Tempestade

4 Tempestade elétrica


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews Nina, Heloiseh, Jussara Rogers, Raskia, dridri, SHIRLEY, DaniDávi, Evelyn cullen, Marcela, DEA, Clara Farias, RoCullen, LittleDoll, Eclipse She e Teresinha, bjos. -;- Capítulo betado por Eclispe She, mais uma vez obrigada pela força amiga. Bjão. -;- E lá vem mais chuva...

“O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade”. John Dryden

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– Música sugerida (Electrical Storm — U2) -

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Fazia uma semana que o clima estava firme em Forks, nada de chuvas ao final da tarde... A ansiedade e angustia abatiam Isabella e Edward...

Cara... Edward, qual é o problema? Você anda calado demais, muito estranho. – Dizia James notando o semblante quase dolorido em Edward assim que se aproximaram na volta das tarefas diárias. A amizade com Isabella tornara-se um segredo sem querer e ainda mais depois daquele beijo, manter aqueles encontros em secreto era melhor, seguro, pensava...

Não tenho nada James, você está vendo coisas. – Afirmou e Hunter como sempre com os olhos fixos em Edward permanecia desafiando-o com o olhar e o Masen apenas mantinha-se na sua, arrumar problemas só o impediria de manter seus encontros com a doce Isabella, isso quando a chuva voltasse e essa era a súplica do momento.

Qual é o problema dele com você? — Indagou James mais uma vez percebendo a marcação do soldado Hunter em cima do amigo.

Não sei, talvez seja amigo de Phil... Sei lá... Pouco me importa. – Devolveu indiferente. – Mas me diz aí, o que aconteceu logo mais cedo para você ir na administração? – Questionou por se lembrar de ver o amigo indo em direção a administração da instituição na hora das tarefas... James sorriu...

Meu pai deu notícias... Vou sair daqui antes do que pensava. – Afirmou empolgado e Edward sorriu.

Isso é muito bom, James, muito bom mesmo. – Afirmou feliz pelo amigo.

Sim, é... E... Eu quero que saiba Edward que quando você sair daqui eu vou estar lá fora para te ajudar no que puder... Vou para Seattle viver com meu pai e tenho certeza que lá as coisas vão ser melhores. – Dizia sonhador... A conversa com James fizera Edward desviar um pouco o foco, mas o cair da tarde lhe deixou mais uma vez angustiado por não poder ir ao encontro de Isabella... O tempo permanecia firme para a tristeza deles.

**

Isabella estava deitada em sua cama, o amargo gosto da solidão estava lhe açoitando o coração nos últimos dias... Não ver o sorriso de Edward, não ouvir sua voz, a saudade da quentura de seus lábios nos seus... Fora apenas um selinho, um rápido contudo significativo e inesquecível beijo sem grande performance, apenas um encontro de lábios, sem língua, sem malícia, mas para Isabella era a maior experiência que tivera e era de longe a melhor... A vontade de chorar lhe atingia ao ver o sol se pondo e nada de chuva por mais um dia...

Bella... – Chamou baixinho a amiga Victória. – O que você tem? Está tão calada, encolhida a tarde toda aí... Nem seus livros você anda lendo. – Comentou sentando-se na ponta da cama da amiga a afagando-lhe as costas.

Não tenho nada Vic. – Devolveu baixinho mantendo sua face de encontro com a parede.

Está com alguma dor, cólica talvez... Você está naqueles dias? – Inquiriu aproximando-se mais.

Estou bem, apenas um pouco cansada, só isso. – Afirmou.

Você ligou para o seu pai? Avisou que vai comigo para Seattle? – Perguntou e Isabella lembrando-se do assuntou virou-se para ela.

