Tempestade De Lágrimas.

1 Uma gota vai ao chão.


Notas iniciais
Nossa, essa história tem muita água ! KK
Fic dedicada à LiaCollins [ID #81237] que adoooooora um ciúmes :9 e à KitsuneKiki [ID #98859] que lê fervorosamente minhas fics & adora um Dean ousado. Espero que gostem! Divirtam-se! *-*

Que se danassem os demônios, Lúcifer, Raphael e toda a cambada que estava querendo ver o fim do mundo. Nada mais importa. Pois Dean Winchester encontrara seu verdadeiro motivo pela qual veio ao mundo: Castiel. Era o destino. Caprichoso. Porém belo desta vez. E não interessava se algum monstro debochava do casal enquanto era mandado direto ao purgatório. Porque afinal, o que é o preconceito perto do fim do mundo? Então, deixando isso claro a todos, ambos continuaram sim a sua luta contra o fim da existência humana. Mas juntos. Mais que nunca, juntos.

E entrando em mais uma batalha, resolveram se hospedar desta vez em um hotel de luxo, em uma pequena cidade para serem totalmente despistados. Lá estava o loiro, admirando cada canto do quarto enquanto o moreno alto se acomodava em uma poltrona, já que ambos dormiriam em quartos separados. Dean olhava os espelhos, as luzes e principalmente, o chocolate que havia na cama, o pegando em seguida.

- Quer um pedaço, Sam?


- Não Dean, fique à vontade. Hey, você não acha esse motel um tanto... Luxuoso demais? – O irmão dizia olhando os cantos do quarto também, enquanto arrumava algumas roupas suas.

- Acho sim, mas eu adorei! E também nem dá pra ficar em qualquer motel desta vez. – Dean como uma criança, sentava-se na cama, sentindo o quão fofo era ela, e comia seu chocolate com um ar de quem saboreava a melhor coisa do mundo.

- Mas por que escolheu logo este? – Sam o olhava com uma expressão curiosa.

- Não sei Sammy, eu vi que parecia luxuoso e entrei. Só isso.


- Sei, hm. Escolheu ele por causa do seu namorado, não é? – Sam cerrava os olhos, encarando Dean com um sorriso falso.

- Ihh... Qual é Sam? – Dean olhava o irmão e notava o semblante do mesmo, se sentindo invadido.

- Não importa. Eu vou pro meu quarto. Se precisar de mim é só chamar tá?


- Ok, tudo bem. – O caçador teve uma impressão estranha do irmão, mas deixou isso de lado. Afinal, não adiantaria perguntar ao irmão o que estava acontecendo com ele e sua mudança constante de humor.

Sam abriu a porta levando consigo suas roupas e seus materiais, e deixou Dean com as suas coisas em seu quarto. O loiro respirava fundo, fechando a porta sem trancá-la e indo em direção à cama, um pouco exausto da viagem que fez. Pensava em Castiel sem parar. Saudades cresciam no coração do caçador, até que em um ato desesperado de seu corpo, acabou adormecendo.

Algumas horas depois, o loiro acordou assustado com um barulho estrondoso dos céus. A chuva lá fora estava bem forte, e Dean pôde ouvir cada gota de água cair sobre o chão. O rapaz virava-se para olhar a janela, quando via seu anjo protetor sentado em seu lado, o olhando profundamente. Dean com um sorriso no rosto punha se sentado rapidamente, pulando nos braços de Castiel, abraçando-o forte.

- Senti tanta sua falta, Cass... – Dean tinha seu rosto colado ao pescoço do anjo, sentindo o cheiro do mesmo que tanto adorava.

- Também senti saudades, Dean. Muitas... Hmmn... – Castiel tinha subitamente seu pescoço sugado pelos lábios insaciáveis do loiro, agora com o sabor do anjo em sua boca, deixando marcas roxas no local. Castiel por sua vez abraçava o loiro, apertando sua camisa enquanto tinha sua pele devorada pelo caçador.

