Tengen Toppa Gurren Solvernia
1 Entra a Capitã Starlock
Galáxias, tão bonitas... Elas são uma das coisas mais bonitas do universos. Estrelas são tão numerosas em uma única galáxia quanto grãos de areia numa praia, o que cria um lindo espetáculo para qualquer um ver e admirar, ou pelo menos alguém que tenha acesso a um observatório ou um satélite ou uma espaçonave realmente grande.
A forma em espiral de uma galáxia representa a maneira pela qual as galáxias se movem na vastidão do espaço, onde há apenas escuridão. Ou será que representa algo mais? A luta eterna da vida, sempre fazendo o possível para sobreviver, evoluir e, especialmente, viver. Qual é o propósito de uma vida cujo único objetivo é existir, consumir energia? Onde entram a felicidade, a beleza, a esperança, a fé e o amor? Tem que haver algo além do Além, certo? Estes eram os pensamentos de uma mulher, que já perdeu a inocência há um bom tempo. Entretanto, ela varreu os pensamentos de sua mente quando uma galáxia explodiu bem na frente de sua nave.
- Os escudos estão falhando -, um técnico chamou a atenção para si, digitando furiosamente em seu terminal, — Senhora, a armadura espelho-defletora está se soltando!
A mulher não parecia incomodada.
- Recebemos alguns tiros nos blocos de 566 a 630 — outro avisou, preocupado. A explosão iluminou o local, mostrando a bandeira: uma caveira vermelha, feita de chamas, com óculos escuros em formato da letra V, sobre um pano-de-fundo branco.
- Dano? — ela perguntou, sem preocupações, calmamente andando para a frente da ponte. A mulher tinha um longo cabelo loiro, quase verde-água, e estava vestindo uma capa azulada, com o mesmo símbolo da bandeira atrás. Sob a capa, ela estava vestindo uma camisa sem mangas, que mostrava sua barriga, e suas calças de couro azuis, cortada por linhas vermelhas na lateral. O som do salto de seus sapatos era ouvido em toda a ponte, em contraste com toda a atividade ali.
- Mínimo, mas nosso dispositivo de camuflagem é história!
- Não se preocupe -, ela respondeu; ela estava começando a ficar animada com a ideia de uma grande batalha. Ela andou até seu leal comandante, um homem com um uniforme branco, que não aparentava ser exatamente um humano, que tinha uma boina azul e óculos dourados.
- Qual é o tamanho exato da frota inimiga?
- É tão grande que não cabe nos radares! — uma técnica respondeu, na frente dela, o radar não parava de piscar.
- Então, todas a luzes nos céus são nossas inimigas agora, hein? — ela sorriu, enquanto brincava com um colar dourado, com a forma de uma pequena broca, jogando para cima e para baixo. — Por favor, dêem a eles algo especial. Eles são oponentes valorosos, mas parecem que não tem ideia de quem eu seja. Usaremos o tecido do tempo e do espaço para varrê-los do mapa! — ela se virou para seu comandante e ordenou — Agora!
- Sim, senhora! — o comandante levantou sua mão e ordenou em voz alta — Preparem o Canhão de Turbilhão Espacial! Mirem na Cachoeira Interdimensional mais próxima! — ninguém questionou a ordem, mesmo que alguns técnicos tinham tinham olhares de preocupação em seus olhos. O técnico-chefe ordenou, — Iniciem a colheita de matéria negra! — Um deles ousou murmurar, — Cacetada, eu não gosto pra onde isso está nos levando...
- Gurren Solvernia, HORA DE GIRAR! — ela disse, cruzando os braços de forma confiante, — Quem diabos você acha que eu sou? — ventos levantaram sua capa e seu cabelo fluía de acordo com a brisa, enquanto a espaçonave gigante se transformava, canhões se movimentavam, e a face gigante na proa começava a acumular energia. Finalmente ela disparou, causando uma explosão que cobriu tudo à vista.
TENGEN TOPPA GURREN SOLVERNIA
Esta é a história de uma mulher que ainda está para descobrir o seu destino
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