Notas iniciais
SEJAM BEM-VINDOS A TEMPESTADE, preparem-se para raios, trovões e uma chuva torrencial capaz de deixar marcas irreparáveis.
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Prólogo betado por Eclipse She.
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Caminhando em meio a intensa chuva em direção ao que interessa...

“Amor é um marco eterno, dominante,

Que encara a tempestade com bravura;

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora

Seu alfanje não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma para a eternidade”. William Shakespeare

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- Música tema (Storm – Lifehouse) —

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Acordar cedo naquela manhã úmida e fria talvez fosse indesejável, mas o sorriso nos lábios de Isabella denunciava outra coisa... O braço em sua cintura, restringindo seus movimentos, era quente, pesado e ao mesmo tempo tranquilizador, seguro... Ela virou-se vagarosamente e foi presenteada com a visão dele, o garoto que amava com todas as suas forças... O rosto masculino, com traços firmes e bem definidos, os lábios cheios e avermelhados, os cílios compridos, os cabelos em desalinho... Edward era o seu amor e juntos construíriam uma vida, unidos, vivendo esse amor, esse era o pensamento... Ela não se contendo mais, aproximou seus lábios dos dele e lhe beijou.

- Eu quero acordar assim todos os dias. – Soltou com a voz grossa de sono ainda tendo os lábios dela próximos ao seus... Isabella sorriu, ele abriu os olhos e fitou sua garota... Uma linha de preocupação surgiu... – Você está bem? – Perguntou avaliativo. – Digo, sente alguma dor? – Questionou inseguro e ela teve vontade de apertá-lo.

- Eu estou bem amor, muito bem. – Respondeu beijando-o mais uma vez e claro não revelando a realidade dos fatos, estava sim incomodada dadas as circunstâncias, mas era um incomodo bem-vindo, aceitável e que lhe trazia uma tremenda alegria. As mãos dele passaram a examinar cada pedacinho do corpo delicado... O frio extinto dava lugar ao calor e a excitação... Beijos molhados e mordidinhas... Suspiros audíveis e provocativos... — Edward... Eu... – Tentava expressar o que sentia, mas era tão intenso e profundo que o melhor era apenas apreciar, saborear... E o desconforto instalado na noite anterior deu lugar a um prazer insondável, avassalador e pela primeira vez em sua vida a doce Isabella experimentava um orgasmo completo, pleno. Os olhos brilhavam, a sensação ainda persistia adormecendo-a, contagiando-a... Ele se retirou de dentro dela, acomodando-se ao seu lado e levando-a a descansar em seu tórax... A plenitude se instalou pontuando o que já era completo, perfeito... Edward mexendo-se...

- Preciso levantar, ir até o rio, fazer os testes... – Dizia levantando-se.

- Você não vai comer primeiro? – Perguntou recebendo um beijo na testa.

- Vou descer com todo o material, fixar as cordas e volto. – Explicou pegando a calça jogada ao lado da cama improvisada.

- Ok, então eu... Eu vou fazer o café da manhã. – Disse decidida e Edward sorriu. – O quê, acha que não consigo? – Questionou fingindo ultraje e o rapaz elevando as mãos se mostrou rendido. – Eu tive algumas aulas de culinária no colégio, ok? Vou saber me virar. – Afirmou puxando o lençol para cobrir os seios quase a mostra.

- Meu amor, você pode qualquer coisa... É completamente capaz. – Declarou encorajando-a com sinceridade e amor.

**

A correnteza estava intensa por conta das chuvas dos últimos dias, Edward fixava as cordas... Na pequenina cozinha da velha cabana, o fogareiro a lenha estava aquecido... Fritar os ovos era o objetivo... O primeiro ela praticamente derramou no chão e riu da peripécia...

- Ora essa! Como você vai alimentar seu homem assim? – Questionou a si mesma com humor... O segundo ovo agora fritava... A manteiga misturada ao ovo borbulhava fazendo um barulhinho agradável... Mas o barulho de fora sobressaiu-se e a jovem espiando a vidraça empoeirada e com rachaduras preocupou-se... Edward também ouviu o barulho e antecipando-se largou tudo voltando a cabana o mais rápido que podia... Um helicóptero se aproximava... A polícia local passara toda a madrugada atrás dos fugitivos, ou diríamos fugitivo e refém, como pensavam... Isabella encontrou Edward no meio do caminho... As mãos trêmulas foram alcançadas pelas mãos cheias de calos... – Edward...

