Temporits Actis

34 Capitulo 34:Ultima ratio rerum


Na sala da ampulheta...

Pontos olhava distraidamente para o selo bem acima da fortaleza.

— “Falta pouco.” – pensou. – está na hora da luta final. Não vamos perder mais tempo.

— Concordo. – Saga tomou a frente. – Explosão Galáctica!

— Relâmpago de Plasma!

— Circulo das seis existências!

Atacaram em conjunto, suas energias juntaram-se partindo em direção a Pontos.

— Sempre tão previsíveis... – esticou o braço para parar o ataque.

— Assim como você!

Pontos olhou para o lado deparando-se com Sísifo.

— Impulso de luz Quiron!

O deus recebeu os quatro ataques, houve uma grande explosão.

— Conseguimos? – indagou o sagitariano parando perto deles.

— Não. – respondeu Saga com olhar fixo onde Pontos estava.

— Realmente previsíveis.

Pontos apareceu em meio a cortina de poeira.

— Eu esperava... – parou de falar, ao ver o selo escurecer. – foi derrotado... – balançou a cabeça negativamente. – de novo...

Shaka e os demais sentiram o cosmo de Kárdia sumir.

— Kárdia... – murmurou o sagitariano.

— Vamos atacar novamente. – disse Shaka.

Novamente os quatro uniram suas forças, contudo Pontos conseguiu pará-lo.

— Estão me cansando.

O deus elevou seu cosmo disparando uma grande quantidade de energia contra eles.

— Ohm! – gritou Shaka criando uma barreira para protegê-los.

— Não vai adiantar!

Pontos intensificou o ataque e devido a esse aumento, mais o machucado Shaka não agüentou, os quatro foram atingidos.

— Hahaha! Os cavaleiros de Atena são patéticos!

— Acha mesmo?

Voltaram a atenção para onde ouviram a voz. Era Kanon, na companhia de Manigold, Deuteros, Dohko, Shion e Cid que haviam se encontrado no meio do caminho. O grupo foi ate onde Sísifo e os outros estavam.

— Você esta bem Saga? – Kanon o ajudou a levantar.

— Sim. Cadê o Albafica e o Mu?

— Estão vindo.

— Sísifo. – Dohko o ajudou.

— É bom vê-lo. – sorriu. – suponho que Kamus e Shura.

— Não se preocupe com eles.

— Realmente é um milagre estarem vivos. – disse Pontos sorrindo. – pensei que não durariam tanto.

Nas demais salas....

Logo após Mu cair desacordado, foi a vez de Albafica. Kamus encostou em uma parede para apoiar o corpo, mas acabou perdendo os sentidos. Shura sentou ao seu lado, mas também foi acometido do mesmo mal. Miro tentou retirar Dégel, mas não conseguiu. Numa tentativa de manter o aquariano aquecido, depositou sua mão na testa dele, transmitindo seu cosmo para ele, entretanto acabou desmaiando devido ao esforço.

Sala da ampulheta...

— Pontos seu maldito. – Mani cerrou o punho. – vai pagar por tudo.

— Dez cavaleiros de ouro contra um deus. Que interessante.

— Você vai ver do que somos capazes. – Dohko deu um passo. – pagará por todas as mortes.

— Estou cansado dessa fala.

Pontos ergueu a Megas, seu cosmo aumentou chegando a grande proporções.

— Teleos Oracle!

Seu cosmo explodiu encobrindo todo o salão. Shion e Shaka tentaram proteger a todos através da barreira e da parede de cristal, contudo já debilitados por causa da batalha receberam o impacto. Os dez foram ao chão.

— A Era dos cavaleiros chegou ao fim! – gargalhou. – é começo do meu reinado!

Pontos fitava os dez homens no chão.

— Em meio a tantos problemas acabei esquecendo do meu prisioneiro. – disse em tom de brincadeira. – mas antes...preciso recuperar a outra Megas.

— Não se dê ao trabalho.

— Ora... – o deus sorriu. – pensei que estivesse morto.

— Tenho minhas habilidades.

— Onde está a Megas?

— Digamos... – a passos lentos, Kárdia aproximou de Pontos, mas não parou perto dele, seguindo para perto dos outros cavaleiros. – houve um contratempo e ela foi destruída.

— Como?

— Isto que ouviu. A única Megas é essa que está na tua mão e que é minha por direito.

— Teu senso de humor me assusta. – gargalhou. – achas que eu a entregaria nas mãos de um mortal?

Kárdia não disse nada apenas sorriu.

Saga aos poucos acordava, seguido por Cid, Shion e os demais.

— Vocês estão bem? – indagou Deuteros.

— Estamos. – Manigold levantou. – o que...

O canceriano parou de falar, Aioria e os demais que o fitava voltaram o olhar para onde ele olhava.

— Kár-dia? – exclamou Shura.

— Temos companhia. – disse o escorpião olhando de solaio para os cavaleiros.

— Tome. – Pontos lançou a Megas em direção a Kárdia. – acabe com eles.

Shion e Cid ficaram receosos não sabiam se aquele era Kárdia ou Chronos.

— Obrigado. – Kárdia a pegou sorrindo que depois se transformou numa risada. – estúpido.

— Como? – Pontos arqueou a sobrancelha. – como se atreve?

— Meu caro Pontos.... – Kárdia olhava para a arma. – meu caro ser insignificante... – seu olhar ficou vil. – achas mesmo que foi esperto o suficiente em enganar Chronos?

— Cuidado com que falas mortal. – disse ríspido. – não passas de um capacho cumpridor de ordens. E agora faça o seu serviço, destrua esses cavaleiros.

— Destruir? – olhou irônico para o grupo.

— Kárdia... – murmurou Manigold.

— Não é o Kárdia. – disse Cid. – é Chronos.

— COMO?! – exclamaram os cavaleiros mais Pontos.

— Hahaha... – Kárdia gargalhou. – que comece o espetáculo.

Ele ergueu a Megas, o selo brilhou intensamente, o cosmo que já era grandioso ficou ainda mais.

— Esse cosmo... – Pontos recuou. – não é possível...

— Arkhein Phainomenon!

Chronos não deu chance para qualquer reação disparando seu ataque contra Pontos que foi atingido em cheio batendo contra a ampulheta.

— Como.... – o deus levantou, um pouco ferido. – Kárdia não conseguiria usar esse poder...

— Isso mesmo Pontos. – disse Chronos. – esse mortal não tem esse poder.

— Kárdia o que esta fazendo? – indagou Dohko.

— Conte a eles grande mestre. – o titã olhou para Shion.

— O que está na nossa frente é o deus do tempo...

— Impossível! – Pontos gritou. – eu mesmo o selei!

— Selou uma parte do meu poder. Foi muito ingênuo ao achar que poderia me enganar Pontos. Te direi como fiz.

Chronos contou a ele seu plano.

— Maldito. – Pontos cerrou o punho. – como ousou?

— Seu deus asqueroso, — Chronos apontou-lhe a Megas. – enganaste-me daquela vez e ainda tentaste de novo? Alem disso levou quatro dos meus titãs a morte. Tua punição não terá fim.

— Não penses que pode me vencer! Teu cosmo é insignificante perto do meu. Vou eliminá-lo desse mundo e ficarei tudo!

Os cosmos dos dois deuses explodiram, com o impacto os cavaleiros foram lançados.

— O poder deles não tem fim... – Kanon protegia os olhos.

— O que faremos Saga? – indagou Deuteros.

O geminiano ficou calado. Se não bastasse Pontos, agora tinha quem enfrentar Chronos.

