Temptation.
3 Dia seguinte e confusões.
Notas iniciais
Syo se remexeu no banco do carro e sentiu uma pontada do seu traseiro, o que o fez fechar os olhos e morder os lábios, aproveitando que o sinal estava vermelho, deitou a cabeça no encosto do banco e suspirou. Onde estava com a cabeça para ir para a cama com um completo desconhecido? Que ainda por cima era claramente um criminoso, membro da maior facção criminosa do Japão.
Syo: Eu só posso estar ficando louco...
O Kurusu lembrou-se de como acordou de manhã na cama de Ai.
O loiro estava sem nenhuma peça de roupa, com o corpo marcado por mordidas e chupões e com uma maldita dor no traseiro. E o bluenette, que ainda dormia ao seu lado, também não tinha nenhuma peça de roupa, tendo apenas seu baixo ventre coberto pelo lençol.
Syo pôde observar melhor a bela tatuagem de dragão que ocupava boa parte do seu corpo. Ai era realmente lindo. O chibi se deu conta que estava olhando para o Mikaze a mais tempo do que julgava ser normal. Era melhor ir embora antes que o bluenette acordasse. Syo tentou se levantar da cama, mais foi impedido por Ai, que segurou seu pulso e lhe sorriu cínico.
Ai: Aonde pensa que vai, chibi? Não estava pensando em fugir, estava?
Indagou com o tom de voz provocativo, puxando o corpo do chibi para junto do seu.
O Kurusu assustou-se com o toque do seu celular e pisou bruscamente no freio, quase fazendo com que o carro de trás colidisse com o seu.
?: Você não olha por onde anda pirralho?!! Crianças não deveriam ter carteira de motorista!!
Esbravejou o desconhecido, fazendo o Kurusu ficar vermelho de raiva, mas antes que pudesse devolver a ofensa, o toque do celular chamou sua atenção novamente. O loiro olhou para o visor e viu o nome “Cecil” escrito. O que será que o colega de banda queria uma hora dessas?
Syo: Moshi moshi.
Atendeu o telefone, voltando a dirigir.
Cecil: Finamente!
Falou aliviado do outro lado da linha.
Cecil: Onde se meteu? Estou tentando falar com você a mais de uma hora. Bem, isso não importa agora. Temos um problema.
Disse rapidamente, deixando o loiro curioso.
Syo: Que problema, Cecil?
Indagou dobrando na esquina do quarteirão que levava a casa que ele e o irmão ganharam dos pais.
Cecil: O Kaoru foi preso por dirigir embriagado.
Falou suspirando em seguida.
Syo: O QUE?!!
Gritou freando bruscamente, por sorte não tinha nenhum veículo atrás de si.
...................................
Ridículo!
Aquilo era completamente ridículo!!
Ele, sendo o que era e vindo da família que tinha, ser submetido a passar uma noite na cadeia por um motivo tão patético!!
Kaoru: tsk!!!
Ele chutou com força a grade, provocando um barulho grande.
Tanaka: ooh se acalma aí baixinho!
Um agente penitenciário o fitava cinicamente.
Kaoru: baixinho?!! Você quer mesmo que me acalme sendo que passei uma noite nesse chão duro, frio, numa cela que fede a cachorro molhado e ainda por cima com um idio-…
Ele respirou fundo.
Kaoru: com um agente penitenciário que me chama de “baixinho”?!!!
Ele estava ficando vermelho de raiva.
Camus: se eu fosse você, abaixava sua bola Kaoru.
A voz grave do delegado chamou a atenção dos dois.
Camus: Tanaka, sai.
Ele falou seriamente e o cara saiu com rapidez do lugar.
Kaoru: ligou para o meu irmão??
O olhou suplicante.
Camus: seu irmão resolveu evaporar da terra.
Camus: liguei para o Cecil e disse o que houve com você. Ele falou que ia tentar achar o Syo.
Kaoru sorriu cinicamente.
Kaoru: para o Cecil hein? Que feio Camus. Usar esse mal entendido para voltar a falar com seu idol predileto.
O loiro estreitou o cenho.
Camus: mal entendido? Você bebe como se quisesse entrar em coma alcoólico, vai estupidamente dirigir, bate numa viatura, grita com o policial, o agride e é apenas um mal entendido?
Arqueou a sobrancelha irônico. Kaoru bufou.
Kaoru: não estava nos meus melhores dias.
Disse naturalmente.
Camus: agradeça por eu fazer isso. Poderia simplesmente te deixar 24 horas preso, é o certo a fazer.
Kaoru: ehhh???
Se desesperou.
Kaoru: o delegado que é um “exemplo” para o país e que por traz é um corruptor sem escrúpulos querendo me dizer o que é certo??
Camus sorriu diabolicamente.
Camus: se tratando de pecados, você e eu estaríamos condenados ao inferno antes de morrer.
Kaoru virou a cara.
Camus: quando eles chegarem, eu te aviso.
Virou de costas ao loiro.
Camus: até lá, pode ficar paquerando com esse preso que te come com os olhos.
Kaoru: queria que ele me comesse com outra coisa.
Disse, abrindo um sorriso bem malicioso ao ruivo da outra cela. Camus riu e voltou para sua sala.
.............................
Assim que Cecil fechou a porta do carro, Syo olhou para ele com um olhar inquisitivo.
