Temporada 1 - Yu-Gi-Oh! The Justice Duelists
1 Sentimentos Ligados pelo Tempo
Notas iniciais
Cidade Dominó, uma pacífica cidade... Ou era uma pacífica cidade, antes do surgimento de algumas gangues que começaram a aterrorizar as pessoas, não importando se era sob a luz do dia, ou a escuridão da noite. Policiais se unem para caçar esses vagabundos e terroristas de moto, inclusive uma morena garota de longos cabelos castanhos escuros e olhos verdes escuro que pareciam duas belas esmeraldas que além de usar maquiagem, vestia roupa entre roxo e preto que caminhava de cara fechada pelo labirinto de containers de um porto de barcos e navios. Nesse momento de caçada aos alvos, Emerald escutou alguns sujeitos conversando e se encostou, ficando só a espionar 3 sujeitos de bandanas na cabeça que usavam óculos escuro e vestiam jaquetas de couro, sem manga para revelar seus músculos, cada um encostado a suas motos pretas com símbolos de caveira prateadas.
– ???: He He, agora vamos ver se aquela valentona metida da Emerald sairá do nosso pé.
– ???: A moto dela foi só a primeira, os amigos e família dela podem ser o próximo se ela não insistir para a delegacia nos deixar em paz.
– ???: Ninguém para nós, os...
Emerald: Idiotas que não tem medo de morrer. – disse a policial saindo de trás do container e encarando mortalmente os três sujeitos, vendo a cara de surpresa de cada um – Como eu só queria encerrar minha missão de caçada a vagabundos que só sabem roubar e tomar um café... – disse a jovem colocando a mão no bolso da jaqueta e tirando uma bola de papel amassado – Até eu ver a minha moto pela décima e quinta vez destruída e com um bilhete... Aviso de três retardados dizendo "Me mate" grudado no meu disco de duelo!
– ???: Muito bem valentona, você sabe que eu, Ghost Rider Erik e meus companheiros, Johan e Jadson somos o trio que tocar terror, como não ficou assustada com a nossa ameaça? – perguntou o primeiro sujeito
Emerald: Isso é bem fácil, o mecânico que sempre conserta a minha moto me dá mas medo do que três mariquinhas sem cérebros como vocês. – disse a policial debochando dos três Ghost Riders, vendo cada um olhando irritados para ela – Falando no mecânico, levei mais um esporro dele pela coragem ou burrice de vocês que ainda se entregaram na parte da conversa... Sinto que preciso retribuir o favor.
Erik: Já que é assim, vamos nessa rapazes. – disse o motoqueiro tirando um disco de duelo da moto e acoplando em seu braço, vendo Johan e Jadson fazerem o mesmo que ele – Vamos dar uma lição que essa metida a valentona merece!
Emerald: Um momento, quem disse que eu resolveria com vocês no duelo? – perguntou a policial arqueando uma sobrancelha e olhando para a cara de bestas que os Ghost Riders fizeram
Johan: Como assim? Você não veio resolver no duelo?
Emerald: Exatamente, eu não vou gastar as minhas jogadas contra vocês. – disse a policial mantendo a seriedade – Vocês quebraram a minha moto, deixaram um bilhete com ameaça para mim e ainda estão pensando em meter a minha família no meio? Acharam mesmo que eu vim resolver no duelo? Acharam errado!
Jadson: Escuta valentona, você faz idéia que você é só uma garotinha perto de três musculosos motoqueiros? Somos o dobro do seu tamanho e seu pai não está aqui para te defender do pior não!
Emerald: Isso é o que nós veremos. – disse a policial caminhando em direção aos três Ghost Rider – Quem vai vir primeiro? Ou as três mocinhas vão vim junto? – perguntou a policial mantendo a cara fechada e forçando um sinistro sorriso em seus lábios de batom preto, enquanto estalava os dedos
Os três motoqueiros irritados olharam um para o outro e decididos, avançaram tudo junto para cima da policial.
(Quebra de Tempo…)
Enquanto isso, em uma delegacia, na sala do delegado onde estava sentado em uma poltrona em frente a uma grande mesa cheia de documentos, estava um moreno homem de cabelos brancos e olhos carmesim, que vestia trajes de delegado, que se tratava de uma boina preta na cabeça e trajes de um militar azul escuro, ele segurava uma xícara de café extra-forte em uma das mãos e lia um relatório, enquanto havia 2 policiais ali observavam.
