Tempestade

33 Julgamento


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews Víh Corrêa, Fabiana Lustosa, Raskia, katilene, bela02, francinaria Rezende, michele djenifer, patricia-chan, jcullen, Juuh Salvatore, Clara Farias, Ethyene, DaniDávi, Tuca Tuca, Jussara Stefanos, sipansera, ClaudiaMonteiro35, Nathypattiz, SHIRLEY, RoCullen, DEA, baH, novacullen, Teresinha e Tatiane Aloquio. Bjos. -;- Capítulo betado por Eclipse She, obrigada por ter estado comigo em mais essa jornada She, pelo apoio, auxilio incondicional... Tempestade também é sua e você sabe disso. ♥ -;- E A TEMPESTADE CHEGA AO FINAL...

“Me surpreende pensar que, com uma história meio Romeu e Julieta a gente conseguiu e ainda consegue superar todas as dificuldades e desafios, porque o amor fala mais alto no fim das contas”. William Shakespeare

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– Música tema (Storm – Lifehouse) —

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Edward aproximou-se do filho colocando as mãos em seus pequeninos ombros...

Ei campeão... Não tem com que se preocupar. – Disse sorrindo ao tentar tranquilizar o coraçãozinho assustado de seu garoto.

Mas... Mas eu ouvi... Eu ouvi sim, a tia Vic falou... – Colocava sério.

Sim, ela falou, mas sabe o que? Sabe o que? – Indagou o papai Edward piscando para seu pequenino que mesmo assustado sorriu por ouvir seu pai usando a expressão que lhe era costumeira.

O que, papai? – Devolveu incerto e James antecipando-se...

Nada vai acontecer porque nós não vamos deixar... Eu e sua tia Vic vamos defender seu pai e tudo vai se resolver. – Destacou.

É verdade, mamãe? – Perguntou ainda preocupado e Isabella aproximando-se do filho...

Sim, amigo... É verdade, tudo vai se resolver e o papai não vai ser preso. – Respondeu e em suas palavras ela depositava toda a confiança que possuía.

**

A incerteza pairava entre todos... A audiência logo começaria... Edward trajando um terno formal tinha uma Isabella temerosa ao seu lado... Victoria estava com eles e James, que chegara antes, agora vinha na direção deles...

Está tudo bem? – Perguntou a ruiva no instante em que Carlisle e Esme chegavam acompanhados de Jane, todos ansiosos para ver o final de tudo aquilo, um final bem-vindo esperavam... Alice ficou incumbida de entreter Emmett com a ajuda de Rosalie... O pequeno havia ido para a escola e no caminho da aula se mostrou preocupado com o resultado final daquele dia... Ele sabia que dia era e as implicações de tudo... Emmett era além de inteligente muito precoce o que dificultava em situações como essas e o fazia sofrer quando deveria estar distante de preocupações como aquelas...Mas voltando aquele começo de tarde na corte de Seattle...

Temos uma novidade um tanto inesperada. – Comentou James.

Que novidade? – Retrucou Victoria.

Entre as testemunhas de acusação está Elliot Hunter. – Contou e Edward de imediato se colocou rígido pela menção do corrupto policial que por muito tempo lhe afligiu.

Você... Você está... Está falando do Hunter que nós conhecemos? – Perguntou uma alarmada Isabella.

Ele mesmo. – Afirmou James e Edward o fitou com intensidade até ter a certeza de que nele pairava a tranquilidade.

Isso não parece ser um problema, estou certo? – Questionou e Carlisle tocando no ombro do filho se aproximou como também que se agarrou mais a seu amor... James sorriu olhando do amigo para a ruiva que remexia em seus papeis.

Isso na verdade nos leva a uma outra tática...

– Eles vão querer mostrar seu lado violento, vão querer pintar a ideia de que você é de fato o delinquente que Charlie lhe acusou ser... – Continuou Victoria ao cortar Gigandet.

Aonde isso é bom? – Questionou Isabella mantendo a apreensão.

Seria bom para eles se tivessem argumentos fortes, como, por exemplo, testemunhas de peso... A questão é que um condenado jamais será uma testemunha de peso...

– Testemunhas de peso temos nós, isso é uma certeza! – Declarou a ruiva cortando Gigandet mais uma vez... No lado oposto do saguão de entrada do fórum em Seattle se via aproximar Charlie Swan e sua esposa... O andar cheio de empáfia e arrogância era notório... Logo foram convocados a se apresentarem diante do juiz... Assentaram-se assim que o dito juiz se fez presente e as formalidades se iniciaram... Os familiares ficaram do lado de fora na angustiante espera... Permitindo a entrada apenas de quem era testemunha... Deu-se inicio... Coube a acusação o início da audiência... E como previam James e Victoria, denegrir ao máximo a imagem de Edward era o objetivo...

– ... Isabella sempre foi uma menina tranquila, obediente... – Colocava Charlie ostentando um mentiroso pesar, a voz teatralmente embargada se sobressaia a sua dificuldade de ainda falar, a tentativa era de comover o juiz e talvez até conseguisse... – Quando recebi a notícia de que tinha sido sequestrada... Deus... entrei em pânico... Minha única filha, a única família que me restara... – Dizia quase chorando e Isabella tinha a vontade de voar em cima dele sendo contida pelas mãos de Victoria.