Syo: me explica melhor, o que diabos aconteceu com o louco do meu irmão?
Cecil respirou fundo antes de passar a explicar o que tinha ouvido de Camus.
Cecil: Parece que ele saiu de um bar completamente bêbado, mas decidiu dirigir assim mesmo. Quando ele estava há uns três ou quatro quarteirões da casa de vocês ele colidiu com uma viatura de polícia.
O loiro arregalou os olhos.
Syo: o Kaoru está bem?
Indagou preocupado.
Cecil: sim, pelo que Camus me disse, o maior prejudicado foi o policial que dirigia o carro...
Syo: ele se machucou com o acidente?
Perguntou temendo a resposta.
Cecil: não, seu irmão que deu um soco nele.
Explicou, rindo em seguida da cara que o loiro fez.
Syo: eu não acredito que aquele imbecil, além de arriscar a própria vida e a de outras pessoas dirigindo bêbado, bateu no policial que dirigia a viatura que ele atingiu. Aquele idiota vai me ouvir!
Falou ligando o motor do carro e indo determinado, pegando o caminho mais curto para a delegacia.
Syo: espera, o Camus ligou pra você pra ajudar o meu irmão, é?
Indagou um tempo depois com um sorriso malicioso nos lábios. Cecil sentiu o rosto corar e Syo riu.
Syo: que altruísta da parte dele.
Os dois seguiram o resto do caminho em silêncio. O Kurusu estacionou o mais próximo possível da delegacia e foi em direção ao local junto com Cecil. Um policial, que já havia sido anteriormente orientado por Camus, os guiou até a sala de Camus. Aijima hesitou por um momento e Syo percebeu. O loiro pensou em dizer que iria sozinho, mas Cecil o antecipou.
Cecil: não se preocupe, está tudo bem. Vamos tirar logo seu irmão daqui.
Falou forçando um sorriso para esconder seu nervosismo. Syo suspirou e entrou na sala de Camus junto com o amigo.
...............................
Camus estava bastante impaciente. Mal esperava a hora de Cecil entrar por aquela porta. Fazia meses que o indiano havia se afastado dele, contra sua vontade, é claro. Cecil era um idol de uma banda em alta nos rankings e ele um delegado que fingia ser a honestidade em pessoa, mas por debaixo dos panos agia a favor dos mais perigosos criminosos japoneses.
Camus: dessa vez não conseguirá escapar.
Um sorriso bastante perverso e malicioso brotou em seus lábios, mas logo ele o desfez a escutar a porta de sua sala ser aberta.
Policial: senhor, os jovens que havia falado, chegaram.
Dito isso, deu passagem para Syo e Cecil entrarem na sala.
Camus: é um prazer reencontra-los. Embora a circunstância não seja uma das melhores.
Disse com um mínimo sorriso e fitou o moreno que não conseguia olha-lo direito.
Syo: Camus! Desculpas pelo meu irmão! Eu vou matar aquele baka!!
Falou irritado.
Camus: bom, você teve sorte dele ter sido trazido pra essa delegacia. Se fosse em outra, seu irmão estaria bem ferrado.
Syo suspirou.
Cecil: ele vai ser solto?
Se pronunciou timidamente e acabou corando pelo olhar intenso que Camus o lançou. O Kurusu observava os dois, reprimindo um sorriso da cena.
Camus: depende.
Syo: depende?
Indagou preocupado. Camus se esticou na cadeira confortável.
Camus: não quer ir falar com seu irmão Syo?
Sugeriu, escondendo a real intenção dele.
Syo: claro!
Camus sorriu.
Camus: Tanaka!
Chamou o agente penitenciário.
Camus: leve o garoto pra falar com o irmão.
Tanaka concordou e guiou o loiro. Antes que Cecil os seguissem, Camus se pronunciou.
Camus: você fica Cecil.
A voz dele saiu firme que arrepiou os pelos do indiano.
Cecil: e-etto… o-obrigado… por ter ligado e…
Camus sorriu de canto.
Camus: pensa que é de graça? Nesses casos é preciso que pague fiança sabia?
Ele se levantou da cadeira e caminhou a passos lentos em direção do Aijima, que recuava.
Cecil: q-quanto custa a fiança?
Perguntou e estava temendo a resposta. Sabia que Camus não fazia nada de graça e seu preço era bem caro. Camus riu malicioso e balançava o seu cassetete de forma bem sensual.
Camus: você realmente não entendeu Cecil?
Ele fez com que Cecil parasse o passo, quando sua costa atingiu a parede. A respiração do menor começava a ficar ofegante.
Camus: a fiança é você.
Apontou a ponta do cassetete no peito do moreno. Cecil arfava com o olhar intenso que recebia de Camus. O loiro o fitava com um sorriso malicioso nos lábios.
Camus: ah Cecil, não tem ideia do quanto eu sinto falta da sua boca me chupando, ou do meu pau entrando em você enquanto você grita por mais...
Falou com a voz sensual, descendo o cassetete pelo peitoral do moreno e pressionando o membro dele por cima da roupa. Cecil gemeu, fazendo o sorriso do delegado aumentar.
Cecil: Camus...
Tentou falar, mas teve seu membro novamente pressionado pelo cassetete.
Cecil: ah...!