O impacto de uma explosão impediu que Saga respondesse. Pontos e Chronos começaram uma luta entre si. Apesar de contar com um grande poder, Pontos estava perdendo. Sem a Megas e com Chronos contando com a arma, mais o selo, não agüentaria por muito tempo.

— “Chronos maldito, não te perdoarei por ter me enganado. – pensou. – vou selá-lo e ficarás preso no corpo desse mortal.”

— E então Pontos? Percebeste a diferença do nosso poder? Tu não passas de um deus de categoria inferior.

— Não me subestime. – começou a aumentar seu cosmo. – será tu a perder.

— Teu tempo acabou. Psammos Adamas!

O Theos Sama brilhou intensamente. O cosmo de Chronos expandiu de tal maneira que parte das paredes ruíram.

— Cuidado! – gritou Cid.

— Tempestade Oceânica! – gritou Pontos.

Relutou ao maximo em usar esse golpe, mas diante da ameaça de aniquilação não teve escolha. Usaria todo o seu cosmo e acabaria com Chronos.

As duas energias se chocaram no meio.

— Não tem fim... – murmurou Shaka.

A vitoria já estava ganha para Chronos.

— Háháhá! É seu fim Pontos!

Chronos foi realizar um movimento, quando teve um súbito mal estar. Na hora foi de joelhos ao chão levando a mão ao peito.

— O que... – sentiu o coração bater disparado.

— “O coração de Kárdia...” – pensou Sísifo.

Devido a esse mal súbito a energia de Chronos recuou drasticamente, temendo ser atingido pelo ataque de Pontos, ele ergueu a Megas e partiu o golpe em dois.

— O que foi Chronos? – a expressão do deus do mar era de deboche. – o corpo que escolheste não está agüentando?

— Maldito cavaleiro... – murmurou baixo.

— É deplorável. Se diz um grande deus, mas habita um corpo defeituoso. – escorando numa parede levantou. — Vou acabar com essa vergonha para ti. – a energia do deus elevou.

— Não zombe de mim! – gritou com fúria levantando, contudo foi ao chão, não pela dor no coração, mas... – pare Chronos. Humano insolente como ousas? Não permitirei que brinque com o meu corpo.Eu assumo o controle agora. Silencio!

Os cavaleiros acompanhavam o dialogo.

— Kárdia ainda esta vivo. – disse Aioria.

— “Se for assim... – pensou Shaka. – temos uma chance.”

— Chega humano estúpido! – Chronos ficou de pé. — Teu corpo me pertence!

Pontos sorriu, era a chance que precisava para acabar com o deus do tempo.

— Kárdia!

O grito chamou a atenção de todos.

— Dégel... – murmurou o escorpião.

Era o cavaleiro de Aquário juntamente com Mu, Kamus, Miro, Albafica e Shura. O grupo uniu-se aos demais.

— Vocês estão bem? – Dohko suspirou aliviado.

— Sim. – disse Dégel. – temos que parar Chronos.

— Morra Chronos! Tempestade Oceânica!

— Kárdia! – gritaram os cavaleiros.

Houve um grande clarão que subiu ate os céus cegando-os.

Pontos sorriu dando a vitoria como certa.

— Kárdia! – gritou Miro. – Kárdia!

Aos poucos a luz foi dissipando, Pontos ate imaginava o corpo do mortal no chão, completamente estraçalhado, contudo...

De joelhos, apoiado na foice, Kárdia respirava com dificuldade.

— Foi por pouco... – deu um meio sorriso.

— Como? – Pontos recuou assustado.

— Odeio quando brincam comigo. – a expressão do escorpião endureceu. – não vou perdoá-los por isso.

— Kárdia... – Dégel deu um passo.

— Não se aproxime. Ainda não tenho o controle sobre Chronos.

— Miserável... – Pontos cerrou o punho. – humano miserável! Vou eliminá-lo! – o cosmo aumentou.

— Aproveitem agora! – gritou o escorpião. – usem a Atena Exclamation nele!

Não perderam tempo, talvez aquela fosse a única forma de derrotá-lo. Rapidamente Sísifo, Shion e Kanon tomaram posição.

— Vamos distraí-lo. – disse Aioria. – Relâmpago de Plasma!

— Explosão Galáctica! – gritou Deuteros.

— Hecatombe de Espírito. – disse Manigold.

— Não brinquem comigo!

Sem qualquer problema Pontos parou os três ataques, contudo...

— ATENA EXCLAMATION!

A junção do poder dos três cavaleiros partiu em direção a Pontos.

— Não podem me vencer!

Lançando todo seu poder Pontos disparou contra eles. Houve uma grande explosão quando os ataques se chocaram. O golpe dos cavaleiros apesar de forte recuava perante a energia do titã.

— A Atena Exclamation está recuando? – Mani não acreditava.

— Não vou permitir... – Kárdia respirava com dificuldade. Com a mão no peito levantou. – vou usar seu poder Chronos. – a unha cresceu. – Antares Incandescente!

Um fino raio vermelho partiu da mão direita do cavaleiro, penetrou a energia da “Atena Exclamation” e...

Pontos deu um passo para trás, olhando para si viu um pequeno orifício na altura do peito.

— Não é possível... — recuou um passo, começando a sentir o corpo dormente. — eu ser derrotado por esses humanos...
— Desapareça de uma vez Pontos! — Shion aumentou a intensidade de seu cosmo.
A "Atena Exclamation" o atingiu em cheio, uma torre de luz subiu ate os céus, cegando-os por alguns segundos. Kárdia foi de joelhos ao chão, sorria.
Aos poucos Sísifo, Kanon e Shion desfaziam a formação.
— Conseguimos...? — indagou Mani, não sentindo o cosmo do titã.
— Sim. — disse Shaka. — eliminamos Pontos.
Respiraram aliviados, agora tudo estava a salvo... pelo menos era o que eles pensavam...
Kárdia ainda de joelhos, respirava ofegante, com todo o esforço que tinha feito seu coração batia de forma descompassada, suava devido ao calor que seu corpo estava.
— Kárdia...
O escorpião ergueu o olhar.
— Nerd... — sorriu.
— Você esta bem? — tocou no ombro dele.
— Estou... desculpe os transtornos...
— Típico.
O cavaleiro abriu a boca para dizer algo mas calou-se, o rosto tornou-se tenso.
— Kárdia o que foi?
— Afaste-se Dégel... — o empurrou, levando em seguida a mão ao peito.
— É seu coração? Eu...
— Saia de perto de mim!
O escorpião abaixou o rosto, o suor escorria pela face. O aquariano o fitava preocupado, com tanto esforço certamente era a dor que sentia. Foi para tocá-lo, mas recuou diante do surgimento de um terceiro cosmo. Era grandioso, agressivo e maldoso. Saga e os outros tomaram posições.
— Afaste-se dele Dégel! É Chronos! — gritou Cid.
O aquariano recuou.


— Magnífico! — riu. — não poderia ter sido melhor... o fim de Pontos pelas mãos dos defensores de Athena.

— Kárdia...

— Teu esforço de me manter preso naquele gelo fracassou cavaleiro de Aquário. – Chronos o fitou.

— Chronos, Pontos já foi derrotado, deixe o corpo de Kárdia. – disse Aioria.

— Continuas com um grande senso de humor Aioria.

— Chronos... – Miro cerrou o punho.

— Agora que Pontos foi morto posso iniciar meu reinado. Teleos Oracle!

O cosmo do deus elevou-se de tal maneira que jogou todos os cavaleiros no chão.

— O que faremos? – indagou Mani. – esse sujeito vai acabar conosco.

— Talvez se nós nos unirmos... – disse Albafica.

