Notas iniciais
Olá pessoal, como vocês estão?
Essa é a primeira one shot que escrevo, então perdoem-me se alguma coisa não estiver muito clara. Qualquer coisa me perguntem nos comentários que eu respondo.
Resolvi fazer esse ship em particular porque simplesmente amo/sou casais exóticos hahaha
Espero que vocês gostem. Um beijo ♥

— Não, Davina. Eu não acredito que esta é a forma que deve acontecer – ele falou, sentindo-se profundamente incomodado por estar abordando aquele assunto. Sua voz estava rouca e pesada, refletindo seu desconforto. – Você é uma criança – ele completou, estreitando os olhos e girando-os de um lado para o outro, como se inspecionasse o ambiente.

Mas ninguém apareceria. Eram só ele e ela naquele sótão da igreja, onde há anos ninguém mais frequentava. De fato, já fazia um longo tempo desde toda a guerra causada por Klaus em Nova Orleans.

Davina já não era uma adolescente de 16 anos, mas sim uma mulher de quase 21, característica que passava desapercebida pelo Original. Ele arrependera-se de deixar a cidade devendo um favor a ela.

— Você me fez uma promessa, Elijah. Se Hope sobrevivesse os primeiros anos de vida, estaria em dívida comigo. Eu ajudei a protege-la, sem que Rebekah, Klaus ou Hayley soubessem e agora ela é uma menininha saudável de quase cinco anos – Davina justificou-se, mostrando que não desistiria fácil do que desejava. – E eu não sou criança.

Elijah revirou os olhos e caminhou na direção de uma cadeira de madeira com estofamento em tecido aveludado vinho. Sentou-se lentamente e tornou a olhar Davina nos olhos. Ela tinha se tornado uma mulher bonita, mas ele não conseguia desvincular a imagem de inocência que havia posto sobre ela.

— De todas as coisas que você poderia pedir a um vampiro Original, por que escolheu isto? – a bruxa pode notar que naquele momento, Elijah direcionou seu olhar para a cama.

— Eu poderia fazer uma lista de motivos, Elijah – ela falou, consciente de que não faria uma lista.

Aquela mulher parada a sua frente era um mero reflexo do que Davina fora um dia. Toda a inocência daqueles olhos azuis havia sumido, até mesmo os traços infantis tinham se tornado mais adultos. Ele se levantou e mais rápido do que ela pode ver e registrar aproximou-se.

Não desejava realmente começar alguma coisa daquela maneira, o que ele realmente queria era saber se ela não desistiria.

— Decidiu perder sua virgindade comigo. Como quer que eu comece? – ele perguntou, sussurrando diretamente no ouvido de Davina com uma voz mecânica. Querendo demonstrar o quão ensaiado aquilo poderia se tornar.

— Não desse jeito – ela murmurou timidamente, sem coragem de afastar o corpo do vampiro. Baixou os olhos e a cabeça, encarando fixamente o chão de madeira antiga.

Elijah tinha conseguido mandar seu recado. Ele queria que Davina notasse que o que estava pedindo a ele era demais e que talvez ela não desejasse aquilo. Não realmente. Então ele afastou-se alguns passos, esperando que ela simplesmente dissesse que desistiria de toda aquela ideia maluca e quando ela não o fez, ele sentiu-se frustrado.

Davina usou magia para acender algumas velas, deixando o sótão um pouco mais aquecido e iluminado. Havia um ligeiro toque romântico na luz trêmula das velas. Elijah a acompanhou com os olhos conforme caminhava em direção a um rádio antigo. Ela depositou um CD, mas nenhuma música começou a tocar.

— Se quiser me assustar, vai ter que ser muito mais machão do que isto – ela alertou, sorrindo triunfante em seguida.

Ele não pode evitar exibir um sorriso e soltar um riso baixo. Talvez por não acreditar que aquilo realmente aconteceria.

Ela aproximou-se dele, encurtando a distância com três passos largos e analisou o charme do rosto anguloso do Original. Sentia-se insegura, é claro. Apesar de ser mais velha, a virgindade era um assunto delicado para garotas e mulheres independentemente da idade e ele parecia ser extremamente experiente. Pelo menos idade para isto, ele tem, pensou.

— Por favor, Elijah – ela suplicou. – Não torne as coisas difíceis.

Ele sabia que deveria esquecer-se da Davina do passado para que pudesse dar continuidade ao ato, mas com ela falando daquela maneira era praticamente impossível. Tudo naquela mulher remetia a garota assustada com a magia que um dia fora. Então ele resolveu unir seus lábios e sentir pela primeira vez a textura dos dela, que eram carnudos e macios. Sentiu inicialmente o gosto de cereja quando experimentou acidentalmente o gosto do batom que ela usava, depois pode sentir o hálito fresco dela em sua língua.