Gemeu um pouco mais alto, fechando os olhos e mordendo os lábios em seguida. Camus olhou para o indiano com os olhos repletos de desejo.
Camus: você quer me deixar louco, não é Cecil?
Falou em um tom sério, colando seu corpo ao de Aijima. Cecil olhava para o loiro e via o olhar dominador com que Camus o fitava. Não conseguiu evitar que seu baixo ventre reagisse a isso.
Cecil: "eu sou um maldito masoquista."
Pensou completamente derrotado. Camus percebeu na expressão do maior que ele já estava excitado com as suas investidas. O loiro lambeu os lábios e devorou o indiano com os olhos. Camus puxou o cabelo de Cecil com força, deixando os rostos próximos ao ponto das respirações se misturarem. Cecil soltou um gemido de dor misturado com prazer.
Camus não resistiu e encerrou a distância entre os lábios, logo pedindo passagem com a língua e devorando os lábios do moreno. O idol não resistiu e permitiu que o maior fizesse o que bem entendesse com ele. Sabia que era uma batalha perdida tentar se manter longe dele, Camus sempre dava um jeito de fazê-lo cair em seus braços, e ainda por cima gemendo em sua cama. E nesse rolo complicado, eles já estavam há dois anos. E o pior disso? Era que Cecil o amava. Sim. Amava ao ponto de sofrer horrores quando precisava se manter longe dele e só fazia aquilo porque os dois eram como agua e óleo. Camus era perverso com seus inimigos, corrupto, amigo de criminosos muito perigosos… e jamais seria capaz de amar alguém além dele mesmo.
No começo era só uma atração fatal, puro sexo e desejo. Mas ele, sendo muito estupido, se apaixonou valendo pelo loiro. Apenas nunca confessou ao outro.
Cecil: não!! Para Camus! Por favor…!
Ele empurrou o delegado e foi para o lado oposto do dele.
Camus: Cecil… para com isso.
Sorriu pretencioso.
Camus: você quer isso tanto quanto eu.
Se aproximou do menor sorrateiramente.
Camus: 4 meses… é um inferno sem você na minha cama.
Cecil mordeu o lábio inferior.
Camus: eu quero joga-lo nela, prende-lo com essas algemas que você tanto gosta…
Mostrou a ele o objeto e o moreno quase gemeu.
Camus: e te dar prazer a noite inteira.
Ele puxou o idol pela cintura, o levando contra a mesa que acabou derrubando uns papeis que estavam sob a mesma.
Camus: eu sinto sua falta.
Confessou atacando o pescoço do Cecil que gemeu alto e agarrou sua cabeleira.
Cecil: Ah…! Camus!
Gemeu alto, colocando as pernas em volta do quadril do loiro e o puxando para próximo de si, o que fez com que o membro de ambos se chocassem, arrancando um gemido alto de Cecil e um gemido rouco e sexy de Camus.
O indiano puxou o delegado para outro beijo. As línguas se enroscavam de maneira pervertida. Ambos matavam a saudade de quatro meses.
Camus rapidamente levou as mãos ao membro do indiano por cima da calça e o apertou, percebendo que Cecil já estava completamente duro. Sua situação não estava muito diferente. Sem falar nada, Camus abriu a calça do menor e a abaixou de uma vez junto com a cueca, o que fez Cecil fechar os olhos e jogar a cabeça levemente pra trás. O loiro levou a mão direita em direção ao falo do menor e começou a masturbá-lo de forma intensa. Cecil mordeu os lábios tentando conter os gemidos.
Camus: não contenha-os!
Ordenou autoritário.
Cecil: m-mas… estamos numa delegacia baka!
Ele jogou a cabeça para traz, quando Camus apertou a base do seu membro.
Camus: que se dane! Eu sou o delegado e não devo satisfações a ninguém!
Cecil: mas…!
Ele foi interrompido pelo dedo da mão esquerda que entrou em si.
Cecil: ahh!!
Cecil cerrou os dentes. Aquilo havia doido, ser penetrado assim, sem Camus ao menos preparar um pouco sua entrada antes da invasão. Doeu, mas aquilo foi como um choque de prazer para o corpo do indiano que se perdia em meio a ardência e ao prazer.
Camus: masoquista…
Provocou, mordendo o lábio do menor e depois sugando-o.
Cecil: infeliz…!
Gemeu ao sentir o segundo invadi-lo e juntando-se ao outro, estocando fortemente o menor que já não conseguia mais controlar os sons constrangedores e que eram super sexys e estimulantes para o loiro.
Camus: assim que eu gosto. Gemendo… gemendo bastante…
Ele mordeu o lábio inferior e desceu, abocanhando o membro que estava duríssimo do menor.
Cecil: kami-sama!! Ahh…!!
Ele acabou gritando de prazer. Camus caprichava na sucção e seus dedos alargavam a entrada do idol, batiam em sua próstata o fazendo gemer bastante.
Cecil: ah… Camus!! Por favor…!
Ele implorou carente. Camus sorriu perversamente e parou o oral, retirando seus dedos de dentro de Cecil.
Camus: que fique bem claro, essa é apenas uma pequena “entrada” da fiança. Eu vou querer o resto do pagamento depois…
Os olhos deles ardiam em pura luxuria, deixando Cecil mais excitado. Camus levou as mãos ao zíper da calça, a tirando junto com a boxer e o menor mordeu o lábio inferior ao ver o membro enorme e pulsando, cheio de sangue do loiro.