Dean subia seu rosto pelo pescoço sensível de Castiel, dando beijos molhados em cada parte que tocava, até chegar a sua boca. O moreno fechava os olhos lentamente e recebia a língua de Dean por entre seus lábios, abrindo suavemente sua boca e avançando no caçador, transformando aquilo num beijo super sensual. O barulho daquele beijo era capaz de atear fogo em qualquer ser humano que ouvisse. E foi o que aconteceu.

Sam estava no quarto ao lado sem conseguir dormir. E mesmo com a forte chuva, conseguiu escutar os sussurros de Dean, e os beijos molhados que o casal se dava. Ouvia a voz baixa de Castiel vindo do quarto. Ao mesmo tempo em que se excitava com o que ouvia, Sam possuía raiva ao saber que ambos estavam no quarto naquela pequena festa, e ele ali naquele quarto sozinho. Era injusto aquilo. Seu coração estava em pedaços naquele momento. Aquele que tanto desejava não estava consigo e sim com... Ah, o que importava? O problema é que agora ambos estavam sedentos um pelo outro em um quarto de luxo, e não iam parar enquanto não se afogassem naquele êxtase e luxúria. Ou até mesmo em uma outra coisa. Mais branca e mais consistente.

No outro quarto, as mãos de Dean apoiavam-se nos ombros de Castiel, este estando deitado naquela cama macia, com a camisa aberta e ainda de sobretudo. Porém sem calças e sem sua cueca. Dean já estava sem sua boxer em cima de Castiel ainda de camisa. Aquela bela ereção do anjo estava levando o caçador à loucura antes mesmo de ser adentrado. Dean erguia um pouco seu quadril, deixando Castiel o penetrar em seguida. O loiro abaixava, sentindo aquela imensidão de prazer invadir-lhe e por hora, lhe rasgar ao meio. Um misto de sensações foi atingido naquele instante. Aquele traseiro delicioso agora rebolava sobre o moreno, que delirava em gemidos. Sam poderia ouvir o casal perfeitamente se não fosse a chuva.

Castiel segurava o quadril de Dean, o forçando de encontro a seu pênis, gemendo grosso. A voz do anjo excitava o caçador ainda mais, e fazia movimentos ritmados de vai e vem sobre o moreno. O tesão era tanto que o anjo não agüentou por muito tempo. Ejaculava dentro do caçador, dando gritos de prazer. Seu peito subia e descia rapidamente, ofegante. Dean olhava satisfeito vendo que aquele orgasmo que provocou ao anjo tinha sido tão forte. Sorria de canto, também suado.

Em uma fração de segundos, Castiel segurava Dean e o virava, deitando o loiro sobre a cama. O olhar do moreno era de pura malícia. Sua feição se transformou em um poço de perdição. Dean se impressionava, mas adorou ver seu anjo daquela forma. O protetor descia pelo corpo do seu protegido, beijando aquele corpo quente e subitamente pegou em seu pênis ereto, o masturbando sem velocidade. Dean parecia não se importar se metade do planeta poderia ouvi-lo. Se dependesse dele, o sistema solar, o universo e até Deus conheceriam seus gemidos. Aquela boquinha inocente (ou não tão inocente assim) envolvia-se inteiramente ao redor do membro do Winchester, o deixando em ponto de insanidade.

- Ahhh... Caralho Cass... – O loiro não conseguia sequer falar direito. A felação que o anjo lhe fazia era esplêndida. Castiel sugava o membro de Dean com força, arrancando gritos do mais velho. Variava suas chupadas de leve a intenso, esfregando sua língua em todo aquele corpo pulsante que jazia em sua boca. Dean Winchester tinha uma certeza: ele iria inundar aquele quarto de motel aquela noite.

