subir no cargo da comparação. Adam é carta fora do baralho.

- Foi você não foi? Que armou para ele? Você sente inveja, quer tudo o que ele conquistou. Mas sabe de uma coisa? O máximo que você vai conseguir é as garotas que ele comia todas as noites, e talvez a posição de capitão no time de basquete. Se é que você realmente tem competência para ser líder em algum lugar. Fora isso, você não terá mais nada, não terá amigos de verdade, respeito, não terá nem sequer a admiração que ele tinha por ser quem era. Você não passa de um nada, Brandon. — Ele ia aproximar sua mão de mim novamente e eu a afastei-a com um tapa.

- Tão durona. Isso é magnífico. — Disse com naturalidade. — E eu tenho que concordar, talvez eu não ganhe nenhuma dessas coisas, mas você esqueceu de listar outra coisa na minha pequena lista de conquistas...

Seus olhos pareciam chamas, eu diria que ele estava me apavorando ainda mais do que quando tive meu pai hoje cedo me estrangulando no jardim de Adam. Eu estava com medo e tudo o que eu queria era correr. Fugir para longe e não voltar nunca mais.

- ...Você. — Ele completou.

Notas finais
Então lindos KitKat's da minha vida, o que acharam? Só pra esclarecer uma coisa, alguma mente perversa e diabólica ai tá participando de um grupo secretamente organizado de Teans Brandon?

Eu tava pensando aqui, gente a historia já tá partindo para o capitulo 34, e eu não pretendo ir tão mais longe com ela. Na verdade eu já tenho um final bem bolado pra dar pra vocês... e sinceramente eu não sei o que vai ser quando TR acabar. Jesus só deus sabe o quanto eu amo escrever sobre essa maldita ruiva, e criar cada ponto de vista sexy do nosso loiro marrento... mas tudo o que é bom acaba certo? Alias eu posso estar sendo muito iludida, mais eu queria fechar a historia com mil - isso ai MIL- comentários, e vinte recomendações.
Mas como eu sei que vocês são serezinhos audaciosos, e que acima de tudo adoram ver alguém pagando mico, para poder rir da cara desse pobre ser, eu vou usar o poder da Marketing em meu favor... Se batermos a meta dos mil comentários e vinte recomendações até o fim da historia... Euzinha, Danielle, postarei um vídeo com a minha bela imagem -coff, coff. - de agradecimento a cada um dos meus leitores. Isso ai, vão em frente, riam da minha cara o resto da vida u.u

Então o que mais curtiram no capitulo? - CoffMasonCoff.

XxXx