Cecil: Camus…
Gemeu seu nome, quando o maior o virou de costas para si e fez Cecil apoiar suas mãos na mesa.
Camus: não se limite. Estou com saudade dos seus gritos… então gema o quanto quiser.
Sussurrou rouco em seu ouvido, penetrando-o de uma vez só. Cecil arregalou os olhos e gritou o nome do loiro longamente, entre dor e puro prazer. O maior levou o cassetete para a frente de Cecil e o colocou pressionando o membro do moreno que gemeu alto, sendo penetrado fortemente e o seu pênis ser esfregado pelo objeto que pertencia ao delegado.
Cecil: Ah Camus!!
Gritou rebolando, ficando satisfeito ao ouvir o gemido rouco e nada contido do loiro. Camus mordeu a nuca de Cecil, fazendo o indiano gemer necessitado pela mistura de dor e prazer.
Camus investia forte na entrada do moreno, fazendo com que Cecil gemesse de forma descontrolada. Provavelmente a delegacia inteira já sabia o que os dois faziam trancados naquela sala.
Cecil contraiu sua entrada e ouviu o delegado soltar um gemido que mais parecia um urro. O idol sorriu satisfeito. O loiro aproximou os lábios da orelha do moreno.
Camus: Você quer me provocar, Cecil? Quer ser punido?
Indagava com a voz rouca, lambendo o lóbulo da orelha do menor.
Camus: Ah Cecil, eu vou acabar com você mais tarde, mas agora, temos que ser rápidos!
Falou abandonando o cassetete na mesa a altura da visão do indiano, que olhou interessado para o objeto.
Camus: Não se preocupe, vou usa-lo em você mais tarde...
Disse em tom provocante, segurando o membro do menor e o masturbando no ritmo das estocadas. Cecil jogou a cabeça pra trás e contraiu as paredes internas em volta do membro de Camus e começou a rebolar, passado a gemer ainda mais alto.
Os gemidos de ambos se misturavam na sala, até Camus sentir um liquido quente e viscoso sujar sua mão. Mais duas estocadas e gozou forte dentro de Aijima, que gemeu alto ao sentir seu corpo preenchido pelo prazer do delegado. Camus virou Cecil de frente para si e o fitou com o olhar satisfeito. O delegado levou a mão melada de gozo até os lábios e lambeu de forma sensual.
Camus: Delicioso.
Disse maliciosamente, puxando o indiano para um outro beijo.
Cecil: ah…
Ele ainda estava ofegante e pôs as mãos apoiadas no peito do loiro.
Cecil: você não vale nada Camus!
Disse, fingindo irritação, empurrando o delegado.
Cecil: sabia que isso ia acontecer e por isso me ligou!
Bufou vestindo a cueca e calça. Camus sorriu de canto, fazendo o mesmo.
Camus: está duvidando das minhas intenções Cecil?
Fez uma cara como se estivesse magoado.
Camus: eu só quis ajudar um amigo seu, e como ele não atendia o celular.
Sorriu irônico.
Cecil: como é preocupado com o próximo delegado!
Rebateu no mesmo tom de ironia. Ele ia se afastar, quando Camus puxou seu braço.
Camus: não se faça de santo. Você também sabia o que ia acontecer.
Cecil: o que?!
Camus: poderia ter ficado lá fora… ou nem ter vindo. Apoio emocional ao seu amigo é que não foi.
Cecil mordeu o lábio inferior fixando seus olhos nos azuis provocativos do outro.
Camus: você queria isso. Admita que estava com saudade meu amor.
Murmurou, tocando seus lábios nos do menor que acabou suspirando em contentamento.
Cecil: droga…
Sorriu minimamente.
Cecil: eu tenho que desistir da ideia de me afastar de você.
Camus riu.
Camus: tem mesmo. Você só vai se ver livre de mim, no dia em que eu morrer.
Cecil o fitou seriamente, não gostava de pensar nessa hipótese. Levando em consideração o tipo de gente que o delegado se metia.
Cecil: não fala isso…
Abaixou seu olhar. Camus continuou o observando e sorriu minimamente, logo envolvendo-o num beijo profundo.
........................
Syo chegou bufando em frente à cela em que Kaoru estava preso. Ele viu que o irmão fitava descaradamente o cara da cela ao lado, o que deixou o loiro mais velho ainda mais irritado.
Syo: Kaoru, seu imbecil, o que você tinha na cabeça??!!
Indagou raivoso, fazendo o irmão desviar os olhos do outro preso e lhe dar atenção. O Kurusu mais alto fitou o outro vermelho de raiva e rolou os olhos.
Kaoru: não grita que eu não sou surdo!
Syo cerrou os punhos com o abuso do irmão.
Syo: não grita?! Eu grito o quanto eu quiser e você vai ter que me ouvir!!
Kaoru se irritou com o tom ameaçador do mais velho e levantou-se do banco em que estava sentado.
Kaoru: porra Syo, eu gastei minha única ligação te ligando e deu fora de área! Eu tive que passar a noite aqui por sua culpa! Onde estava afinal de contas??