O corpo de Dean estava se contraindo muito, mas Castiel estava tão focado e cheio de luxúria em seus olhos que resolveu experimentar algo que não sabia se ia mesmo funcionar. Mas tentou mesmo assim. Ao ver que o loiro estava prestes a derramar toda sua bomba nos lábios do anjo, o moreno com uma das mãos tocou a coxa de Dean fazendo com que inesperadamente o efeito do seu prazer todo congelasse, e se mantesse em sua melhor parte. Vendo que o orgasmo do caçador fora retardado, o moreno afundava o pênis do mesmo até sua garganta, assim o sugando com ainda mais vontade.

O loiro sentia aquela corrente de energia em seu corpo, intensa e insana, e de modo algum conseguia gozar. Mas era bom. Bom demais. Agarrava-se aos lençóis, gemia alto e chamava por Castiel. Sabia que aquilo era feito dele. Mas uma coisa o moreno não sabia: aquela ‘magia’ era forte demais para o Winchester segurar.

- C-Cass... Eu não... Eu...


- Quietinho Dean. Apenas sinta... – O moreno abocanhava de novo o loiro, agora chupando com uma rapidez incrível apenas a glande supersensível do Winchester.

Após alguns segundos, o anjo se assustava ao ver que o corpo de Dean tremia freneticamente e seus olhos se reviravam, fazendo seus tons verdes se perderem no branco. Cass com mais um toque nas pernas do rapaz, fez com que aquele efeito retardante sumisse do loiro, e com as mãos úmidas e convictas, masturbava o caçador com velocidade e desespero. Olhava focado naqueles olhos, esperando que os verdes surgissem para si novamente.

Dean voltou ao seu normal e direcionando seus olhos àquela imensidão azul, gozou de modo incrível nas mãos do anjo. Nem ele mesmo sabia que era capaz de ejacular tanto de uma vez. Seu pênis ficou latejante ainda nas mãos de Cass, este dando um pequeno beijo ainda naquela saliência de Dean, voltando-se para a boca do mesmo, o beijando cheio de carinho e preocupação. O loiro o puxava para seu lado, o abraçando e em seguida o olhando, parando o beijo.

- O que foi aquilo, Cass? – O caçador acarinhava o outro, ofegante e atento.

- Eu retardei o seu organismo pra que você ficasse mais tempo sem... – O anjo parava de falar, um pouco tímido pelo o que fez.

- Entendi...


- Me desculpa Dean. Eu quase matei você... – O anjo tinha um olhar baixo, magoado.

- Cass, por favor, não fique assim. Quem disse que eu não gostei hein? – Dean tinha um olhar de fome ao anjo, este sorrindo tímido e agora, corado. – Só tome cuidado se isso acontecer enquanto eu estiver dentro de você. Pode ser devastador!


Castiel ficou ainda mais corado e de boca aberta. O Winchester gargalhava e puxando o anjo para mais perto de si, enchia o mesmo de beijos e se aconchegava em seus braços, adormecendo momentos depois. Cass vigiava seu sono, percebendo o quão esfomeado tinha sido naquela noite. Sorria e encostava-se em Dean, fechando os olhos e repousando ali.

Mais um dia amanhecia. Dean acordava e passava ambas as mãos no rosto, ainda com uma preguiça enorme. Estava se sentindo exausto. Também não era para menos, depois da noite anterior. A manhã estava nublada e Castiel magicamente adormecera ali. Dean acarinhou o rosto de seu amado, sorrindo, admirando aquele anjinho dorminhoco. Estava morto de saudades do seu protetor, inclusive daqueles lábios tão chamativos que ele tinha. O caçador dava um leve selinho no anjo que continuava dormindo, e levantando-se da cama, ia para o banheiro da suíte se banhar.

Algum tempo depois, Castiel acordava, sentindo-se um pouco cansado também. Eram estranhas aquelas reações humanas tomando-lhe conta. Mas gostava. Bocejou como um bebê, abrindo os olhos e dando de cara com o Winchester mais novo, sentado ao seu lado, o encarando.