Calma... Esse é o jogo deles, fazer tudo para que Edward pareça o vilão. – Advertiu a ruiva tentando acalmar os ânimos de Isabella... O advogado de acusação encerrando seu interrogatório com o Swan deixou-o livre para sair, mas James depois de cochichar com Victoria, que estava como sua assistente, solicitou manter a testemunha e o juiz aceitou...

Senhor Swan... É verdade que quando sua esposa morreu o senhor enviou sua filha para um colégio na Suíça? – Indagou.

Sim, é verdade... Porque lá o ensino é muito melhor e...

– É também verdade que sua filha, Isabella, acabou por adquirir uma Pneumonia naquela época? – Questionou cortando o Swan que sem alternativa teve que apenas responder.

Sim, é verdade... Ela...

– É verdade que o senhor recebeu essa informação do colégio onde ela era interna e que ao invés de ir rapidamente ao encontro de sua filha o senhor demorou mais de duas semanas até ir ao encontro dela? – Perguntou mexendo em documentos em suas mãos e os colocando na frente do juiz e Charlie desconcertado...

Bem... Eu estava com problemas no trabalho naquela época e...

– Apenas responda à pergunta senhor Swan. – Ordenou o juiz que avaliava a ficha médica de Isabella e os relatórios conseguidos no colégio interno na Suíça.

Sim, eu demorei duas semanas para ir até ela. – Soltou seco e James sorrindo aproximou-se dele...

Senhor Swan... É verdade que sua filha quando retornou da Suíça com o senhor, passou por um rápido tratamento e em seguida foi levada a um internato em Forks? – Continuou James.

Objeção meritíssimo, as perguntas de meu colega são irrelevantes para o processo. – Argumentou Benjamin Lancaster, advogado de Charlie Swan.

– Meritíssimo, caro colega... Estou apenas tentando trazer informações para que se possa seguir uma linha de raciocínio e assim entender o que motivou ou não toda essa situação. – Retrucou Gigandet ainda ostentando um sorriso.

Objeção negada. – Declarou o juiz.

Senhor Swan, é verdade que Edward Masen Cullen, aqui presente, esteve em sua casa em Tacoma a procura de sua filha Isabella? – Perguntou e Charlie ciente de que mentir não era uma alternativa...

Sim, é verdade. – Declarou.

E essa informação o senhor não compartilhou com sua filha, correto? Antes a manteve com a ideia de que Edward estivesse morto, certo? – Inquiriu e o Swan quase rosnando foi obrigado a responder...

Sim, eu não contei a ela. – Afirmou e decidido a mudar o jogo. – Eu fiz isso para proteger Isabella da má influencia desse rapaz. – Destacou.

Entendo, completamente plausível, para um pai preocupado com o bem-estar da filha... Mas o que é interessante ou melhor dizendo incoerente... É que esse pai zeloso tenha mantido sua filha em um colégio interno em outro continente, e quando a mesma ficou adoentada ele se demorou a ir até ela e para terminar, quando a trouxe de volta, a submeteu a outro colégio interno ao invés de estar em seu convívio... Não acha senhor Swan? – Lançou.

Eu tinha muito trabalho, não podia estar dando atenção a ela... E de mais a mais sempre pensei em oferecer uma instrução de alto nível e...

– Sim, sim... Senhor Swan... Todos nós aqui estamos vendo o quanto o senhor é e foi um pai zeloso quando no momento em que sua filha mais precisava do senhor... O senhor a abandonou na fazenda, mantendo-a reclusa no meio de uma gravidez. – Despejou.

Protesto meritíssimo... – Disse Benjamin.

Sem mais perguntas, meritíssimo. – Finalizou James ao cortar Lancaster e retornando a sua mesa encerrou seu argumento em cima do Swan que desnorteado deixou a cadeira das testemunhas... Irina foi chamada a depor tentando dar a ideia de que Charlie sempre fora um pai preocupado...

– ... A menina estava perdida, havia sido seduzida por um delinquente... Charlie, era meu noivo na época... O pobre ficou sem saber o que fazer para ajudar sua filha... Leva-la para a fazenda foi uma forma de... De mantê-la afastada da influência de pessoas descontroladas como... Como... Esse Edward Cullen. – Disse com tom de desgosto em direção a Edward... Isabella se mexia na cadeira com insistência de tão incomodada que estava... A ideia de mostrar Edward como um vilão malvado se seguia... – Meu marido, ele... Apenas quis preservar a filha... Edward Cullen havia seduzido a menina e a levado para uma fuga sem propósitos e não satisfeito, havia engravidado a coitada... Leva-la para... Para a fazenda foi a única forma que Charles imaginou mantê-la afastada de qualquer possibilidade de aproximação com esse rapaz. – Defendia, é claro, seguindo à risca as instruções dadas pelo advogado... James teve a palavra... A ideia, e essa Benjamin seguiria com todas as forças, era mostrar que Edward acabara com a vida de Isabella e que Charlie tentara impedir... E assim infundir a ideia de que a fuga de Edward e Isabella foi uma situação forçada por Edward.