O Kurusu se lembrou do porque ficar isolado do mundo naquela noite e corou. Seu corpo ainda estava quente nos lugares em que Ai o tocou. Kaoru viu a reação do irmão e arqueou a sobrancelha.
Kaoru: Syo, onde você passou a noite?
Perguntou com tom malicioso. O idol sentiu seu rosto esquentar ainda mais.
Syo: Não interessa onde eu estava! Você ainda vem me culpar por estar aqui? Como eu podia imaginar que o idiota do meu irmão iria dirigir bêbado, colidir numa viatura de policia e agredir um policial??
Kaoru fez um bico irritado e virou a cara.
Kaoru: contratempos.
Syo: contratempos?!! Você é preso e isso foi um contratempo??
Kaoru deu de ombros.
Kaoru: o que seria da vida sem esses momentos emocionantes.
Syo fechou os olhos tentando controlar a vontade de assassinar o irmão.
Syo: eu não vou perder meu tempo com as suas ironias!
Kaoru sorriu.
Kaoru: nee nee não vai mesmo me dizer onde passou a noite nii-san?
O sorriso aumentou apontando para uma marca roxa no pescoço do menor, que corou furiosamente. Syo cobriu a marca com a mão e arregalou os olhos, o que fez Kaoru rir.
Kaoru: Koji estava especialmente selvagem esta noite, não?
O loiro mais velho desviou o olhar. Tal atitude fez o outro loiro ficar levemente surpreso. Pensou em continuar interrogando Syo, mas não era hora e nem lugar.
Kaoru: então o Cecil conseguiu te avisar que eu estava aqui?
Mudou de assunto e percebeu que Syo relaxou.
Syo: sim.
Kaoru: e onde ele está agora?
Syo: ficou na sala do Camus.
O loiro mais alto sorriu pervertido.
Kaoru: parece que a minha fiança foi paga. Me lembre de agradecer o Cecil.
Falou maliciosamente, piscando para o irmão. O idol rodou os olhos. Kaoru não tinha jeito mesmo.
Camus: o seu pesadelo acabou Kaoru.
Os irmãos escutaram a voz do delegado e miraram em sua direção, o mesmo vinha acompanhado por Cecil.
Kaoru: graças a kami!
Levantou as mãos para cima.
Kaoru: se passasse mais uma noite aqui, eu morreria.
Os três presentes reviraram os olhos.
Syo: então procura não bater em nenhuma viatura e nem agredir o policial.
Kaoru cruzou os braços.
Kaoru: nee… eu preciso pagar alguma fiança?
Perguntou, escondendo a malicia das palavras.
Camus: não. Deixemos assim, por hoje.
Kaoru sorriu bem pervertido.
Kaoru: é isso… ou outra pessoa já pagou?
Indagou fitando Cecil.
Syo: Kaoru cala a boca!
Ordenou irritado.
Kaoru: obrigado Cecil. Amigos são pra isso mesmo.
Piscou ao indiano que corou furiosamente.
Camus: deveria parar com a gracinha Kaoru. Se não fosse pelo Cecil, você estaria preso até agora. Já tem 19 anos moleque, procure crescer. Nem sempre irá se safar como dessa vez.
Kaoru o fuzilou com os olhos.
Cecil: C-Camus…
Olhou para o loiro meio perplexo. Syo suspirou.
Kaoru: você não vai falar nada?!
Encarou o irmão.
Syo: você mereceu. Além de ter sido idiota e irresponsável, ainda fica jogando essas piadinhas.
Camus: agradeça você ser irmão do amigo do Cecil, se não eu te deixaria no mínimo 48 horas preso sem direito a fiança.
Kaoru arregalou os olhos.
Camus: Tanaka… pode soltá-lo.
Ordenou ao agente e se afastou deles, mas antes sussurrou algo a Cecil que corou, mas concordou. Tanaka abriu a cela e liberou o loiro, que passou por ele bufando.
Tanaka: de nada, loirinho.
Kaoru: vá se foder.
Falou irritado.
Syo: cala a boca, imbecil! Quer ser preso de novo por desacato??
Kaoru: vai se foder também, Syo. Eu não fico mais nem um minuto aqui!
Falou, cobrindo a cabeça com o capuz do casaco e indo em direção à saída a passos largos. O loiro resmungava e não prestava atenção no caminho. Quando estava prestes a cruzar à saída, esbarrou com força em um desconhecido, que teve que segurá-lo pela cintura, ou Kaoru teria ido direto para o chão.
Kaoru: não olha por onde anda, idiota?!!
Falou rispidamente, levantando o olhar e dando de cara com belos orbes azuis que passaram a fitá-lo intensamente. Kaoru se sentiu incomodado com a intensidade do olhar e empurrou o mais alto sem ao menos pedir desculpas e foi em direção ao carro de Syo que estava estacionado do outro lado da rua. Syo viu aquela cena e pensou em ir pedir desculpas pela falta de educação de seu irmão. Mas mudou de ideia assim que o fitou.
Syo: “ele é tão parecido com ele...”
Pensou sentindo o rosto esquentar. Aijima olhou para o amigo e estranhou a reação dele.
Cecil: você tá bem, Syo?
Syo: sim, vamos logo antes que o Kaoru arranje outro motivo para ser preso.
Antes de sair, Syo ainda pode ouvir o rapaz que esbarrara em seu irmão falando com Tanaka.
?: eu vim falar com o Camus.
