Templar: The Rise Of The Fallen Knights
3 Amigos antigos e novos inimigos.
Notas iniciais
Assim que acordei a realidade veio à tona... Camille estava morta. Isso não saía da minha cabeça por mais que eu tentasse esquecer.
-Onde... Está o corpo dela? Preciso me despedir... – falei de cabeça baixa para que não vissem as lágrimas.
-Venha senhor... Vou levá-lo ao corpo da senhorita Camille. – falou o jovem em amavelmente.
Seguimos entre as ruas e becos da pequena cidade até uma porta de madeira grossa no final de um beco escuro. Ele abriu a porta e fez sinal para que eu entrasse.
-Logo ali senhor. Vou deixa-lo à sós para se despedir. Estarei esperando na porta. – ele falou e saiu fechando a porta.
Andei lentamente até a mesa onde haviam colocado o corpo dela. Estava coberta com um lençol branco fino. Levantei a parte que cobria seu rosto e fiquei ali por longos momentos observando seu rosto sem vida. Minhas lágrimas caiam sobre sua bochecha. Mesmo depois de morta ainda tinha o mesmo rosto de menina. Aproximei meu rosto do dela, beijei sua boca e tapei seu rosto com o lençol de volta. Saí na porta.
-Qual foi a causa da morte? – perguntei ao jovem.
-Afogamento senhor... Encontraram o corpo boiando em uma caverna subaquática. – ele falou.
-Afogamento? Mas Camille nadava muito bem! – falei voltando para a sala.
Algo estava errado. Levantei o lençol de novo, dessa vez até o peito dela. “Espere! Camille tinha um sinal no pescoço!”. A pessoa que estava ali não era Camille. O rosto era realmente muito parecido, mas olhando bem, o corpo não era como o dela, e não havia o sinal no pescoço.
-Santo deus! Essa não é Camille! – falei pasmo.
-Como assim senhor, veja o rosto, essa é a senhorita Camille... – ele falou, mas eu o impedi de falar.
-Cale-se! Eu conheço Camille, ela tinha um sinal no pescoço, e seu corpo era mais magro, essa não é Camille! – falei.
-Mas então onde está a senhorita Camille? E o pior, quem é essa pessoa?! – ele falou pasmo também.
Deixei-o lá e corri para procurar Camille. Já era noite e haviam acendido todos os lampiões da praça. Havia uma multidão reunida na volta dela. Eu não pretendia para, mas uma coisa me fez voltar. Alguém estava falando no centro da praça, em cima de uma árvore.
-Onde está Cato?! A morte da sua amada não foi suficiente para que ele viesse até aqui? Pelo jeito ele está escondido de mim. Deve ter medo. Um covarde como sempre! – a voz dizia no meio da praça.
Aproximei-me para ver quem falava. Era um homem mascarado. Ele tinha uma mulher de refém, não podíamos ver o rosto dela porque estava tapado com um saco. Ele a ameaçava com uma faca em sua garganta. Eu precisava falar algo.
-Quando Cato vier você soltará essa mulher? – perguntei me aproximando da árvore.
Ele estava em um galho mais alto dela, era uma árvore gigante.
-Essa é sua tática, nobre herói? Achei que tivesse deixado para trás os princípios de honra dos Templários...
-Do que você está falando? Não respondeu minha pergunta. Se ele vier... – fui interrompido enquanto falava.
-Cato, eu sei que é você. Eu reconheço seu rosto. Não adianta tentar fingir ser outra pessoa... – ele falou do alto da árvore.
Meu plano estava arruinado...
-Solte essa mulher agora! – falei.
-Como quiser... – ele disse.
Com um movimento rápido ele guardou a faca e jogou a moça de cima da árvore. Estava muito longe para eu alcançá-la.
-Não! – falei.
Alguém no meio da multidão a pegou antes que caísse no chão. A pessoa tinha um rosto familiar...
-Desgraçado, agora você me paga! – falou o homem que a pegou.
Ele pegou uma besta de dentro do sobretudo preto e começou a atirar no mascarado. Nesse momento o reconheci...
-O mundo é pequeno meu amigo! Dois anos e aqui estamos nós de novo! – falei.
Pus-me a ajudá-lo. Peguei minha espada e comecei a subir na árvore. Ele se virou para me ver e também me reconheceu.
-Cato? Não acredito! Que alegria meu amigo. Quando isso tudo acabar vamos tomar uma cerveja? – ele falou rindo.
-Pegue a carteira meu amigo. Logo, logo isso estará acabado. – falei pulando de um galho à outro.
A moça estava se levantando com a ajuda de um rapaz agora. Eu estava um galho abaixo do homem mascarado que apenas me observava e se desviava das flechas.
-É Camille! – falou o rapaz que ajudava a moça a se levantar.
Meu coração parou. Parei de subir os galhos e virei-me para a moça lá em baixo. Era minha amada, Camille estava lá.
-Camille! – gritei para ela.
Ela sorriu e me olhou. Nesse momento o mascarado aproveitou para me acertar um chute que me jogou de cima da árvore. Caí sobre um arbusto (que histórico maldito com essas plantas). O homem das flechas aproveitou o descuido do mascarado para acertar-lhe uma flecha no joelho.
-Você está bem Cato? – perguntou ele enquanto o mascarado caía da árvore.
-Preocupe-se com ele meu amigo. Quando eu pegar aquele desgraçado vou acabar com ele! – falei me levantando.
O mascarado foi pegou por outros três homens vestidos de preto que o puseram numa carroça. Ela partiu a toda velocidade.
-Merda! – falou o homem das flechas.
-Bem, só nos resta tomar uma boa cerveja... Mas primeiro... – fui até Camille enquanto falava.
Dei-lhe um beijo forte e a envolvi em meus braços. Lágrimas corriam por nossos olhos.
-Senti sua falta. – falei.
-Nunca mais me deixe! – ela disse.
-Eu não pretendo te deixar meu amor. Nunca mais! – falei beijando-a novamente.
Combinamos de nos falar depois. Ela foi tomar um banho e eu fui beber com meu amigo. Entramos na taverna e nos sentamos numa mesa perto da porta. Pedimos duas cervejas bem fortes e demos início à conversa.
-Então o destino nos juntou de novo Cato! – falou ele me abraçando.
Era bom revê-lo. Finalmente, falei:
-Como vai o negócio de caça, Cassius?
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