Meritíssimo, ainda na intenção de mostrar o quanto o senhor Swan se "preocupava" com sua filha eu gostaria de chamar a madre Zafrina, responsável pelo Internato para meninas de Forks. – Pediu e com a anuência do juiz a madre se colocou à frente de todos... James reuniu uma infinidade de documentos, relatórios e mais relatórios sobre o período em que Isabella vivera no internato e os entregou ao juiz no momento em que começou a falar com a madre...

Madre serei rápido e farei apenas quatro perguntas... A primeira... Quantas vezes Charlie Swan esteve visitando a filha no Internato? – Questionou.

O senhor Charlie Swan, esteve no internato no dia em que levou Isabella para estudar e viver conosco e depois disso esteve mais uma vez apenas para assinar as papeladas de renovação de sua matricula... Ele... Bem, ele se dizia muito ocupado... O que acho ser verdade, porque Isabella por várias vezes ligava para o pai e não conseguia falar com ele... Em muitas dessas vezes a menina tinha que esperar dias para que ele retornasse a ligação... Eu sei disso porque sou eu, sempre fui eu quem recebi as ligações e era em minha sala que a menina Isabella, assim como todas as internas, atendiam a chamada. – Declarou firme.

Certo... Madre... A senhora esteve presente na audiência de emancipação de Isabella, correto? – Perguntou.

Sim, estive. – Respondeu a senhora idosa.

Me diga madre, a senhora ficou sabendo do desfecho daquela situação, não é mesmo? Poderia nos dizer o que aconteceu, o que foi que a senhora disse naquela época, pode repetir agora? – Pediu.

Sim... Fui chamada para testemunhar exatamente o que acabo de contar... A presença de Charlie Swan na vida de Isabella, enquanto ela esteve no Internato sob minha guarda, foi superficial para não dizer ausente... Qualquer problema relacionado a Isabella era sempre uma história longa... Achar o senhor Swan era algo demorado... As idas periódicas de Isabella ao médico, por exemplo... Coisa que é feita com todas as internas... Temos por obrigação passar o relatório para os pais... Com o senhor Swan isso era quase impossível... Quem na verdade recebia os relatórios era a sua secretaria e era ela que dizia o que eu devia ou não fazer em caso de uma alteração na saúde de Isabella... – Explicava deixando clara a situação da jovem naquele período, ou seja, o total abandono do pai... Benjamin mexia e remexia em seus papeis dando a ideia nítida de que estava perdido no meio da exposição de James e Charlie apenas se mantinha com a cabeça baixa, já Isabella sentia-se exposta e aquilo a incomodava e Edward... Esse tinha vontade de voar no pescoço do Swan ao ouvir tudo o que sua garota sempre passara nas mãos do pai...

Minha ultima pergunta madre será dividida em duas partes... Os pagamentos feitos para manter Isabella no Internato... Como eram feitos, de onde vinham? – Questionou e Victoria sorriu...

O pagamento era feito via transferência bancária através do National Bank... Depósitos mensais que vinham de uma conta cuja a titular era a própria Isabella Swan... – Explicou.

Certo, e essa forma de pagamento ficou acordada desde o início certo, madre? – Questionou a idosa religiosa...

Sim... Confesso que era algo incomum... Mas no ato da matricula o senhor Swan me informou que os pagamentos seriam dessa forma e apresentou um documento onde comprovava que ele era o tutor de Isabella... Sendo assim ele administrava seus bens... – Dizia...

Documento esse que ele foi obrigado a deixar uma cópia com a senhora, certo? – Soltou por fim.

Exatamente. – Respondeu a madre.

Ora me desculpe madre, fiz uma pergunta a mais do que o combinado. – Disse com certo humor e a senhora sorrindo...

Não tem problema, meu filho. – Devolveu e logo foi dispensada... James com a ajuda da ruiva Victoria, estava aos poucos mostrando quem era Charlie Swan, (mas aí você caro leitor me pergunta onde isso leva até a acusação feita contra Edward? Sim, sim... Essa é a resposta que todos desejamos... Mas deixemos que eles continuem)...

Benjamin retomou a palavra e chamou a presença do juiz o ex-policial Hunter... O homem, agora bem mais velho, se apresentou e sem insegurança alguma manteve a mesma feição ameaçadora que sempre teve...

Senhor Elliot Hunter... Nos diga, quando era responsável pelo Instituto Correcional em Forks... Teve Edward Masen Cullen como interno, certo? – Questionou.

Sim, o moleque foi meu interno. – Respondeu um Hunter que sentia-se irritado por estar ali e isso se devia ao fato de estar obrigado a estar...

Certo, senhor Hunter... É de conhecimento público que Edward Masen Cullen, na época, cumpria pena por agressão... O que o senhor pode nos dizer sobre isso? – Perguntou e Hunter quase bufando...

O moleque era um arruaceiro que quase matou um homem e por isso estava cumprindo pena. Essa é a história. – Definiu sem vontade enquanto Lancaster levava até o juiz uma cópia da sentença que Edward recebera na época em que foi julgado.

Senhor Hunter, o interno Edward Masen Cullen, recebia visitas? – Questionou e Hunter sorriu.