Eu tentei falar com ele, mas não consegui, deixei recado com a secretária... Mas de certo ele ainda não teve tempo de retornar. – Explicou e Victória soltou o ar com exasperação pela exagerada falta de atenção do Swan. – Eu vou tentar de novo amanhã... Vou conseguir falar com ele. – Afirmou, mas aquela certeza já não era assim tão importante... Ir para Seattle significava ficar dias longe de Edward, dias sem poder vê-lo, como acontecia agora e isso a martirizava, era doloroso... Ela não entendia, apenas sentia... Como podia em tão pouco tempo aquele rapaz povoar sua mente com tanta força? A vontade de chorar retornava e Isabella deu graças aos céus que sua amiga resolvera se entreter com outra coisa e a deixou em paz em sua tristeza.

**

Aquela sexta-feira amanheceu com chuva, uma chuva insistente e com vontade de permanecer por dias... O sorriso nos lábios de Isabella durante o dejejum foi notado por suas colegas e principalmente por Vic...

Se eu não convivesse com você esse tempo todo poderia dizer que está com problemas sérios. – Soltou olhando fixamente para a Swan que ainda sorrindo...

Por que diz isso? – Questionou.

Ora por que... Você andou nos últimos dias com uma cara de dor torturante e hoje amanhece assim... Só sorrisos... E olha em volta, estamos todas desanimadas... Essa chuva só atrapalha... Sair do refeitório e ir para a sala de aula ou para o dormitório é um transtorno para dizer o mínimo e você continua sorrindo... Nos últimos dias o sol estava pregado no céu... O ânimo nos aquecia e você cabisbaixa... Vai entender. – Comentava.

Eu gosto da chuva. – Afirmou segura e ainda sorrindo.

Estou vendo. – Devolveu. – Não é por nada não, Bella, mas você está estranha e ponto... Só não fica louca tá? Por que aí é que eu não vou conseguir aguentar ficar nesse lugar. – Soltou fazendo Isabella rir com vontade e Victória sorriu junto... A volta da aula no horário do almoço foi mais um momento de encontro entre elas, agora no dormitório compartilhado... Isabella debruçada nos livros ansiava pelo final da tarde, mas também se via insegura sem saber o que iria encontrar... Será que ele iria? E se fosse, como iria ser? E o beijo... Teriam outro? Os questionamentos lhe assolavam... Ela fitou a amiga que ouvia música despreocupadamente...

Vic... – Chamou e a amiga continuou ausente, atenta apenas a música. – Victória. – Chamou mais uma vez agora cutucando-a e ela lhe fitando retirou os fones de ouvido...

Oi... – Devolveu e a vergonha em perguntar levou as maçãs do rosto de Isabella um tom avermelhado. – O que foi? – Perguntou estreitando os olhos para cima da Swan... Isabella criando coragem...

Vic como... Como é beijar alguém? – Questionou baixo.

Beijar... Que papo é esse? – Indagou desconfiada e Isabella engolindo em seco...

Eu... Eu só queria saber como... Como é. – Disse ainda mais baixo. – E você... Bem você entende muito mais disso do que eu. – Definiu o que era de certo modo uma inverdade porque Victória talvez até soubesse um pouco mais das coisas do que a ingênua amiga, mas o seu um pouco mais, não poderia ser considerado experiência de verdade... Um beijinho e outro eram a sua bagagem, mas o jeito expansivo e firme da ruiva dava a impressão dela ser muito conhecedora do assunto...

Bom... Beijar... É algo... Algo molhado e quente. – Definiu e Isabella atenta se manteve esperando por mais, porém esse mais não existia, contudo Victória Lefevre não poderia sair por baixo nisso, nunca, pensava a ruiva... – Mas por que você quer saber? – Perguntou disfarçando sua obvia falta de experiência.

Eu... É... É que tem esse livro que eu... Estou lendo e...

– Bella, amiga... Beijo de livro é diferente. – Disse rindo e Isabella ainda mais envergonhada se colocou.

**

O horário marcado chegara e correr para a floresta foi o destino... A grande árvores, o ponto de encontro... Isabella chegou e Edward estava lá, já impaciente achando que ela não viria... Mas o sorriso ganhou os lábios de ambos, a alegria invadiu a alma... Ela se aproximou ainda mais, agora poderiam respirar...