Notou, através do beijo, o quão ansiosa e nervosa ela estava. Ouviu uma música instrumental calma e romântica começar a tocar e soube que não teria mais volta.

Hesitantemente, Davina ergueu suas mãos na direção da nuca de Elijah, experimentando a textura de seus cabelos lisos e finos. O beijo dele tinha um gosto leve de sangue, o que a levou a conclusão que ele deveria ter se alimentado antes do encontro, mas não era ruim. De fato, era um beijo suave e tranquilo que não a fazia sentir-se apressada.

Ela sentiu a mão de Elijah passar pesadamente por sua cintura e puxa-la mais para perto, unindo seus corpos de tal forma que ela era capaz de sentir muito mais que o perfume do gel pós barba que ele utilizava. Era algo amadeirado e elegante, que combinava perfeitamente com a personalidade dele.

Ela desceu suas mãos, percorrendo os braços de Elijah, para sentir e conhecer o corpo do Original, sem nenhuma luxuria inicialmente. Ele acariciava seus cabelos com a mão livre de uma forma tão gentil que ela poderia apaixonar-se unicamente por aquele toque.

Foi Davina quem deu o primeiro passo retrógrado em direção a cama, mas apenas o primeiro passo aconteceu. Elijah separou seus lábios dos dela, fazendo com que ela sentisse saudade de seu beijo, e então sussurrou:

— Não se apresse.

— Não estou me apressando – ela se justificou, sentindo-se incapaz de tirar suas mãos do corpo do vampiro.

— Então pare de me puxar em direção a cama – ele gracejou.

— Shh, você está acabando com o clima – ela reclamou e o puxou pela lapela do paletó, para novamente unirem os lábios.

Desta vez, o beijo tornou-se mais intenso. Ela não se preocupava mais com os lugares que a mão de Elijah estava e mal tinha controle sobre as próprias mãos, que desvairadamente desabotoavam o paletó do Original. Davina sentiu seu lábio inferior ser mordiscado e levemente puxado e apreciou tanto aquele gesto que o repetiu, levando Elijah a exibir um sorriso ligeiramente diferente do qual ela havia se habituado.

Ele já não pensava na garotinha Davina. Seus instintos masculinos tinham se sobreposto aquele pensamento. Exibia um sorriso cafajeste conforme sentia a mordida em seu lábio inferior. Ela apertava cada vez mais os dentes, fazendo com que ele sentisse uma pontada ardida em seu lábio e, em seguida o gosto do próprio sangue. Não se importou com a dor ou com o sadismo aparente, seu lábio curou-se no momento seguinte, dando a Davina apenas um segundo ou dois do gosto de seu sangue.

Ele retirou o paletó desabotoado e o deixou cair de maneira desleixada no chão. Tornando a unir seus lábios em seguida. Agora, era ele quem caminhava em direção a cama, de certa forma apressado pelo desejo.

Davina sentiu a madeira bater contra sua panturrilha e hesitou em se deitar. Continuaram beijando-se aos pés da cama, lenta e desejosamente. A bruxa sentia sua intimidade aquecer-se conforme as mãos de Elijah deslizavam cheias de pudor por suas costas e no momento em que os lábios dele tocaram seu pescoço, um arrepio delicioso percorreu sua espinha.

Ele afastou os cabelos castanhos, para que pudesse beijá-la direito e encostou seu lábio lentamente, pressionando-o contra a pele macia da mulher. Tocou-lhe a região com a língua, subindo delicadamente até sua orelha, onde soltou a respiração quente que estivera segurando. Ela encolheu-se inconscientemente, sorrindo para ele e afrouxando o nó de sua gravata, curiosa para revelar o corpo misterioso que Elijah escondia por trás das roupas sociais e, ao mesmo tempo, insegura por estar realmente prestes a entregar sua virgindade a ele.

Ela notou que as mãos do vampiro subiam por suas costas nuas e procuravam ansiosamente pelas alças finas de seu vestido. Não sabia se estava pronta para retirar alguma peça, então se afastou, para que pudesse passar a gravata, agora em laço e começou a desabotoar a camisa de Elijah. Ele aguardou pacientemente, até que ela terminasse e retirasse a peça de roupa.

Elijah continuou de onde havia parado, mal dando tempo para que ela analisasse seu peito nu. Baixou as duas alças do vestido de Davina, revelando seu corpo praticamente nu. Ela não usava sutiã, de modo que seus pequenos seios firmes o surpreenderam.