– Não, nunca recebeu... Em todo o tempo em que esteve internado lá ele nunca recebeu uma visita sequer. – Afirmou ainda sorrindo e Edward teve vontade de rosnar por ser obrigado a relembrar aquela época enquanto Isabella sentia-se dolorida por entender um pouco mais o que seu Edward havia passado... Elizabeth que esperava sua vez de falar sentia-se ainda mais culpada ao ouvir tudo aquilo, Lince ao seu lado apertou-lhe a mão em sinal de conforto.

– Estranho não é mesmo? Porque Edward tinha a mãe como parente... Então era de se imaginar que ela ao menos iria visita-lo. – Colocou Benjamin e Hunter sem conter-se.

Ora essa e por que iria, se quando ela foi chamada para testemunhar em defesa do filho, ela não compareceu? – Despejou sorrindo. – Esse moleque era um desordeiro que só dava trabalho, Phil tentou disciplina-lo, mas não conseguiu e Elisabeth... Essa se viu livre do estorvo, isso sim. – Colocou ainda sorrindo, um sorriso diabólico para dizer o mínimo... Elizabeth se contorceu em sua cadeira por entender mais uma vez que suas atitudes haviam levado seu filho ao fundo do poço e Lince teve ganas de voar no pescoço do maldito Hunter, mas respirando fundo conteve-se.

Objeção Meritíssimo, a testemunha não foi chamada para deduzir. – Exigiu James.

– Meritíssimo, caro colega... Estou apenas tentando trazer informações para que se possa seguir uma linha de raciocínio e assim entender o que motivou ou não toda essa situação e a testemunha apenas expos a realidade que vivenciou. – Retrucou Benjamin ostentando pela primeira vez um sorriso.

Objeção aceita. – Afirmou o juiz entendendo a linha de raciocínio de Benjamin... Hunter ainda se manteve a disposição e James pegando a palavra... Levou documentos até o juiz que comprovavam a condenação de Hunter e as circunstancias em que isso ocorrera...

As provas que lhe apresento Meritíssimo são a afirmação contundente de que a testemunha a nossa frente não deve ser levada em consideração já que a referida testemunha foi justamente condenada por maus tratos a menores e inclusive um deles era Edward Masen Cullen, meu cliente, sem contar nas inúmeras outras acusações que ele carregou em seu processo na época levando-o a condenação e exoneração de patente diante da polícia estadual de Washington. – Argumentou tranquilo enquanto o juiz observava os documentos à sua frente e Hunter fazendo menção de se levantar tinha a intenção, animalesca, de se aproximar de James e agredi-lo... O juiz elevou os olhos no momento em que o ex-policial...

Seu maldito Gigandet... – Vociferou e o juiz.

Tirem esse marginal da minha sala agora! – Exigiu e os policiais ali a postos atendendo sua ordem retiraram um Hunter raivoso... Definitivamente a estratégia de Lancaster estava sendo posta abaixo... Chamaram então Elizabeth como testemunha de defesa...

Senhora Elizabeth Masen... Quando seu filho foi acusado de surrar Philip Dwyer a senhora foi convocada como testemunha de defesa de seu filho, correto? – Perguntou James e Elizabeth...

Sim, fui. – Afirmou.

Me diga senhora, por que não compareceu à audiência? Achava que Edward era de fato culpado? – Colocou.

Não! – Declarou taxativa. – Edward não era culpado... Meu filho, não era esse arruaceiro que o acusavam de ser... Edward... Ele... Meu Edward sempre foi doce, tranquilo... Muito parecido com o pai... Mas a vinda de Phil para a minha vida deixou meu filho ressabiado e isso só se agravou quando ele... Quando Edward percebeu que eu era agredida... Tanto... Tanto verbalmente quanto fisicamente... Coisa que ele nunca vira acontecer... Havia sido criado com a presença de meu... De meu pai... Emmett Masen foi com certeza a melhor influencia que uma criança poderia ter... Mas quando... Quando papai morreu... – Dizia e a voz a cada silaba ficava mais e mais embargada, lembrar-se do pai e dos acontecimentos passados mexia com Elizabeth assim como com o próprio Edward que se via entristecido naquele momento e Isabella percebendo ansiava por estar mais perto de seu amor... – Eu... Eu deixei Phil vir morar conosco depois que meu pai nos deixou e a vida tornou-se complicada... Ele... Ele me batia, agredia... E Edward desconfiava e por isso já havia sido rude com Phil várias e várias vezes até que... Até aquele dia em que... Em que ele voltava da escola e... E viu Phil me batendo... Ele já era um garoto grande para a sua idade, forte... E... – Contava e sem conter-se escondeu a face com as mãos ao lembrar-se daquele dia... As lagrimas cobriram seu rosto, mas procurando manter o controle enxugou-as e respirando fundo no instante em que James a presenteava com um lenço de papel... – Edward foi me defender e partiu para cima de Phil... Philip o agrediu verbalmente, de várias formas o deixando ainda mais fora de si e a surpresa foi ver meu Edward... Meu menino ganhar de um homem feito na luta... Phil ficou desfigurado e Edward só parou quando os vizinhos, por ouvir a gritaria e os barulhos de coisas se quebrando em casa, interferiram e chamaram a polícia... A partir... A partir daí tudo foi tragédia... Edward foi levado e acusado... Philip fez questão de formalizar a queixa e... E quando voltou para casa naquele dia... Todo machucado, o rosto completamente deformado... Ele... Ele ainda me surrou... Muito... Fiquei dias sem poder andar direito e... E no dia... No dia da audiência de Edward... Eu tinha sido convocada pela corte a comparecer... Bem... Nesse dia ele... Phil me surrou de novo e eu envergonhada e principalmente a... Amedrontada não... Não compareci... Phil me ameaçou... Disse que iria... Que iria me matar se eu fosse... Os machucados das últimas surras ainda doíam e muito e eu... Eu fui covarde e... De- deixei meu... Meu menino sozinho... – Declarou olhando fixamente para um Edward que carregava a expressão dolorida em sua face... – Eu deixei meu menino pagar, não interferi e Edward sofreu sem de fato ter culpa, sem de fato merecer tal pena tão severa... Meu... Meu filho me... Me desculpe! – Pediu completamente descontrolada e James percebendo a situação.

