Tempestade

8 Capítulo 8


Vergil respirou fundo – queria que Nero o entendesse, mas finalmente percebera que aquilo necessitava de acroático.

"Nero; você precisa entender que sou um homem bravio – tempestuoso –, minha vida reflete meu ser..." Vergil se interrompeu cansado, não era hora para palavras bonitas, muito menos para poesia vazia.

Era hora para a verdade. Ele se aproximou de seu filho sentado ao sofá – o encarando sem expressão alguma –, sentou-se na outra ponta.

"...Talvez não seja o que queira ouvir, mas duas décadas atrás eu fugi para o inferno." Vergil começou inserto, era uma longa história.

Nero ouviu até o fim.