Ele a deitou na cama, sentindo a tensão no corpo dela tornar-se cada vez mais visível. Beijou suavemente o colo, tomando as coxas nuas em sua mão e sentindo a suavidade de sua pele branca. O cheiro cítrico de seu perfume era agradável ao olfato. Cada detalhe do corpo de Davina o excitava e fazia sua mente desejosa querer apressar o ato. Era necessário todo ímpeto de racionalidade para refreá-lo. Além do mais, havia um desejo secundário por sangue, toda vez que sua mente ousava pensar naquele detalhe, ele sentia seus olhos transformando-se.

Sugou gentilmente o bico dos seios de Davina, ouvindo-a arfar baixo, completamente surpresa e sentindo a rigidez em sua calça pulsar levemente. Sua mão estava ocupada com o outro seio, massageando-o e brincando com o bico intumescido. Seus lábios abandonaram o seio avermelhado e desceram para o abdome magro de Davina, beijando-o desejosamente.

A ela cabia apenas esperar e sentir as deliciosas sensações que as carícias de Elijah proporcionavam. Estava nervosa e insegura, como deveria estar, mas aqueles pensamentos estavam reservados a uma pequena parte de sua mente. Ela sentiu a respiração quente dele em seu baixo ventre e a incerteza de permitir que ele a tocasse tão intimamente gritou em sua mente, mas ela permitiu que o ato continuasse, fechou os olhos para encarar o momento com mais coragem.

Elijah segurou firmemente as laterais da calcinha de Davina e a puxou para baixo, retirando a peça e revelando a intimidade que ele ansiava por ver. Beijou-a naquela região, ouvindo prazerosamente a garota gemer a cada segundo de uma maneira mais audível. Sua língua demonstrava ligeiro conhecimento e experiência, ele sentiu as mãos de Davina puxarem seus cabelos e o corpo dela mexer-se abaixo de seus lábios.

Enquanto concentrava-se em satisfazê-la com os lábios ao redor do clitóris, desabotoou sua calça, retirando-a junto com sua cueca, liberando seu pênis ereto e completamente pronto para o ato.

Ele afastou-se lentamente, observando-a abrir os olhos e o encarar, extremamente corada. Achou que sorrir naquela ocasião não serviria como conforto, então permaneceu onde estava, até que ela sentou-se na cama, observando-o.

Davina olhava com luxúria o corpo belo de Elijah. Tinha a maioria dos músculos definidos e era incrivelmente atraente. Ele ameaçou caminhar em sua direção e posicionar-se entre suas pernas, mas ela o deteve com as mãos em seu peito, abaixando-se um pouco, na direção de seu pênis. Ele não ousou detê-la, então sentiu seus lábios quentes e ligeiramente secos ao redor de seu membro, provando-o com vivacidade. Levou as mãos na cabeça da moça e prendeu seus cabelos, para que não atrapalhassem o ato, sentindo-a cada vez mais úmida e desejando uma segunda umidade, mais quente e apertada, mas aguardou até que ela decidiu ser suficiente.

Deitaram-se juntos, com ele entre as pernas dela. A cabeça de seu membro tocava timidamente a entrada de sua vagina. Ela o envolvia com os braços ao redor do pescoço e sentia o peso do corpo do vampiro sobre o dela.

— Está pronta? – ele perguntou, tendo a educação de importar-se.

— Sim – respondeu ela, num sussurro.

Estava tensa, não sabia o que esperar, mas tudo até o momento havia sido feito de maneira quase perfeita por Elijah, de modo que ela confiava na capacidade daquele homem em satisfazê-la ou o mais próximo disto. Sentia a própria umidade naquela região, mas toda a tensão do momento fazia com que ficasse apertada demais para que ele a penetrasse com facilidade.

Novamente fechou os olhos, deslizando uma das mãos para o final das costas de Elijah, desejando premeditar o momento que ele faria a primeira investida. E então ele o fez, tendo a delicadeza de não insistir de imediato, quando o diâmetro da dilatação não permitiu a entrada de seu membro, apesar da lubrificação.

Ela sentia a pressão exercida pela tentativa e até então não sentiu nenhuma dor. Elijah baixou seu corpo totalmente sobre o de Davina, respirando pesadamente próximo ao pescoço da bruxa. Ouvindo seu coração inseguro acelerar-se quando, mais uma vez, tentou a penetração.