Sem mais perguntas Meritíssimo. – Declarou... A situação de fato mostrava que Edward não era o vilão que Benjamin Lancaster tentara mostrar para que assim favorecesse ao seu cliente, mas a história não era bem essa e o desfecho a seguir iria mostrar de fato isso... O Lancaster não possuía mais testemunhas e percebeu que interrogar Elizabeth seria dar um tiro no pé e por isso declinou da oportunidade...

– A acusação possui mais alguma testemunha? – Questionou do juiz.

Não Meritíssimo. – Respondeu Benjamin.

A defesa possui mais alguma testemunha? – Questionou o juiz e James e Victoria se entreolharam... A novidade se daria naquele momento, algo que Edward não esperava, algo que Isabella sabia... Preparou-se para aquele momento...

Sim, Meritíssimo... Chamo Isabella Clarke para depor. – Disse James e Edward levantou os olhos entre o perdido pela surpresa e o alarmado pela situação... Isabella acomodou-se e fez o juramento de praxe. – Senhorita Clarke... Voltando à época em que vivia no Internato para meninas de Forks... A senhorita poderia me dizer de fato como se deu a sua aproximação com o réu Edward Masen Cullen? – Pediu James e Isabella assentindo sorriu ao fitar o seu amor...

Chovia muito e... Eu estava me abrigando em baixo de uma das inúmeras arvores da floresta que ficava nos fundos do Internato com o Instituto Correcional... O lugar era meio que um esconderijo onde eu não teria a supervisão continua das freiras, um lugar onde eu podia pensar e me divertir ouvindo músicas e lendo meus livros... Mas naquela tarde em especial... Começou a chover e eu me abriguei de baixo da grande arvore... E entretida na minha leitura eu ouvi um passos e quando... Quando olhei para frente e para cima... Ele estava lá... Meio molhado e tão surpreso quanto eu... – Disse sorrindo, totalmente nostálgica. – A partir dali nós começamos a nos encontrar ali... Sempre que possível... Os dias chuvosos eram nossos aliados... Começamos a nos conhecer... Nos tornamos amigos... E... E nos entendíamos... Nos entendíamos porque passávamos pela mesma solidão e abandono... Ele pela mãe e eu pelo meu... Pelo meu pai... Sentíamo-nos sozinhos e de repente passamos a nos completar... Um se preocupando com o outro... Um compartilhando com o outro de sonhos, tristezas... Vontades, desilusões... Éramos tão novos e tão sozinhos... Algo incoerente para a idade e acho que foi por isso que nos aproximamos tanto... Até que a amizade se tornou algo mais... – Afirmou voltando a olhar para um Edward que a admirava como sempre fazia e ela sorriu, mas o sorriso tornou-se triste ao lembrar-se do sofrimento de Edward, que para ela, sempre fora maior do que o seu... – Edward estava constantemente sendo alvo do policial Hunter... Ele... Ele era injustiçado dentro do Instituto e...

– Injustiçado como? – Questionou James e o juiz interessado se colocou.

Levava a culpa de coisas que não fazia... Armações de outros internos recaiam sobre ele e o oficial Hunter se aproveitava disso... Toda vez que um culpado não aparecia ele... Ele condenava Edward e... Edward me contou algumas dessas vezes... – Disse entristecida e cabisbaixa.

Continue senhorita Clarke. – Pediu James e Isabella elevando os olhos.

Ele um dia chegou, na floresta, soltando a ideia de que iria fugir... De que iria sair dali, dizia que não aguentava mais e que iria fugir e se firmar em algum lugar, procurar um emprego e... E que voltaria para me levar com ele... E... Eu... Eu quase enlouqueci com a ideia de perde-lo e por isso no mesmo instante disse que iria junto... Eu disse que iria junto, Edward nunca me instigou ou seduziu com a ideia... Aliás se dependesse dele... Eu... Eu teria ficado no Internato e ele teria ido embora, coisa... Coisa que eu jamais iria aceitar, não o deixaria sozinho... – Disse firme trazendo por fim um sorriso um tanto revoltado. – Eu não tinha ninguém... A última pessoa que tive, de verdade, por mim havia morrido... Depois da morte de minha mãe fui literalmente jogada em um canto... Então não iria admitir naquele momento, que a única pessoa que tinha para mim... Que se preocupava comigo me deixasse para trás... Edward passara a ser essa pessoa e não eu não o deixaria ir sem mim... Então me preparei para fugir com ele e... E apesar de toda a dor que essa fuga me deixou... Eu ainda assim faria tudo outra vez... Porque... Porque ele estava ali para mim, sempre estaria. – Afirmou. – Por isso fugi com ele, mesmo ele não querendo, mesmo no meio da fuga ele querendo me levar de volta e ele quis... Como quis... Mesmo assim eu bati o pé e fui até onde me foi permitido ir... Até onde me deixaram ir e eu continuaria indo, iria até o fim com ele se... Se não... Se não o tivessem tirado de mim daquela... Daquela forma tão cruel. – Declarou firme.