— Mas e o Kárdia? – perguntou Mu. – se fizermos algo ele...

Silenciaram, precisavam parar o titã, mas sem que algo acontecesse ao escorpião.

— Servos de Atena...agora irão presenciar o nascimento de uma nova Era. A Era que o deus tempo dominará tudo e todos!

Chronos ergueu sua foice, a arma reagiu com o selo que brilhou intensamente, a ampulheta começou a trincar e a areia concentrada nela escapava por entre as trincas unindo ao selo.

O selo parou de brilhar, o que os deixou apreensivos, segundo depois ele voltou a cintilar emitindo um estrondoso barulho. A fortaleza começou a ruir.

— Cuidado! – gritou Shura.

— É um novo mundo que se inicia agora! O primeiro lugar a ser destruído será o santuário!

O Theos Sema continuou a ressoar, mas também começou a aumentar de tamanho...

Santuário...

Da porta do templo Hakurei e as meninas olhavam para o local onde estava o selo.

— Que barulho é esse? – indagou Lithos.

Hakurei não disse nada, apenas observava o selo que antes estava concentrado num ponto alastrar-se e a medida que isso acontecia toda superfície abaixo dele era destruída.

— Entrem imediatamente! – gritou.

— Senhor Hakurei? – Áurea o fitou.

A marca crescia rapidamente e minutos depois alcançou os limites do santuário. O que tinha restado da vila estava sendo destruído. A terra começou a tremer.

— O que está acontecendo? – Selinsa tentava se manter de pé.

— Que cosmo é esse? – Lara olhava na direção da fortaleza. – é tão grandioso e assustador...

Casa de Touro...

— O que... – Aldebaran sentia o chão tremer.

— O que está acontecendo? Por que o selo chegou ate aqui? – o taurino do passado olhava para o selo.

— Hasgard, e os moradores?

— Vamos levá-los para um local seguro.

Fortaleza....

Os cavaleiros tentavam se manter de pé.

— Temos que pará-lo. – disse Deuteros.

Shaka que fitava o deus havia pensado numa maneira.

— Vamos selá-lo. – disse.

— Como?! – exclamaram assustados.

— Selá-lo? Mas como Shaka? – indagou Kamus.

— Eu ouvi bem? – Chronos o fitou. – pensas em me selar? Háháhá! – gargalhou. – quanta pretensão!

— Shaka... – Saga aproximou. – no que está pensando?

— Deixe-me dizer algo cavaleiro de Virgem. – Chronos abaixou a Megas. – daquela vez teve sorte em selar Gaia, porque ela não tinha despertado completamente, alem de sua alma estar em seu corpo original, agora... – sorriu cinicamente. – tenho minha alma desperta e este corpo. – tocou o próprio peito. – vais matar esse cavaleiro?

Dégel fitou o virginiano na hora.

— Ele tem razão Shaka. – disse Mu. – não há como sem matar Kárdia.

— Há um meio.

Tanto Mu quanto os demais, incluindo Chronos, ficaram surpresos.

— Não apenas vou selá-lo Chronos. – apontou o dedo para ele. – como também vou salvar Kárdia.

— Como...?

Santuário....

Os tremores continuavam, algumas paredes já estavam caídas.

— Marin, leve as meninas para dentro.

— Sim.

A amazona deu um passo, mas parou. Ela, Lara, Selinsa e Hakurei sentiram um cosmo vindo de dentro do templo.

— Esse cosmo.... – murmurou a amazona de Taça.

Hakurei rapidamente entrou no templo, aquele cosmo não era inimigo, mas era muito forte. Sendo guiado pela sensação atingiu as salas que ficavam numa área restrita. Sem qualquer pudor, abriu uma das portas bruscamente.

— Por Atena...

Murmurou ao ver um dos objetos vindo do futuro desaparecer.

Fortaleza...

— Perdestes a razão cavaleiro? – Chronos sorriu. – sela-me?

— Com tua própria criação.

Shaka devolveu o sorriso o que incomodou o deus. O cavaleiro juntou as mãos para em seguida separá-las lentamente. A medida que fazia isso um objeto surgia...

— Não é possível! – exclamou Saga.

— Por que estás com isso? – Chronos ficou preocupado.

— Mas aquilo... – Sísifo fitava curioso o objeto nas mãos do indiano. – é a adaga dourada.

— Isso mesmo. – disse Shaka. – o objeto que dera a Saga há quatorze anos.

— E vais me matar com isto? – o deus gargalhou. – não pensei que foste tão ingênuo.

Os cavaleiros ficaram calados, de certa forma Chronos tinha razão, não havia uma maneira de selá-lo sem matar Kárdia.

— Shaka. – Kamus aproximou. – no que está pensando?

— Confie em mim. – o fitou para depois olhar na direção de dos dois arianos. Por cosmo, Shaka fez um pedido a eles. Eles não entenderam, mas acataram.

— Muito bem cavaleiro, é louvável tua atitude, mas devo dizer que será tudo inútil. – voltou a erguer a foice. – primeiro vou destruir o santuário.

Com uma leve elevação de cosmo, o selo começou a brilhar e novamente os tremores voltaram. No santuário, as construções iam abaixo.

— O que quer que vá fazer faça agora Shaka. – disse Kanon, tentando ficar de pé.

— Vou destrui-los junto com esta fortaleza. Psammos Adamas!

O cosmo do deus explodiu, formando uma grande bola de energia, sem duvidas aquele seria o ataque final.

— Cavaleiros! – ordenou Sísifo, disparando sua flecha.

— Excalibur!

— Ondas do inferno!

— Cólera do dragão!

Os quatro ataques uniram-se, Dégel era o único que continuava parado olhando para Kárdia/Chronos não era possível que havia perdido o amigo e que seu destino fosse morrer nas mãos dos próprios companheiros.

— Shaka. – Saga o fitou. – Shaka.

O virginiano ficou calado, esperava o momento certo e ele havia chegado. Os ataques dos cavaleiros acertaram em cheio a bola de energia de Chronos, contudo não tinha sido suficiente, acabando sendo absorvidos. O ataque do deus dirigia-se para todos, Chronos certo da vitória abaixara a guarda.

— “Agora...”

Shaka de posse da adaga mirou-a na direção de Chronos e usando toda força a lançou.

O objeto partiu em grande velocidade e sem qualquer problema passou pela bola de energia de Chronos. Distraído o deus não percebeu o objeto aproximando...

— O que...

Recuou um passo, olhou para si vendo a adaga no peito. O ataque se desfez na hora.

— Kár-dia?!! – Dégel recuou assustado.

Os cavaleiros olhavam incrédulo para adaga no peito do cavaleiro de Escorpião.

— Maldito... – Chronos soltou a Megas. – como ousastes?

— Shaka... – Aioria o fitou surpreso. – você...

— Não hesitou em matar um companheiro... – o deus sorriu. – é a vitória acima de tudo?

— Ainda não percebeu? – Shaka sorriu.

— Como...?

O deus recuou mais um passo indo de joelhos ao chão. Seu corpo queimava.

— Que calor é esse....? Está me queimando por dentro... o meu cosmo... Ahhhhhh! — o titã soltou um grito de dor, o corpo estava cada vez mais quente e pior sentia o cosmo de Kárdia. — o que fizeste comigo? – respirava ofegante.

— Vamos Kárdia reaja. – disse o indiano.

— O que?! – exclamaram os cavaleiros.

— Na batalha contra Hades, — iniciou. – o sangue de Atena tocou o corpo de Shun. O cosmo de Andrômeda antes adormecido despertou e expulsou a alma de Hades.