- Sam? O que faz aí sentado? – Castiel tinha os olhos cerrados, o observando bem. Ainda estava desfocado pela noite de sono que teve.

- Nada. Observando o anjo dormir apenas. Aliás, você dorme feito um neném sabia? – Sam tinha um semblante muito semelhante de quando Lúcifer dominou seu corpo, há muito tempo atrás.

- O que você realmente quer Sam? – Castiel mostrava estresse. Aquela conversa estava estranha demais.

- Tolo... Tão celestial e tão vivido... E ainda não reconhece os sentimentos humanos...


- Eu não entendi.


- Eu quero você, caramba!


Sam avançava para cima de Castiel, ficando por cima do anjo segurando seus braços.

- Sam, pare com isso! O que deu em você??


- Amor, Castiel. Sabe o que é isso? Sei que sabe! E você não deve amar o Dean. Deve amar A MIM! – Sam falava com uma voz nervosa e desesperada, porém baixa.

Castiel se teleportava da cama até o canto do quarto, assustado com a reação do moreno de olhos verdes. Queria entender o porquê de aquilo tudo estar acontecendo. Mas não quis esperar para ver. Castiel desaparecia do quarto, quando Dean saía do banho e adentrava o quarto novamente.

- Erm... Cadê o Cass? E como você entrou aqui, Sam? – Dean parava com a toalha enrolada na cintura, curioso e pensativo.

- Ah... A porta estava aberta e quando eu entrei aqui não tinha ninguém. – Sam agora estava sentado na cama, um pouco sem saídas. Suplicava mentalmente para que Dean não perguntasse mais nada.

- Sei. Tudo bem. Vou trocar de roupa, se puder me dar uma licença básica...


- Desculpe. Vou lá pra fora. – Esbravejou o mais novo, estressado, saindo e batendo a porta.

Dean estava de saco cheio de tanto nervosismo daquele seu irmão consigo. Estava estranha a relação deles nos últimos dias. Ele conversava mais com Cass do que com o próprio irmão.

- Mas Cass estava aqui, eu tenho cert... Ahhh Deus. – Dean desejou morrer naquele momento só por suspeitar do seu irmão. Fechou os olhos ali naquele quarto e desejou que aquilo em sua mente fosse um dos pensamentos mais bárbaros que já teve. Ele, logo ele, sangue do seu sangue lhe trair a confiança daquela maneira? Não podia ser possível.

Agora fora do motel, os irmãos iam se encontrar com Bobby em um campo aberto, próximo a uma pequena selva. Havia vestígios de batalha no local, então resolveram investigar melhor. Ao caminho da viagem, Sam olhava o irmão emburrado, desinteressado e sem vontade de conversar. Dean estava nervoso ainda, pelo o que podia ter acontecido de manhã em seu quarto. Ainda não tinha entendido o propósito do irmão ao entrar em sua suíte, ainda mais saindo estressado de lá.

Ao chegar ao local marcado, Bobby estava com uma garrafa de cerveja na mão, bebendo do lado de fora do carro estacionado no campo. Dean estacionava próximo dali o seu Impala e saía do carro com seu irmão. O loiro esboçava um sorriso enorme ao ver que Castiel estava do lado de seu pai. Correu até o namorado, o abraçando forte.

- Cass, você aqui?


- Sim, eu resolvi ajudar a resolver o que houve aqui no campo. – O anjo sorria suavemente, retribuindo o abraço e puxando o rosto de Dean para um lento e intenso beijo.

- Hmm... Se os pombinhos não se importam, temos trabalho aqui. – Bobby ria enquanto falava, assim, vendo o casal encerrar o beijo, corados.

- Pois é, isso tudo tá virando circo já. – Sam falava baixo, para que ninguém ouvisse. O problema é que o irmão mais velho o ouvira muito bem, ficando ainda mais tenso que antes.

