Notas iniciais
Esse capítulo vai esclarecer algumas coisas... Eu acho!!! Psico essa fic!!! Adoooooro!!!!

Atualmente.

Eu sou inocente. Será que as pessoas nunca iriam entender isso? Tudo bem que eu era drogada. Era. Engraçado.

Mas o fato de eu estar conversando seriamente com meu advogado não é por eu ser usuário e sim por desconfiarem que um tal homicídio.

Entretanto, isso tudo está rolando desde 2006. Há outro réu e meu advogado quer jogar a culpa toda para ele, é minha única válvula escape.

Foi um choque quando recebi a polícia batendo em minha porta mostrando a folha que dizia “mandado de prisão”. Até que eu fiquei na mesma por alguns dias, descobriram que havia outro metido nessa história e aí me soltaram.

Talvez minha cabeça que estivesse pesada demais por conta dos estúpidos pós. Eu sei, agora eu estou consciente de que isto me faz mal, mas no estado que já me encontro, não é mais possível eu querer melhorar ou alguém me ajudar. Não há mais nada que eu possa fazer, virou meu vicio.

Se eu parasse, a crise de abstinência me mataria.

28 de outubro de 2006

Aonde eu estou? Por que eu dormi? Por que meu nariz está com um odor estranho?

O carro, o cara estranho. Ok. Ele havia me dopado, o que me preocupa é quem fez isso. Afinal, para eu ser dopada era algo realmente fácil de se fazer.

Dever dinheiro, agiota!

Que merda. Eles devem estar me procurando ou já me acharam. Esse caras são perigosos, mais maluca ainda sou eu de ter pego dinheiro com eles.

Tento me espreguiçar. Espera. Por que meu braço... ah não?! Eles não podiam ser menos clichê? Prender uma algema em meu pulso e a outra na barra da cama não seria um tanto quanto original por quem quer que seja.

Bufei.

Qualquer coisa que eles quiserem é só falar, mas para que fazer esse drama todo? Sou apenas aquela mulher comum de qualquer dia em um metrô que deve para agiotas. Eles não devem estar com medo de mim.

“No way!”.

Talvez eu seja uma drogada de um nível mais alto.

Talvez eu seja que nem esses famosos estúpidos.

Talvez eu só queira atenção.

Talvez eu quisesse mexer meu braço esquerdo para ele poder para de formigar.

Talvez eu precise beber.

Ah. Por que eles não acabam logo com isso?

A porta está aberta. O corredor apenas com a luz de algum cômodo invadindo-o. Chegava ser até cômico esse drama todo.

Minhas tentativas de soltar meu braço foram, obviamente, sem sucesso.

A sombra de alguém invade o corredor, chamando minha atenção.

O drama não era legal tanto quanto nos filmes. O frio na barriga vinha com força sob meu corpo. Fazendo minhas pernas descansadas na cama, estremecerem.

15 de junho de 2008

Formada. Eu estou formada!

— E com grande prazer em nome de nossa faculdade, chamamos aqui em cima, para receber seu diploma, Melanie Christina Marcon.

Aplausos e mais aplausos. Para mim? Ou era só por causa de mais um formando? Sei que não há ninguém me esperando quando descer do palco, além de meu orgulhoso professor, Sebastian, que acreditou em mim desde o 4º período.

Sorrindo, tentando não cambalear, com saltos que eu me lembraria não usá-los nunca mais, pelo fato de estar me dando calos no tornozelo.

Me apoio discretamente na mesa, recebendo com prazer meu mais esperado diploma!

Ainda me apoiando na mesa, me me estendem uma caneta, preta com detalhes dourados. Meus olhos brilham e eu tenho certeza disso, mas não é um brilho comum. É um brilho de conquista, de sonho realizado.

Assinando cuidadosamente, termino e sorrio para todos que estavam na mesa. Cumprimento todos eles, que me desejaram parabéns.

Blá, blá, blá. E pronto, Sebastian me encarava com sorriso esperando que eu o cumprimentasse com a mão, esqueço essa formalidade toda e o puxo para um abraço sincero. Esperando que ele retribua, com sucesso.

Sebastian entendia todos os meus problemas na vida. Uma coisa que eu não contava para ele, era o meu vício, mas sinceramente, ele me ajudou a mudar, ele acredita que eu tenho potencial.

Me lembro do meu professor me dizer algo como “Não adianta Deus, ou a ciência dar vida a quem não sabe aproveitá-la” Era como se ele jogasse uma indireta a mim no início.

Comecei a ter aulas com ele em meu 4º período e no 7º eu estava limpa, sem nada, graças a única pessoa que acreditou em mim. Consegui finalizar minha faculdade limpa e sei que não sou só eu quem se orgulha disso.

— Lembra do que eu te disse sobre que não adianta Deus dar vida ao homem se ele não sabe aproveita-la? – Assenti – Está tendo um bom começo, Mel. Parabéns, você sabe que eu me orgulho disso.

