Tempus Bryllhus - Em outro tempo
1 Capítulo 1: A Poção
Os uivos estavam altos. Dentro da casa havia quatro seres um tanto diferentes. Um cachorro negro enorme, que ficou conhecido por alguns humanos por "O Sinistro", que trazia mal pesares para a vida de quem o via. Isso tudo foi por conta de que em uma noite qualquer, uma mulher o viu andando pelo cemitério do pequeno vilarejo. Mas na verdade, o enorme cachorro estava cortando caminho para voltar a escola.
Um cervo, enorme. Maior que qualquer outro. Tinha chifres pontudos, e muito belos. Seus olhos eram de um castanho ipnotizante, e ele vez ou outra batia seu casco no chão da velha casa, como se quisesse chamar a atenção para conversar.
Ali também havia um animal menor. Um rato, que corria entre as patas do cachorro e do cervo, fazendo um rosnar e o outro bater seu casco com mais força no chão.
E por último, o maior deles. Um lobisomem de tamanho adulto, que corria vez ou outra atrás do pequeno rato. O lobisomem parecia está se dando bem com os animais ali presentes. Vez ou outra, olhava para a lua que parecia dizer seu nome.
E ninguém, absolutamente ninguém suspeita que aqueles quatro seres eram na verdade quatro garotos de dezesseis anos, que estudavam na famosa Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
O enorme cachorro pulou, como se quissese brincar com o lobisomem. Logo que saiu de perto, avistou naquela sala uma tábua estranha, parecia solta. O cachorro latiu duas vezes, mas pareceu ser ignorado e por fim, voltou a controlar o lobisomem ali presente.
A noite passou rápida, e com ela veio o dia. O sol clareou a sala e antes que havia quatro animais ali, agora davam espaço ao grupo de quatro alunos encrenqueiros de Hogwarts. Remus, após sair de sua transfomarção de lobisomem, caiu desacordado no chão.
Sirius se transformou em humano primeiro, e pareceu bastante aliviado. Olhou em volta, vendo Thiago e Peter agora humanos, fitando Remus no chão.
- Que fome. — comentou Peter, se sentando no chão frio da Casa dos Gritos. Nome dado pelos moradores de Hogsmeade, que acham que a casa é mal assombrada.
- Tenho que concordar. — Sirius falou.
- O que tanto você olhava esta noite? — Thiago se dirigiu a Sirius. O Black deu os ombros e andou até a tábua quebrada.
Se ajoelhou e retirou do lugar. Qual foi sua surpresa ao encontrar uma pequena caixa de cor roxa. Sirius tirou o objeto dali e mostrou aos amigos.
- Notei que a tábua estava solta. E olhe o que encontrei. — disse ele com um sorriso maroto.
- Será que está enfeitiçada? — Peter perguntou. Os três agora estavam em volta a caixa, ignorando o lupino desacordado no chão.
- Vamos descobrir. — concluiu Thiago, abrindo a caixa.
Dentro havia um rolo pequeno de pergaminho, que parecia muito antigo. As iniciais "G.W.G" podiam ser vistas. Ignorando isso, Sirius pegou o pergaminho e o abriu curioso.
- Cachorro, o que é isto? — perguntou Thiago. Os três ouviram um resmungo de Remus, que estava para acordar.
Sirius abriu o pergaminho e leu em voz alta para todos ouvirem.
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Criada com o intuito de mudar a vida de muitos. A Poção do Tempo (Tempus Bryllhus) foi feita e testada com aprovação no dia 10 — 06 — 1325, pelo bruxo mais famoso desta época. Segue a lista de ingredientes e a forma como se fazer. Mas cuidado! Muitas coisas ruins podem acontecer se esta poção for usada por pessoas incapacitadas.
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Sirius terminou de ler, com a boca aberta em grande euforia. Thiago estava assim também, e Peter estava com medo, mais ansioso.
- Leia os ingredientes! — Peter falou. Thiago arrancou o papel da mão de Sirius, que protestou, mas foi ignorado.
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Ingredientes:
- Sangue de Unicórnio
- Pelo de lobisomem
- Lascas da árvore tirana e nervosa
- Folhas de amêndoeira, banhada com sangue de seu apanhador
- Um fio de cabelo da pessoa que ama
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Thiago terminou e fez um careta. Eram coisas impossíveis de se encontrar — para os comuns — mais alguns ingredientes ali ele já tinha.
- Lascas da árvore tirana e nervosa? Salgueiro Lutador? — Sirius perguntou.
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Modo de Preparo:
Adicione o sangue de unicórnio ao caldeirão pré-aquecido, com fogo baixo. Triture as lascas da árvore e as jogue junto ao sangue. Misture por dez minutos, até obter a cor verde.