- Bom, houve uma batalha ali, tem rastros de roupas, sangue, armas e facas. Foi uma batalha das grandes pelo visto. – Dean olhava em volta, analisando.

- Não foi celestial, não sinto a energia dos céus neste campo. – Castiel tinha uma expressão de paisagem naturalmente.

- Pode ser que a briga tenha partido para outro lugar, pois nem mortos há aqui. – Bobby analisava as probabilidades daquela luta.

- E se procurarmos naquela selva ali atrás? Pode haver seres ou pessoas mortas escondidas ali. – Sam tinha uma ideia não muito boa dentro daquela cabeça.

- Boa ideia Sam. Bom, podemos fazer grupos de duas pessoas para irmos até a floresta revistar e achar pistas. Eu posso ir com-


- Eu vou com Castiel, Dean vai com você Bobby. Ele é melhor atirador que eu, e se eu falhar, Castiel pode me ajudar. Não é? – Sam tinha aquele olhar que Lúcifer transmitia através de Nick. Se sentindo intimidado pelo irmão, Dean ia falar algo, quando foi interrompido.

- Sem problemas. Dean, vá com Bobby que eu vou com Sam.

Dean ficou decepcionado, mas aceitou o que o amado dizia.

- Tá bem Cass. Mas antes venha aqui...

O caçador mais velho abraçou seu anjo novamente, sussurrando ao mesmo. “Na vida ou na morte, saiba que eu vou sempre amar você.”

Cass sorriu, por mais que tenha achado aquilo estranho. Logo, as duplas adentraram-se um de cada lado daquela selva, a procura de provas ou pistas.

- Não encontrei nada até agora. – Castiel olhava as árvores, o chão, tudo que pudesse significar rastros de briga.

- Pois eu achei. – Sam sorria ao falar, não olhando Castiel.

- O que você achou Sam? – O anjo olhava para o moreno mais alto curioso.

O caçador virava-se para aqueles olhos azuis que o encaravam curiosos, e maliciava ao vê-los. Castiel não precisou de uma resposta para entender o que queria o Winchester mais novo.

- Sam, não se atreva.


- O que foi? Desde quando tem medo de humanos?


- Não é medo, é... Sam por favor, você sabe que não deve fazer isso!


- É? E se eu quiser? O que você pode fazer ao seu cunhado? Ahn? – Sam chegava ainda mais perto do moreno, abaixando até o pescoço do mesmo, sentindo o doce perfume que o protetor de Dean exalava. Aquilo tinha passado dos limites.

- Sam... Perdoe-me...

- Pelo o quê? – Rindo, agora segurava o pescoço do moreno, enquanto passava a ponta de seu nariz lentamente na pele suave que não o pertencia.

- Por isso...

Castiel dava um soco extremamente forte em Sam, que caía de joelhos, cuspindo sangue. Logo, Sam passava uma das pernas pelas de Cass o fazendo cair. Subia em cima do anjo, segurando os braços dele, como no quarto de motel.

- Você NUNCA vai ser do Dean entendeu? Você não nasceu pra ele! E se não nasceu pra mim também, não tem o porquê existir!


- Sam, pare com isso, droga!


O moreno avançava em Castiel, batendo no mesmo. O anjo revidava com socos dolorosos, que por sua força eram muito mais fortes do que os de Sam.

Lá do outro lado da selva, Dean estava com um péssimo pressentimento sobre aqueles dois sozinhos. Desejava estar lá com Castiel no momento. Não conseguia parar de pensar nele.

- Dean? Foco, filho. Precisamos saber o que se passa aqui.


- É... Eu preciso mesmo.


- O quê?


- Olha Bobby, eu estou muito atordoado. Sam não conversa mais comigo. Só quer saber do Cass. Hoje eu saí do banho e o encontrei lá, debruçado na cama, onde Castiel estava dormindo. Acho que ele fez alguma coisa a ele.


- Dean, isso é ciúmes, não acha?


