Notas iniciais
Oi pessoas, tudo bem? Mais um capítulo da fic pra vocês, e mais uma vez eu digo, sugestões e comentários são muito bem vindos a qualquer momento. E só pra lembrar estou procurando por ajuda para manter a fic. Obrigada e boa leitura.

— Mais rápido Draco!

Crash, crash, crash.

— Ah!... Merlin...eu vou, eu vou...Draco!

Para o caso de estarem curiosos, isso era uma garota que eu não faço a mínima ideia de quem é, gritando enquanto tem uma aparentemente fenomenal rodada de sexo com Draco Malfoy no quarto ao lado do meu.

Eles ao menos poderiam usar um feitiço para abafar os sons, ninguém era obrigado a ouvir como a foda que eles estavam sendo era boa, principalmente eu.

Quando as coisas no quarto ao lado se acalmaram, eu achei que finalmente tinham terminado e eu poderia dormir, mas...

Crash, crash, crash.

Eu sabia que aquilo era o som da cabeceira da cama raspando contra a parede do quarto, e isso indicava que eles apenas começando mais uma rodada, e que os gritos viriam logo a seguir.

Como Monitora Chefe, eu havia ganhado um quarto particular nos extremos da sala comunal da Sonserina, algo pelo qual eu havia sido muito grata no momento em que cheguei aqui, mas agora eu me perguntava se eu não estaria melhor apenas dormindo no dormitório comum com todas as outras garotas.

Nos últimos dois meses eu havia descoberto que era bem fácil ser uma sonsenina no fim das contas.

Todos aqui só se importavam consigo mesmos e não ligavam muito para algo que não fosse seu próprio assunto.

Quem diria que os mais preconceituosos seriam os que menos falam.

Mas se havia um ponto negativo em tudo isso era o fato de que o quarto ao lado do meu, que pertenceria ao Monitor Chefe, caso ele fosse um menino, era usado coo uma espécie de “abatedouro de garotas”, pelos caras em geral, e Malfoy era um frequentador assíduo.

Eu sei que essa era a quinta vez em que me acordavam por causa do barulho enquanto fodiam como coelhos ensandecidos, e das cinco, duas foram Malfoy.

Como eu sei que era ele?

A outra garota era bem barulhenta também, igual a essa de agora, e fizeram questão de gritar o nome dele bem alto.

Acho que deveria ser algum tipo de fetiche dele, garotas que gritem bem alto, deve massagear seu ego quando elas gemem o seu nome como cadelas no cio.

Eu havia perdido tudo o que conhecia em Hogwarts esse ano, e aquilo me afetou de uma forma estranha.

O buraco vazio que eu sentia dentro de mim quando eu pensava no que eu tinha antes nesse castelo, apenas se confrontava com a dor de quando as mesmas coisas me fizeram sofrer, e era neutralizado.

As pessoas que antes eu considerava mais do que amigos, mais até mesmo do que família, agora estavam desconfortáveis comigo, e aqueles que um dia eu vi como meus irrevogáveis inimigos, hoje me tratavam com uma cordialidade amigável.

O quão louco esse universo pode ser no final?

Astória estava mais do que empenhada em se tornar minha amiga mais próxima, e que Morgana me abençoe, ela estava conseguindo.

Ela me seguia por todos os lugares e falava comigo sobre todos os assuntos, ou pelo menos, quase todos os assuntos.

Blásio Zabini era um território proibido nos últimos tempos, e eu não tinha me atrevido a perguntar o porque disso desde que ela havia me dito que ele era o ser mais vil a andar por Hogwarts.

E do outro lado havia o próprio Zabini, me cercando ocasionalmente para perguntar sobre Astória, e se ela havia dito algo sobre ele.

Não dava para esconder seu desanimo toda vez que eu lhe dizia que a situação estava na mesma, e eu me senti compadecida do seu sofrimento, pois eu havia sofrido por amor uma vez, mesmo que eu fosse a única apaixonada naquela ocasião.

— Escute Zabini...

— Blásio.

— Perdão?

— Me chame de Blásio, suas formalidades fazem parecer que não somos amigos.

— Nós não somos amigos.

— Se não fossemos você estaria me ignorando e não tentando me consolar sobre a garota que eu amo não estar nem mesmo olhando na minha cara.

— OK, você tem um ponto. Então, Blásio, eu não faço ideia do que aconteceu entre vocês dois, mas acho que ficar me pedindo informações nos corredores não vai resolver nada. Apenas vá lá e converse com ela pelo amor de Deus.

— Não é como se ela fosse me ouvir depois do que aconteceu, ela está magoada e com o orgulho ferido.

— Você vai me contar o que houve pra ver se eu posso ajudar?

— Não posso, é pessoal demais.

— Então o que diabos você quer que eu faça porque juro que não vou mais ser a coruja correio de vocês dois!