Falava com imponência.
Tanaka: vou levá-lo até ele, Kisaragi-san
..............................
Kaoru e Syo vieram em silencio a viagem toda de volta para a casa. Depois de terem deixando Cecil na casa do mesmo, eles seguiram para a deles. Syo tentava ao máximo controlar seu estresse. Mal havia acordado quando o amigo ligou para si, porque o estupido do irmão havia feito merda, mais uma vez. Ele estava morto pela noite que teve, seu corpo estava dolorido e o quadril nem se falava. Ele só queria chegar em casa e se jogar na sua cama, dormir pelas próximas 72 horas e esquecer do mundo inteiro.
Kaoru: espera aí! Você não me respondeu, onde passou a noite?
O irmão falou, antes que o Kurusu subisse as escadas para seu quarto.
Syo: numa delegacia que não foi, eu te garanto.
Disse sarcástico.
Kaoru: e comido é que não fui, isso eu te garanto.
Rebateu debochadamente. Syo sentiu o rosto esquentar, mas mesmo assim se virou para o irmão.
Syo: Kaoru, eu não to com cabeça pra discutir com você. Eu to morto!
Kaoru sorriu e se jogou no sofá enorme.
Kaoru: nem eu que passei uma noite dormindo num chão frio e duro, não estou tão dolorido como você. O Koji tava muito selvagem ontem? Nunca havia te visto assim.
Syo desviou o olhar e intrigou o mais novo.
Kaoru: nee Syo… você dormiu com o Koji ontem não foi?
Perguntou calmo. O Kurusu mais velho suspirou.
Kaoru: não acredito… você traiu seu namorado nii-san!!
Ele ficou em pé no sofá e o olhava em expectativa.
Syo: desce do sofá e fala baixo também!!
Gritou mal humorado.
Kaoru: ohh!! E eu pensando que era o único que corneava os namorados aqui. Deve ter sido alguém muito lindo e bom de cama pra te deixar assim… e ainda por cima te fazer trair o Koji.
Disse rindo.
Syo: não ria idiota! Você está impossível hoje.
Falou irritado e levemente corado.
Kaoru: quanto mau humor, Syo. Eu ia dizer que era falta de sexo, mas não é o seu caso, né?
Indagou com o sorriso malicioso.
Syo: argh!
Bufou irritado, dando as costas para o irmão mais novo e continuando a subir as escadas com um pouco de dificuldade.
Kaoru: eu não acredito. Você não está nem andando direito, nii-san! Você tá mancando mais que o Cecil!
Disse caindo na gargalhada. O chibi cerrou os punhos e respirou fundo.
Syo: Kaoru, se você não calar a boca eu ligo pro Camus e peço pra te deixarem preso lá até amanhã.
Ameaçou o mais novo.
Kaoru: isso não vai dar certo, nii-san. Sei que minha presença nos lugares é desejada por todos, mas sei quando não sou o mais popular... Aposto que ele não troca a “fiança” que foi paga pela minha liberdade por nada, nem pela minha ilustre presença por mais um dia na sua renomada delegacia. Mas pensando bem... Não seria de todo mal voltar pra lá...
Falou de forma convencida e sorrindo malicioso, vendo Syo ficar vermelho de raiva.
Syo: não pense que eu não vi você secando aquele cara que tava na cela do lado da sua. Você nem sabe por que ele estava lá! O cara podia ser um assassino!
Kaoru: bem que ele podia me matar de prazer...
Comentou com um sorriso pervertido nos lábios.
Syo: eu não vou ficar mais aqui ouvindo as idiotices que você está dizendo!
O idol voltou a subir as escadas ignorando a dor no traseiro.
Kaoru: Syo-nii-chan.
Chamou o mais velho como costumava chamá-lo quando eram crianças.
Syo: o que foi, ototou?
Perguntou em um tom calmo, virando-se novamente para Kaoru.
Kaoru: você deveria dar para um bad boy.
Disse “inocentemente”. O outro Kurusu sentiu o rosto corar e virou de costas para o irmão mais novo e entrou no seu quarto batendo a porta com força.
Syo: “um yakuza é bad boy o suficiente para você, Kaoru?!”
Pensou ironicamente, sentindo o coração acelerar ao lembrar de Ai Mikaze.
................................
Ai havia acabado de tomar café e resolveu se sentar no sofá da sua sala, pegando um jornal e começou a folheá-lo sem prestar muita atenção nas noticias.
Sua cabeça rondava ainda na noite que teve com Syo. Um sorriso malicioso veio em seus lábios. Aquele garoto realmente era pra levar qualquer um á loucura. Ele sempre teve a pessoa que quisesse, e muitos já estiveram em sua cama… mas aquele chibi fora diferente dos outros. O prazer, a intensidade, os gemidos… tudo foi fantástico com o idol do Starish.
Flashback on.
Ai acordou, mas demorou um pouco para abrir os olhos. Sentia que era observado pelo loiro que estava ao seu lado. O bluenette ficou alguns minutos fingindo que estava dormindo, até sentir o colchão afundar sinalizando que Syo finalmente decidira parar de olhá-lo e se levantaria da cama. O Mikaze decidiu parar de fingir que estava dormindo, e segurou o pulso do menor e lhe dirigiu um sorriso cínico.
