Notas iniciais
Oie, mais um capítulo para vocês! Espero que gostem!

Peeta e eu seguimos até o outro vagão do trem, onde tinha uma sala para podermos ficar um pouco sozinhos. Nos sentamos no sofá e eu peguei em sua nuca e comecei a acariciar os cabelos loiros de Peeta com as pontas dos dedos. Seus olhos azuis penetraram nos meus e eu o puxo até encostarmos nossos lábios em um beijo quente e cheio de paixão. Quando de repente Peeta começou a tremer e parou de me beijar.

— O que está acontecendo? — pergunto.

— Saia daqui. Não quero te machucar. — Peeta implorou, enquanto se afastava de mim no sofá e se agarrou em uma almofada. Ele parecia lutar consigo mesmo com todas as suas forças.

— O que está acontecendo?- pergunto novamente, cada vez mais desesperada.

— Saia daqui! — Peeta gritou a todos os pulmões com uma expressão que eu conhecia muito bem, era a mesma de quando ele me odiava e tentou me atacar.

— Eu vou ficar aqui, não vou me mover nem um centímetro até você voltar ao normal.

— Sai daqui, agora!- ele falou de modo ofensivo e autoritário, jogando a almofada para longe.

— Peeta, olha pra mim. — digo isso e ele olha nos meus olhos, mas seus olhos transbordavam fúria- Sou eu a Katniss, que te ama. — Peeta me olhou incrédulo e eu comecei a chorar.

Então resolvo abraça-lo, o que eu me arrependi de ter feito no mesmo segundo. Ele me jogou em direção ao chão e eu acabei batendo a cabeça na ponta da mesa de centro, por sorte a ponta era meio arredondada, mas mesmo assim minha cabeça começou a jorrar sangue. Dois borrões apareceram que eu deduzi serem Haymitch e Effie que provavelmente vieram para ver se estava tudo bem por terem escutado Peeta gritando. Depois disso tudo ficou escuro.

...

Quando acordo a primeira coisa que vislumbro é a Effie sentada na beira da cama de hospital, logo atrás está Haymitch sentado em uma cadeira. Eu olho para todos os lados procurando por Peeta, mas sem nenhum sucesso.

— Que bom que você acordou!- disse Effie assim que eu abri meus olhos com uma cara de alívio.

— O que aconteceu? – pergunto.

— Ah, eu bem que queria saber também. Assim que entramos na sala você desmaiou. Peeta começou a tremer, como se tivesse voltando à realidade e depois de ter um momento de hesitação, ele foi correndo para te socorrer. Colocamos algumas bandagens para parar com o fluxo de sangue da sua cabeça e assim que chegamos no distrito 8, a trouxemos para o novo hospital.

— Onde está Peeta?- falo um pouco impaciente. Eu queria vê-lo agora.

— Ele está na casa da Presidente Paylor.

— Eu preciso ir para lá. Eu ainda tenho que me arrumar para a festa de hoje de noite, não posso ficar aqui.- digo pronta para me levantar da cama, ignorando o latejar da minha cabeça. Eu uso a festa como desculpa para ir o mais rápido possível para a casa da Paylor, mesmo porque a essas alturas eu já não me importava mais com a tal inauguração, eu só queria ver o Peeta.

— Você vai ficar aqui por enquanto. Você pode até estar praticamente curada, mas precisa de descanso e sossego. — Effie fala como uma mãe zelosa.

— Aliás, a inauguração do hospital foi adiada para amanhã, apesar de que você já ter meio que inaugurado o hospital. — Haymitch diz sarcasticamente.

— Mas eu preciso ver o Peeta. — digo me debatendo com os lençóis que me envolviam.