Kamus e os dourados lembraram dessa passagem.

— Então... – murmurou Shura.

— Pontos usou a adaga para matar Atena portando foi impregnada com o sangue dela.

Interrompendo-os Chronos soltou um grande grito, seu cosmo queimava ao redor contudo mudava de cor, ora negro ora dourado, a cor de seus cabelos também mudava entre o negro e o azul.

— Kárdia você tem o poder de expulsar a alma de Chronos. Faça-o agora!

— NÃO!!!!!!!!! – Chronos contorcia de dor. – não vou sair!

O cosmo de Kárdia começou a aumentar e a adaga a emitir um leve cosmo...

— “Será que... – Saga estava surpreso. – não é apenas o sangue... a adaga também contem o cosmo de Atena...”

— NÃO!!!!

Uma sombra negra saia do corpo de Kárdia.

— Não posso ser derrotado assim! – a voz oscilava. – não posso! – tirou a adaga do peito.

— Mu, Shion! – Shaka gritou.

Ainda meio impressionados, os dois arianos fizeram o que Shaka havia pedido, minutos atrás. Usando a telecinese Shion pegou a Megas Depranon e Mu a adaga dourada entregando ao virginiano.

Shaka uniu os dois objetos e elevou seu cosmo.

— Como este corpo pode me rejeitar? Ah!!!!!!!!

— Assim como o cosmo de Shun reagiu com de Atena, o cosmo de Kárdia fez o mesmo. Volte a dormir Chronos!

Ele elevou ainda mais seu cosmo, aos poucos a alma de Chronos foi abandonando o corpo do escorpião e dirigindo-se para a Megas Depranon. O Theos Sama brilhava e apagava.

— EU SOU O DEUS DO TEMPO! NÃO POSSO SER DERROTADO ASSIM!

Shaka mantinha-se firme, quando selou Gaia quase perdeu a vida e agora se arriscava novamente, com o cosmo debilitado não poderia agüentar por muito tempo.

A alma negra de Chronos ainda tentou permanecer no corpo do cavaleiro, mas o cosmo dele envolvia-o completamente. As madeixas negras deram lugar as azuis...

— Não!!!!!!!!!

A alma havia deixado o corpo indo diretamente para a Megas Depranon... o selo desapareceu na hora... a sala ficou num profundo silencio... Shaka soltou os objetos indo ao chão.

— Shaka! – Miro aproximou. – Shaka! Shaka!

— Shaka. – Dohko e Shion agacharam perto dele.

Levou alguns minutos ate o virginiano abrir os olhos.

— Você conseguiu Shaka. – disse Albafica.

— Parece que sim... – sentia o corpo fraco e se pudesse ficaria naquela posição por um bom tempo.

Do outro lado da sala....

Dégel, que tinha ido ate o escorpião, o fitava anestesiado.

— Kár-dia... – a voz tremeu. – Kárdia!

O grito alertou a todos que imediatamente foram ate ele.

— Kárdia. – Mani agachou. – acorda Kárdia. Kárdia. – insistiu. – ele esta morto?

— Não... – disse Albafica. – mas precisa de cuidados.

Dégel o pegou nos braços, Mu amparou Shaka, passando no andar superior Aioria pegou Regulus, Manigold seu mestre, Shura pegou Mask, Deuteros pegou Asmita, Miro carregou Afrodite.

Saga de pé no meio da sala, olhava a Megas e a adaga no chão.

— Qual o problema? – indagou Kanon.

— Tantas mortes nessa batalha... e pensar que tudo começou com essa adaga. –abaixou pegando-a.

— Felizmente Chronos está preso. – Kanon pegou a Megas. – teremos paz.

— As custas de muito sangue. De uma forma ou de outra tudo isso é culpa minha Kanon. – o fitou. – minha existência... seria muito melhor se eu não existisse.

— Não diz isso nem de brincadeira. Agora vamos, Kárdia precisa de cuidados.

A fortaleza, outrora majestosa, não passava de ruínas... com o desaparecimento do selo, os tremores no santuário cessaram... o dever estava cumprido, mas as custas de muitas lagrimas...

Aldebaran, Hasgard e Athina subiam as pressas pelas doze casas, ganhando a entrada do templo de Atena.

— Senhor Hakurei! – gritou o taurino do passado. – Selinsa!

— Áurea! Lithos! – Deba olhava ao redor.

— Estamos aqui.

O grupo saiu em meio às ruínas.

— Senhor Hasgard. – Selinsa o abraçou.

— Está tudo bem agora. – brincou com os cabelos.

— Eles conseguiram. – disse Aldebaran. – derrotaram Pontos e os titãs.

— Eu não tinha duvidas disso. – disse Marin, pensando em Asmita. – agora teremos paz.

Não demorou para o grupo chegar ao santuário. Na porta do templo a ansiedade era muita. Estavam sentados no que havia restado das escadas.

— Eles chegaram. – disse Hasgard levantando.

Os primeiros a aparecerem foram Cid, Kanon, Dohko e Shion. Áurea segurou as lagrimas, Shion estava muito ferido, mas estava vivo. Lara deu um leve sorriso, como havia rezado para que Kanon voltasse em segurança. Em seguida apareceram Shaka, Mu, Saga e Albafica. Selinsa controlou-se para não sair correndo até o virginiano. Athina suspirou aliviada ao ver o pisciano. Sísifo e Kamus eram os próximos. Lithos abriu o sorriso ao ver o marido. Marin aflita procurava pelo virginiano.

Os rostos aliviados foram dando lugar as expressões incrédulas. Manigold surgiu trazendo o corpo de Sage, Miro o de Afrodite, Aioria o de Regulus, Shura o de Mask, Dégel o de Kárdia e Deuteros de Asmita.

Marin empalideceu ao ver o cavaleiro no colo do geminiano.

— Asmita?!

Sem se importar correu ate ele. Sem conseguir olhar para a amazona, Deuteros o deitou no chão.

— O que aconteceu?

— Eu sinto muito Marin.

Os olhos da amazona voltaram imediatamente para o virginiano. Olhou o seu corpo, ele estava ferido, mas o orifício no peito a fez perder o chão...

— Não...

Cid a fitava com pesar, se pudesse queria evitar aquele sofrimento a ela.

Hakurei não tirou os olhos de Manigold que por sua vez não conseguia encará-lo.

— Manigold...

— Senhor Hakurei... – fez uma pausa, não conseguia dizer.

O cavaleiro de Altar não precisou de mais palavras para entender.

— Tudo bem... – disse frio.

O canceriano ainda de rosto baixo depositou o corpo de seu mestre no chão.

Athina olhava Afrodite no colo de Miro.

— Gustavv.... – os olhos encheram de água – Miro ele não...

— Sinto muito Athina.

Aldebaran assistia a tudo pasmo, não acreditava em tantas mortes. Fitou Mask no colo de Shura.

— Regulus! – o grito de Lithos quebrou o silencio. – Regulus acorda! Aioria o que aconteceu??

O grego não conseguia falar.

— Infelizmente Lithos... – Sísifo calou-se.

— Não... – a grega começou a chorar. – ele não... Regulus... – abraçou Sísifo chorando. – não é justo...

Lara trazia os olhos rasos, não imaginava que tantas vidas seriam perdidas. Olhou para Kárdia nos braços de Dégel.

— Kárdia....

— Está vivo. – disse o aquariano. – inconsciente, mas vivo.

Saga acompanhava a cena... tantas vidas foram tiradas... fitou a adaga na sua mão.

— “Tudo por ambição...” – cerrou o punho. – “tome isso Saga...”— tais palavras vieram-lhe na mente. – o ikhor de Céos!