Ai: aonde pensa que vai, chibi? Não estava pensando em fugir, estava?
Indagou em tom de provocação e puxou o corpo de Syo para junto do seu.
Syo: eu não ia fugir...
Disse um pouco nervoso e gemendo de leve ao sentir Ai atacando o seu pescoço.
Ai: que bom, Syo... Porque não pretendo deixá-lo ir embora ainda...
Falou, beijando o loiro em seguida e levando dois dedos a entrada dele e enfiando de uma vez sem dificuldade, já que ainda estava lubrificada pelo seu sêmen. O Kurusu gemeu alto ao sentir sua próstata sendo atingida pelos dedos hábeis do bluenette.
Syo: Ai, por favor. Eu to pronto!
Implorou, não se sentindo satisfeito apenas com aqueles dois dedos em seu interior.
Ai: como é que se pede, chibi?
Sussurrou no ouvido do menor, estocando certeiramente no ponto máximo de prazer do idol.
Syo: me fode!
Ai inverteu as posições e deixou o menor em cima de si. Syo entendeu o recado e sorriu para o bluenette. O Kurusu se levantou e direcionou o pênis de Ai na sua entrada e foi descendo lentamente. Assim que sentiu o membro do maior preenche-lo por completo, soltou um logo gemido. Ai se sentou e apoiou a cintura do menor ajudando-o nos movimentos de sobe e desce.
Os dois voltaram a se beijar de forma necessitada. Syo comprimia o membro intumescido do Mikaze dentro de si, arrancando gemidos roucos do maior. Ai levou uma das mãos ao pênis do loiro e começou a masturbá-lo no mesmo ritmo da penetração.
Ambos sentiam que estavam próximos ao orgasmo. Em uma estocada mais intensa Syo gozou e gemeu alto no ouvido de Ai, que o acompanhou logo em seguida com um rouco gemido ao sentir seu membro intensamente pressionado pelas paredes internas de Syo.
Flashback off.
O sorriso pervertido aumentou na face do Mikaze. Só de lembrar do começo de manhã delicioso que teve, seu baixo ventre latejou no mesmo instante. Syo era viciante demais, ele havia perdido a conta de quantas vezes transaram durante a madrugada. Pegaram no sono, quando literalmente, ambos estavam sem folego algum e apagaram depois de um orgasmo intenso que tiveram ao mesmo tempo.
Ai: comemorei minha entrada na Yakuza de pé direito.
Disse cínico achando graça logo em seguida. Até que ouviu batidas em sua porta e calmamente se levantou para ver quem era.
Ai: já vai! Já vai!
Disse entediado. Ai abriu a porta e deu de cara com Aine que o olhava com uma expressão assassina.
Aine: quem você pensa que é pra descumprir uma ordem direta minha, seu filho da puta?!
Falou apontando a pistola 9mm na testa do Mikaze.
Aine: eu deveria acabar com a sua vida agora mesmo, seu inútil! Ou pelo menos cortar o seu dedo fora por me desobedecer!!
O bluenette mais novo olhava para o seu oyabun com expressão de indiferença. Ele sabia que havia feito besteira, mas não se arrependia da noite maravilhosa que tivera.
Aine: que porra de sorriso é esse, Ai?!
Indagou sentindo o sangue ferver pelo pouco caso que o outro fazia com a situação em que se encontrava.
Ai: me desculpe por desligar o celular ontem a noite, mas eu não esperava que tivesse uma emergência logo no meu primeiro dia como um membro oficial da Yakuza. Você mesmo disse que eu devia comemorar o fato de ter sido aceito na família.
Disse com um sorriso ao lembrar a forma como comemorou sua entrada em um dos clãs pertencentes aos Yamaguchi-Gumi, a maior família da Yakuza.
Aine: mas também disse para você jamais desligar seu celular, seu imbecil!
O Kisaragi foi em direção ao sofá e se sentou, deixando a pistola na mesinha em frente a ele.
Aine: logo ontem decidiram designar uma missão envolvendo o interesse direto do Oyabun-líder.
Ai arregalou os olhos percebendo a seriedade da missão.
Aine: finalmente resolveu levar à sério? Os Sumiyoshi-Rengo fizeram negocio com a Máfia Italiana e planejaram importar um carregamento de drogas experimentais que foram produzidas na Europa. Um de nossos infiltrados descobriu essa informação e desde então estávamos esperando a entrega da mercadoria que estava marcada para a semana que vem. Mas hoje nosso espião ouviu a informação que um membro da Máfia Italiana desembarcaria com uma caixa com amostra das drogas. Nossa missão era interceptar o cara e pegar a droga.
Ai: e você conseguiu concluir a missão?
Perguntou interessado, vendo Aine rodar os olhos.
Aine: é claro que consegui, seu idiota. Mas tive que matar o infeliz e queimar o corpo depois, um contratempo que teria sido evitado se você estivesse comigo, inútil.
O Mikaze suspirou.
Ai: e o que você fez?
Aine: O que você acha? Fui falar com o Camus pra limpar a minha barra. Odeio pedir as coisas para ele desnecessariamente, aquele desgraçado não cobra barato, não é a toa que é chamado de “Conde”
Passou a mão no cabelo irritado.
Aine: por que desligou o celular ontem?
Indagou, mais calmo, encarando o mais novo.
