Tempestade

18 Justiça... Cega?


Notas iniciais
Obrigada as lindas Raskia, Daiane Rosa Cullen, Heloiseh, SHIRLEY, Jussara Stefanos, Clara Farias, ClaudiaMonteiro35, DEA, jcullen, michele djenifer, LittleDoll, novacullen, Andréia Graça, AlexandrinaC, Víh Corrêa, Teresinha, DaniDávi, Caly, Marcela, RoCullen e Eduarda, bjos. -;- Capítulo betado pela super Eclipse She, obrigada mais uma vez amiga, bjão. -;- Continuando...

“A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda”. Rui Barbosa

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– Música sugerida (Somewhere Over The Rainbow — Matthew Morrison) -

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Legalizar a situação de Edward havia levado à justiça a instaurar um inquérito para apurar quais eram as reais condições vividas pelos internos do Instituto Correcional e Edward por conta disso fora convocado a depor bem como outros internos e ex-internos, inclusive James Gigandet...

Eles... Eles nos obrigavam a ficar só de cuecas... Nos... Nos batiam... Espancavam mesmo... E... Depois nos submetiam... A... A jatos de água gelada... Acho... Que para assim não ficar hematomas... Eu acho... – Depunha Edward e Carlisle ao seu lado em ira contida segurava o choro de revolta, de dor, de angustia pelas atrocidades vividas por seu filho... O interrogatório já durava duas horas... Horas torturantes para quem ouvia os absurdos e dolorosas para quem revivia... Na saída da sala Edward dera de cara com James... O rapaz arregalou os olhos ao ver o amigo... A meses vivia com a dor de imaginar que havia perdido o companheiro, sentia-se culpado achando que o ajudara a caminhar para a morte... E agora o via ali em sua frente, vivo...

Edward... – Soltou em choque e sem importar-se com mais nada correu até o amigo e o abraçou... A cena era bonita de ver, o reencontro entre dois verdadeiros amigos. – Me disseram... Me disseram... – Falava tentando expressar sua alegria por descobrir que estava esse tempo todo sendo enganado. – Ora... Ao inferno com o que disseram... Eu já deveria imaginar que Edward Masen era duro de roer e não se deixaria ser morto. – Colocou com o humor de sempre e juntos riram... Os pais próximos assistiam à cena felizes por ver a interação e cumplicidade entre os filhos. Aquele encontro tinha gosto de vitória para Edward e James... Os grandes amigos se viam livres das atrocidades vivenciadas e com a possibilidade de um futuro pela frente tendo a apoio dos pais.

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Samuel Uley era daqueles advogados chave de cadeia que sempre arrumava brechas para fazer a lei pender para o lado errado ou se olhar pelo lado técnico da coisa é aquele profissional capaz de fazer mágica mesmo não tendo nada a seu favor, é bem verdade que além disso ele tinha contatos no submundo de todas as esferas e conseguira através de uma troca de favores, se é que me entendem, o relato de um psiquiatra que atestava o desequilíbrio emocional de Isabella ao ponto de recomendar tratamento terapêutico sugerindo até uma internação... O psiquiatra em questão era conhecido no meio acadêmico, exibia com orgulho muitas credenciais e é bem verdade tinha muito conhecimento, mas tinha também um grave problema era viciado em jogos de azar e estava endividado até o ultimo fio de cabelo... Por conta disso o seu devedor sendo cliente de Samuel lhe obrigada a providenciar o atestado em troca de parte de sua dívida, juntando a isso haviam conseguido o depoimento de Hunter a favor da versão levado por Sam ao juiz o que validava ainda mais a história de que Isabella estava fora de si e precisava ser interditada... Uma cama de gato era o que era e muito bem armada... Charlie estava radiante com a notícia... Poderia muito em breve dispor de todo o patrimônio dos Clarke como bem quisesse e para tanto o Uley levara toda a questão a justiça e seria questão de dias para resolver a seu favor...

Então comprovando a condição de desequilíbrio dela passarei a ter total poder sobre o patrimônio? – Perguntou Charlie.

Exatamente... A partir daí terá você não só o direito de administrar, como tem feito até hoje, mas também de dispor como bem quiser do patrimônio... – Explicava o advogado.

E assim poderei negociar ou até mesmo transferir para o meu nome o que achar interessante... – Emendava o Swan.