Lembrou-se do pequeno frasco que Céos o havia dado.

— Será que...

— O que foi Saga? – Kanon o fitou sem entender.

— Céos me deu um pouco de seu ikhor antes de morrer. – dizia caminhando ate Asmita. – ele disse que poderia salva-los. – ajoelhou ao lado de Asmita. — com licença Marin.

— O que vai fazer...

Ele não respondeu, forçou um pouco objeto para que surgisse um orifício. Deixou duas gotas do sangue do titã cair sobre o ferimento de Asmita. Todos passaram a acompanhar a cena. Marin arregalou os olhos ao ver o ferimento fechar.

— Asmita...

Aos poucos o virginiano se mexia.

— Asmita.

O cavaleiro inclinou um pouco o rosto.

— Oi...

— Por Atena... – a japonesa levou as mãos ao rosto. – Asmita... – não segurou as lagrimas. – Asmita. – não se importando o abraçou.

Ele correspondeu ao gesto.

— Voltei.

Cid sorriu.

Saga foi ate Sage e fez o mesmo processo. Aos poucos o grande mestre despertava.

— Haku-rei?

— Seja bem vindo. – o cavaleiro trazia os olhos rasos.

O próximo a receber o ikhor foi Mask.

— Onde estou? – o canceriano sentou. – eu não...

— Em casa Mask, em casa. – disse um sorridente brasileiro.

Athina observava atentamente Saga derramar o liquido na ferida de Afrodite, abriu um sorriso ao vê-lo despertando.

— Gustavv.

— Athi-na?

— Por Atena. – o abraçou.

Albafica não se importou com o gesto, estava feliz pelo companheiro está vivo.

O penúltimo a receber o sangue foi Regulus. O garoto abriu os olhos.

— Regulus! – Lithos deu um grito e o abraçou. – tive tanto medo...

— Lithos... – estava vermelho.

Aioria e Sísifo sorriam.

Dégel deitou Kárdia no chão para que ele recebesse o sangue. Saga deixou cair duas gotas sobre o ferimento do peito. A expectativa era grande, contudo...

— Kárdia. – o aquariano o chamou. – Kárdia.

Saga fitava sem entender, porque Kárdia não acordava? Ele estava vivo, sentia perfeitamente as batidas do coração, então era apenas ele acordar.

— Kárdia. – o chamou.

Sem resultado, o escorpião não abriu os olhos.

— Talvez esteja apenas dormindo. – disse Miro. – é melhor ele descansar.

— Antes... – Shaka tomou a palavra. – talvez não seja a hora, mas vocês devem saber de algo.

— Como derrotou Chronos? – indagou Kanon.

— CHRONOS?!? – indagaram quem não sabia da historia.

— Sim.

Saga contou sobre a batalha.

— Então no fim, o próprio deus do tempo estava por trás de tudo. – disse Sage.

— Sim.

— E como o selou? – indagou Asmita.

— Na luta contra Hades, através do contado do sangue de Atena no corpo do cavaleiro de Andrômeda fez com o espírito do deus abandonasse o corpo. Pensei que poderia acontecer o mesmo com Chronos e usando a adaga que Pontos trouxe do futuro tudo que fiz foi fazer o mesmo. Também usei o sangue para selá-lo na Megas.

Kanon que estava de posse dela a entregou para Sage.

— Para o lugar onde nunca deveria ter saído.

— O mérito é de Kárdia. – disse o indiano. – diversas vezes conseguiu assumir o controle de seu corpo. O cosmo dele é surpreendente.

Olharam para o escorpião deitado no chão.

— Foi uma tentativa que deu certo.

— Ainda bem que deu. – disse Lara.

— Mas não era isso que queria dizer. – Shaka voltou a falar. – para por um ponto final nisso precisam saber o que aconteceu no futuro.

— Como assim Shaka? – indagou Afrodite. – o que...

— Eles precisam saber de tudo Gustavv. Do surgimento dessa adaga ate o momento em que Chronos nos mandou para cá.

Os dourados ficaram em silencio, revelar aquilo poderia...

— Estou de acordo. – Saga tomou a palavra. – a verdade tem que ser dita.

— Mas Saga... – murmurou Mask.

— Que verdade é essa? – Dohko os fitava sem entender.

— As cenas que Pontos mostrou. – disse Kamus. – elas são verdadeiras.

— Isso não importa. – disse Regulus. – o importante é que agora teremos paz.

— É importante Regulus. – Saga estava determinado em contar tudo. – o surgimento da adaga é a origem de tudo.

— Tem haver com a minha morte? – indagou Shion. – Pontos mencionou.

— O que ele disse? – Saga o encarou.

— Que o cavaleiro de gêmeos me matou.

— Como?? – os cavaleiros ficaram assustados.

— Morte? – Manigold voltou a atenção para Shion. – do que estão falando?

— Prestem atenção nisso.

Shaka elevou seu cosmo... diante do grupo do passado algumas imagens começaram a se formar...

... Saga e Kanon discutindo e a prisão do futuro dragão marinho no cabo Shounion... a morte de Ares... Shion... Aiolos... a batalha contra os titãs... terminando com a destruição do muro das lamentações...

Quando as imagens terminaram de ser mostradas, o silencio imperou no local. Deuteros, que já sabia da historia, encarava os dois geminianos, num misto de pena e inveja. Pena por eles terem caído na ambição, assim como seu irmão e inveja por eles terem reconhecido seus erros e estarem juntos. Como queria que Aspros estivesse ao seu lado. Manigold e Albafica não acreditavam nos atos que seus companheiros de signo haviam feito.

— Isso tudo é verdade? – indagou Manigold perplexo. – você matou o grande mestre? O Shion?

— Sim. – Saga soltou um longo suspiro. – fiz atos condenáveis.

Shion o fitava sem saber o que dizer. Quando soube que era o grande mestre, não acreditou, mas vendo aquelas imagens, principalmente na guerra de Hades...

Dohko estava surpreso, não imaginava que ele também chegaria ao futuro.

— Nossos passados não são louváveis. – disse Shaka referindo-se, a ele, Kanon, Saga, MM, Afrodite, Kamus e Shura.

— Mas no fim salvaram Atena. – disse Regulus. – quem não comete erros?

O grupo olhou impressionado para o pequeno leonino.

— Regulus... – murmurou Saga surpreso.

— Como disse o importante é que estamos em paz. Se erraram e arrependeram pelo que fizeram está tudo bem.

Sísifo sorriu diante do comentário do sobrinho. Ele estava crescendo.

— Regulus está certo. – disse Sage. – são fatos transcorridos, o importante é o agora.

— Além do mais, o futuro já foi alterado mesmo. – Dohko deu nos ombros. – mas... – o rosto ficou pensativo. – se passou tantos anos por que eu não envelheci?

— Não queira saber mais do que o necessário Dohko. – brincou Hakurei.

— Era só curiosidade...

Começaram a rir.

— Nós precisamos de um descanso, Kárdia ficará em escorpião e...

— ZEUS! – berrou Miro.

— O que foi idiota? – MM deu um pedala nele, pois tinha se assustado.

— O prisioneiro.

Shion, Dégel e Cid arregalaram os olhos.

— Que prisioneiro? – indagou Asmita.

— Chronos mencionou que Pontos havia trago uma pessoa para o passado.

— O que?!? – exclamaram.

— Pontos trouxe mais alguém? – Shaka não acreditou.

— Parece que é uma criança. – disse Cid. – e que era mantida presa na fortaleza.

— A fortaleza!

Lembraram que ela tinha desmoronado.