- Vamos sair daqui, rápido. – Disse voltando com ela para a cabana, recolhendo seus pertences, a mochila com documentos e dinheiro... Isabella fez o mesmo...

- Como nos acharam? – Questionou com medo.

- A pergunta é como nos acharam tão cedo? – Disse colocando a mochila nas costas. – É claro que eles viriam atrás de nós, mas eu achei que demorariam mais e quando chegassem aqui só encontrariam vestígios da nossa passagem... – Dizia fechando o zíper do casaco. – Me desculpe amor, mas vamos ter que correr. – Declarou pegando na mão dela.

- Os mantimentos...

- É pesado, vai nos atrasar. – Devolveu puxando-a... O helicóptero que antes sobrevoava agora estava descendo próximo a cabana... O medo invadiu com violência a doce Isabella a ponto de seus dentes baterem uns nos outros... Correr era a única saída... Correr o mais rápido que pudessem... Os tripulantes do helicóptero saíram da aeronave, armas em punho... Olhar analítico... Junto a eles alguém familiar também movimentava-se... Isabella tropeçava nos próprios pés sendo praticamente arrastada e içada por Edward... Sem fôlego se encontravam... O rio estava próximo, a saída era jogar-se usando as cordas e torcer para que as coordenadas, antes estudadas com afinco por Edward e James, estivessem certas... Eram as vítimas de uma verdadeira caçada... O cheiro de desespero se misturava ao orvalho da manhã...

- POR AQUI. – Ouviram alguém gritar e apertaram o passo... Um tiro se ouviu e lágrimas começaram a rolar na face de Isabella.

- Vamos ficar bem, nós vamos ficar bem. – Dizia Edward sentindo o quanto sua garota estava abalada... O rio estava mais próximo... – Estamos perto. Revelou.

- ISABELLA... FILHA... – Gritou.

- Papai. – Esboçou a garota voltando o rosto para trás e parando bruscamente.

- Bella... – Chamou Edward quando achegaram-se próximo a trilha íngreme que levava a margem do rio...

- Meu pai. – Disse assustada na hora em que seus olhos se conectaram.

- Não temos tempo, amor. – Afirmou.

- ISABELLA... – Gritou mais uma vez, agora mais perto, com policiais ao seu lado... A garota ainda chorando trazia ao coração de Edward uma dor profunda, vê-la sofrer o mortificava... Ele a abraçou no instante em que chegaram até eles.

- Solte a moça Masen. – Disse autoritário o policial que apontava o rifle na direção deles, Isabella virou-se ainda entre os braços do namorado.

- Filha. – Disse Charlie temeroso... As pequeninas pedras atrás do casal deslizavam barranco abaixo... O local enlameado era um convite para a queda...

- Solte a garota filho e vamos conversar. – Disse outro policial também apontando uma arma na direção deles.

- Bella... Amor... – Disse Edward baixinho fazendo a menina voltar seu rosto para ele... Edward também movimentando-se para vê-la melhor deu a ideia de que iria fazer algo mais e um disparo se ouviu... Os olhos arregalados, a dor seca sendo sentida... Um grito ecoando e o corpo do jovem caindo... A dor parecia ser tão real, visceral que lhe trazia um ranger de dentes, um rugido quase animalesco... Uma pequenina mão começou a cutuca-la com insistência...

- Mamãe... – Chamou temeroso, preocupado... Os olhos se abriram, arregalados, a busca por ar, o suor frio escorrendo... Olhou ao redor... Mais uma vez, pensou... O mesmo pesadelo... Fitou o pequeno em pé ao seu lado.

- Oi meu amor. – Colocou controlando-se, as mãos suadas agarraram os lençóis ao redor.

- Você estava fazendo barulhos estranhos de novo. – Colocou resignado, não era a primeira vez que o pequeno era assim acordado e Isabella evidentemente chateada...

- Me desculpe amigo. – Pediu chamando-o para a cama ao seu lado.

Notas finais
E então vale a pena? Espero que sim e espero também encontrar com você aqui onde contaremos a história de Edward e Isabella.
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No Facebook temos um grupo onde as novidades da Fic são postadas, spoiler's de texto e fotográficos - Lu Nandes Fanfic's apareçam por lá.
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Obrigada por ter chegado até aqui, bjos e até mais com Tempestade! ;)