Tempos de Reflexão
1 Tempos de Reflexão
Vejo meus dias escapando por entre meus dedos
Vejo minhas noites sumindo por entre os suspiros
Aceitei ver que tudo não passava de uma questão de medos
Vi com outros olhos o que vós chamariam de “rugidos”
A era das trevas em meu coração teve fim
Não mais sinto apertos e decepções
Vi que, entre os meus, não existe ninguém igual a mim
Porém não vivo mais sustentando ilusões
Os fantasmas que compunham uma orquestra fatal
Hoje não mais amedrontam meu sono
Com suas foices e trombetas, uma junção mortal
Fizeram de seus instrumentos, ferramentas de sonhos
Mais ainda sim vejo em cada olhar
Uma forma de despeito furtada
Em sorrisos e comemorações à molhar
Suas gargantas secas em maldades sem lar
Viver a solidão foi meu pior dos meus fantasmas
Focar um sonho, porém sem nenhuma alguém pra compartilhar
O mérito conquistado com minhas armas
Porém sem ninguém para me aplaudir e aclamar
Corrigi meu erro a tempo
Para não mais sofrer em ilusões
Refiz todos os meus laços desfeitos pelos ventos
Para então viver de reflexões
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