— Hasgard e Aldebaran vão para a fortaleza. – ordenou Sage. – procurem em todos os lugares.

— Sim. – disseram os dois.

— Não será preciso.

Todos arregalaram os olhos atordoados, um cosmo começou a emanar entre eles...

— Não é possível.... – murmurou Albafica paralisado.

— Não pode ser... – Shion trazia a expressão perplexa.

— Por que a surpresa?

Voltaram a atenção para onde o tal cosmo concentrava. Usando a Ars Magna, mas bastante ferido e sangrando, Pontos surgiu diante deles.

— Humanos miseráveis... – a expressão era fria.

— Co-mo? – indagou Kanon, passando a frente de Lara.

— Acharam mesmo que Chronos teria poder para me derrotar? – deu um passo lentamente, pois seu estado era critico.

— Pontos... – Dohko cerrou o punho.

— Pelo visto Céos presenteou-os com seu ikhor. – olhou para Asmita. – estão vivos.

— Dessa vez vou cuidar para que não volte. – disse Cid.

— Nós lutaremos com ele. – Hasgard e Aldebaran passaram a frente.

Pontos os ignorou passando a fitar o cavaleiro de Escorpião deitado pouco a frente. Primeiro sorriu para depois começar a gargalhar.

— Qual é a graça? – Shura estava temeroso.

— Mesmo usando o ikhor de Céos, Kárdia vai continuar nesse estado... ele jamais vai acordar. Háháhá!

— O que disse? – Dégel o fitou. – por quê?

— Ele foi ferido com uma arma titânica. Não sei como não morreu. – gargalhou.

— Kárdia... – Miro o fitou.

— Não deveriam se preocupar com isso, e sim com vosso futuro.

Ao lado do deus apareceu uma criança com o rosto encapuzado, ela estava ferida.

— “O prisioneiro.” – pensou Sage. – Pontos solte-o.

— Não estão curiosos para saber de quem se trata?

Ficaram calados, com um sorriso no rosto, Pontos retirou o capuz do garoto.

Levaram um susto. Era um menino de no maximo oito anos, os cabelos azuis batiam nos ombros, os olhos eram verdes.

Kanon recuou assustado, piscou algumas vezes antes de voltar a atenção para Saga. Fitou o irmão igualmente surpreso. Voltou o olhar para criança, sem duvida era...

— Saga...?

— Como?! – exclamaram os demais cavaleiros.

O garoto ao ter o nome pronunciado fitou o grupo, mas parou o olhar no homem que vestia a armadura de dragão marinho.

— “Se parece com o papai, mas...” – fitou os olhos. – Kanon...? – a voz saiu bastante infantil.

Kanon arregalou os olhos, a voz.... a voz...

— Saga...

Saga, adulto, fitou o irmão para em seguida olhar a criança. Sem duvidas era ele mesmo quando era menino.

Shaka e os outros também chegaram a mesma conclusão.

— Kanon, me ajude.- Saga, criança, se rebatia.

— Pontos solte o meu irmão!

— Soltarei... – sorriu.

— Qual o seu propósito? – indagou Kamus.

— Pensei que não perguntariam. É o meu trunfo. Antes de vir para o passado, voltei alguns anos e peguei esse pequeno ser. – o titã acariciou o rosto do menino. – o matador de deuses, a razão de estarmos aqui hoje. Tudo se deve a ele.- voltou a atenção para o grupo. – precisava de uma garantia caso perdesse.

— Já chega de suas brincadeiras. – o cosmo de Aioria elevou. – vou mandá-lo para o inferno.

— Isso mesmo, acabe comigo, esta criança vai junto e com nós todo o teu futuro.

Asmita analisava a situação, Pontos não se prestaria a pegar aquela criança apenas por divertimento, havia mais alguma razão. Hakurei pensava a mesma coisa.

— “Será que... Saga jogou Kanon no cabo... e a partir daí... Zeus...” – havia entendido os planos dele. – Kanon pegue o garoto. Agora! – gritou desesperado.

Não entenderam o desespero dele, mas Pontos sim.

— Deduziu rapidamente cavaleiro de Altar, mas é tarde. – o cosmo elevou. – podem ter me derrotado, mas eu acabarei com o futuro que vós conhecestes! Adeus Saga!

Os cavaleiros preparam para o ataque, contudo ele não veio, o que aconteceu a seguir deixou todos sem chão. Pontos havia disparado contra o garoto. O pequeno arregalou os olhos ao ter o corpo acertado, aos poucos foi fechando os olhos e antes de ir ao chão...

— Ka-non...

— Relâmpago de Plasma!

Regulus rapidamente lançou seu golpe contra o titã, que já debilitado foi atingido em cheio. Ele desapareceu com um sorriso nos lábios.

Kanon fitava o corpo do irmãozinho no chão.

— Saga! – correu ate ele. – Saga! – agachou pegando-o no colo. – Saga agüente firme!

Lara aproximou tocando o pulso do menino, mas era tarde...

— Ele não tem escrúpulos. – disse Marin.

— Agora tudo acabou não é? – Regulus olhava entristecido para Kanon.

— Ainda não... – disse Hakurei bem baixinho.

— Saga. – Kanon trazia os olhos rasos. – Saga...

— Kanon. – Lara tocou-lhe no ombro.

Saga, adulto, via seu “corpo” no chão, Pontos havia realizado a sua vingança.

Deu um passo para ir ate onde o irmão estava, contudo parou. Sentiu o gosto de sangue na boca, antes que pudesse dizer algo, foi de joelhos ao chão, vomitando uma grande quantidade de sangue, no instante seguinte foi ao chão.

— Saga! – Deuteros foi ate ele. – Saga.

Os olhares dirigiram para o geminiano caído.

— Saga? – Kanon deixou o pequeno indo ate o mais velho. – Saga. – ficou preocupado ao ver a grande mancha de sangue na barriga dele. – Saga acorda.

— O que o acertou? – Dohko aproximou.

— O cosmo dele... – murmurou Dégel.

Kanon ficou aflito, realmente não sentia o cosmo do irmão.

— Saga acorde.

Não houve resposta, Hakurei tocou no pulso dele, não ouvia os batimentos cardíacos.

— E então? – o dragão marinho estava apreensivo.

— Pontos matou seu irmão.

— Mas Regulus o derrotou. – disse Hasgard.

— Pontos matou Saga criança, então não existe o adulto. Saga de Gêmeos está morto.

Recuaram assustados.

— Não pode ser... – Kanon segurou o irmão. – Saga acorda, por favor. Saga. – tentava segurar o choro, mas as lagrimas desciam contra a vontade. – Saga... – abaixou o rosto chorando sobre o corpo do irmão.

Lara também chorava. Deuteros ainda não acreditava que ele tinha morrido.

— Saga...

Para o desespero de Kanon o corpo de Saga desapareceu.

— Saga! Saga! – olhava ao redor. – onde está o meu irmão?!

— Esta ali. – disse Sage apontando para o corpo do pequeno Saga. – se ele foi morto na infância, ele não chegou a fase adulta.

— Como...? O cavaleiro Saga não existe?

— Isso tudo... – iniciou Giovanni, para calar-se. Sentiu uma forte dor na altura da barriga, quando olhou para si viu que estava sangrando. – o que...

— Giovanni?! – Manigold o segurou. – Mask!

— O que aconteceu? – Afrodite aproximou, notando o ferimento, um pequeno orifício. – ele não tinha esse ferimento. – disse preocupado.

Manigold o deitou no chão, contudo nem teve tempo de fazer algo, o italiano havia sumido.

— Giovanni?!