- Não Bobby. É mais que isso. Tem algo acontecendo e eu quero descobrir o que é. Cansei de esperar respostas.


- Espera...


- Esperar mais?


- Não Dean, espere aí. Escuta. Que som é esse?


Bobby conseguia ouvir a briga do outro lado, entre Castiel e Sam. Mas não sabia que eram aqueles dois que estavam brigando.

- É o Cass? BOBBY, É O CASTIEL?


- Dean, eu não sei! H-Hey, aonde você vai?


- Vou por um fim nessa história agora!


Dean saía correndo em direção oposta. Aquela voz, aquela luta... Com certeza tinha a ver com seu anjo. Ele já não agüentava mais guardar aquele ciúme embutido dentro de si com aqueles dois juntos. Ou pelo menos mais próximos. Aquilo lhe dava uma árdua dor de cabeça. Mas seu irmão agora ia conhecer a fúria que o ciúme pode causar em alguém.

Dean procurava entre a selva aqueles dois, e finalmente os achava. Dean puxava a Colt da sua cintura. Não largava mais ela. Tinha balas suficientes naquela arma. O mesmo avistava Castiel agora em pé, sendo segurado pelo braço de Sam. O irmão mais novo conseguia tirar uma espada angelical do anjo enquanto brigavam. O caçador moreno tinha a espada no pescoço do anjo, o deixando virado para o Winchester mais velho.

- Larga ele, Sam. Ou eu juro-


- Jura o quê Dean? Você não pode fazer nada no momento. Abaixa essa arma agora.

- Não. – Dean olhava para o irmão, sentindo seu sangue ferver. Observava Castiel machucado e sua ira subia cada vez mais.

- Você é quem sabe. – Sam apertava a espada no pescoço de Castiel, fazendo-o gemer de dor.

- PARA CARALHO!


- Abaixa essa porra, Dean! Não estou de brincadeira!


Dean se sentia vencido e guardava a arma na cintura novamente. Os dois morenos estavam sangrando bastante. Não era compreensível o que Sam queria de Castiel. Dean não segurou a curiosidade e perguntou sem medo.

- O que você quer dele, Sam?


- Exatamente! Eu quero ele! Sempre amei esse anjo e ele nunca deu bola pra mim. Sempre ficou na ‘barra da saia do Dean’, blargh! Cansei dessa história! Cansei de ver vocês juntos. Cansei mesmo! Se ele não ficar comigo, não vai ficar com você e nem mais ninguém!


- Você o quê? – Dean gelava com o que o irmão dizia. Suas suspeitas estavam agora concretas com o que o seu irmão lhe disse. E Castiel ali, sangrando sem poder fazer nada. Estava fraco. Só mantinha os olhos em Dean, que estava entre lágrimas agora.

- Você ouviu, não é surdo! Pois aqui vai o meu ultimato: ou ele fica comigo, ou eu o mato! – Sam mantinha uma força incrível naquele braço. Não parecia mais humano.

- Sam... Pare. Eu não quero fazer besteira.


O receptáculo de Lúcifer olhava Castiel e perguntava com um ar maligno:

- E então anjinho. Vai depender de você. Quem você vai amar agora hein?


Castiel mantinha um foco surpreendente em Dean, e por mais fraco que estivesse ainda conseguiu falar com o loiro.

- Eu... Eu sempre vou... Amar... Dean Winchester... Na vida ou... ou na morte...


Sam sentiu seu corpo tremer de ódio. Não tinha chance alguma com Castiel ali. Ele não iria viver com aquele ciúme do anjo. Resolveu cortar então o mal pela raiz. Sam Winchester cometera um ato monstruoso ao fincar a espada angelical no peito de Castiel, fazendo o brilho daqueles olhos tão belos deixar o anjo.

- NÃÃÃOOOO!

Dean só teve uma visão. Seu mundo tinha acabado ali. Como um reflexo, puxou a Colt novamente de sua cintura e mirando certeiro, atirou com vontade na testa de seu irmão mais novo, fazendo o mesmo cair no chão, largando Castiel.

