Vejo meus dias escapando por entre meus dedos

Vejo minhas noites sumindo por entre os suspiros

Aceitei ver que tudo não passava de uma questão de medos

Vi com outros olhos o que vós chamariam de “rugidos”

A era das trevas em meu coração teve fim

Não mais sinto apertos e decepções

Vi que, entre os meus, não existe ninguém igual a mim

Porém não vivo mais sustentando ilusões

Os fantasmas que compunham uma orquestra fatal

Hoje não mais amedrontam meu sono

Com suas foices e trombetas, uma junção mortal

Fizeram de seus instrumentos, ferramentas de sonhos

Mais ainda sim vejo em cada olhar

Uma forma de despeito furtada

Em sorrisos e comemorações à molhar

Suas gargantas secas em maldades sem lar

Viver a solidão foi meu pior dos meus fantasmas

Focar um sonho, porém sem nenhuma alguém pra compartilhar

O mérito conquistado com minhas armas

Porém sem ninguém para me aplaudir e aclamar

Corrigi meu erro a tempo

Para não mais sofrer em ilusões

Refiz todos os meus laços desfeitos pelos ventos

Para então viver de reflexões

Notas finais
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