– ???: É, pelas confissões de alguns ratos que aprendemos e levamos a interrogatório... – disse o sério delegado deixando a xícara de café na mesa e virando uma página – O líder deles garante as missões de roubos e tem gente de poder pagando para eles nas sombras...
– ???: Será que é por isso que não achamos a base deles? – perguntou uma loira policial de cabelos curtos até os ombros e olhos azuis claro como duas safiras – Será que diferente desses idiotas musculosos, exibidos e sem cérebros, o líder deles seja o real cérebros deles?
– ???: Bem possível Vitória, bem possível. – disse um policial de cabelos castanhos e olhos azuis – Não podemos esquecer que não estamos enfrentando uma gangue e sim duas, tem o Dark Hunters ainda... Mesmo que sejam problemas menores que os Ghost Riders, o líder deles sim é um problema.
– ???: Bela observação Victor. – disse o delegado passando mais uma página – Se puderem, vou deixar um dos casos nas mãos de vocês... E da minha protegida, a Emerald também. – ele disse, olhando para a cara de espanto dos dois policiais
Victor: Mas senhor Demétrio... Você sabe que depois do que a Emerald passou, ela prefere enfrentar tudo sozinha. – disse o policial olhando desapontado para o lado – Eu não consegui convencer ela a mudar essa idéia... E olha que somos amigos a 3 anos e meio...
Demétrio: Sim, eu sei. – disse o Delegado atraindo o olhar dos dois policiais – Mas eu vou conversar com ela, talvez com paciência eu coloque juízo em sua cabecinha, eu não vou forçar a barra, mas ela tem que entender que sozinha ela não vai conseguir nada.
Vitória: Você tem razão, se tem alguém mais próximo da Família Stone é o senhor. – disse a loira policial sorrindo esperançosa – Se meu irmão aqui não conseguiu, talvez você que é o melhor amigo do pai dela, e quem ela chama de tio, consiga.
Demétrio: De verdade, eu vou tentar. – disse o Delegado suspirando pesadamente – Victor, você que é o mais próximo da Emerald, pode avisar que eu preciso conversar com ela. – ele perguntou olhando seriamente para o jovem de olhos azuis safira
Victor: Como quiser senhor Demétrio. – disse o policial batendo continência
Assim que o delegado liberou Victor e Vitória, os irmãos de olhos azuis saíram da sala dele e fecharam a porta.
Victor: (Eu coloco minha fé em você Delegado...) – pensou o policial fechando os olhos e suspirando – (Me preocupo muito com ela, desde o trágico dia, a ameaça, e a sua fuga...) – ele pensou suspirando pesadamente
Vitória: Irmão. – disse a loira policial atraindo o olhar de Victor – Eu sei que você a ama e tudo a ponto de se preocupar com ela, mas não acha que está na hora? – ela perguntou cruzando os braços
Victor: Hora... Do que exatamente?
Vitória: Isso, continue mesmo se fazendo de desentendido! – disse a loira policial olhando seriamente para Victor – 3 anos, irmão! Já se passaram 3 anos! Que belo guerreiro é você, mas fica se fazendo de burro! – ela disse apontando o dedo na cara do jovem policial de cabelos castanhos e olhos azuis safira – Você acha que engana quem, o seu sorriso de bobo já entrega você cada vez que vê a Emerald.
Victor: Não precisava jogar na cara. – disse o mocinho abrindo os olhos e olhando para Vitória – E não sei não... Desde aquele trágico dia, sinto que perdi não só coragem, como também me sinto... Fraco. Aquelas memórias, aquelas cenas me vêm à cabeça sempre que tento. – ele disse olhando desapontado para o lado
Vitória: Sim, eu sei... Me desculpa por isso.– disse a jovem olhando preocupada para seu irmão mais velho e o abraçando, sendo retribuída com abraço – Toda vez que você tenta confessar seus sentimentos, fica mudo e se torna estátua... Talvez sejam as questões do passado não resolvidas, tanto com você quanto com ela.
Victor: Não se preocupe com isso Tori, não é a primeira vez que eu viro estátua mas quem sabe logo consigo confessar meus sentimentos a ela, é questão de tempo.