— O que esta acontecendo? – Shion temeroso. – mestre Sage.

— Primeiro o meu irmão, agora Giovanni.. que diabos está acontecendo? – Kanon fitou o grande mestre.

Kamus estava prestes a pronunciar quando sentiu uma vertigem. Deu uma cambaleada e só não caiu, pois Miro o tinha segurado.

— Kamus o que foi?

— Meu cosmo... eu...

— Kamus o que foi? – Dégel aproximou.

— Eu... – olhou para suas mãos elas apareciam e desapareciam. – eu...

— Você está sumindo! – gritou Miro assustado. – Kamus o que foi?

— Eu...

Não terminou a frase, Kamus tinha sumido.

— Kamus! Kamus!

— O que está havendo?

Estavam todos preocupados, já era o terceiro cavaleiro a sumir.

— Não será obra de Pontos? – indagou Regulus.

— Eu não sinto o cosmo dele. – Aioria soltou um gemido de dor.

— AIORIA?! – Regulus gritou assustado.

Com grito voltaram a atenção para o leonino do futuro. A armadura de leão tinha saído do corpo dele e o que se via eram ferimentos graves, em carne viva. Os pulsos sangravam, no peito grandes marcas, como se ele tivesse sido açoitado.

— Aioria. – Lithos foi ate ele.

O cavaleiro não conseguia dizer nada, tamanha dor que sentia. Sísifo aproximou ficando aflito ao ver vários cortes em carne viva nas costas.

— Aioria...

— Ah! – uma voz feminina gritou.

— Áurea...? – Shion ficou branco.

— Áurea. – Gustavv a segurou antes que ela fosse ao chão. – Áurea!

— Áurea. – Athina foi ate ela.

— Áurea! – Shion aproximou. – Áurea! – a fitou assustado, ela estava com um grande ferimento no peito. – Áurea! – os olhos marejaram.

Shion ficou ainda mais desnorteado quando a grega sumiu perante seus olhos.

— Áurea...? – olhava ao redor. – Áurea! Áurea! – gritou.

Sage e Hakurei estavam paralisados, não sabiam o que estava acontecendo.

— O que está acontecendo Sísifo? – indagou Lithos. – para onde foi a Áurea?

— Eu não sei...

— Estou com medo... – Lithos sentiu uma pontada no peito, o rosto contorceu de dor.

— Lithos? – o sagitariano a fitou. – o que foi?

— Uma dor... ai... – a garota levou a mão a barriga, vendo sangue. – Sísifo... – tombou o corpo para trás.

— Lithos! Lithos!

Sísifo foi para pega-la, mas ela havia desaparecido...

— Lithos...? – o olhar estava estático. – Lithos...

Ninguém conseguia entender o que estava acontecendo.

— Mestre Sage. – Lara aproximou visivelmente preocupada. – o que esta acontecendo?

— Parece que...

— Por que estão todos sumindo? – Aldebaran aumentara o tom de voz, o que não era de seu feitio, estava assim por causa da situação.

— Calma Aldebaran. – disse Hasgard.

— Pede calma? – Shion rebateu. – Saga está morto e Áurea e os outros estão sumindo! Como quer que tenhamos calma?

— Pontos deu sua ultima cartada. – disse Asmita.

Todos olharam para ele.

— O que quer dizer? – indagou Albafica.

— Pontos disse que eles não conheceriam mais o futuro. Saga deveria ser o elo de ligação de todos vocês, com ele morto, o futuro foi alterado.

— O que?

— Quer dizer que tudo isso que esta acontecendo tem haver com Saga? – indagou Miro.

— Isso mesmo. Sem Saga o futuro foi alterado.

Lara que ouvia tudo teve um estralo, sentiu o cosmo ser liberado por conta própria.

— Lara? – Kanon ficou preocupado.

— Não se preocupe. – Sage o parou. – é normal. É a armadura de Taça reagindo por conta própria.

— Reagindo...?

— Lara está tendo uma visão. – disse Hakurei. – acontece dessa maneira.

— Então foi assim que ela previu nossa chegada?

— Sim Mu.

Deuteros a fitou, já presenciara este acontecimento. A armadura saiu de sua dona, assumindo sua posição, a amazona perdeu os sentidos sendo amparada por Sage.

— Lara. – ele a chamou.

— A água... – abriu um pouco os olhos. – a água da taça quer mostrar algo.

O grupo aproximou da armadura, de dentro da taça formada pela união das partes um liquido esbranquiçado brilhava, uma nevoa começou a subir pairando sobre a armadura, de dentro da nevoa imagens...

Kanon olhou para as imagens ficando surpreso. Viu-se no santuário, no dia da consagração da armadura de Gêmeos, não era Saga que via e sim ele.

— Não deveria ser o Saga...?

... A arena estava repleta de pessoas ávidas por verem o novo cavaleiro de ouro. No meio da arena, o candidato que passara em todas as provas mantinha-se ajoelhado.

— Levante-se. – a voz do grande mestre ecoou.

O jovem levantou, trazia um sorriso nos lábios.

— A armadura de ouro de gêmeos é sua. Saúdam, Kanon, o cavaleiro de ouro de Gêmeos.

A armadura vestiu seu novo dono.

— “Eu consegui Saga, me tornei um cavaleiro e lutarei por nós dois.”...

— Está errado. – disse Kanon. – nesse dia quem recebeu a armadura foi Saga, eu estava escondido.

— Nesse futuro, Saga morreu criança Kanon. – disse Shaka. – portanto...

Ele não disse nada, voltando a atenção para nevoa.

... Depois que recebera a armadura, a ambição que Kanon possuía começou a aflorar, Chronos apareceu diante dele, ofertando-lhe o poder, mas ele queria tudo apenas para si.

Queria ser o grande mestre, para dar ordens a hora que quisesse e por conta disso duas crianças que eram predestinadas a se tornarem cavaleiros tiveram seus destinos alterados.

Com o nascimento de Atena, ele arquitetou matá-la, mas para isso precisava eliminar Ares e Shion. Não hesitou em matá-los a sangue frio. Aproveitando o silencio da madrugada entrou no quarto de Atena, estava prestes a matá-la, mas Aiolos apareceu. O sagitariano disparando um golpe contra o “mestre” viu a sua face.

— Kanon?!

— Não olhe para mim.

— Kanon como pode?

— Morra Aiolos!

Kanon disparou contra Aiolos que segurava a pequena Atena, que para protegê-la saltou pela janela, ele só não contava que Kanon atacaria novamente e com uma intensidade ainda maior, o que ocasionou na queda dele. O geminiano aproximou-se, Aiolos estava inconsciente, mas segurava firmemente o pequena deusa que chorava.

— Adeus Atena, adeus Aiolos.

Sem qualquer resquício de piedade Kanon matou os dois. Logo soou o alarme e Kanon disse a todos que tentara chegar a tempo, mas que Aiolos havia matado a deusa e como punição o matou. Aioria, irmão mais novo de Aiolos, foi acusado de cúmplice. Primeiro foi açoitado a quase ponto de morrer e depois foi jogado no cabo Shounion... um período de tirania tomou conta do santuário. Qualquer pessoa que fosse contra as ordens do mestre eram mortas e isso incluía moradores de Rodoria. Num desses dias de horror Lithos, Áurea juntamente com suas famílias foram mortas. A guerra contra os titãs não aconteceu e Poseidon nunca foi desperto...

Os cavaleiros viam aquilo tudo abismados, Lara não tirava os olhos de Kanon, não acreditava que ele seria capaz de tudo aquilo.

— Matou Atena? – Aldebaran o fitou. – essas imagens...