Haymitch aperta um botão que está perto da maca onde estou deitada e eu mesmo sem entender a utilidade daquele botão, continuei a me debater com os lençóis que mais pareciam com uma camisa de força. Então vejo uma mulher passando pela porta da sala em que me encontro. A mulher vestia roupas brancas e estava com o cabelo preso. Uma enfermeira, pensei. Ela atravessa a sala na minha direção e quando chega perto de mim, tira do bolso do seu avental uma seringa e antes que eu pudesse ter alguma reação, injeta-a em mim. Eu sei muito bem o que é. Eu me lembro muito bem dessa sensação. Morfina. Sinto- me como se eu tivesse sendo desligada aos poucos. Mais uma vez a escuridão me atinge.

...

— Isso foi desnecessário!- foram as primeiras palavras que digo depois de acordar com Haymitch ao pé da minha cama. Falo me referindo à morfina.

— Nós dois sabemos que foi sim necessário. — replicou Haymitch. — Você não ia parar até conseguir o que queria. Agora, você já está suficientemente recuperada e poderá ir para a casa de Paylor. Mas sinto que preciso te pedir para pegar leve com o Peeta, ele ficou realmente chocado com o que fez.

— Você sabe o que aconteceu?- pergunto.

— Peeta precisava desabafar. E cá entre nós, eu já tinha uma ideia do que havia acontecido quando entrei naquela sala e te vi sangrando.

— Eu não o culpo pelo o que aconteceu... Eu não estou braba com ele.

— A questão não é o fato de você estar braba ou não com ele e sim como ele está brabo consigo mesmo.

— Eu realmente preciso falar com ele.

— Ninguém te impedirá de falar com ele. Apenas não force a barra se ele não quiser fazê-lo.

— Tudo bem. — sussurro tentando não pensar naquela possibilidade.

Effie entra na sala carregando uma bolsa e um sorriso no rosto.

— Eu trouxe roupas e algumas outras coisinhas para dar vida nesse seu rostinho bonito. Você está um pouco pálida e precisa de um banho urgente. — Effie diz me alcançando uma das roupas que eu trouxe para a viajem- A porta à direita no fim do corredor é um banheiro, tome um banho para que eu possa te ajudar a dar um up nesse look hospitalar, te garanto que você vai chegar arrasando na casa da Presidente Paylor. – ela me entrega um nécessaire e uma tolha de banho- Ah, já ia me esquecer! Você já pode tirar as bandagens da sua cabeça, você já está curada e não sofrerá nenhuma sequela segundo os médicos.

— Obrigada, Effie. — ela responde acenando com a cabeça.

Eu sigo as instruções de Effie para chegar até um pequeno banheiro. Retiro delicadamente as bandagens da minha cabeça e hesito em tocar no local da batida, mas ao tocar levemente com as pontas dos meus dedos percebo que não sinto mais nenhum resquício de dor. Depois de pronta me sinto com as energias renovadas.

De volta à sala que eu estava antes, Effie começa a desembaraçar meus cabelos e coloca um creme com aroma de baunilha que me lembram do quanto eu estou com fome, tento não me concentrar no cheiro. O resultado do creme são cabelos macios, brilhosos e levemente ondulados.

— Graças à nova tecnologia capilar podemos fazer milagres com apenas um creme!- Effie diz empolgada. Eu não sei se isso foi um elogio ou não, então apenas sorrio apenas com o canto dos lábios para não magoá-la.

— Podemos ir agora?- pergunto tentando não parecer zangada, pois acho toda essa ‘produção’ desnecessária.

— Acalme-se, já estamos terminando. Eu só preciso deixar você com uma cara mais viva. – ela fala enquanto passa blush nas minhas bochechas.

— Pronto! — Effie diz sorridente, me olhando de baixo pra cima.

Notas finais
Gostou? Então mande reviews para que eu continue postando novos capítulos!

Obs.: Se eu tiver mais de 5 reviews, eu posto até quarta-feira o próximo capítulo! (isso é uma boa oportunidade para que meus leitores fantasminhas apareçam e digam um olá)
Obs.2: Viram os novos pôsters de Em Chamas?