Nesse momento, a conversa entre irmãos é atrapalhada por uma ligação, quando Victor pegou o celular para ver quem estava o ligando, se surpreendeu que era Emerald.
Victor: Licença Tori, preciso atender. – disse o policial sorrindo alegre
Vitória: Claro mano. – disse a loira policial sorrindo e desfazendo o abraço – Vai lá Shrek, a Fiona precisa de você. – ela disse fazendo um joinha pra Victor
Victor: Obrigado. – disse o policial começando a caminhar em direção ao estacionamento e atendendo a ligação, colocando o celular na orelha – Boa tarde Emerald, em que eu posso ajudá-la?
Emerald: Boa tarde Victor, eu acabei abatendo mas 3 vadios dos Ghost Riders. – disse a jovem pelo celular
Victor: Deixa eu adivinhar... Outra vez quebraram a sua moto e deixaram outra ameaça a você e sua família?
Emerald: Exatamente.
Victor: Manda a localização. – disse o policial saindo da delegacia e chegando no estacionamento, pegando as chaves no bolso – Eu estou indo aí para poder levar os vagabundos e te dar uma carona na oficina.
Emerald: O porto de navios da cidade. – disse a jovem pelo celular – E obrigada Victor, você é um doce.
Victor: He He... – riu sem graça o mocinho ficando corado e abrindo a porta da viatura – Já já eu chego aí, garanta que nenhum deles fuja até eu chegar.
Emerald: Está tudo tirando um cochilo... – disse a jovem rindo pelo celular – Acho que esses idiotas vão precisar de dentista, pois quebrei os dentes de cada um deles.
Victor: Nem te tiro a razão Emerald. – disse o Policial entrando no carro e fechando a porta e colocando o cinto de segurança – O prejuízo que eles causam aos cidadãos dessa cidade e a sua moto é pior que os dentes desses bandidinhos, tão tudo pagando pelos seus atos.
Emerald: Exatamente, até depois. Bye!
Victor: Tchau. – disse o policial desligando a ligação e guardando o celular – As vezes essa teimosia dela é... Irresistível. – ele suspira mas mantendo o sorriso
(Quebra de Tempo…)
Retornando para o porto de navios, os três Ghost Riders chamados de Erik, Johan e Jadson estavam caídos no chão desmaiados pela surra que levaram ao lado de sangue e dentes quebrados e sentada sobre um dos caixotes estava Emerald olhando o celular.
Emerald: Como o mundo dá voltas, não é? – disse a policial com um sorriso cínico em seu rosto olhando satisfeita para os bandidinhos desmaiados no chão – Agora é só esperar pela carona de vocês direto pra cadeia, e... Uh mensagem da minha irmãzinha – ela disse olhando as mensagens no celular
No Celular — Mensagens entre as Irmãs Stones:
Boa tarde irmã. – Helene
Emerald digitando...
Boa tarde maninha, em que posso ajudá-la? – Emerald
Helene digitando...
Mamãe me aconselhou a não esconder nada, então... Estou namorando. – Helene
Não acreditando no que acabou de ler, Emerald ficou surpresa com a revelação de Helene, por mais que tenha ficado feliz pela sua irmãzinha, não pode esconder pelo seu sério olhar a sua preocupação também.
No Celular — Mensagens entre as Irmãs Stones:
Emerald digitando...
Fico feliz por você maninha, mamãe então já sabe? – Emerald, emoji de surpresa
Helene digitando...
Sabe sim, ele pediu educadamente a minha mão em namoro na frente da mamãe. – Helene, emoji envergonhado e com corações ao lado
Emerald digitando...
Fico feliz em saber que seu namorado não seja igual esses infelizes que fogem de um relacionamento sério, mas eu também quero conhecer seu namorado como também saber quais são as intenções dele com você. – Emerald, emoji de investigadora
Helene digitando...
Ele estuda aqui no colégio comigo. – Helene
Emerald digitando...
Perfeito, eu vou dar um pulo aí. Obrigada mana. – Emerald
Emerald se levantou do caixote e guardou seu celular no bolso, escutando o som da viatura denunciando a sua chegada no porto de containers.