Com certeza, mas recomendo que o faça com cautela... Vamos a conta gostas... Poderemos transferir documentos, ações, imóveis para o seu nome de uma forma que não deixe pistas já que na verdade muito poucos sabem qual é o real patrimônio deixado para sua filha... Tenho meios de facilitar as transferências... Lhe garanto que vai ser praticamente impossível descobrir depois. – Concluía Sam e Charlie sorria com a constatação.

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O inquérito sobre o Instituto Correcional chegara a tal ponto que o juiz responsável pedira o fechamento imediato do local e a transferência dos internos ainda existentes para outro programa... Por conta disso, é claro, Hunter e seus homens estavam na mira da justiça correndo o risco de serem exonerados e isso estava deixando o xerife Lenox mais do que irado já que o Instituto estava de certa forma sobre seu comando e agora ele constatava que debaixo do seu nariz as coisas estavam muito errados e cheirando muito mal...

– O que diabos andou fazendo aqui Hunter? — Questionou uma oitava acima o xerife e Hunter ainda tentando manter a pose...

– Fiz meu trabalho xerife. — Retrucou baixo.

– Ao inferno que não, você estava é criando animais e não cuidando de garotos, seu imbecil...

– Senhor...

– Cale-se idiota, é melhor se calar antes que eu acabe com você de vez. — Esbravejava e Hunter calado se colocou enquanto o xerife passava a andar de um lado a outro da sala e sem conter-se.– Por sua causa tenho agora a maldita corregedoria querendo o meu sangue... -Rosnava quase espumando de tanta raiva. – Mas fique tranquilo, muito tranquilo Hunter... Em breve o distintivo que você ostenta lhe será tirado porque eu não vou permitir que minha imagem seja maculada por erros seus sem que você seja sumariamente punido. – Afirmou duro e Hunter sem escolha calou-se percebendo que seus dias como oficial da lei estavam contados sem mencionar a grande possibilidade de ainda responder como civil pelas atrocidades que cometera no Instituto... É a situação de Hunter era mais do que complicada assim como a de seu amigo Phil... A justiça estava sendo feita e atingindo as pessoas certas agora.

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Vitoria fora até a amiga com o consentimento de seus pais, estava histérica por notícias detalhadas do que estava acontecendo com Isabella...

Mas eu achei que você iria voltar para o internato. – Disse Vitoria chateada.

– Vic... Diante da situação... Eu acho que as freiras não iriam me querer lá sem contar meu pai...

– Mas e os seus estudos? É o nosso último ano... E a universidade? – Questionava inconformada.

Eu não sei... Eu vou ter um bebê, eu não sei... Leah, filha de Sue... Ela é professora e falou que vai me ajudar a completar o colégio para poder me candidatar... Ela me garantiu que vai dar um jeito para que possa fazer as provas de conclusão e ter meu diploma de ensino médio... – Explicava com certa animação, mas Vitoria não era pessoa de deixar a ferida quieta e sem pensar...

Eu vou dizer amiga... Esse seu pai é...

– Eu sei... Pode apostar que sei, estou sentindo em minha pele o castigo. – Colocou interrompendo-a.

Deixar você aqui é mais do que um castigo... Isso é errado e...

– Vic estou ciente disso, na verdade mais do que ciente... Tenho tido muito tempo para pensar sabe? Estive um tanto deprimida e chorei muito... Porque... Bem, Edward não merecia... Ele não merecia isso e eu... Eu também não merecia... – Dizia com a voz embargada e respirando fundo... – Mas... Eu tomei a resolução de que vou seguir em frente... Vou criar meu bebê... – Sustentava convicta. – Quando eu completar a maioridade... Eu terei direito à herança da minha mãe e não vou mais precisar passar por isso que estou passando porque meu pai... Charlie não terá mais poderes sobre mim e eu vou viver a minha vida com meu bebê em paz. – Declarou segura.

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– Mas... Ela não quis nem te ver? – Perguntou James depois de ouvir do amigo o que acontecera quando fora em busca de noticias de sua Isabella... Edward apenas negativou com a cabeça. – Nossa, mas...

– Eu falei para ele que não deveria aceitar isso assim... Eu acho que ele deveria insistir. – Jogou Alice com o namorado ao lado... Jasper Whitlock finalmente voltara de suas férias, para a alegria da namorada e fora logo apresentado ao recém descoberto cunhado assim como ao mais novo membro do grupo que se formava, James...

Eu... Entendo ela... Foi traumatizante tudo o que aconteceu... – Dizia tentando convencer-se de que fora melhor assim já que Isabella ficara traumatizada como lhe tinha dito Charlie Swan... A verdade é que doía, a rejeição doía, a perda de contato doía, a falta de perspectiva doía e por isso ele decidira seguir em frente guardado o que fora bom, sempre guardaria com carinho, pensava todas as vezes que lembrava dela.