Se refere ao tiro que Edward levou e que o jogou no rio fazendo com que achasse que ele estava morto, certo? – Perguntou Gigandet.

Sim... Me foi falado, depois... Na chefatura de polícia que ele havia morrido. – Disse baixo, mas suficientemente audível.

Depois disso... E esse é o ponto onde quero chegar senhorita Clarke... Depois de passadas essas coisas... A senhorita se descobriu gravida, correto? – Colocou.

Sim, estava gravida. – Afirmou.

E o filho era de Edward, você confirma isso? – Questionou James.

Sim, o filho era de Edward. – Disse satisfeita.

Senhorita Clarke... Quando seu pai descobriu sobre a gravidez... Qual foi a reação dele? – Inquiriu e Isabella fitando Charlie com um olhar mortal.

Ele disse que eu tiraria o bebê... Que eu iria fazer um aborto... E eu... Eu não aceitei, esbravejei e não aceitei. – Contou.

E o que se passou depois? – Perguntou.

Ele me encurralou dizendo que ou eu tirava meu bebê ou iria para a fazenda viver escondida lá. – Afirmou.

E a sua escolha foi ir para a fazenda, certo? – Perguntou.

Sim, foi essa a minha escolha e Charlie Swan me deixou em Milton, na fazenda que era parte da minha herança. – Fez questão de dizer.

Certo... Nesse meio tempo, Edward Masen Cullen esteve com seu pai... Mas a senhorita não foi informada disso... A senhorita permaneceu achando que Edward estava morto e seu pai não lhe contou a verdade, correto? – Questionou.

Sim, eu me mantive achando que Edward estava... Morto. – Declarou.

E seguiu sua vida... Se emancipou e nesse processo teve a surpresa de descobrir que a herança que lhe era de direito não era na verdade o que achava ser, certo? – Soltou James.

Correto, quando o testamento foi aberto e os bens que me pertenciam apareceram fiquei surpresa, porque até então... Minha mãe, quando ainda viva, me disse várias vezes que eu teria muitas responsabilidades quando chegasse a fase adulta, porque meu avô havia me deixado um grande patrimônio o que na verdade não foi o que aconteceu na época da abertura do testamento. – Explicou e o juiz se viu intrigado e Benjamin fitou seu cliente que com a cabeça baixa queria fugir já antevendo que chegara a hora de mostrar o que ele havia feito...

Senhorita Clarke... Não é verdade também que na época amigos de sua falecida mãe reforçaram a ideia de que a herança era bem maior do que a que lhe fora entregue? — Questionou.

Sim, um casal em especifico, amigos muito chegados de minha mãe disseram-me que aquilo estava errado, o pequeno patrimônio que me fora apresentado não condizia com a realidade da família Clarke. – Destacou e James pegando uma pasta de sua mesa se dirigiu ao juiz e a entregando...

Ok, Meritíssimo eu dispenso a testemunha e termino apenas acrescentando que... Temos provas... Provas, Meritíssimo, colhidas nos últimos dias de que Charlie Swan, na época tutor da filha auxiliado por seu amigo e advogado Samuel Uley... Forjou documentos e procurações dispondo assim da herança de Isabella... Coisa que a lei jamais permitiria... E a situação é tão crítica que Samuel Uley até o momento está desaparecido, ao que tudo indica deixou o pais... – Destacava e o juiz observava as provas com profundo interesse. – Acredito que esses documentos falam por si só Meritíssimo. – Destacou retornando à mesa onde Edward estava acomodado... Isabella ainda se mantinha na cadeira das testemunhas... O juiz ainda se manteve em silencio para depois, elevando os olhos...

A defesa deseja interrogar a testemunha? – Perguntou.

Não, Meritíssimo. – Disse um Benjamin derrotado.

Certo, então está dispensada senhorita Clarke e vamos partir agora para as considerações finais. – Instruiu o juiz... A partir dali começaria as últimas colocações de acusação e defesa e Lancaster tendo a palavra tentou finalizar sua argumentação de que Edward era culpado e deveria ter a pena máxima diante da acusação... Na vez de James todas se mantiveram atentos...

Meritíssimo... Quero concluir demonstrando por A mais B que ante os fatos apresentados, meu cliente Edward Masen Cullen teve uma momentânea insanidade e por isso agrediu de forma tão violenta o senhor Charlie Swan... Quando Edward reencontrou Isabella... A história veio à tona... As verdades foram esclarecidas e o Cullen se viu tão cego de revolta por saber que perdera o convívio com seu filho, o partilhar da vida com a garota que escolhera amar e associado a isso ainda descobre que essa garota foi usurpada pelo próprio pai... Pai esse que foi o motivo de toda essa dor... Fica claro então, meritíssimo, que Edward Masen Cullen de tão desnorteado perdeu o rumo e agrediu o senhor Charlie Swan da forma que agrediu... Minha conclusão e peço que o Meritíssimo a considere, é que a Edward não pode ser imputada a culpa tendo em vista que os fatos que lhe recaíram as costas foram em demasia pesados o deixando cego por um momento, portanto peço a absolvição de meu cliente. – Concluiu... E o juiz com tranquilidade...