— Sebastian, obrigado por tudo, de verdade. Não sei nem como lhe agradecer, terminar, finalizar esse curso, era tudo que eu queria pra mim. – Lágrimas já invadiam minha face.

— Está tudo bem agora, Mel, seja uma maravilhosa profissional. Até a próxima.

— Realmente muito obrigada. Até a próxima, Seba.

Sorrio para ele de uma forma gentil e dolorosa por saber que agora seria eu sozinha, encarando e tentando ajudar o problema dos outros e não mais ele me dando força para continuar.

Solto uma longa respiração pesada. Sabendo que de agora em diante era oficial.

Agora essa jornada seria minha.

Eu quero voltar a ser como antes? Não. De jeito algum. Eu prometi.

Esqueço essa parte de 2006, que realmente foi terrível.

Torço para que quando saio da faculdade eu encontre alguém me parabenizando por concluir um de meus sonhos.

Vejo meus pais, correndo em minha direção. Mas do nada...

Não, era apenas minha imaginação.

Opa.

O que ele está fazendo ai?

Como ele me encontrou depois de anos?

Por quê?

Como ele sabia?

Fernando me encarava com um sorriso.

— Parabéns, sabia que tinha potencial. – Ele me recebeu de braços abertos eu me acolhi, agradecendo por encontrar alguém.

— Mas... Mas como sabia que era hoje? – Indignada olho para a face dele.

— Não esquenta, hoje é o seu dia, vamos comemorar.

— Como pode deixar o complicado ser simples? – Sempre foi assim, desde o dia que o conheci — sem querer — na cozinha, o complicado era simples para aquela criatura indecifrável.

— É você apenas que complica e as coisas complicadas você pouco se lixa.

— Obrigada por vir, não sei o que faria se ninguém... Se ninguém... – Me limito a parar aquela frase por ali, se não precisaria de um balde.

— Calma, está tudo bem agora, para onde você quer ir? Afinal, você é a garota do dia! Faça o que quiser, roube um carro, festas proibidas, pose na playboy...

— Ou, ou, ou, pode parando vamos fazer algo com que nós dois nos divirtamos, senhor certinho! – Ele nunca fizera algo empolgante, não iria mostrar algo que o chocasse da primeira vez.

— Ok, mulher perigosa! Aonde a senhorita pode supor?

— Uma praia. Preciso me sentir livre. Agora eu me sinto como se eu estivesse completando dezoito anos. Estou vulnerável e preciso me sentir livre e depois voltamos para a realidade. Quero acreditar que estou mesmo formada profissionalmente. Por mim você me beliscaria agora para ver se eu estou sonhan... AU! Não literalmente, Fê! – Soltamos algumas gargalhadas.

Até que ele me conduz ao carro dele, para pegarmos estrada para uma praia deserta. Era realmente muito bom sentir esse momento, como se tudo estivesse perfeito, sabe?

O carro dele não era algo chique, era um fusca. O cara tinha dinheiro, mas era o mais humilde de toda a minha vida. Não era do tipo que transbordava dinheiro, mas tinha para poder comprar um carro melhor. Mas realmente, mesmo não parecendo, aquele fusca era confortável, imitando um conversível, era aberto em cima.

Eu estava me sentindo uma completa boba com aquelas sensações invadindo meu coração, minha cabeça e mergulhar de vez em minha alma.

O que eu não conseguia entender era que havia algo insuportavelmente me incomodando, mas aí me lembro de que são aqueles tais saltos ‘que eu nunca usarei novamente, por causa de seu feixe esquisito’.

O tiro rapidamente, percebendo que estamos chegando, pois o carro já estava a estacionar. Antes mesmo de ele puxar o freio de mão, eu já eu fora do carro, esquecendo completamente a porta aberta. Mas eu estava implorando por liberdade.

Nesse momento eu já sei que sou mulher e preciso decidir o meu caminho a seguir.

A vida devia ser tão fácil quanto olhar essas ondas ao pôr do sol.

— É lindo não é, Mel? – Ele disse ofegante, por ter me seguido, correndo. Se jogando ao meu lado, observando como o azul do céu podia combinar tão bem com o azul do mar.

— Acho que agora sou eu sozinha não é, Fê? – O vento batia em meu cabelo, meu vestido pedia piedade por conta da areia molhada, meus olhos brilhavam por causa da intensidade do amarelado profundo do sol.

— Não, Melanie, eu tô contigo! – Ele passou o braço em torno de meus ombros, querendo me confortar. Apesar de ele dizer isso, sei que a luta agora vai ser minha. Preciso que o tempo passe rápido, não dá mais para viver assim.

Notas finais
GENTE, ALTOS PLANOS. SEBASTIAN TEM INFLUENCIA PARA CARALHO NESSA MEL. SPOILER SPOILER NAO LEIA SE NAO GOSTA Talvez Só talvez Aconteça algo com o Seba e a Mel nao aguente e ela fique vulnerável novamente... Mas isso é só talvez... Beijos de luz!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.