Emerald: Bem, a nossa carona chegou. – disse a policial pegando os três desmaiados sujeitos pelas roupas e os arrastando, não se importando com eles
Victor surgiu e ajudou Emerald a levar os três Ghost Riders para a viatura, os algemando com os pulsos para trás na garantia de caso acordassem e jogando um por um nos bancos traseiros, e assim o quase casal de policiais entram no carro, com o policial de olhos cor de safiras no volante, e a jovem no banco ao lado, com ambos colocando cinto de segurança.
(Quebra de Tempo…)
Após a viatura que Victor dirigia com cuidado sair do porto de contêineres, a viagem em direção a oficina estava silenciosa, Emerald parecia refletir seus pensamentos enquanto observava as cartas em seu Porta-Deck.
Victor: Então Emerald... Você fez uma bela caçada. – disse o policial, quebrando o silêncio e mantendo a atenção na estrada enquanto dirigia
Emerald: Obrigada Victor. – disse a morena policial olhando de canto para o companheiro ao lado – E como foi nas missões?
Victor: Bem... Nada fácil. – disse o policial se mantendo focado – Qual é a chance de quase cair em uma armadilha dentro de um prédio e se virar pra virar o jogo a seu favor? – ele disse diminuindo a velocidade da viatura
Emerald: 50%? – perguntou a morena policial olhando preocupada para Victor
Victor: Pois é, e já chegamos.
Assim que a viatura chegou em frente a Oficina cheia de peças, Victor freiou o carro tricolor entre azul, vermelho e branco e Emerald tirou o cinto de segurança.
Emerald: Obrigada pela carona Victor, você é um fofo. – disse a morena policial dando um sorriso confiante para o companheiro, vendo o mesmo ficar envergonhado
Victor: Ah é, Emerald! – disse o policial corando e segurando a mão da jovem morena, vendo que ela já tinha aberto a porta e estava pra sair da viatura, lhe atraindo a atenção – É... – ele olhou pro lado, antes de voltar olhar para Emerald, soltando a sua mão – O Delegado pediu para você passar na sala dele, ele precisa falar com você!
Emerald: Ah sim, obrigada Victor. – disse a jovem dando um discreto sorriso e surpreendendo o policial com um beijo no rosto – Nos falamos depois. – ela disse saindo da viatura e fechando a porta
Victor: É... Boa sorte e até depois. – disse o policial vendo Emerald acenar fofamente para ele antes de entrar na oficina e suspira aliviado – Acho que os nossos sentimentos ainda acesso. – ele disse esperançoso
(Quebra de Tempo…)
Assim que Emerald entrou na oficina ela parou em frente a porta, olhando por cima do ombro e vendo a viatura seguindo seu rumo em direção a Delegacia e suspirou.
Emerald: (Eu não sei o que esse valente soldado viu em uma garota quebrada por dentro como eu...) – pensou a policial suspirando e sentindo seu coração batendo aos poucos e ficando corada – (Ele acabou prejudicado assim como eu, e mesmo assim os nossos sentimentos se mantém acesso...)
Emerald suspirou corada e olhou para a oficina, vendo um jovem rapaz de macacão azul claro em frente a uma moto preta, com as suas latarias de lado e o elmo da parte da frente azul escuro e vermelha.
Emerald: Bem... Hora de enfrentar a fera. – disse a policial entrando completamente oficina adentro e seguindo até onde estava o mecânico – E aí Jerê...
Jeremias: E aí né? Acha que vai escapar do meu ultimato? – perguntou o mecânico olhando com cara de poucos amigos para Emerald, vendo a morena policial olhar para o lado e assobiar – Emerald, espero que você tenha mais cuidado com seu "bebê" viu, a sorte que não teve danos graves a ponto de fazer um funeral digno para sua moto.
Emerald: É, você tem razão... – disse a policial suspirando frustrada – Vou ter que garantir em mantê-lo seguro antes de pegar os ratos em um Duelo de Mestre.
Jeremias: Tive que dar uma pintada na sua moto, pois os arranhões estavam feio, tive que trocar as peças... – disse o mecânico saindo da frente da moto – E... Tenho que te avisar que...
Emerald: Obrigada Jerê, você é demais. – disse a policial se ajoelhando em frente a moto e a abraçando, um coração obscuro surgiu acima de sua cabeça e deu um sorriso fofo – Que bom que você está bem meu filho.
???: Obrigada... É... Mãe?
Emerald arregalou seus esmeraldinos olhos e olhou lentamente para sua moto, vendo que a moto estava... Viva?
Continua...
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