Vamos fazer um recesso de trinta minutos e retornaremos com a conclusão. – Declarou retirando-se em seguida... As portas da sala foram abertas e quem do lado de fora aguardava adentrou carregando intensa ansiedade por informações... É claro que todos aproximaram-se de Edward e James enquanto que Charlie e Irina se retiravam da sala sendo seguidos por Benjamin.

Você foi muito bem, James. – Disse Carlisle.

Obrigado senhor Cullen, muito obrigado. – Devolveu sério.

Vamos esperar que o juiz tenha bom senso. – Afirmou Victoria... Isabella agarrou-se ao seu amor e ali ficou.

Esse juiz não terá alternativa a não ser lhe absolver... Não é possível que a injustiça prevaleça como foi da primeira vez, garoto... Não, não é possível. – Dizia Lince com convicção tendo ao lado uma cabisbaixa Elizabeth e Edward surpreendendo.

Obrigada, mamãe... Por testemunhar. – Disse e Elizabeth elevando os olhos se mostrou de fato surpresa, uma lagrima rolou por seus olhos e Lince a segurou ainda mais junto de seu corpo...

Sei que estou com anos de atraso, Edward... Anos de atraso... Mas... Mas consegui... Consegui, Edward... Hoje eu fiz o que deveria ter feito naquela época... Hoje eu fiz... – Soltava com a voz embargada e as lagrimas começaram a cair desenfreadas...

**

Emmett estava feliz de estar com Rosalie, na casa dela e para ficar ainda mais perfeito, estava sendo paparicado pela tia Alice... Mas nosso garotinho, não conseguia parar de pensar em seu papai...

Ei... Emm... É a sua vez. – Chamou Rosalie tendo a sua frente um grande tabuleiro de jogo que compartilhava com Emmett... O pequenino soltou o ar com força...

Sabe o que é, Rose? Eu estou muito preocupado. – Confessou e a garotinha sentiu-se entristecida por ele.

É por causa do tio Edward, né? – Perguntou já sabendo a resposta e o pequeno assentiu ainda sério.

Eu acho que você não tem que se preocupar, porque... Porque o tio Edward é esperto e vai conseguir sair dessa... Eu... Eu sei que vai. – Disse saindo de sua cadeira e indo para o lado dele... Colocando o braço nos ombros do garotinho... – Eu estou aqui com você, vou sempre estar, ok? E tudo... Tudo vai ficar bem. – Disse tentando deixar Emmett mais tranquilo e Alice que vinha da cozinha fitou os pequenos e ouvindo o final das colocações de sua filha sorriu emocionada pelo carinho compartilhado a sua frente e sem conter-se...

É isso mesmo Emmett... Lindo, nada de tristeza vamos... Seu papai vai sair dessa, você vai ver. – Afirmou abraçando os dois e torcendo para que aquilo fosse uma verdade.

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O meirinho anunciou a retomada da audiência e quem não fazia parte direta do julgamento foi obrigada a se retirar... O juiz retornou à sala... Sua decisão já havia sido tomada...

– Os autos aqui apresentados me levaram a entender a dimensão escandalosa de tudo isso... E minha decisão está tomada... – Declarou firme. A Edward foi solicitado colocar-se de pé e ao seu lado James também o fez já que era seu representante legal e o juiz com a decisão tomada... — Senhor Cullen... – Disse o juiz com toda autoridade que lhe cabia. – Sua atitude, há de convir, foi no mínimo selvagem e seu histórico não lhe favorece... – Argumentava... A Isabella fora permitido assistir a audiência e estando ao lado de Victoria que estava auxiliando James, o coração da jovem faltava saltar pela boca... O medo lhe dominou de tal forma que não conseguia manter-se quieta, antes seus joelhos batiam-se um contra o outro... – Contudo, partindo da prerrogativa de que circunstancias incabíveis se deram, faz-me ponderar... Mas não retroceder diante da justiça que deve ser feita... Coisa que jamais farei, portanto...

– O que diabos ele quer dizer? – Cochichou Isabella para a ruiva. Victoria pediu que ela se mantivesse em silencio e o juiz continuou falando...