— Só diga a ela que eu sinto muito, OK? Pode fazer isso por mim?

— Isso eu posso fazer, mas tem certeza de que você não quer tentar você mesmo?

— Eu tenho certeza. Vejo você por ai Hermione.

Eu o observei se afastar, e depois desaparecer na esquina de um corredor.

Agora deitada aqui na minha cama, acordada pelo casal ao lado, eu pensei que talvez devesse fazer algo pelo casal em crise, mesmo quando eu havia jurado parar de me importar com os problemas alheios, parecia que a velha Hermione havia resolvido dar as caras de novo, e bancar a boa samaritana.

~*~*~*~

1 semana depois...

A rotina diária continuou como algo bem vindo para mim, com Astória falando e eu ouvindo, trabalhos escolares e aulas em profusão.

Mas Blásio havia parado de me interceptar nos corredores e entradas das aulas para obter informações sobre Astória, e eu cheguei a conclusão de que ele havia levado a sério o que eu disse sobre parar de levar informações como uma coruja.

Enquanto isso Astória parecia cada dia mais apagada em comparação ao dia anterior, até que um dia no almoço, ela me pediu para acompanha-la num passeio pelos jardins, para aproveitar uma das ultimas ondas de calor antes que o frio que anunciava o inverno chegasse.

Ou pelo menos essa foi a desculpa que ela usou.

Nem bem tínhamos chegado as margens do Lago Negro quando ela entrou em prantos, me deixando desesperada por alguns momentos, sem saber o que havia acontecido.

— Aquele maldito filho da puta! Eu sabia que ele ia fazer isso! Sabia!

— Por Deus garota dá pra falar mais baixo?

Eu olhei a nossa volta para ver se havia mais alguém a nossa volta, mas felizmente estávamos sozinhas por ali.

— Não Hermione não dá pra falar ais baixo! Blásio não merece que eu fale mais baixo, porque agora mesmo deve estar se atracando com uma vagabunda qualquer por ai, enquanto eu estou sofrendo!

Então o motivo era Zabini, eu devia ter imaginado.

— Mas não era você que até ontem não queria vê-lo nem pintado de ouro na sua frente? O que mudou?

— Mudou que ele parou de te perguntar sobre mim, isso mudou!

— Você sabia que ele estava perguntando?

— Claro que sabia! Vocês não estavam se escondendo ou mesmo falando baixo sabiam? As pessoas ouvem e também falam.

— É claro que alguém foi fofocar para você, isso nem me deixa surpresa pra falara verdade.

— O que importa é que ele parou! Por que ele parou Hermione? O que você disse a ele?

— Eu disse a ele a verdade. Que você não estava perguntando sobre ele, e que eu não serviria de coruja correio entre vocês dois, que vocês deveriam se resolver entre si.

— Só isso não o faria desistir. Eu o conheço e ele é muito mais persistente do que isso.

— Ele me disse que tentou conversar com você e que você não quis ouvir nada do que ele tinha para dizer, então me pediu para te dizer que sente muito. Foi a ultima coisa que eu ouvi dele.

— Eu não achei que ele fosse realmente desistir de mim assim tão fácil depois de tudo o que passamos juntos! Como ele ousa?

Como amiga em potencial de Astória, eu sabia que deveria ficar ao lado dela e apoiar seu surto, como uma boa colega feminina, mas eu também era uma amiga em potencial de Blásio, e ela estava sendo uma imbecil.

— Não me leve a mal Astória, mas eu tenho certeza de que ele não teria desistido, coisa que eu realmente acho que ele não fez, uma vez que como você mesma disse vocês dois passaram por muita coisa juntos, se você não estivesse sendo uma cadela rancorosa por seja lá qual for o motivo.

— Hermione!

Eu podia dizer pelo seu tom de voz que ela estava chocada, e não é pra menos, duvido que alguém já tenha falado com ela assim alguma vez na vida.

— Ah vamos lá, aquele cara gostoso pra caramba te ama com tudo que tem, e não parece que ele pensaria por dois segundos para realizar qualquer vontade sua, mas você fica ai bancando a mimada ofendida por algo que provavelmente deve ser muita pouca merda do que você faz parecer.

É isso ai, Blásio Zabini era gostoso pra caramba, que isso fique registrado nos autos.

— Ele não quis transar comigo!

Ah...?

— Perdão, não ouvi direito. Tá me dizendo que você tá de cu doce durante todo esse tempo porque ele não quis transar com você?

— Isso mesmo. Ele não quis transar comigo mas transa com qualquer vagabunda oferecida que se joga em cima dele! Qual a porra do problema com ele?

Ah misericórdia, tenha santa paciência!

— Você por acaso consegue se ouvir? Acabou de dizer que ele transa com qualquer vagabunda que se joga em cima dele, sem o mínimo respeito por elas, e está puta porque ele está te tratando de forma diferente!