Ai: bom, acho que se disser… você vai descarregar todas essas balas na minha cabeça.
Falou em tom de ironia. Aine suspirou.
Aine: pelo seu sorriso de retardado, deve envolver sexo.
Ai mordeu o lábio inferior cinicamente.
Aine: você tem sorte de eu te considerar um irmão mais novo.
Falou apontando a arma na direção dele. Ai riu.
Ai: que amor nii-san. Também te considero um irmão mais velho.
Ai saiu correndo e rindo da frente do mais velho, quando este ameaçou disparar o gatilho.
.........................
Ranmaru cerrou os olhos com a claridade do sol entrando pela janela do quarto.
Ranmaru: maldito sol…
Resmungou pondo a mão em frente a seus olhos. O albino, depois de mais acostumado, resolveu abri-los de uma vez e logo encontrou o Kotobuki deitado ao seu lado na cama, dormindo serenamente.
Ranmaru: “passei a noite com ele…”
Pensou, fitando o menor. O Kurosaki levou calmamente uma de suas mãos ao rosto do outro e acariciou de leve a bochecha.
Ranmaru: Reiji…
Antes dele falar ou fazer qualquer coisa, escutou o bip de um celular. Ranmaru se levantou da cama com cuidado e procurou o telefone. Depois de ver que não era o seu, procurou o do moreno e constatou que era o dele mesmo que estava tocando. Por curiosidade, o albino acabou apertando na mensagem ao ver que era de um homem.
“Oi Rei-chan! Te vi ontem na balada, mas quando fui atrás de você não o encontrei mais. O que acha de nos encontrarmos pra matar a saudade? Sinto falta dos seus gemidos, beijos.”
O cenho de Ranmaru estava franzido e a mão apertava o celular com força. O Kurosaki respirou fundo e depois deu um sorriso de canto secamente. Reiji sempre seria um infeliz cafajeste. Reiji remexeu na cama e tateou em busca do albino. Ranmaru olhava aquela cena com os olhos estreitos.
Reiji: Ran-Ran...
O moreno gemeu ainda sonolento. O Kotobuki abriu os olhos aos poucos, sentindo dificuldade em razão da claridade do sol que adentrava a janela.
Reiji: Você já acordou? Porque não me chamou, Ran-Ran?
Indagou manhosamente se espreguiçando. O albino o ignorou e deixou o celular de Reiji novamente no lugar em que estava. O moreno sorriu. Ranmaru sempre era mal humorado quando acordava. Mas ele tinha uma ideia de como podia animá-lo.
Reiji: Ran-Ran, porque não volta pra cama?
Perguntou em tom sugestivo.
Ranmaru: eu tenho que ir.
Falou simplesmente. Reiji arregalou os olhos com aquilo.
Reiji: ehhh?? Mas… mas… tá cedo ainda e…
Ranmaru: cedo pra você. Pra mim não.
Falou secamente procurando suas roupas. Reiji ficou o observando se arrumar e mordeu o lábio inferior frustrado.
Reiji: por que está sendo tão seco?? Depois da noite que…
Ranmaru: ah Reiji…
Ele riu ironicamente.
Ranmaru: não estava realmente achando que eu ia passar um dia inteiro com você, como um casal de pombinhos apaixonados achou?
Reiji sentiu seus olhos quererem lacrimejar, mas conseguiu segurar.
Reiji: por que tem sempre que ser tão estupido?!
Perguntou irritado. Ranmaru revirou os olhos.
Ranmaru: se quer sexo, procure outro. Homens é que não te faltam.
Pegou o celular de Reiji e jogou na cama. O Kotobuki pegou o aparelho e foi ler a mensagem que recebeu de um antigo ficante. Ranmaru percebeu o desespero nos olhos de Reiji assim que ele terminou de ler a mensagem.
Reiji: Ran-Ran, eu não o vejo há mais de um ano...!
Tentou se explicar, mas foi interrompido bruscamente pelo albino.
Ranmaru: não estou te pedindo explicações, você não entende que não temos nada?!
Falou friamente. Reiji entrou em pânico. Levantou-se da cama enrolado no lençol e foi em direção ao Kurosaki. Uma lágrima rolou dos olhos do moreno.
Reiji: Ran-Ran, eu juro que eu não saio com ele...
Ranmaru começou a rir.
Ranmaru: você realmente não entende, não é? Você não é nada pra mim Reiji. Nada.
Falou olhando para o moreno com desprezo. O Kurosaki terminou de vestir a calça e colocou a camisa rapidamente e virou-se em direção a porta sem se despedir de Reiji. O Kotobuki em um ato de desespero, segurou a camisa de Ranmaru, fazendo o albino virar em sua direção.
Reiji: não vai Ran-Ran! Não me deixa...!
Implorou desesperado, ajoelhando-se aos pés do albino, que virou o rosto.
Ranmaru: eu não tenho mais nada a fazer aqui.
Ao ouvir essas palavras, Reiji soltou um soluço desesperado e não conseguiu mais conter o choro. Ranmaru cruzou a porta sem olhar para trás. Reiji apertou o aparelho celular com força.
Reiji: RAN-RAN!!
Gritou desesperado, arremessando o celular na porta e vendo o aparelho se espatifar no chão. O moreno abraçou o próprio corpo sem parar de chorar e dizer o nome do amado.
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