— Esse é o futuro sem Saga. – disse Asmita. – não imaginava que mudaria tanto.

Kanon estava petrificado, ele matara Atena e Aiolos a sangue frio?

... Treze anos depois, o santuário estava mergulhado num verdadeiro caos. Os cavaleiros de ouro executavam piamente as ordens de Kanon, inclusive Mu que havia se retirado para Jamir, mas com a ameaça a vida de Kiki não teve outra alternativa. O único que se encontrava isolado era Dohko.

Parte dos cavaleiros de prata, incluindo Shina e Marin estavam no santuário.

Em uma das muitas reuniões que o mestre fazia, os cavaleiros de ouro estavam presentes.

— Mestre. – reverenciaram seis cavaleiros de ouro.

— Mu, Aldebaran, Shaka, Miro, Shura e Afrodite, sejam bem vindos.

— Fizemos o que nos foi ordenado. – disse Shaka.

— Não esperava menos, por isso digo que seis cavaleiros são mais que suficiente.

— Mas não seria melhor que tivéssemos os doze? – indagou Miro.

— O único que poderia assumir era Aioria, mas não vou colocar um traidor nas doze casas. – disse ríspido.

— Desculpe a intromissão. – disse Miro.

— Mestre o que foi feito dele?

— Está preso numa masmorra Touro, só sairá de lá morto. Podem ir, se precisar os chamo.

Há treze anos Aioria vivia nos subterrâneos do santuário, o local era frio e úmido, não recebia visitas, não via ninguém, apenas escutava a voz do carcereiro na hora do almoço a única refeição do dia. Definhava a cada dia, pelas privações e o esgotamento moral. Desejava todos os dias a morte.

Não era apenas no santuário que as coisas tinham mudado. Como Aiolos não tinha sobrevivido, Mitsumada Kido, não encontrou o bebê Atena e com isso não pegou crianças do orfanato da fundação para a escolha de futuros cavaleiros.

Depois do acidente com a mãe, Hyoga passou a morar numa vila na Sibéria. Ele vivia com um senhor de idade e seu neto Jacob. Mestre Cristal jamais o encontrou, pois por ordens de Kanon ele deveria ficar no santuário.

Shiryu, Shun, Ikki e Seiya cresceram no mesmo orfanato, contudo não eram próximos e depois tomaram rumos diferentes. Shiryu com oito anos foi adotado, passando a residir no norte do Japão. Shun e Ikki ainda viviam no orfanato, faltando pouco para Ikki atingir a maioridade e assim conseguir adotar o irmão, já tinham planos de sair da cidade. Seiya e Seika passados alguns anos, por volta da época da saída de Shiryu foram levados para outro orfanato... portanto.... ... os cinco santos de Atena não existiam....

— Isso é surreal... não pode ter mudado tanto assim. – Deba estava perplexo.

— Apenas seis cavaleiros... – murmurou Marin.

— Tem algo errado. – disse Dite. – e Kamus? E o Giovanni? O que aconteceu com eles?

— Giovanni morreu ainda criança. – disse Mu.

— O que?!

— Vejam.

O ariano apontou para a nevoa. Viam a uma imagem de um homem num cemitério, ele estava diante de uma lapide colocando flores. Na lapide estavam o nome de uma mulher e de um menino, ao julgar pela data de nascimento e morte. O garoto morrera com oito anos.

... Treze anos atrás Giovanni com então oito anos seguia com a mãe para a casa de campo da família no trajeto o carro deles foi emboscado. O grupo encapuzado julgou que o chefe da máfia siciliana estava no veiculo, ao verem que não estavam fuzilaram todos. Naquele dia horas antes, se Saga fosse o mestre, era para MM receber a carta de convocação, o que evitaria a viagem.

Com Kamus aconteceu a mesma coisa, a carta do santuário nunca chegara, ele e a família mudaram para o litoral francês, o cavaleiro de Aquário trabalhava simplesmente como carregador no cais...

— Kamus é um carregador? – Miro não acreditava. – ele nunca foi ao santuário?

— Ele sequer soube da existência de um. – disse Shaka.

— Sem duvidas Saga era o elo entre vocês. – disse Cid.

— No que me transformei... – Kanon fitava as próprias mãos.

— Kanon...

Voltou-se ao escutar a voz fraca de Lara.

— Lara...

— Ainda tem mais imagens. – disse Regulus.

... Dohko de libra continuava nos picos de Rozan, rezava para que um milagre acontecesse, contudo a cada dia sentia suas esperanças irem embora. O lacre de Hades estava quase desfazendo e sem Atena o imperador dos mortos tomaria a Terra para si, mas não aconteceu exatamente, o lacre rompeu, mas sem o espírito de Hades seu exercito ficou sem comando. Hypnos e Thanatos permaneceram adormecidos, assim como o espírito de Hades no corpo de Shun. Rapidamente Kanon esmagou o exercito e se auto intitulou soberano da Terra....

O cosmo que envolvia a armadura se desfez.

— Esse é o futuro? – Deba estava surpreso. – esse é o nosso futuro?

— Ao que tudo indica sim. – disse Dégel.

— Eu matei Atena... – murmurou Kanon. – por minha culpa tantas pessoas morreram... o que eu sou...?

— Kanon. – Mu foi para tocá-lo, mas sentiu as pernas bambas.

— Mu o que foi? – indagou Shion, vendo-o pálido.

— Eu não sei...

A frase não foi terminada, Mu havia desaparecido.

— Mu!

— Mu!

— O que está acontecendo agora? – indagou Manigold.

— É uma reação. – disse Afrodite fitando suas mãos vendo a desaparecer e aparecer.

— Gustavv? – Athina assustou ao vê-lo.

— Estamos...

— Gustavv! – Athina tentou segura-lo pelo braço, mas ele desapareceu. – Albafica... para onde...

Selinsa segurou fortemente o braço de Shaka.

— Você não vai sumir, não é? – o fitou temerosa.

— Acho que sim... – Shaka a fitou, aos poucos seu corpo aparecia e desaparecia.

— Shaka.

— Sel...

O virginiano foi para tocá-la mas não houve tempo, havia sumido.

— Ate Shaka? – Shura estava assustado.

— Marin! – o grito de Asmita chamou a atenção de todos. – Marin.

— Asmita....

A amazona também sumiu.

— O que esta havendo? – Regulus olhou para Aioria que também estava ficando transparente. – Aioria...

Aldebaran... Shura...Miro... , foram desaparecendo só restando Kanon.

— Isso também é minha culpa?

— O futuro foi alterado Kanon. – disse Sage. – sem a luta contra os titãs o motivo por estarem aqui não existe.

— Como...? – Lara fitou o geminiano. – você vai desaparecer?

Kanon sumia e aparecia.

— Kanon! – a sacerdotisa levantou, queria segura-lo, contudo ele sumira na sua frente. – Kanon!

— Mestre olhe. – disse Hasgard apontando em uma direção.

O pequeno Saga, atirado no chão, estava como os outros, sua imagem estava ficando cada vez mais fraca.

— Saga está sumindo... – murmurou Albafica.

— Se ele sumir o que acontece? – indagou Regulus.

— O futuro que a armadura mostrou será verdadeiro. – disse Hakurei.

— Não há nada que possamos fazer?

— Infelizmente não Regulus.

Lara olhava para o lugar onde Kanon estava, não era justo Saga e os outros morrerem, não era justo Kanon se transformar naquele monstro, ele era uma boa pessoa e não queria que ele se perdesse em meio as sombras.

— “Há sim. Há algo que eu posso fazer.”

Notas finais
Ultima ratio rerum, "A derradeira solução".