Eu pensei que você não iria vir. – Constatou com alivio.

Oi, Edward. – Disse um tanto insegura e ele sorrindo.

Oi, Bella... – Devolveu feliz...

Desculpe a demora, a madre estava muito perto. – Explicou e eles permaneciam se olhando, os sons da floresta eram a trilha sonora agora acompanhados pelas respirações deles que se tornavam afoitas a cada segundo ante vendo o que viria a seguir... A necessidade de algo mais crescera nos últimos dias e de maneira simultânea eles se aproximaram e um abraço se deu, gentil, delicado, mas o aperto de um no outro passou a aumentar... A intenção de naquele abraço tornar real e palpável o que em seus corações cresciam... Ela escondeu-se no tórax dele e ele com seus braços envolvidos em torno do delicado corpo... O calor de um era a paz do outro... O cheiro de um era a certeza do outro de que era real... Era possível voltar a respirar...

Eu senti tanto a sua falta, linda. – Disse e a forma carinhosa chegou ao coração dela e lhe trouxe um sorriso ainda maior nos lábios.

Eu também senti a sua, muito Edward. – Afirmou tendo sua voz abafada pela camiseta surrada dele... Permaneceram abraçados por um tempo... A vontade de não mais se desgrudar, a angústia se dissipando dava lugar ao alívio e as mentes se questionavam – Como em tão pouco tempo isso passara ser tão importante, fundamental? Carência? A sensação de ter alguém de fato importando-se com você, estando lá para você... Essa era a sensação, estar completo, estar seguro, estar em paz... Sensação de pertencimento, prematuro talvez? Mas era o que suas almas gritavam e embora a imaturidade e inexperiência reinasse ainda assim sentiam-se fortemente ligados e necessitados um do outro... Foi natural... Ele inclinou sua face e ela elevou a sua... O rosto delicado e ruborizado... A face ansiosa... Os lábios aproximaram-se... Molhado e quente, lembrou Isabella das palavras ditas por sua amiga... O beijo se deu, um toque de lábios como da última vez, mas diferente agora... Edward pressionou sua língua de encontro aos lábios suaves e instintivamente Isabella entreabriu seus lábios e a invasão bem-vinda aconteceu... A busca pelo mais novamente ganhou forças... O primeiro contato de língua com língua, o primeiro reconhecimento e parecia, instantes depois, que aquele primeiro beijo era uma repetição de tantos outros, como se ela soubesse o que estava fazendo e como se ele fosse o mais experiente no assunto... Beijo... Molhado... Quente... Inesquecível beijo!

Spoiler -

Bella... – Disse em quase angustia e a troca insistente de olhares permanecia.

Meu... Meu dormitório é a um lance de escada no final do corredor em que vocês entraram. – Confessou para apenas eles ouvirem... – Eu nem sei porque estou contando isso. – Colocou tentando não rir do seu nervosismo.

Garanto que a informação é muito útil, meu amor, muito útil e com certeza irei usá-la em algum momento.

Notas finais
Eu não sei se para vocês isso pesa ou não, mas é apaixonante ver essa inocência primitiva em algumas das atitudes deles, são uns lindos não são? Essa pureza deveria ser experimentada por todos quando se trata do amor não acham? Infelizmente esse tipo de experiência, as vezes, parece ter ficado no passado e isso a mim entristece porque o amor deve ser assim, deve começar assim porque acho que é essa uma das coisas que faz dele algo realmente forte, alicerçado no que é verdadeiro. A muito o amor e suas facetas tem sido banalizado, entristece, é uma pena. Contudo ainda tenho esperança, porque apesar dos pesares ainda vemos histórias, poucas histórias, como essa de verdade, no mundo real... Portanto sou daquelas que permanece acreditando ser isso totalmente possível e luto por isso. E você? Vamos me diga o que estão achando, please. -;- Todas já sabemos, as novidades chegam antes no Facebook - Lu Nandes Fanfic's, apareçam por lá. ;) -;- Bjos e obrigada, até mais com Tempestade!