— Tente relaxar... – ele sussurrou, quase em um gemido quando novamente não conseguiu penetrá-la. Davina sentiu o quanto ele necessitava daquilo, gostou da sensação de provocar nele o mais profundo dos desejos e revelar o homem sem pudores que existia por baixo de toda a honra de Elijah.

Lentamente sua lubrificação diminuía, então o vampiro esqueceu-se dos próprios desejos e baixou o corpo novamente na direção da feminilidade, beijando-a com uma voracidade infinita até o momento que ela atingira o ápice. Soube que ocorrera, pois suas pernas fecharam-se debilmente ao redor de sua cabeça, seu corpo estremecera e o gemido agudo escapou por seus lábios. Retomou a posição que estava anteriormente, sabendo que o orgasmo trataria de relaxar alguns músculos. Sentiu as unhas dela arranharem profundamente sua pele quando finalmente a penetrou.

Lentamente inseriu todo o seu comprimento em Davina e esperou. Sabia que era doloroso e não pretendia causar um desconforto maior. O simples fato de manter-se parado dentro dela, úmida e apertada como era, fazia-o desejar o próprio orgasmo.

Ela franziu o cenho quando o sentiu entrar. A ardência causada pela ruptura do hímen foi intensa no primeiro momento e perdurou conforme ele forçava-se para dentro. Desejou parar naquele mesmo instante, não compreendendo o motivo do sexo se tão superestimado e surpreendeu-se quando ele não se mexeu, agradecendo mentalmente por ele respeitar o momento.

— Elijah... – ela não pretendia gemer, mas foi exatamente assim que soou. O vampiro elevou o rosto, que estivera enterrado em seus cabelos. Ele parecia preso em uma dimensão prazerosa. Ver aquilo a instigou um pouco, e só então ela notou que a dor estava passando. Resolveu se arriscar, antes de julgar o ato como ruim. Acenou positivamente para o vampiro, sabendo que ele compreenderia. – Devagar. – completou, com um pedido.

Ela pode sentir a fricção causada pelo recuo de Elijah, agora manteve os olhos abertos e notou cada mudança de expressão, conforme ele fazia os tão conhecidos movimentos vai-e-vem, lentos e completamente sem pressa. Era como se ele também precisasse que fosse daquela maneira. Ainda doía, é claro, mas era suportável e o ver o vampiro morder os lábios inferiores, ver seus olhos tornarem-se avermelhados e depois, voltarem ao normal, por puro prazer, prazer que ela o fazia sentir, causou um torpor delicioso. Davina contagiava-se lentamente pelo prazer que Elijah sentia com o ato.

— Você é tão apertada – ele falou, gemendo e pronunciando com certa ênfase a palavra “tão”. Ela não compreendeu o que ele queria dizer com aquilo, mas soube que era algo como um elogio.

Ele tomou a liberdade de acelerar gradativamente as investidas, fazendo com que ela se concentrasse mais em gemer, por começar a gostar, do que pela ardência que mostrava-se cada vez menor. Elijah fechou os olhos pela primeira vez, cerrando as mãos em punho ao desejar mordê-la e gozar ao mesmo tempo que sugava seu sangue doce.

Davina observou as veias ao redor dos olhos dele aparecerem e tornarem-se cinzentas. Ele abriu a boca para tentar respirar e ela notou o quão aparente seus dentes afiados estavam. Resolveu fechar os olhos e esperar que ele não perdesse o controle de seus instintos, mas no exato momento que o fez, sentiu uma investida forte, rápida e carregada de pressão. Aquela ultima havia proporcionado uma dor considerável, provocando um gemido audível, ela estava prestes a afastá-lo e a pedir para que ele parasse quando sentiu novamente o peso de Elijah desabar sobre seu corpo e sentiu seu membro pulsar dentro de si. Nunca havia sentido aquilo antes, mas soube que havia chegado ao fim. Ele tinha derramado sem sêmen dentro dela e, segundos depois deitou-se ao seu lado.

— Desculpe pelo o que você viu – ele murmurou.

— Está tudo bem – respondeu ela, sentindo um liquido quente escorrer na direção da cama. Quando tornou a olhá-lo, estava novamente com a face humana.

— Machuquei você? – ele perguntou, visivelmente preocupado.

Elijah puxou os cobertores, que estavam sobrados no pé da cama, sobre seu corpo e o de Davina, na esperança de que ela se sentisse um pouco mais à vontade.

— Não mais do que o necessário – respondeu ela, grata por estar coberta. Ele a puxou para perto e novamente, ela sentiu-se grata aninhando-se no peito do vampiro, como jamais imaginou que faria. – Obrigado por manter sua palavra.