Como falei a pouco... Diante de todas as provas apresentadas... O caso muda de direção aqui... A vítima, Charlie Swan, teve ligação mais do que direta com o infortúnio da própria filha e isso afetou é claro todo o curso de uma história... A história de duas pessoas e por que não dizer três? Senhor Charlie Swan o que fez é além de um crime, uma crueldade e como defensor da justiça oriento sua filha a exigir diante da lei que se faça valer a verdade e que essa lhe traga de volta o que foi pelo senhor usurpado e que por fim o senhor receba a pena cabível... Mas voltando a situação aqui colocada... É claro que Edward Masen Cullen tem culpa, e é claro deve pagar... Sendo assim o réu é por essa corte considerado culpado... – Começou e Isabella prendeu a respiração enquanto seu corpo tremia em descontrole... Choque e medo lhe afligindo... Edward fechou os olhos e apenas se manteve ouvindo... – Portanto, declaro que sua pena será de um ano de trabalhos voluntários em uma instituição de atendimento a menores infratores... Essa pena será fracionada com dias e horas estipuladas por essa corte até que se dê o cumprimento em sua totalidade. – Finalizou e chamando os advogados para junto de si fez as considerações finais e Isabella sem conter-se correu em direção a um Edward que sorriu aliviado... Abraçados se colocaram...

É garoto você conseguiu... Se livrou de todo o peso... Se livrou do estigma de se manter à margem... Você venceu Edward... E tenho a certeza seu avô teria muito orgulho de você... Eu tenho muito orgulho de você e posso dizer com alegria que não me arrependo nenhum pouco de lhe acolher em minha casa naquele inicio de noite enquanto fugia do cerco policial... Pelo contrário, naquela época já sabia e hoje só tenho ainda mais certeza... Fiz a escolha certa! – Destacou Lince e Edward o abraçou...

Obrigado Lince, muito obrigado. – Colocou emocionado... Todos em volta fizeram questão de felicitar Edward e Isabella ao seu lado apenas chorava de alegria... — Obrigado Jimy... Obrigado Victoria. – Declarou um Edward de fato agradecido.

Fizemos apenas o nosso trabalho. – Destacou a ruiva um tanto envergonhada, algo incomum vindo dela, já James...

Nós ainda não acabamos... Sairei daqui direto para o gabinete da promotoria... O senhor ali não vai se ver livre... – Afirmou apontando para um Charlie que apenas ouvia Benjamin lhe falar ao pé do ouvido... – Vou é claro formalizar a denúncia e exigir que seja aceita... E tão logo isso ocorra vamos preparar a acusação junto com a promotoria...

– Agora mudamos de lado. – Afirmou Victoria.

Exatamente, agora seremos nós os que acusam... A coisa vai ficar estreita, muito estreita para o Swan ali e o seu amigo fujão vai ser caçado pode apostar. – Finalizou James piscando ao final enquanto se referia a Samuel Uley... Charlie manteve-se quieto, cauteloso enquanto a vingativa Irina esbravejava ao seu lado sem permitir que Lancaster fizesse seu trabalho aconselhando Charlie... A justiça se fizera e esse não era o fim, Charlie Swan sabia disso... Sentia em seu íntimo que as coisas iriam ficar ainda mais complicadas e quanto a isso não havia o que ser feito... Edward estava livre e a pena que lhe fora imputada no final das contas era mais do que bem-vinda já que o próprio Edward estava ansioso para ver o abrigo que estava sendo construído para menores ser inaugurado. A felicidade foi geral e comemorar seria, é claro, uma necessidade.

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Mamãe Isabella e papai Edward encaminharam-se para a casa da tia Alice com a intenção de buscar Emmett e juntos irem comemorar com todos os seus queridos...Emmett ainda estava preocupado, sério demais... Algo que não combinava com ele e nem a chegada do tio Jasper e uma disputa de videogame contra o tio o fizera mudar seus preocupados pensamentos... Mas foi a movimentação na entrada principal da casa que mudou tudo... Emmett ao ouvir a voz do papai largou o controle do videogame e correu... Quando o viu... Quando o sorriso se tornou um reflexo entre pai e filho, o coraçãozinho do pequeno se alegrou e ele correu para os braços do papai.

Você está aqui! – Disse agarrado ao pai e Isabella, emocionada, admirava a cena a sua frente tendo Alice ao seu lado e uma pequenina Rosalie sorridente fitando primo e tio.

É claro que estou aqui, vou sempre estar aqui, campeão. – Afirmou ainda segurando-o nos braços e aproximando-se de Isabella a abraçou também... Agora seria paz... Agora seria viver em família... Agora seria apenas amor. Edward e Isabella finalmente estavam juntos e sem nenhuma ameaça à sua volta, a tempestade que por anos os devastou, machucou agora era apenas uma lembrança do quanto sofreram, é bem verdade, mas também do quanto eram fortes, juntos... A destruidora tempestade, aquela que os machucara tinha terminado... Ficara agora apenas uma tempestade de sentimentos, intensos e bem-vindos sentimentos e esses continuariam a trovejar, relampear e desaguar na alma e no coração desses que nunca mais se separariam... O arco-íris agora seria permanente em suas vidas!

~ FIM ~

Notas finais
Obrigada por ter chegado até aqui, espero que tenha gostado de atravessar essa tempestade comigo e ver a vitória desse linda casal, Edward e Isabella sofreram, choraram, amaram, venceram muitos obstáculos e foram presenteados com o pequenino Emmett... Para mim foi mais do que privilégio escrever essa Fic e poder compartilha-la com vocês, valew mesmo. -;- Novidades sobre os meus escritos chegam antes no Facebook - Lu Nandes Fanfic's, apareça por lá e se deixe ser seduzido pelo que vem a seguir. ;) -;- Mais uma vez obrigada por ter acompanhado Tempestade, bjos e até mais!