Como ela não disse nada, eu continuei.

— Blásio te ama. Sim ele é um tremendo filho da puta por estar transando com qualquer uma por ai quando tem você, mas acho que ele apenas não quer que você fique falada como elas; sim você tem todo o direito de estar brava por ele agir dessa forma, mas sim porque ele está transando por ai com outras garotas e não porque ele não está transando com você!

— Está me dizendo que tenho razão em ficar brava, mas que eu estou fazendo isso pelas razões erradas. É isso certo?

— Sim, exatamente isso, você entendeu perfeitamente.

— Acho que eu e ele devemos conversar.

— Sim eu também acho que deveriam.

— Obrigada.

Então sem dizer mais nenhuma palavra, ela correu de volta para o castelo.

~*~*~*~

Eu estava mais do que cansada quando finalmente botei meu pijama de flanela naquela noite e me deitei na cama, pronta para desmaiar...

— Ah Draco, você é tão gostoso!

Quê?

— Me foda com mais força!

Ah inferno não!

Nem sequer era a mesma voz da noite passada!

Eu preciso dormir!

Meu corpo se moveu no automático quando eu me levantei como um furacão, e me encaminhei para a porta, ouvindo os gemidos no quarto ao lado aumentarem de volume, e a cabeceira da cama começar a dar indícios de que hoje a noite seria longa.

Mais uma vez.

Só que a diferença era que eu estava cansada de ficar sem dormir para as pessoas fazerem sexo!

O caminho até o quarto ao lado estava deserto, uma vez que já se passavam da 23:00hr da noite, e todos estavam na cama ou ocupados terminando alguma tarefa atrasada perto da lareira na outra ponta da Sala comunal.

Quando eu cheguei a porta ao lado, eu podia até mesmo escutar o rangido do colchão se movendo com o peso dos corpos, e aquilo foi o fim da picada.

— Malfoy, faça a porra da sua acompanhante da vez calar a boca! Eu tenho que dormir caralho!

Quando os sons dentro do quarto não deram nem sinal de diminuir a intensidade, eu resolvi que tomaria uma atitude mais drástica.

Eu dei um passo para trás, e numa cena digna de um filme de ação, eu chutei com toda a minha força a porta do quarto, que pra minha surpresa, bateu na parede interna do quarto, completamente aberta.

Vamos deixar claro que a cena que eu vi em seguida provavelmente era algo que pessoas deveriam fazer naqueles clubes de Voyeurismo onde pervertidos pagam para verem outros pervertidos fazendo coisas pervertidas.

Draco estava ajoelhado na cama, de costas para mim, e eu pude dar uma boa olhada nos seus músculos dos ombros e costas, e na sua bela bunda.

Sim Draco Malfoy tinha uma bela bunda, na verdade uma bunda mais do que bela.

E em torno dessa mesma bunda estavam duas pernas bronzeadas e torneadas, só que no lugar de estarem fechadas em torno dele como eu acreditava ser o convencional, elas estavam soltas e seguras pelas mãos de Malfoy, e a bunda da garota, que aliás também era uma bela bunda, pelo que eu pude ver em torno do corpo de Malfoy, estava balançando no ar, mas ancorada firmemente a frente dele.

Ambos obviamente haviam escutado o estrondo da porta abrindo, mas também pareciam obviamente não ligar nem um pouco para isso.

Eles apenas continuaram o que estavam fazendo me ignorando com louvor.

E eu fiquei parada ali, vendo Draco arremeter dentro da garota, que parecia cada vez mais enlouquecida, com seus gemidos ficando mais altos.

Ele pelo que eu percebi era bem silencioso, apenas alguns gemidos baixos e arfares, mas eu podia ver muito bem da onde eu estava que toda a sua musculatura estava tensa.

— Draco eu estou gozando!

Eu fui tirada do meu transe pelo grito alto da garota que ao que tudo indicava havia chegado ao ápice do seu prazer, e logo em seguida Malfoy soltou um baixo “porra” e pareceu terminar também.

Foi ai que eu percebi que estava no meio de um quarto assistindo um casal fazer sexo sem pudor nenhum, coisa que eu tinha acabado de classificar como um alto grau de perversão.

Então eu corri para fora o mais rápido que eu podia, passando como um raio pelo pequeno corredor que levava ao meu quarto, e me trancando lá dentro logo em seguida.

Eu sentia meu corpo quente, como se eu estivesse com febre, e estava com uma dor incomoda em certas partes inconvenientes do meu corpo, e pelo resto da noite, eu não pensei em mais nada a não ser o fato de que eu queria ter aquela experiência que aquela garota tinha tido.

Eu queria que Draco Malfoy me fodesse, e isso era um problema.

Notas finais
Por hoje é só pessoal. comentem, se expressem, não se reprimam. beijão.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.