— Não foi uma obrigação – ele tornou a gracejar, beijando-a intimamente nos lábios. Ele escondeu uma mecha de cabelo atrás da orelha de Davina e então encarou o teto.

— Sabe que não precisa agir como se fosse meu namorado, não é? – disse ela, fazendo com que um sorriso brotasse nos lábios do Original.

— Como quer que eu me comporte então?

Ela lançou a ele um olhar lascivo, compreendendo a pergunta como uma provocação. Girou seu corpo para cima do dele, tomando o cuidado de encostar seu sexo dolorido no dele. Estava flácido inicialmente, mas assim que o tocou, começou a enrijecer.

— Você me deseja agora e há alguns momentos dizia que eu era uma criança – ela falou, desafiando-o e elevando uma sobrancelha.

Elijah tentou levantar o tronco da cama, mas foi brutamente interrompido pelas mãos de Davina, que forçaram-no a voltar a deitar. Ela roçou os seios nos lábios do Original, sentindo seu pênis completamente duro abaixo de si. Aquilo a deixou levemente excitada, apesar da dor que ainda sentia pela primeira vez, desejou senti-lo novamente, preenchendo-a.

Ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas ela a ocupou de um jeito melhor. Com os seios. Adorava sentir a suave carícia que causava um tipo de cócega excitante, deixando-a úmida exatamente onde ele queria.

Ajeitou o membro dele na direção de sua entrada e baixou-se lentamente, sentindo-o preenchendo-a completamente. Ele levou as mãos na cintura de Davina, ajudando-a a controlar os movimentos, observando com prazer a bruxa entregar-se a ele. Era tão apertada que ele precisava desviar os pensamentos com frequência para não gozar rápido demais, mas aparentemente era isso que ela queria, pois mesmo quando ele diminuía o ritmo, ela não obedecia.

Não aguentou muito tempo naquela provocação deliciosa e novamente explodiu num orgasmo dentro dela, sentindo-a continuara penetração conforme seu membro tornava-se sensível.

Davina tornou a deitar-se ao lado de Elijah, conforme ele ainda apreciava os momentos finais de deleite causados pelo orgasmo.

— É melhor do que eu imaginava – ela confessou, quase inocentemente.

Ele sorriu, de olhos fechados, captando só parcialmente o que ela falava. Sentiu que ela se levantou da cama, mas não foi atrás, sequer abriu as pálpebras.

— Elijah? – ela chamou, retornando a cama.

— Sim?

— Pode fazer mais uma vez aquilo com a boca?

Ele finalmente abriu os olhos, sorrindo de maneira cafajeste na direção de Davina. Sua mão desceu primeiro de encontro ao clitóris intumescido da bruxa e ali fez movimentos circulares até não aguentar-se mais e desejar prova-la mais uma vez.

Era tão doce quanto a inocência recém tirada por ele. Havia saído da cama para lavar-se, soube quando sentiu o cheiro de sabonete. Seus lábios contornaram aquela região, sugando lentamente ao passo que usava sua língua para propiciar ainda mais prazer. Ele adorava ouvi-la sussurrar seu nome nos momentos em que gemer, por si só, não era suficiente. O momento prolongou-se tempo o suficiente para que ela chegasse ao orgasmo. Ele se afastou, limpando o queixo ligeiramente úmido pela excitação de Davina e deixou a cama, conferindo em um relógio que já estavam ali por tempo demais.

— Tenho que ir – ele falou, quase em um lamento, vestindo-se.

— Espera. – ela pediu, levantando-se rapidamente e indo até ele. – Você fez muito mais do que cumprir sua palavra hoje, então eu acho que é digno de minha parte oferecer um agradecimento à altura.

Ela esticou o punho delicado na direção dos lábios de Elijah, que o afastou educadamente.

— Davina você já me agradeceu – ele falou, voltando a vestir junto com as roupas sua formalidade.

— Eu insisto em dar pra você algo muito mais prazeroso do que sexo – ela falou, tornando a oferecer o punho.

Ele aceitou, meio que a contra-gosto. Mordeu o mais delicadamente que pode e sorveu dois pequenos goles do sangue quente e quase fatalmente doce de Davina. Era fácil perder-se na imensidão prazerosa que todo o corpo dela significava.

— Obrigada – agradeceu ele, lambendo os lábios.

— Nos encontramos novamente? – perguntou ela, com um ar malicioso.

— Quando você desejar – respondeu ele, no mesmo tom, beijando-a. Ela sentiu o gosto férreo do próprio sangue e constatou que seu perfume estava impregnado na pele dele, bem como o dele na sua.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!