Jogue os pelos de lobisomem, junto ao fio de cabelo da pessoa amada. Lembre-se: Jogue-os juntos, e não separados. A poção deve ficar amarela depois disso. Depois jogue as folhas de amêndoeira, de modo que a poção fique verde novamente. Deixe descansar por quatro meses, de forma que a poção adquira seu estado final, turquesa.
Nota: As folhas de amêndoeira deve ser banhada no sangue do bruxo que quer viajar no tempo. A poção funciona da seguinte forma: Assim que jogares o vidro ao chão, e pensares em um ano, a poção levará o bruxo que banhou o sangue nas folhas para seu descendente mais próximo qus se encontra naquela época, não importa qual local. Se for viajar com companheiros, se concentre em levá-los junto de você.
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Thiago terminou, e puderam ouvir Remus finalmente acordar, artodoado e confuso. O garoto franziu o cenho para a animação de seus companheiros.
- O que vão aprontar? — perguntou com a voz arrastada.
-> Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts
Banheiro da Murta-Que-Geme <-
Remus andava de um lado para o outro. Havia se passado exatos dois dias após o descobrimento do pergaminho misterioso, e ele não conseguiu convencer seus amigos de que aquilo era uma completa loucura.
- Relaxa, caro Aluado. Só vamos testar. — disse Thiago, enquanto finalmente colocou no caldeirão as folhas banhada em seu sangue.
- Ainda não sei porque não pude colocar meu sangue ai. — disse Sirius, carrancudo.
- Porque é mais provavel de eu ter descendentes do que você. — disse Thiago.
- Então? Deu certo? — Peter perguntou. Thiago conferiu e deu um sorriso maroto.
- Verde como o uniforme do Ranhoso. — disse.
- Isso pode causar uma catástrofe! Coisa horrível, inresponsabilidade, brincadeira sem limites! — citava Remus. — Sabe como pode ser terrível descobrirmos que algo de ruim aconteceu conosco? E se estivermos mortos? E se nossos descendentes não existirem no ano que você querem ir? Podemos ficar presos em uma linha do tempo viciosa e...
- Vira está boca de lobo para lá! — Sirius falou. Peter bateu em uma madeira mais próxima três vezes. — Álias...algo me chamou a atenção, em que ano vamos?
- Bom, como eu sou o guia, — disse o Potter de maneira risonha. — eu voto em vinte anos.
- Ora, não! É muito perto. — Peter disse, fazendo uma careta. — Que tal quarenta e cinco? No ano de dois mil e dezenove?
- Olha...posso levar em consideração. — disse Pontas.
- Loucura, maluquice, coisa de bruxos sem nenhuma responsabilidade! — Remus continuou sua lista.
- Ignorando o nerd certinho, quando fica pronta mesmo? — Sirius perguntou de maneira descontraída.
- Quatro meses. — Peter leu no pergaminho. — É melhor esconder isso.
- Hogwarts — Quatro meses mais tarde
Sala de Troféus —
- Sabendo que eu tentei impedir. — Lupin disse.
Eram quase duas da madrugada, Thiago tinha em sua mão um vidrinho, com um líquido turquesa nele. Os quatro jovens estavam em uma pequena rodinha, prontos para a viagem.
Thiago se concentrou, e jurou que pôde sentir a poção borbulhar. Abriu os olhos e estava pronto para jogar o vidrinho no chão, quando a porta se abriu.
- Potter! O que pensa em fazer?! — um furacão ruivo, conhecido como Lilian Evans entrou na sala. Thiago tratou de esconder o vidrinho, e acabou pondo ele em cima de uma mesa qualquer. Atrás da garota vinha seu amigo barra cachorrinho, Severus Snape. Ou como os Marotos o chamam, Ranhoso, Seboso...
- Lírio...o que faz aqui? E com o Ranhoso? — Thiago pergunta.
- É a minha ronda. Está tarde! O que fazem fora da cama? E você, Remus, nunca pensei que faria algo assim. — discursou a garota. Severus deu um meio sorriso.
- Tudo bem, vamos para a cama pessoal. — Sirius falou de maneira inocente, mais foi barrado por Snape.
- O que estão aprontando? — perguntou com um olhar desconfiado.
Derrepente, Peter deu um passo para trás, derrubando algo no chão. Thiago pôde ver a poção caindo em câmera lenta, e Remus e Sirius fizeram um rosto desgostoso. Sentiram um tipo de repuxão, e o grito de Lilian pôde ser ouvido. Severus se sentia enjoado, mais ainda sim xingava todos aqueles idiotas por pensamento. E então tudo pareceu girar, e derrepente os seis alunos cairam na frente de uma casa um tanto conhecida aos olhos deles.
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