Dois pedaços de sua alma estavam no inferno. Dean se sentia mais que morto. Largando a Colt no chão, foi até o corpo de Castiel, caindo ajoelhado diante deste. Suas lágrimas corriam ferozes, e seus gritos eram estridentes. Bobby depois de muito tempo achou os rapazes, e deixando a arma cair no chão, não sabia como reagir. Dean tinha em seus braços o amor de sua vida, agora morto. Ali sem aquele brilho do azul. Sem aquele paraíso astral que o mesmo lhe dava. Tudo estava no fim. O loiro nunca havia chorado daquele jeito. E pelo jeito nunca mais iria sorrir.

O Winchester vivo tirava com cuidado a espada do peito do receptáculo Jimmy, olhando com fúria o seu irmão, morto ali ao lado. Uma fina chuva começava a cair. Uma tempestade chegaria em breve naquele local. Resolveu então levar Castiel embora dali. Bobby o ajudava com uma dor no coração tremenda. Sam era seu caçula, por mais que o moreno tivesse enlouquecido. Dean pediu para que Bobby cuidasse do corpo do irmão. Não suportaria olhar Sam e não ter uma crise de choro. Tanto por raiva quanto por dor em ter perdido ele. Já o caçador levou Castiel para outro canto, desconhecido por Bobby.

O corpo do anjo estava no banco traseiro do Impala. Dean, dirigindo, não tinha mais forças para ficar vagando sem rumo por aquelas estradas. Seu coração estava em pedaços. Então, parava o carro no meio da estrada deserta. Saía do Impala, caminhando devagar pela chuva. Se jogava de joelhos metros depois, chorando.

- Deus, por que é que você faz isso com o desgraçado aqui? Já não tenho nada na vida e você me tira as razões que me mantém vivo... Eu não... Não agüento mais... Traz minha vida de volta, senão... Apenas... Apenas me leve embora também, por favor...


Dean soluçava naquele asfalto. A chuva só aumentou. Agora com muitos raios caindo em toda parte. Mas no meio daquela chuva, ele não contava com uma coisa: um farfalhar de asas tocando seus sentidos. Dean virava-se para trás e via ali em pé, seu amor, sua vida. Sua razão para continuar lutando e brigando na terra. Castiel.

- Você... Não...


- Dean...


O anjo caía de joelhos e abraçava Dean, demonstrando pela primeira vez um sentimento tão pesado a ponto de fazê-lo chorar. Dean freneticamente abraçava o anjo, sentindo as costas do mesmo, quente e terna em seu corpo. Inacreditável! Nunca rezou com tanto fervor em sua vida, e pela primeira vez fora correspondido. Dean não sabia como chorar de alegria, mas o fazia. E muito. Dean interrompia o abraço e ficava perplexo.

- Cass, mas... como? O que houve?


- Foi Ele, Dean. Meu Pai.


Nada mais precisou ser dito. Dean segurou o rosto do anjo, e o beijou com vontade, naquela chuva forte que caía. Sentia-se explodir como se existissem bilhões de sóis no lugar de sua alma. Por mais que Sam tivesse morrido, ele estava feliz no momento. Por ter Castiel de volta. Por ter sua vida de volta. De poder sorrir e ver que a eternidade seria pouca para que ambos pudessem transmitir ao mundo o que eles sentiam. Amor. O mais puro. Aquele que mata, e que faz morrer. Aquele que dura a vida toda.

Fim.

Notas finais
*Fugindo*
Espero que vocês tenham gostado realmente. Eu achei bem triste. Os ciúmes da história estão bem mortais. Mas ultimamente eu venho querendo colocar um pouco mais disso nas minhas fanfics.
Bom, gostou, odiou, preciso melhorar, preciso seilá oq? Review please. *O*
Bjs. ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!