Isso é absurdo maninho. – Resmungou Alice.

Baby não ve que isso deixa seu irmão triste? – Soltou Jasper tentando parar a namorada.

Tudo bem, eu estou bem e vou ficar melhor. – Jogou Edward esboçando a intenção de um sorriso. – Mas me diz Jimy como andam as coisas? – Perguntou mudando de assunto e o amigo com o sorriso malandro de sempre.

Estou caminhando muito bem companheiro... Eu vou terminar meus estudos, atrasados é verdade, mas vou terminar e vou para universidade... Meu pai insiste nisso e eu estou até gostando da ideia. – Dizia animado.

Maninho pode apostar que disso você também não vai fugir... Papai vai com certeza lhe enviar para uma universidade. – Comentou Alice e Edward surpreso...

Eu... Em uma universidade? – Perguntou quase sussurrando... Para o Masen era algo fora do normal essa possibilidade tendo em vista o que vivera até hoje... Nosso jovem Edward ainda não se acostumara com o futuro que se descortinava a sua frente.

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A visita de Vitoria teria que ser curta porque a volta as aulas estava a porta... Por isso as amigas estavam aproveitando para matar as saudades, a ruiva viera para ver de perto como Isabella estava, trazendo-lhe sua solidariedade e conforto e isso tinha a anuência dos pais que haviam se compadecido com a situação da jovem Swan... A mãe de Vitoria ficara tão envolvida com a situação da menina que até lhe enviara um presente com a intenção de permitir assim a continuação do contato entre as jovens amigas.

Um telefone para mim? – Perguntou uma Isabella surpresa e Vitoria sorrindo assentiu.

Sim... Eu ganhei um de natal e minha mãe fez questão de comprar um para você... Assim poderemos nos comunicar sempre que quisermos. – Disse animada e Isabella sorriu mexendo no aparelho em sua mão. – Ele tira fotos e eu exijo que você tire várias e várias viu? Quero acompanhar de perto a evolução do meu afilhado ou afilhada. – Colocou sorrindo... Ter a ruiva por perto estava deixando nosso menina mais feliz e isso se via de longe... A conversa continuou, como sempre confidentes uma da outra... – Bella... Me diz... Como... Como foi? – Perguntou sem jeito apontando para a barriguinha de Isabella e a jovem entendeu de imediato qual era o assunto.

Bem... É só lembrar das aulas de biologia e você terá uma noção. – Colocou saindo pela tangente e Vitoria estreitando os olhos não se convenceu...

Isabella Swan não me enrole... Diz logo e diz tudo, cada detalhe. – Insistiu e Isabella ficou no mesmo instante ruborizada.

Detalhes nem pensar Vitoria! – Definiu.

Droga Bella, me conta... – Disse fazendo manha. – Diz vai... Doeu? – Questionou ao máximo da curiosidade e a amiga se convencendo de que não tinha escapatória...

Ok... Bom... Doer... Eu não diria que doeu... Na verdade não é uma dor... É uma queimação, um desconforto que depois diminui e... Bem aí fica bom... – Dizia e ao mesmo tempo que lembrar-se daquele dia era bom era também doloroso porque logo a levava a lembrar do depois e isso doía como se estivesse acontecendo de novo e as lagrimas se pronunciavam, mas é claro que com Vitoria por perto chorar não era uma opção...

Droga... Eu nem beijar beijei direito e você já está gravida. – Resmungou despertando a amiga que tento real noção do comentário não se conteve e riu. – Ora Swan não ria... Isso é injusto, completamente injusto! – Concluiu contrariada.

Spoiler —

Vai permitir que sua filha seja uma pessoa sem instrução, sem nível universitário? O que os seus amigos... Clientes... Investidores, iriam achar Charlie? – Lançou e o homem sorriu debochado, mas no fundo caíra na jogada da filha.

Charlie? Ora querida... Não sou mais o papai? – Devolveu com sarcasmo e Isabella retribuindo o sorriso.

Notas finais
Momentos de transição que apontam para um futuro próximo... Me digam, vamos, o que estão achando? Saber isso é o meu combustivel não se esqueçam. ;) -;- Novidades, todos sabemos, Facebook - Lu Nandes Fanfic's. -;- Bjos e obrigada por estarem aqui, até mais com Tempestade!